25 maio 2008

A IMPUNIDADE DO COSTUME...

Tráfico a céu aberto

Cada esquina um território, bolsos cheios de droga e a mão sempre pronta a exibi-la. À confiança. "Haxixe, coca, cavalo?", é a abordagem constante. Olho aberto e ligeiro. Quatro, cinco dealers para uma rua e o tráfico tem regras no Bairro Alto, Lisboa. É público que ali se vende droga, há espaço para todos "sem guerra" e nem o enorme reforço policial, duas noites depois de um homicídio, atrapalha. O CM esteve na madrugada de ontem e as imagens falam por si.

Duas raparigas nos 15, 16 anos saem do bar e tentam furar de copo nas mãos entre a multidão animada da rua da Atalaia, no centro do bairro, quando o dealer se apressa a oferecer-lhes 'chámon'. Haxixe. Viram a cara a este homem, jovem de barba em forma de pêra e casaco de fato-de-treino cinzento, calças de ganga, para logo esbarrarem no traficante da frente. E este solta um 'querem erva?', embrulhada dentro de sacos de plástico e que mal chega a exibir. Solta um assobio e encosta-se à parede. Deixa passar mais uma das muitas patrulhas das Equipas de Intervenção Rápida da PSP.

'Toda a gente sabe onde estão, quem são e o que guardam nos bolsos. Era revistar e levá-los', lamenta o dono de um bar. Nem o reforço de equipas fardadas da PSP depois de um homicídio por tráfico, nem os elementos da investigação criminal, à civil, pararam o negócio. Feito às claras. E até a reportagem do CM foi aliciada com 'uma quarta'. Cocaína.

(...)

ATENÇÃO AOS AGENTES

Dezenas de elementos da Divisão de Investigação Criminal da PSP, à civil, percorreram na madrugada de ontem o Bairro Alto. Os traficantes nas esquinas, também às dezenas, tiveram o cuidado de não abordar os agentes.

Henrique Machado

In Correio da Manhã

23 maio 2008

MAIS UM TIRO...

Suspeito de droga abatido na rua

"O ‘Bánu’ caiu aqui. Quando o vi nem me parecia ele. Estava mal, tinha os olhos revirados... Já tinha tido uma paragem cardíaca e foi reanimado por uma senhora." Horas após a morte do amigo, baleado na madrugada de ontem em pleno Bairro Alto, em Lisboa, Ruben ainda está incrédulo.

'Eu e a minha namorada pegámos-lhe na mão. Ele parecia querer dizer alguma coisa. Chegou o INEM e disse que ia fazer tudo por ele. Mas afinal ele morreu.'

‘Bánu’, alcunha pela qual era conhecido o jovem atingido no tórax às 02h30, foi transportado ao Hospital de São José, onde morreu pelas 6h00, durante uma intervenção cirúrgica.

A vítima tinha 21 anos. O amigo conhecia-o desde pequeno: 'Crescemos juntos na Amadora, no Casal de São Brás, onde ele morava com os pais.' Garante que o jovem não tinha problemas com ninguém. Mas as autoridades estão convencidas de que os dois tiros que se ouviu naquela noite – só um deles, de uma arma de calibre 6.35mm, matou ‘Bánu’ – foram motivados por assuntos relacionados com o tráfico de droga.

Tratou-se de um 'ajuste de contas', especificou ao CM fonte policial, acrescentando que o jovem era visita frequente do Bairro Alto, onde alegadamente se dedicava à venda de haxixe. Outra fonte adianta que a vítima conhecia o agressor, também referenciado por tráfico.

Ruben desmente que o amigo se dedicava ao tráfico. 'A mãe tem um café nos Anjos e ele ajudava-a', adianta, confirmando que ‘Bánu’ ia muitas vezes ao Bairro Alto. 'Até porque eu estou a morar cá e ele vinha ter comigo.' ‘Bánu’ e Ruben encontraram-se no Bairro e foram juntos até ao número 11 da Travessa da Cara. Combinaram voltar a encontrar-se ali, meia hora depois.

Às 02h30, quando Ruben regressou ao local, deparou-se com o amigo prostrado no chão: terá sido atingindo na rua do Diário de Notícias. Ferido, correu até ao local combinado, onde desfaleceu.

O agressor foi visto por várias testemunhas, que foram ouvidas pelas autoridades.


COMERCIANTES E MORADORES INSEGUROS

Unânimes nas acusações, moradores e comerciantes afirmam: 'São os que vêm de fora que provocam os desacatos.' De dia 'este bairro até é monótono', prosseguem, lamentando o barulho nocturno. É de noite que o bairro se enche de gente em busca de diversão. 'E com uma cerveja a mais já se sabe', alega Maria de Fátima, moradora do bairro há 47 anos, onde tem um minimercado. Esta comerciante diz que tem medo de sair de casa à noite. 'Só saio se a situação for muito grave', frisa ao CM. Mais inseguros sentem-se os empregados dos bares que, solicitando o anonimato, lamentam a falta de polícia. 'Há noites em que não se vê um.'


FRANCISCO TADEU, DIRECTOR ASS. DE DISCOTECAS: 'PODEMOS PAGAR À PSP'

CM – Que medidas podem ser tomadas para aumentar a segurança?

Francisco Tadeu – Ainda no dia 7 de Março o sr. ministro da Administração Interna promulgou um despacho que permite aos proprietários de discotecas e bares contratarem polícias para os estabelecimentos.

– Concordam em suportar esse custo? Já alguém recorreu a esses gratificados?

– Custa cerca de 50 euros por quatro horas. Podemos pagar e já houve quem tentasse mas os comandantes distritais dizem que não têm agentes disponíveis.

– Então ficaram na mesma?

– Sim. Mas já enviámos, no passado dia 7, um e-mail ao sr. ministro a dar-lhe conhecimento que os comandantes distritais não executam o seu despacho. n S.R.


CÂMARA ESTUDA INSEGURANÇA

Por proposta da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, a Câmara Municipal de Lisboa está a estudar, desde finais de Fevereiro passado, um projecto para tentar resolver o problema da insegurança no Bairro Alto.

Os comerciantes locais propuseram o reforço do policiamento nas ruas, mais fiscalização aos horários e licenças dos espaços nocturnos e uma maior cooperação entre a PSP e a Polícia Municipal, aumentando a presença de agentes no bairro.

O comando Metropolitano da PSP de Lisboa escusou-se ontem a prestar declarações sobre a insegurança que os moradores dizem existir, uma vez que existe um projecto em estudo que reúne uma série de entidades, incluindo as polícias, a Câmara Municipal e os comerciantes.

A instalação de videovigilância no Bairro Alto é uma das hipóteses que está a ser avaliada.

Sofia Rêgo com H.M./A.L

In Correio da Manhã



18 maio 2008

TIME OUT BAIRRO ALTO


Na sua última edição a Time Out Lisboa dedica especial atenção ao Bairro Alto, “ uma cidade dentro da cidade”. Ao longo de doze páginas a revista desvenda o guia alternativo e “um outro olhar sobre o coração da cidade”, sem esquecer o “Lado Baixo do Bairro Alto”, porque “o bairro não é só copos, festa e gente gira”.
Desse outro guia (o dos problemas) aqui ficam alguns parágrafos:



Droga

Há duas palavras mágicas no Bairro Alto: haxixe e coca. E de uma coisa Lisboa pode ter a certeza o tráfico não é bom para o turismo. (…)
E nos guias turísticos o bairro não vem referenciado como o novo Casal Ventoso. Ele é apresentado como bairro histórico imperdível. Portanto, talvez o bairro tenha de se decidir: quer atrair ou espantar turistas? É que os lisboetas já se habituaram…mas e os outros?

Horários de Fecho

Fechar o Bairro Alto à meia-noite é mais ou menos a mesma coisa do que lhe espetar uma faca nas costas, torcer-lhe o pescoço e ainda lhe dar uns pontapés nas costelas.

Tags

Há um deserto do Saara entre a verdadeira street art e as chamadas tags (assinaturas) que sujam as streets do Bairro alto. Estas palavras escritas a tinta (que a maior parte das vezes são apenas assinaturas) são só poluição visual para quem lá vive e trabalha.

Lixo

São os próprios comerciantes a admitir: a culpa nem é da Câmara. Essa tem tido um trabalho “notável” fazendo circular pelas ruas do bairro um carro do lixo que não deixa uma migalha à vista.

Pilaretes

A parte de baixo do carro existe por alguma razão. É por isso que de cada vez que um pilarete a destrói alguém fica muito aborrecido. No Bairro Alto acontece muito.

12 maio 2008

FORMAÇÃO PROFISSIONAL


Estando inscritos 25 alunos, iniciou-se hoje o segundo Curso de Higiene e Segurança Alimentar, ministrado pela engenheira Margarida João. Desta vez os formandos são elementos das equipas do Clube da Esquina, Maria Caxuxa,Incógnito, Napron, Luso, Mahjong, Faia e Adega das Mercês.

A fim de avaliarmos a necessidade de organizar um terceiro curso, solicitamos que eventuais interessados façam desde já a sua inscrição prévia. O mesmo deverá ser feito para um curso de Iniciação ao Inglês, que será organizado caso o número de interessados seja suficiente para a formação uma turma.

Aposte na formação profissional!




07 maio 2008

2º CURSO DE HIGIENE E SEGURANÇA ALIMENTAR



Local: Clube Rio de Janeiro, Rua da Atalaia nº 120.

Datas: De 12 a 26 de Maio.

Horário: De segunda a sexta-feira (2,5 horas dia), das 15:00 às 17:30 horas

Formadora: Eng. Margarida João

Preço: 10 Euros/pessoa
(5 Euros para o imposto de selo e o restante para o Clube Rio de Janeiro)
Pagamento prévio obrigatório

Limite máximo de inscrições: 24

Todos os formandos terão diploma de formação certificado pelo Instituto do Turismo de Portugal no final da acção. As entidades empregadoras tem vantagens em enviar os seus colaboradores, pois desta forma cumprem um requisito legal.

06 maio 2008

TEATRO NAS RUAS DO BAIRRO

O Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa - FATAL - abriu ontem a sua 9ª edição, em Lisboa. Peças de teatro, performances e workshops são os atractivos deste festival que vão dar vida às ruas de Lisboa em especial ao Bairro Alto, durante todo o mês de Maio com 12 espectáculos e 19 exibições.
Os grupos de teatro académico vêm de todo o país e até de algumas cidades espanholas como Sevilha e Vigo.

29 abril 2008

Reciclagem de Rolhas de Cortiça

Comece já hoje a juntar as suas rolhas de cortiça!

Assiste-se, actualmente, a uma grande pressão sobre as rolhas de cortiça, produto vital na cadeia de valor acrescentado que beneficia as comunidades rurais e que garante igualmente a sustentabilidade económica de todas as aplicações de cortiça. Esta pressão provém de produtos alternativos (vedantes sintéticos e cápsulas de alumínio), que são derivados do petróleo e do alumínio, indústrias ambientalmente nocivas.

Há, pois, que defender a rolha de cortiça como produto que garantiu e deverá continuar a garantir a manutenção do montado de sobreiros, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do continente europeu e que se estima absorver, por ano, 4,8 milhões de toneladas de CO2, um dos principais gases causadores do efeito estufa e do consequente aquecimento global. Como a cortiça é a própria casca da árvore, também retém CO2 e ao ser reciclada, evitam-se emissões deste gás para a atmosfera, contrariamente ao que acontece quando se decompõe ou é incinerada.

O GREEN CORK é um Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça desenvolvido pela Quercus, em parceria com a Corticeira Amorim, a Modelo/Continente e a Biological. Tem como objectivo não só a transformação das rolhas usadas noutros produtos, mas, também, com o seu esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa “CRIAR BOSQUES, CONSERVAR A BIODIVERSIDADE”, que utilizará exclusivamente árvores que constituem a nossa floresta autóctone, entre os quais o Sobreiro, Quercus suber.

O projecto foi construído tendo por base a utilização de circuitos de distribuição já existentes, o que permite obtermos um sistema de recolha sem custos adicionais, que possibilita que todas as verbas sejam destinadas à plantação de árvores. Tudo isto sem aumentar as emissões de CO2!

As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial.

A internacionalização do projecto está já a ser negociada. Em breve, as rolhas usadas de outros países europeus começarão a ser recicladas em Portugal, dentro de um esquema montado a partir daqui, resultando num contributo adicional para o esforço de reflorestações e conservação de florestas autóctones portuguesas. Este exemplo único de exploração de uma floresta autóctone, que conseguiu ao longo dos tempos conciliar criação de riqueza, serviço ambiental e impacto social positivo, irá agora completar este ciclo, renovando a própria floresta que esteve na sua origem.

http://earth-condominium.com/port/green.html

21 abril 2008

1º CURSO 2008


Iniciou-se hoje o 1º curso de 2008 sobre Higiene e Segurança Alimentar. Esta é apenas a primeira turma e estará em formação até ao próximo dia 6 de Maio.
Em breve anunciaremos a data para a inscrição de mais 24 formandos.

17 abril 2008

VEM AÍ O URSO…

"Masako Point" é o nome do espectáculo que estreou no espaço Negócio, da Galeria ZDB, em Lisboa, no âmbito de um projecto transdisciplinar desenvolvido por um colectivo de artistas portugueses e estrangeiros.

"A ideia partiu da equipa portuguesa, que começou a trabalhar num livro que se chama `101 Experiências da Filosofia da Vida Quotidiana`, de um filósofo francês [Roger-Pol Droit], que é uma espécie de livro de filosofia de bolso", disse à Lusa Paula Diogo, um dos elementos do grupo.
Conheceram-se no curso de encenação que a companhia britânica Third Angel deu no ano passado na Fundação Calouste Gulbenkian e apresentaram, na altura, uma proposta que consistia em fazer as 101 experiências que o filósofo propõe sobre a percepção da vida quotidiana e fazer um vídeo com elas, cujo registo poderia durar, no máximo, um minuto por cada uma. Fizeram uma primeira apresentação na Gulbenkian, mas depois acharam que "podia ser interessante" propor a mesma ideia de base a uma equipa de outras áreas, que não tivesse nada que ver com teatro, explicou Paula Diogo.

Assim, a Alfredo Martins, Cláudia Gaiolas, Paula Diogo, Simão Cayatte e Sofia Ferrão juntaram-se seis artistas convidados: Alex Alves (músico brasileiro de nacionalidade alemã que vive na Bélgica), Liina Keevalik (cenógrafa estónia), Lior Azivoor (bailarina israelita), Masako Hattori (japonesa residente em França que trabalha com vídeo), Mikko Hynninen (finlandês que faz desenho de luz e som) e Oren Sagiv (arquitecto israelita).
A partir da proposta da obra do pensador francês, desenvolveram o Projecto 101, que consiste num conjunto concertado de quatro acções - "flyers", ursos sociais, montras e o espectáculo "Masako Point" - cujo objectivo é "reorganizar a percepção e experiência do real".
Até 19 de Abril, serão distribuídos em bares e lojas da zona do Bairro Alto "flyers" contendo, como "sugestão-desafio", 26 das 101 experiências propostas na obra de Roger-Pol Droit, com indicações de tempo de duração e outras instruções.
"Há umas mais filosóficas e outras mais práticas, e outras ainda são piadas", observou Paula Diogo, acrescentando que "o autor não se leva muito a sério" e que, por isso, também eles seguiram esse registo. Entre as "provocações" impressas e distribuídas, estão: "sentir-se eterno, correr num cemitério durante meia-hora, imaginar a sua morte iminente, perder-se no metro durante meia-hora, beber água e urinar ao mesmo tempo, transformar-se em música e sorrir para um estranho ou dizer-lhe que é lindo".

A segunda acção do Projecto 101 intitula-se "Ursos Sociais" mas afinal, o urso é um só e vai andar pelo Bairro Alto, parando de vez em quando para tomar café e interagir com as pessoas.
"Pretendemos que estas acções sejam independentes, que sejam acontecimentos e causem alguma estranheza, para que as pessoas se interroguem sobre o que se passa", sublinhou.

A terceira, em funcionamento desde terça-feira, consiste em instalar nas montras de várias lojas, no trajecto entre o Largo de Camões e a Calçada do Combro, um circuito de televisões que passarão ininterruptamente vídeos criados pela equipa do projecto a partir da realização das 101 experiências.
Na quarta acção, o espectáculo Masako Point, em cena na Negócio ZDB também até 19 de Abril, "tentámos aplicar todas as ideias do Roger-Pol Droit e daquilo que ele pretende com o livro, que é uma alteração da percepção do real".
"Tentámos aplicar isso ao que nós conhecemos, que é o espaço do teatro, e tudo o que tem que ver com as convenções teatrais e com o que implica fazer um espectáculo", prosseguiu.
O nome "Masako Point" provém de uma "teoria comportamental de um francês que tem que ver com esta sensação de alteração da percepção de tudo o que nos rodeia e foi ela que serviu de base ao desenvolvimento do trabalho para o espectáculo. Por isso, achámos que fazia sentido que se chamasse assim", concluiu.


LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

11 abril 2008

CURSO DE HIGIENE E SEGURANÇA ALIMENTAR


CURSO 2008
Higiene e Segurança Alimentar

Local: Clube Rio de Janeiro, Rua da Atalaia nº 120.

Datas: De 21 de Abril a 6 de Maio.

Horário: De segunda a sexta-feira (2,5 horas/dia) das 15,00 às 17,30 horas

Formadora: Cecília Smith

Preço: 5 Euros/pessoa
(Toda a receita reverterá a favor do Clube Rio de Janeiro)

Inscrições: Até dia 18
Limite máximo de inscrições: 20

Todos os formandos terão diploma de formação certificado pelo Instituto do Turismo de Portugal no final da acção. As entidades empregadoras tem vantagens em enviar os seus colaboradores, pois desta forma cumprem um requisito legal relativo à formação.

10 abril 2008

10 ANOS


PROVEDOR DE JUSTIÇA PROPÕE FECHO ÀS 2 HORAS

Lisboa, 09 Abr (Lusa) - O provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, enviou um ofício ao presidente da câmara de Lisboa a defender a harmonização do horário de encerramento dos estabelecimentos nocturnos do Bairro Alto às "duas da madrugada".
"O Provedor de Justiça é favorável a que o horário de funcionamento dos estabelecimentos compreendidos no núcleo histórico do Bairro Alto não vá além das duas da madrugada", lê-se numa nota enviada à comunicação social pelo gabinete de Nascimento Rodrigues, na sequência das solicitações que "muitos moradores" têm feito no sentido do Provedor intervir junto da Câmara Municipal de Lisboa.
No ofício enviado a António Costa, o Provedor defende a necessidade de "reflectir sobre a pertinência em estabelecer, em regulamentação municipal, a interdição do consumo de bebidas na via pública, e o funcionamento dos estabelecimentos de portas fechadas" e sugere à câmara que comece "por recensear os estabelecimentos incómodos que mantenham funcionamento ilegal, determinar o seu despejo e promover a execução coerciva das ordens que não se mostrem acatadas no prazo para o efeito fixado".
Nascimento Rodrigues defende ainda que "as medidas anunciadas devem ser secundadas pelo encerramento dos estabelecimentos alvo de reclamações por parte dos moradores, sempre que se verifique que os mesmos mantém funcionamento em infracção aos requisitos de abertura ao público".
Para o provedor de Justiça, "trata-se de uma questão de saúde pública, e não apenas de incomodidade, já que a continuada exposição ao ruído diminui o sono, prejudica gravemente a saúde e compromete o rendimento profissional e escolar, além de poder constituir factor de patologias psicológicas graves".
Nascimento Rodrigues refere ainda que muitos bares e discotecas do Bairro Alto "abrem portas sem licença municipal, à revelia dos requisitos mínimos de funcionamento e em desrespeito dos horários autorizados" e que a maioria se situa em pisos térreos de edifícios de habitação.
Apesar de ter consciência de que os estabelecimentos em causa geram "riqueza e postos de trabalho e satisfaz a procura colectiva de locais de diversão nocturna", o provedor de Justiça sustenta que o seu funcionamento "nos moldes actuais prejudica os moradores vizinhos em termos de conforto, segurança, saúde física e mental".
Nesse sentido, "torna-se premente encontrar um ponto de conciliação entre a protecção da qualidade de vida dos moradores e a livre iniciativa económica dos proprietários, para o qual muito contribuirá a uniformização dos horários de encerramento", lê-se na nota de Nascimento Rodrigues
O Provedor de Justiça conclui, porém, que a disciplina dos horários de abertura ao público daqueles estabelecimentos "só se tornará eficaz se forem aplicadas sanções significativas para com os proprietários que não os observem, encerrados os estabelecimentos não licenciados e limitado o consumo de bebidas e alimentos na via pública"
A proposta de redução de horários do comércio no Bairro Alto, Lisboa, esteve em discussão pública até dia 29 de Fevereiro, mas foi cancelada pela Câmara de Lisboa, assegurou sexta-feira à Lusa o presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto.
"A proposta (dos horários) foi cancelada pelo presidente António Costa que também não concordava com ela", garantiu à Lusa Belino Costa, da Associação de Comerciantes do Bairro alto (ACBA).
Em termos gerais, a proposta apontava para o encerramento de todos os estabelecimentos comerciais do Bairro Alto duas horas antes do praticado actualmente.
Na prática, caso a proposta fosse viabilizada, os bares que na prática funcionam até às 04:00 passavam a fechar às 02:00, as discotecas que funcionam até às 06:00 fechariam às 04:00 e o fecho dos restaurantes dependeria das classificações a que pertenciam, embora na generalidade ficassem obrigados a fechar às 00:00.
CP/NYM.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-04-09 16:35:01

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=338659&visual=26

09 abril 2008

RUA PARCIALMENTE ENCERRADA


Parte norte da Rua Diário de Notícias, entre a Rua do Grémio Lusitano e a Travessa da Cara, está encerrada ao trânsito.
Segundo a explicação do polícia municipal que vigiava o local, o corte deve-se a perigo de desmoronamento de um edifício, o Palácio dos Andrades, para onde está projectado um novo Hotel, mas cujas obras estão embargadas.

07 abril 2008

LIMPEZA NO BAIRRO ALTO


A Câmara de Lisboa, a PSP e o Ministério Público vão constituir um grupo de trabalho com vista a combater o vandalismo e o tráfico de droga no Bairro Alto, em Lisboa. A primeira acção será uma operação de limpeza, visando os graffitis e outros actos de pequena delinquência. Ninguém fala em ‘tolerância zero’, mas é evidente a influência do que Giuliani fez em Nova Iorque. Os moradores e os comerciantes agradecem

Segundo o SOL apurou, a medida foi anunciada pelo próprio presidente da autarquia, António Costa, durante uma reunião na passada segunda-feira. No encontro, onde o líder do executivo municipal apresentou as «linhas de acção» para o Bairro, estiverem presentes elementos da Polícia, das juntas de freguesia da Encarnação e de Santa Catarina, da associação de comerciantes e ainda um arquitecto do gabinete técnico do Bairro Alto e da Bica.
Fonte oficial da Procuradoria-geral da República confirmou ao SOL a existência do protocolo, ressalvando, porém, que o compromisso continua «longe de estar concretizado, encontrando-se ainda numa fase incipiente».
O SOL sabe, contudo, que, nos termos no novo protocolo, o MP terá um papel determinante no enquadramento das sanções aplicáveis aos tipos de criminalidade mais frequentes no Bairro Alto. Em causa estão sobretudo as acusações de posse e tráfico de droga, bem como os actos de vandalismo.
O protocolo prevê ainda o reforço da vigilância por parte da PSP e uma campanha de limpeza de graffitis, conduzida pela autarquia. No entanto, as principais alterações prometem partir da intervenção do MP, que, à luz do Código Penal, deverá propor as melhores soluções de punição para os ilícitos e, numa fase posterior, perceber se o regime legal é eficaz.

06 abril 2008

PROPOSTA CANCELADA

A proposta de redução de horários do comércio no Bairro Alto, Lisboa, que esteve em discussão pública até dia 29 de Fevereiro, foi cancelada pela Câmara de Lisboa, assegurou a Associação de Comerciantes do Bairro Alto

«A proposta (dos horários) foi cancelada pelo presidente António Costa que também não concordava com ela», garantiu Belino Costa, da Associação de Comerciantes do Bairro alto (ACBA). A proposta foi contestada por comerciantes e frequentadores dos espaços nocturnos, que identificaram a falta de policiamento e de fiscalização como principal problema, considerando a proposta de «desastrada». Em discussão pública até dia 29 de Fevereiro, a redução proposta obrigava restaurantes, cafés, cervejarias e lojas a encerrar às 00hnos dias úteis e os bares e discotecas às 2h, sendo que apenas as discotecas teriam permissão para permanecer abertas até às 4h nas noites de quinta-feira a sábado, inclusive, duas horas mais cedo do que o praticado actualmente.
A garantia do presidente António Costa surgiu em reunião realizada esta semana com a presença de representantes das juntas de freguesia do Bairro Alto, PSP, Polícia Municipal, a Associação de Comerciantes e o arquitecto Nuno Morais.Dessa reunião surgiu ainda a indicação de que será realizado um reforço da iluminação pública e mais polícias na zona, de acordo com um protocolo já existente entre o Ministério Público, PSP e CML que visa melhorar a eficiência das forças policiais no combate ao tráfico de droga.Outra questão abordada na reunião prende-se com o número de estabelecimentos comerciais com processos pendentes na CML, sendo que 36 estão a funcionar sem projecto nem licença, existindo apenas a «intenção da autarquia em dar rápida resolução» ao problema.
Os responsáveis da autarquia têm nova reunião com os representantes das juntas de freguesia e da Associação de comerciantes, marcada para a próxima semana, onde se esperam novidades e linhas de acção mais concretas.

Lusa / SOL

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=87588/ 62 visitas

03 abril 2008

LISBON 500 PARTY PEOPLE


Chama-se «Lisbon 500 Party People» e terá lugar no Bairro Alto, em Lisboa no próximo dia 5 de Abril. Trata-se de um evento grandioso com música, dança, moda, teatro, artes circenses e projecções multimédia produzido pela Fiat e pela MTV e que marca o lançamento do novo Fiat 500.

Stefano Solfaroli, Director Geral da Fiat Group Automobiles Portugal afirma «O Fiat 500 é o modelo mais esperado do ano por ser uma reedição de um ícone e um moderno everyday masterpiece. Por isto mesmo, não seria razoável celebrar a chegada do Fiat 500 de uma forma tradicional, mas sim com um evento em tudo único».

A apresentação agendada para a capital – à semelhança das que já aconteceram em Turim e em Londres – pretende atrair milhares de pessoas para assistir aos vários espectáculos. Masters At Work, Felix da Housecat, Dezperados e Nicola Conte são alguns dos artistas escolhidos pela MTV que vão estar presentes. A componente artística compreende ainda 88 pessoas (entre artistas, bailarinos, músicos e figurantes) para o espectáculo histórico (50 anos do 500), 15 animadores, seis DJ’s e dois video jammers.

A Lisbon 500 Party People começa às 17 horas na Rua do Norte e Largo de Camões.

02 abril 2008

REUNIÃO COM O PRESIDENTE ANTÓNIO COSTA


Por iniciativa do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa, realizou-se na passada segunda-feira, dia 31, uma reunião que contou com a presença de representantes das Juntas de Freguesia do Bairro Alto, PSP, Polícia Municipal, Associação de Comerciantes, e do Arquitecto Nuno Morais.
O Presidente António Costa começou por apresentar as “linhas de acção” para o Bairro Alto. Referiu, com início previsto para o próximo mês de Setembro, a realização de uma acção de limpeza de grafites na Rua do Norte, Rua da Misericórdia, Largo Camões e Travessa da Espera. Esta medida deverá ser integrada numa acção mais vasta de combate às grafites que incluirá a distribuição de kits de manutenção. Anunciou igualmente o reforço da iluminação pública assim como da acção policial, tendo referido a existência de um protocolo envolvendo o Ministério Público a PSP e a CML, que visa permitir uma intervenção mais eficaz das forças policiais no combate ao tráfico de estupefacientes.
Quanto a questões relacionadas com o licenciamento comercial informou existirem 70 processos pendentes na zona do Bairro Alto, sendo que 34 apresentaram projecto enquanto 36 estão a funcionar sem licença e sem projecto. É intenção camarária dar uma rápida resolução a tais situações.

Na sua intervenção a Associação de Comerciantes do Bairro Alto começou por destacar a necessidade de olhar para o Bairro Alto na perspectiva dos interesses da cidade de Lisboa e da sua própria imagem internacional. Sublinhou a decisiva importância de um combate eficaz ao tráfico de estupefacientes que, se continuar com o actual ritmo, irá afectar decisivamente as condições de habitabilidade e frequência de toda a zona. Neste contexto sugeriu-se o estudo e implementação de um projecto de videovigilância, a exemplo do que acontece por essa Europa fora. Tal proposta só teve acolhimento favorável por parte do representante da Polícia Municipal, mas o senhor Presidente, apesar de crítico, não afastou por completo tal possibilidade.

No sentido de se organizar e promover o futuro comercial da zona a ACBA propôs ainda a criação de um departamento de trabalho (integrado, por exemplo, no Gabinete Técnico do Bairro Alto e Bica), que pudesse desenvolver acções de valorização do património humano e comercial. “Abrindo portas em vez de as fechar”.

O levantamento da actual situação e respectivos problemas; a classificação das várias zonas em função das valências comércio/ habitação; a definição de uma estratégia para cada zona; a inventariação de uma bolsa de ofertas de arrendamento; a redefinição dos licenciamentos e classificações dos estabelecimentos comerciais à luz de um novo enquadramento, poderiam ser as principais funções deste organismo, que deveria ser acompanhado por um “Conselho do Bairro”, integrado por representantes das associações locais, Juntas de Freguesia, polícia local assim como alguns especialistas e figuras públicas, convidadas a participar pelo seu mérito e ligação ao Bairro. Este Conselho ajudaria a definir directivas a propor soluções e, ao fim de um ano, faria o balanço da actividade desenvolvida.

O novo gabinete para a promoção do Bairro e dos seus recursos humanos deveria ter ainda uma fundamental importância na defesa de um património comercial ímpar, como é o caso dos pequenos restaurantes familiares e tradicionais que estão ameaçados em fase de exigências técnicas e legais cada vez mais restritivas. Assim como na informação, esclarecimento e apoio aos comerciantes, especialmente aqueles cujos sectores estão em crise, como acontece com as pequenas indústrias gráficas ou com as Pensões e Casas de Hóspedes.

Em síntese, ajudaria a identificar problemas e a ordenar comercialmente o Bairro Alto, preparando-o para enfrentar as exigências do futuro.

A terminar a ACBA sugeriu ainda a criação de um Código de Boas Práticas Comerciais a ser debatido com todos os interessados. O senhor Presidente da Camâra pediu que trabalhássemos nesse projecto.

Nova reunião terá lugar no próximo dia 11.

30 março 2008

SAMBA E CHORO NO CLUBE RIO DE JANEIRO

O Lisboa Clube Rio de Janeiro, no coração da capital portuguesa, inaugura na próxima terça-feira, 1 de abril, uma nova iniciativa cultural, que apresentará todas as terças-feiras samba e choro, influenciados pela Lapa carioca. Localizado na Rua da Atalaia, Bairro Alto, o Lisboa Clube do Rio de Janeiro é uma colectividade com décadas de existência, que tem organizado, entre outras acções, a marcha do Bairro Alto por ocasião dos Santos Populares de Lisboa. Intitulada "Gafieira Carioca", a nova iniciativa do Lisboa Clube Rio de Janeiro acontecerá semanalmente à terça-feira a partir das 21h30, segundo informou a Embaixada do Brasil em Lisboa.

In Portugal Digital

28 março 2008

REUNIÃO NA CML

A Associação de Comerciantes do Bairro Alto foi convidada, e estará presente, em reunião a realizar-se na próxima segunda-feira, dia 31, no edifício dos Paços do Concelho, onde serão debatidas as questões relativas ao Bairro Alto, nomeadamente a proposta de redução dos horários comerciais nocturnos.

14 março 2008

DEBATE NA RTP2

O Programa da RTP2, “Sociedade Civil”, promoveu um debate em torno da proposta camarária para a diminuição dos horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais do Bairro Alto. Pode assistir ao programa clicando aqui.

13 março 2008

UM PRÉDIO COM MUITAS VIDAS


São alguns os prédios do Bairro Alto que ostentam placas assinalando o nome dos seus habitantes mais ilustres. Entre eles o nº 6 da Rua João Pereira da Rosa (antiga Rua dos Caetanos) exibe na frontaria uma colecção de sete placas:


1- “Nesta casa faleceu a 24 de Agosto de 1894 o ilustre historiador português Joaquim Pedro de Oliveira Martins (1845-1894). Bem serviu e honrou a sua pátria. A sua memória deve ser abençoada.”
2- “Bernardo Marques (1898-1962) grande pintor e desenhador português da época modernista, viveu nesta casa nos anos trinta”
3- “ Neste prédio viveu e em 27 de Setembro de 1915 faleceu o grande escritor Ramalho Ortigão. (A comissão administrativa do Município 1935). ”
4- “Nesta casa viveu de 1922 até à sua morte, em 1956, António Ferro, escritor jornalista, diplomata e grande impulsionador da vida cultural portuguesa” (Homenagem de 1958).
5- “José Gomes Ferreira (1900-1985) grande poeta português do 2º Modernismo viveu nesta casa nos anos trinta.”
6- “Fernanda de Castro (1900-1994) poetisa e escritora, fundadora dos jardins escola, viveu nesta casa grande parte da sua vida”
7- “Ofélia Marques (1906-1952) grande ilustradora de livros para crianças viveu nesta casa nos anos trinta.”

11 março 2008

JOSÉ SÓCRATES NO BAIRRO


O Primeiro-ministro, José Sócrates, escolheu as ruas do Bairro Alto para conversar com uma jornalista da SIC. A entrevista em movimento decorreu hoje, entre a Rua da Barroca e Atalaia, pouco passava da uma hora da tarde. Não sabemos se o Chefe de Governo almoçou no bairro, mas é certo que dobrou a “esquina de las desiciones”, como se comprova na fotografia que publicamos abaixo.


09 março 2008

Bares e discotecas vão ter polícias como seguranças

Diversão nocturna. MAI autorizou que estes espaços contratassem PSP e GNR
Os proprietários dos bares e das discotecas podem contratar elementos da PSP ou da GNR para prestarem serviços de segurança a porta daqueles estabelecimentos de diversão nocturna, segundo um despacho do Ministro da Administração Interna.
Neste documento, a que a agencia Lusa teve acesso, Rui Pereira autoriza a Polícia de Segurança Publica e a Guarda Nacional Republicana, "sem prejuízo do cumprimento da sua missão, prestarem colaboração aos estabelecimentos de restauração ou de bebidas que a solicitarem, para garantir a segurança de pessoas e bens".
De acordo com o despacho os pedidos são formulados junto da autoridade de polícia territorialmente competente, que deve garantir a "rotatividade dos agentes" que prestarem colaboração junto daqueles estabelecimentos de diversão nocturna.
Os serviços prestados pelos elementos da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana serão pagos pelos proprietários dos bares e das discotecas, como actualmente já acontece no caso dos bingos, dos casinos e dos campos de futebol.
Segundo o despacho, desde a passada segunda-feira que os donos dos bares e das discotecas podem contratar as forças de segurança.
Contactado pela agência Lusa, o director executivo da Associação de Discotecas Nacional (ADN), Francisco Tadeu, congratulou-se com a medida do Ministério da Administração Interna (MAI), referindo que esta era uma "velha" reivindicação dos proprietários de bares e discotecas, que remonta a 1999.
"Os clientes vão deixar de ter medo devido a falta de segurança no exterior", disse o mesmo responsável, adiantando que é fora dos estabelecimentos que ocorrem maior parte dos crimes.
Francisco Tadeu esclareceu ainda que os polícias e guardas que vão prestar serviço à porta dos bares e discotecas "não vão desempenhar o papel de porteiros", mas sim "ajudar” a transmitir segurança aos clientes, quando estes estão já na via pública",
junto ao local de diversão.


Diário de Notícias, 8 de Março de 2008

05 março 2008

CAMINHAR NO BAIRRO ALTO

A VOLTA DOS ALFARRABISTAS

Partida: Jardim do Príncipe Real.
Chegada: Rua do Século.
Duração média: Pode durar uma manhã ou um dia , tudo depende da sua curiosidade e dos livros que procura.
Dificuldade: Mínima. A grande dificuldade será encontrar o que procura entre tantas e tão variadas edições.
Descrição breve: Sugerimos que inicie o percurso no Príncipe Real, ainda que o Largo Trindade Coelho também possa ser uma excelente escolha, em especial se não tem muito tempo disponível, pois a partir dali, num círculo de 100 metros, pode visitar os mais interessantes alfarrabistas do bairro e da cidade.
Importante: Os livros, em geral, têm o preço marcado mas é sempre possível regatear um desconto.
A grande maioria das lojas encerra à hora do almoço. E são raras as que dispõem de Multibanco e cartão de crédito.

Percurso:

A escolha do Jardim do Príncipe Real como ponto de partida deve-se à beleza do local, ideal para um café, ou uma refeição ligeira. E também porque dali em diante será sempre a descer. Comece por espreitar alguns “alfarrabistas de rua” que ali vendem livros usados, estampas e revistas, a baixos preços.

Siga pela Rua D. Pedro V porque no nº 16 encontrará um pequeno espaço, a Livraria D. Pedro V (telf:21 346 8904). Mais adiante, na Rua de S. Pedro de Alcântara nº 71, poderá visitar a Bilbarte (telf 21 346 3702), actualmente com um horário de abertura muito reduzido (das 15h00 ás 16h00), mas onde poderá encontrar alguns livros antigos, bem encadernados, assim como pinturas, estampas e outros objectos.


Continuando a descer chegará ao Largo Trindade Coelho, ponto de paragem fundamental. No largo tem ao seu dispor a Artes e Letras (telf: 21 347 1675) nos números 3 e 4, e a Livraria Olisipo (telf: 21 346 2771) nos nº 7 e 8.
Dali bastará atravessar a passadeira da Rua da Misericórdia para entrar no nº 147 e conhecer uma das livrarias mais interessantes do nosso percurso, a Livraria Bizantina (telf: 21 342 3249) que não encerra à hora do almoço, estando também aberta nas manhãs de sábado. Algumas portas abaixo, no nº 137, poderá visitar a Livraria Camões (telf: 21 342 7272), o local ideal para procurar obras versando os descobrimentos e as antigas colónias portuguesas.
Se for um coleccionador e procurar postais, selos, cartas, revistas, cromos, estampas, gravuras, banda desenhada, etc, siga até ao nº 115. Na Loja das Colecções (telf: 21 346 3057), entre uma grande variedade de livros, não deixará de encontrar o que procura, especialmente se o seu tema predilecto for o futebol.

Chegou a altura de inflectir para o interior do bairro pois não deve perder o maior e mais fascinante espaço. Na Travessa da Queimada nº 28, 1º andar, fica a Livraria Histórica e Ultramarina J.C.Silva onde os livros se estendem por várias salas, existindo mesmo numa delas um antiquíssimo poço que em tempos terá servido para o abastecimento da população local.



Dali continue para a Rua do Norte onde, no número 44, encontrará a Livraria Castro e Silva (telf 21 346 7380) com uma bem organizada e variada colecção. O Largo Camões já espreita ao fundo da rua. Para lá se deverá dirigir virando à direita, pois a próxima paragem fica no Largo do Calhariz, nº14, e dá pelo nome de Livraria Antiquária do Calhariz (telf: 21 342 8477).
Na Calçada do Combro encontrará, no nº38, a Livraria Bocage (telf: 21 346 0315) e a Livraria Luís Burnay, nos números 43-47.
Para terminar não deixe de entrar na Rua do Século, pois não terá de caminhar muito até encontrar a livraria Supico & Sousa (telf:21 347 0336) no nº 7, e logo depois, no nº11, o Alfarrabista Alexandria (telf: 21 342 8477).

03 março 2008

ESCLARECIMENTO

Comunicado da direcção da ACBA


Publica o Expresso na edição do passado sábado a seguinte notícia:

Bairro Alto Vence Costa

Contestação dos proprietários dos espaços nocturnos garante para já manutenção de horários de funcionamento.

Paga o justo pelo pecador. O provérbio foi o que António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), obteve como resposta à proposta de alteração de horários de funcionamento dos estabelecimentos do Bairro Alto. O autarca estabelecia o fecho de cafés, restaurantes e tasquinhas para a meia-noite e o das casas de fado para as 2h, mantendo apenas os horários dos bares. Contudo com o apoio dos moradores e ARESP, a contestação da Associação de Comerciantes do Bairro Alto (ACBA) à proposta do autarca tornou-se demasiado forte, obrigando Costa a concordar com as suas reivindicações antes mesmo de as receber formalmente.
Os proprietários dos estabelecimentos nocturnos acusavam o presidente da CML de “pôr em causa a sustentabilidade do Bairro” e “proteger os espaços ilegais”. O recuo do autarca, manifestado quinta-feira à ACBA, traduz-se na aceitação de que os direitos adquiridos dos comerciantes que cumprem a lei devem ser respeitados, e terá sido o apoio da vereadora Ana Sara Brito, que já na quarta-feira declarou ao Expresso: “Eu assino por baixo”, referindo-se às reivindicações da ACBA.”
Alexandra Carita

Em face desta notícia a direcção da Associação de Comerciantes do Bairro Alto esclarece:
1- Não existe nem está a decorrer qualquer guerra entre esta Associação e a CML. Não existiu qualquer batalha, nem é possível declarar a existência de qualquer vencedor.
2- A direcção da ACBA entregou a carta com a sua posição sobre a proposta de redução de horários no Bairro Alto a um assessor do Sr. Presidente António Costa. Até ao momento nunca falou com o digníssimo autarca, nem tem conhecimento da existência de qualquer “recuo”.
3- A direcção da ACBA entende que o debate em torno dos problemas existentes no Bairro Alto é uma oportunidade a não perder. Encaramos a proposta da CML como uma iniciativa meritória, ela é por nós encarada numa perspectiva de estímulo ao debate de ideias, de envolvimento da comunidade na busca de soluções para o futuro. Este debate, a participação das instituições populares não deve ser uma mera formalidade jurídica, mas uma ambição, uma prática política. Queremos que esta oportunidade seja uma demonstração dos méritos da democracia. Queremos que esta oportunidade funcione como um exemplo e um estimulo a pensar, a entender a cidade não só em função dos edifícios, da circulação, ou do estacionamento mas, sobretudo, em razão do património humano e das suas actividades sociais, comerciais e culturais.

A direcção da ACBA aproveita ainda para agradecer aos comerciantes que estiveram presentes na última assembleia-geral e elogia o espírito cívico, sereno e empenhado de todos. Simultaneamente agradece a colaboração da Galeria Zé dos Bois e do Clube Rio de Janeiro apelando a que contribuam para a organização da Marcha do Bairro Alto.

A Direcção da Associação de Comerciantes do Bairro Alto
2 de Março de 2008

28 fevereiro 2008

CML disponível para acordo com comerciantes do Bairro Alto

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, afirmou hoje que está disposto a chegar a acordo com os comerciantes do Bairro Alto que contestam a proposta da autarquia de reduzir os horários de funcionamento.
O autarca socialista afirmou que a julgar pelos protestos, os comerciantes «não terão compreendido» o processo de discussão pública que termina sexta-feira: «foram notificados para se pronunciarem sobre os horários e vamos ouvir o que eles têm para dizer», referiu.
Mais fiscalização de estabelecimentos, mais polícia e horários controlados são os eixos principais do plano da Câmara de Lisboa para o Bairro Alto, destacou.
«Há diferentes interesses e usos contraditórios que temos que conciliar» entre residentes e comerciantes, referiu António Costa, acrescentando que o Bairro Alto é «uma importantíssima zona de animação nocturna, não pode ser um deserto, mas queremos também que as pessoas lá vivem, que apareçam mais hotéis».
Depois do fim da consulta pública, a Câmara combinará o «formato final» da intervenção no Bairro Alto com as Juntas de Freguesia.
A Associação de Comerciantes do Bairro Alto reúne-se hoje à tarde com a Câmara para apresentar o seu ponto de vista sobre a regulamentação de horários.
Além da regulamentação de horários, António Costa destacou a necessidade de haver «mais policiamento, mais fiscalização de estabelecimentos não licenciados que fazem concorrência desleal aos licenciados e uma acção de limpeza de graffitis numa parte do bairro».
A proposta da autarquia lisboeta pretende que cafés, restaurantes e lojas encerrem todos os dias às 00:00, os bares e casas de fado passem a encerrar às 02:00 e as discotecas ou estabelecimentos com pistas de dança encerrem à mesma hora durante a semana, podendo nas noites de quinta-feira a sábado, inclusive, encerrar às 04:00.
Vários proprietários ouvidos pela Agência Lusa criticaram a proposta de novos horários, apontando o aumento de policiamento como necessidade principal da zona.
Diário Digital / Lusa
28-02-2008 15:01:00

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA


Com a presença de 75 comerciantes realizou-se, pelas 15 horas do passado dia 26, terça-feira, a Assembleia Geral Extraordinária da ACB no salão do Clube Rio de Janeiro. Depois da introdução feita pelo presidente da direcção, Belino Costa, que relatou a actividade desenvolvida pela Associação ao longo dos últimos meses na tentativa de sensibilizar entidades políticas e policiais para os problemas do Bairro Alto, e explicou depois, em detalhe, a proposta de alteração de horários apresentada pela CML.

Seguiu-se um período de debate durante o qual todos os que o desejaram exprimiram a sua opinião e falaram da sua experiência. As várias intervenções foram sendo aplaudidas e, curiosamente, todas elas apontaram na necessidade de regulação, de fiscalização e policiamento.
Os comerciantes ligados à restauração afirmaram-se espantados com uma proposta que põe em causa a viabilidade de um sector âncora do bairro, o que dá mais empregos, o que mais ajuda à dinamização de outras actividades comercias locais, o que não tem qualquer responsabilidade no desregramento que se instalou no Bairro Alto. E pela assembleia perpassou o sentimento de injustiça.

Por fim a assembleia, numa inequívoca e demonstração de interesse e boa vontade, votou favoravelmente a proposta apresentada pela direcção aprovando, sem votos contra ou abstenções, o seguinte texto:

Os direitos adquiridos pelos comerciantes ao longo de décadas devem ser respeitados, aplicando o princípio de que apenas os estabelecimentos que cumprem todas as exigências legais poderão estar abertos depois das duas horas, e estes cumprindo a exigência de funcionamento com a porta fechada.



25 fevereiro 2008

AS NOSSAS PROPOSTAS

Novo comunicado da ACBA

IDENTIFICAR PROBLEMAS, PROCURAR SOLUÇÕES

Apesar das críticas quanto ao conteúdo da proposta da CML para alterar os horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais nocturnos do Bairro Alto a ACBA considera a iniciativa meritória. Porque é uma oportunidade para falar e debater o que está a acontecer num bairro histórico que é uma referência de Lisboa. Ainda bem que o município quer intervir e alterar o actual estado de coisas.

Dizemo-lo porque temos uma relação com o Bairro Alto de décadas e nunca assistimos a uma tão rápida degradação como a que está em curso. A actual situação começa a pôr em causa a sustentabilidade do Bairro Alto e afecta a qualidade de vida de moradores, comerciantes e frequentadores.

OS PROBLEMAS

1- Falta de controlo de horários e licenças

Hoje, com especial incidência durante o fim-de-semana, o Bairro Alto tem demasiada gente. A actual fase de massificação está a colocar em causa a sustentabilidade do bairro e a sua própria identidade. Perguntar-se-á: Como foi possível isto ter acontecido num bairro sobre o qual pende a decisão camarária de não permitir a abertura de novos estabelecimentos?
Perversamente foi essa postura “proibicionista” que acabou por originar os actuais problemas. Porque estimulou o improviso e as soluções à margem da lei, afastando investidores que poderiam trazer para o bairro projectos de futuro, devidamente estruturados e enquadrados no meio.
A postura “proibicionista” e o fim das licenças de Porta Aberta, aliados ao crescer das teias burocráticas mais a indefinição de competências quanto à fiscalização, propiciaram o crescimento de uma realidade comercial paralela, em vias de licenciamento ou independente de qualquer licenciamento. Não só se multiplicaram os estabelecimentos sem alvará/licença de utilização como se começaram a surgir actividades comerciais à margem da lei.
Sem certezas quanto ao futuro, sem grandes investimentos ou custos, estes negócios acabaram, inevitavelmente, por apostar numa estratégia de preços baixos e venda para a rua. Atraídos pela cerveja a 60 cêntimos novos públicos, cada vez mais jovens, numerosos e irrequietos, começaram a chegar ao Bairro Alto. Atrás deles vieram os traficantes de droga.


2- Policiamento mínimo

Numa noite de fim-de-semana circulam largos milhares de pessoas nas apertadas ruas do bairro. Esta realidade justificaria que a cidade dispusesse de um dispositivo policial pensado e adaptado à especificidade da zona, o que não acontece. E entregar essa tarefa a uma esquadra de bairro onde a polícia de proximidade encerra a actividade às 22 horas é ambicionar o impossível.
A ausência de autoridade originou uma impunidade crescente, transformando o bairro no palco ideal para demonstrações de violência atingindo pessoas e edifícios. Paralelamente permitiu a multiplicação de dealers que oferecem, descaradamente, as mais variadas substâncias.


AS SOLUÇÕES


1-Planear a segurança

É essencial e determinante ter um plano concertado para a segurança nocturna da zona. É preciso recuperar o sentido e presença da autoridade, voltar a transmitir confiança, acabar com o comércio e o incentivo ao consumo de drogas. É necessário combater o pequeno furto (em especial depois das 2 horas) e criar rotinas preventivas que impeçam a acção de grupos de jovens que escolhem o bairro para testar o poder de intimidação do grupo/gangue e mostrar a sua força. Uma tarefa destas dimensões exige o envolvimento diário da polícia municipal e do comando central da PSP.
Nenhuma medida resultará sem um plano concertado visando a manutenção da segurança e da legalidade. É preciso começar pelas ruas. Urgentemente!


2-Ordenar comercialmente a zona

É necessário que a CML tome medidas quanto às actividades comerciais ilegais e não licenciadas, porque não é aceitável que se pretenda sacrificar os que cumprem e nada se faça contra os infractores.
Não é boa política permitir a existência de uma bolsa crescente de actividades não licenciadas e simultaneamente restringir os horários dos que cumprem as suas obrigações legais. Seria imoral e ineficaz.
Em 1996 estavam recenseados 71 estabelecimentos a funcionar sem alvará. Quantos serão hoje? Quantos processos de licenciamento estão pendentes nas gavetas do município?

Os direitos adquiridos dos comerciantes devem ser respeitados, aplicando, o princípio de que apenas os estabelecimentos que cumprem todas as exigências legais poderão estar abertos depois das duas horas, e estes cumprindo a exigência de funcionamento com a porta fechada.


3-Envolver a comunidade

Envolver a comunidade no levantamento dos problemas e na procura das soluções é a terceira medida essencial e aquela que pode garantir o êxito de qualquer estratégia. A direcção da ACBA aproveita para saudar os moradores do Bairro Alto que são verdadeiros heróis e têm demonstrado uma tolerância e uma capacidade de resistência admiráveis. Temos de devolver ao Bairro Alto as relações de vizinhança, devolver o equilíbrio entre o comércio e a habitação. Para tanto são necessárias soluções eficazes e abrangentes, o que não acontece com a proposta agora em discussão pública.

A Direcção da Associação de Comerciantes do Bairro Alto
25 de Fevereiro de 2008

20 fevereiro 2008

COMUNICADO DA DIRECÇÃO

UMA PROPOSTA DESASTRADA

A Câmara Municipal de Lisboa colocou em discussão pública uma proposta de redução de horários para a zona do Bairro Alto. Esta proposta, apresentada sem qualquer diálogo prévio com as forças vivas do bairro, surge avulso e é contrária aos interesses do Bairro Alto e da cidade de Lisboa. Irá provocar um enorme desapontamento entre os moradores pela sua ineficácia e irá colocar em risco actividades comerciais que são, há décadas, uma referência e um factor de progresso e identidade do bairro.
O Bairro Alto regenerou-se, aliou a tradição à modernidade e, em três décadas, transformou-se numa referência da cultura jovem da cidade, num dos símbolos da Lisboa moderna e cosmopolita, na sala de visitas da capital. Ao contrário de outras zonas da cidade em vez de se desertificar o Bairro Alto ganhou novos atractivos atraindo novos moradores. De acordo com o censo de 2001 (fonte INE) a freguesia da Encarnação ganhou 4,2 por cento de moradores, enquanto Santa Catarina perdia 19,4%, Sacramento perdia 12,2%, os Mártires 16,5% e a generalidade do concelho de Lisboa perdia 16% de habitantes…

Haverá melhor prova de que o Bairro Alto, o seu comércio e as suas actividades culturais não são um problema?

Há no entanto problemas, muitos e graves, mas estes são, essencialmente, decorrentes da falta de policiamento e da inexistência de fiscalização camarária. As ruas do Bairro Alto são hoje controladas por vendedores de droga, mas isso não parece preocupar as autoridades!

Considera esta Associação ser urgente, ser vital ordenar a actividade comercial de toda a zona, combater as actividades ilegais e as práticas comerciais não autorizadas. Pensamos que isso não se faz discriminando negativamente os estabelecimentos que cumprem as exigências legais, que têm sido factores de afirmação e desenvolvimento do Bairro Alto. Pode ser fácil, mas não faz sentido. Pelo contrário, põe em causa a sustentabilidade futura do Bairro Alto e do seu tecido empresarial. Afastará, definitivamente, actividades comerciais diversificadas e de qualidade, promoverá a ilegalidade e um comércio vivendo de expedientes, tendo de recorrer à prática de baixos preços o que terá implicações muito negativas na qualidade de vida no bairro, porque continuará a apelar à massificação e a públicos com baixo poder de compra.

Ao atacar os sectores âncora do comércio local como os restaurantes e as casas de fado, sectores de referência turística internacional, a CML de Lisboa estará a dar um contributo decisivo para a crescente degradação da única zona da “cidade histórica” que foi capaz de se auto regenerar e captar novos moradores.

Face aos problemas existentes a CML propõe, por exemplo, que, de domingo a quarta-feira, os restaurantes estejam encerrados à meia-noite, o que implica o fecho das cozinhas às 22h30. Nós, respeitosamente, abrimos a boca de espanto. E discordamos. E estamos contra.
E se querem que acreditemos que é fechando as casas de fado mais cedo que se salvaguarda “a qualidade de vida dos moradores” respondemos, ainda mais respeitosamente, que ao invés, afastar os turistas só ajudará à desqualificação e degradação do bairro. E discordamos. E estamos contra.

E porquê?

O Bairro Alto está em risco desertificação comercial diurna. O comércio da Rua do Norte sobrevive com dificuldades, é quase uma ilha no contexto do bairro. Os cafés, as pequenas tascas, os restaurantes têm vindo a fechar durante o dia por falta de clientes. O comércio de proximidade está agonizante e a necessitar de reconversão ou requalificação. Dos jornais ficou “A Bola”, das pequenas indústrias restam escassos resistentes.
A noite é agora essencial à sobrevivência dos sectores mais tradicionais e modestos como a generalidade das tascas, cafés e restaurantes. Criar novas limitações a este sector terá um impacto negativo e irá colocar em causa a diversidade de oferta, atacando o que há de mais profundo, específico e enraizado no tecido comercial do BA.
Ainda que motivada por boas razões esta proposta é contrária aos interesses dos consumidores, contrária aos interesses dos moradores, contrária aos interesses dos comerciantes, contrária aos interesses e necessidades de Lisboa.

Por isso apelamos ao diálogo e à concertação. O Bairro Alto precisa de ordem e de ordenamento, e isso só será possível mobilizando e envolvendo toda a comunidade em torno de um projecto que potencie o futuro, em vez de o comprometer.

A direcção da ACBA
Fev 2008

19 fevereiro 2008

CML PRETENDE LIMITAR HORÁRIOS

Segundo edital nº9/2008, publicado no Boletim Municipal de 14 de Fevereiro, está aberto até ao dia 29 de Fevereiro de 2008 um período de discussão pública relativo a uma “proposta de limitação do horário máximo de funcionamento dos estabelecimentos comerciais de restauração e bebidas do Bairro Alto, com fundamento na necessidade de salvaguardar a qualidade de vida dos moradores daquela zona da cidade.”

Clique na imagem para a ampliar

A direcção da ACBA convoca os associados, e aqueles que se queiram associar, para uma ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, a realizar no próximo dia 26 de Fevereiro, terça-feira, pelas 15 horas, no Clube Rio de Janeiro.
***
Notas:
O grupo 1 inclui cafés, cervejarias, casas de chá, restaurantes, snack bares, estabelecimentos de produtos de artesanato, recordações, tabacos e afins de outros artigos de interesse turistico. Segundo o regime geral podem funcionar até às 2 horas, todos os dias da semana.
O grupo 2 inclui, clubes, cabarets, boîtes, dancings, pubs, bares, casas de fado e estabelecimentos análogos. Segundo o regime geral pode funcionar até às 4 horas, todos os dias da semana.
O grupo 3 inclui os estabelecimentos de venda ao público ou de prestação de serviços não incluidos nos grupos anteriores. Segundo o regime geral pode funcionar até às 24 horas, todos os dias da semana.

17 fevereiro 2008

VANDALISMO ASSOMBRA AS PAREDES


Vandalismo invade «Bairro Alto»
PortugalDiário 2008/02/16 12:27



Onda assombra as paredes com pinturas que ultrapassam primeiros andares

A «animada» vida nocturna do Bairro Alto, em Lisboa, tem atraído para além de várias centenas de pessoas nas «habituais» noites de fim-de-semana, uma onda de vandalismo que assombra as paredes com pinturas que ultrapassam primeiros andares, informa a agência Lusa.
Do mais antigo ao mais recentemente renovado, são poucas as fachadas dos prédios que não apresentam «tags» (assinaturas dos autores da «obra»), frases decorativas ou simples rabiscos realizados com tintas de spray disponíveis em qualquer loja do género.
«Se não pintar a parede por mim mesmo, também ninguém vem cá limpar. Já estou velho e cansado para tanto trabalho», desabafou à Lusa João Fernandes, morador do Bairro «há mais de 20 anos».
As principais ruas e travessas visitadas por mais jovens, graúdos e turistas apresentam-se cobertas de pinturas e cartazes publicitários que afectam para além dos moradores, muitos comerciantes. «Todas as noites por volta das 06h00 começam a pintar e a rabiscar as paredes. Eu continuo a pintar por cima, porque eles são teimosos mas eu sou mais que eles», afirmou um comerciante que preferiu não deixar o nome com medo de represálias contra as suas paredes.
A trabalhar no bairro há mais de 30 anos, proprietário de um bar há cerca de seis, o comerciante Jaime Santos contou à Lusa como mantém as suas paredes limpas. «Tenho de pintar a parede e até a pedra tenho de picotar porque isto está sempre pintado, e se não limpo ainda pintam mais», explicava à Lusa o comerciante.
Segundo Belino Costa, da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, existem conversações com a Junta de Freguesia da Encarnação sobre este problema e «parece haver alguma vontade de se fazer alguma coisa», apesar de considerar que o Bairro Alto «foi nos últimos anos abandonado pela Câmara Municipal e os seus governantes».
Contactada pela Lusa, a Presidente da Junta de Freguesia da Encarnação, Maria Alexandra Dias Figueira, assegurou a existência de conversações com a autarquia lisboeta para resolver o problema: «Na reabertura do jardim de S.Pedro de Alcântara e do novo miradouro, o presidente da Câmara de Lisboa assegurou-me que foi contemplada uma verba significativa no orçamento camarário de 2008 destinada para a limpeza destes tags».

In PortugalDiário

16 fevereiro 2008

ACABAR COM OS GRAFFITI


Jornal “Público”
1 de Março, 2005, 12:27 AM


O presidente da Câmara de Lisboa manifestou hoje a intenção de acabar com os "grafittis" que proliferam pelas paredes do Bairro Alto, durante uma visita pela zona histórica lisboeta."Vamos lançar uma campanha de sensibilização para as pessoas não sujarem constantemente as paredes com estas pinturas que só estragam", disse Carmona Rodrigues.Com a colaboração da Junta de Freguesia da Encarnação, da Unidade de Projecto do Bairro Alto e Bica e dos comerciantes e residentes, "haverá de certeza vontade para acabar com isto, que só deteriora a imagem desta zona, que tem muita vida e muito espírito de bairro", salientou.Durante a visita, o autarca inteirou-se das obras que estão a decorrer no Bairro Alto e, no final, disse ter ficado com "uma imagem bastante positiva e optimista sobre o trabalho que está a ser feito" e que resulta do "espírito de parceria e de cooperação entre a Junta de Freguesia e a Unidade de Projecto".


Carmona Rodrigues anunciou ainda a transferência da Hemeroteca municipal para o Palácio dos Condes da Atalaia, antiga sede do jornal "Record", também no Bairro Alto.A Câmara está a reabilitar o edifício, para onde será reinstalado, a título definitivo, o acervo da Hemeroteca, prevendo-se que as obras estejam concluídas no final do Verão.O espaço actualmente ocupado pela Hemeroteca, o Palácio do Marquês de Tomar, na Rua de São Pedro de Alcântara, será também recuperado após a saída do arquivo.Também a escola numero 12, do primeiro ciclo, situada num edifício da segunda metade do século XVIII na Rua da Rosa, deverá reabrir já no próximo ano lectivo, adiantou a autarquia.O espaço "está a ser objecto de uma intervenção profunda que visa travar o processo de degradação em que se encontrava e dotá-lo de condições de segurança, conforto e acessibilidade".Também o palácio seiscentista localizado na Rua da Atalaia está a ser alvo de reabilitação, prevendo-se que venha a acolher um edifício administrativo da Unidade de Projecto do Bairro Alto e Bica, ficando parte do piso térreo destinado a comércio e um espaço afecto à Junta de Freguesia.


O bairro da Encarnação, com mais de 400 anos, encontra-se em vias de classificação pelo Instituto Português de Património Arquitectónico (IPPAR).Na freguesia estão actualmente a decorrer obras, da responsabilidade da Câmara ou com comparticipação municipal, em 25 edifícios, correspondendo a um investimento da autarquia na ordem dos 3,7 milhões de euros.Com estas obras, serão recuperadas 104 casas, 18 lojas e quatro equipamentos, adiantou fonte da autarquia.Outras 13 habitações e quatro lojas foram recentemente recuperadas, com um investimento de 560 mil euros, segundo números da Câmara de Lisboa. Em fase de adjudicação estão seis empreitadas coercivas (em que o município se substitui ao proprietário na realização das obras), no valor de um milhão de euros, estando outras nove em preparação, que permitirão reabilitar edifícios degradados como o Palácio Marquês de Tomar, o Centro de Artes da Capital e sete prédios de habitação.


Fonte: Público (http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1217023&idCanal=10)

10 fevereiro 2008

RESTAURANTES NA “VISÃO”

Lisboa à Noite

NOVAS DA CIDADE ANTIGA
Antigo espaço onde (en)cantou a fadista Fernanda Maria

Foi ali o palco da grande fadista Fernanda Maria, durante muitos anos, no Bairro Alto. Casa antiga, onde há curiosos vestígios do passado, que se harmonizam com mobiliário e alguns elementos decorativos modernos, elegantes e sóbrios, criando uma atmosfera fresca e arejada. Este ambiente convidativo, aliado à cozinha de raiz portuguesa, à boa garrafeira e ao serviço simpático e atento honram os pergaminhos da casa. A ementa tem uma base fixa com pratos que são referências da casa, e é enriquecida duas vezes por ano com outros que se adequam aos diferentes períodos do ano – Primavera/Verão/Outono /Inverno – e aos produtos da época. Por exemplo, nas entradas, o queijo de cabra em massa
folhada com doce de abóbora e a alheira de Vinhais com peixinhos da horta são
inamovíveis, por exigência de muitos clientes, enquanto a alheira com ovos mexidos e grelos foi testada este ano, com muito bons resultados, por ser também excelente. O mesmo se diga, nos pratos principais, dos filetes de peixe-galo com arroz de lingueirão, da cataplana de peixe, do polvo à lagareiro ou salteado com batatas novas e amêijoas, dos bacalhaus à Zé do Pipa e à Brás, das pataniscas de camarão com arroz de lingueirão servido à parte, da perninha de cordeiro de leite no forno à portuguesa (a carne do anho desfaz-se na boca e as batatinhas do acompanhamento também) ou dos medalhões de lombelo (que é o lombinho do porco) enrolados em bacon com migas de espargos. PM€30

MANUEL GONÇALVES DA SILVA

Lisboa à Noite – R. das Gáveas, 69, Lisboa-T. 21346 1557 19h às 24h, Sex-Sáb até 1h. Enc. Domingo.


O FIDALGO

Os produtos são de primeira escolha e confeccionados com muito cuidado, mas sem devaneios, resultando uma cozinha simples e sápida, ao bom gosto tradicional. Sobre a mesa, oferecendo-se como entradas, há pão de mistura, queijo de Niza e presunto serrano, mas se a opção for pela sopa, que venha a alentejana. Depois, talvez apeteça um daqueles pratos típicos lisboetas que já pouco se fazem, como os rins de porco salteados, as iscas com elas, a caldeirada (ou arroz, ou massa) de bacalhau, o arroz de polvo com feijão, os pastéis de massa tenra com arroz e salada, as pataniscas com salada e arroz, podendo este ser de grelos, feijão ou tomate, conforme a disposição da cozinheira (Eugénia, mulher de Eugénio), o arroz de pato à antiga.PM €25

M.G.S.

O Fidalgo – R. da Barroca, 27-31 T.21 342 2900. 12h-15h, 19h-23h. Enc. Dom e Fer

07 fevereiro 2008

IMOBILIÁRIO


Imobiliário: Empreendimentos escapam à crise

Nas últimas semanas muito se tem falado de crise, principalmente da crise que afecta o sector imobiliário. Contudo, há prédios de luxo que não são afectados por estas dificuldades. Estoril Sol Residence, Convento dos Inglesinhos e Edifício do Campo Pequeno são três luxuosos empreendimentos entre Cascais e Lisboa onde um apartamento pode custar até quatro milhões de euros e que estão praticamente vendidos.
(…)
No coração do Bairro Alto, o Convento dos Inglesinhos é o empreendimento que apresenta, comparativamente, os preços mais modestos: entre os 417 mil euros para um T1 e os 1,99 milhões de euros para os T6. A reabilitação do edifício do século XVI foi dividida em duas fases, sendo que a primeira, que vai estar pronta a habitar no final deste ano, está totalmente vendida desde Dezembro de 2005, quando terminou a fase de comercialização. A segunda fase começa agora a ser negociada.As imobiliárias responsáveis pela venda dos três empreendimentos foram unânimes em afirmar ao Correio da Manhã que “o arrefecimento do sector imobiliário não afecta directamente” a classe que procura este tipo de apartamentos. “Estes empreendimentos não estão ligados a ciclos de mercados, nem sujeitos às flutuações do mercado”, referiu Rafael Ascenso, da Porta da Frente, empresa responsável pela comercialização do Estoril Sol Residence.


Já Graciano Garcia, da Chamartín Imobiliária, que comercializa o Convento dos Inglesinhos e o Edifício do Campo Grande, afirma que embora este segmento escape à crise o facto de existir mais oferta no mercado “faz com que o potencial cliente eleve o seu nível de exigência quando à qualidade e à exclusividade do produto”. Os clientes que procuram este tipo de casas pertencem à classe média-alta/alta e são normalmente empresários ou gestores do topo. A avaliar pelo nível dos salários destes últimos em Portugal, não será difícil imaginar qual o mercado alvo.O segmento também é procurado por estrangeiros de várias nacionalidades que se dedicam ao investimento imobiliário. A promoção é feita a pensar em mercados como o inglês, o irlandês e, mais recentemente, o espanhol.


in http://www.correiomanha.pt:80/noticia.asp?id=276313&idselect=181&idCanal=181&p=0

Miradouro no JN


"Engonharam, engonharam, mas agora está bonito", comentava Eugénia Carvalho enquanto percorria o novo miradouro e jardim de São Pedro de Alcântara, ao Bairro Alto, que ontem reabriu de "cara lavada" após mais de dois anos de atribuladas obras de requalificação. A idosa, que vive paredes-meias com aquela importante varanda sobre a capital, foi uma entre largas dezenas de curiosos que ontem acorreram à cerimónia de reabertura daquele espaço público, com direito a banda de música (do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa) e a crianças com máscaras e vestes de Carnaval, provenientes das escolas primárias da freguesia. "Vou fazer como os caracóis. Quando o dia estiver bonito, venho para cá passear", acrescentou a moradora.



Novo mobiliário urbano, calçada portuguesa, áreas de repouso, iluminação pública, valorização do lago e zonas verdes na parte inferior do jardim são os aspectos mais notórios da reconversão, orçada em mais de um milhão de euros. Até 10 de Março deverão surgir duas cafetarias (uma na zona inferior), consideradas pelo autarca António Costa "fundamentais para dar vida e segurança ao jardim".

Ana Sara Brito, actual vereadora da Habitação, e ex-presidente da Junta de Freguesia da Encarnação, não escondeu a sua satisfação pela reabertura do jardim, recordando a luta que travou em defesa de uma intervenção. "Foi uma batalha da junta e da assembleia de freguesia que durou nove anos", frisou. Muita areia entrou na engrenagem da renovação. Primeiro foi necessário afinar o projecto e ultrapassar os diferendos com o extinto IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico).

Beijos às claras, sem pudor.

"Queriam uma iluminação mais romântica para manter aquele aspecto do século XIX mas o romantismo passa pela segurança", referiu Ana Sara Brito, sublinhando que "hoje os jovens já não se inibem" de dar beijos com mais claridade.


O miradouro e jardim foram vedados para obras em Novembro de 2005. À empreitada inicial, orçada em 976 mil euros e adjudicada à empresa XIX, Construção, Projectos e Gestão, juntaram-se trabalhos a mais na ordem dos 90 mil euros. Descobriu-se que o muro que separa as duas plataformas do jardim apresentava sinais alarmantes de degradação. Mais tarde e durante cerca de um ano os trabalhos caíram num impasse. Os problemas financeiros da Câmara e a falta de pagamento ao empreiteiro levou a empresa a ordenar a retirada de trabalhadores e máquinas.A ausência de "verde" no patamar superior do jardim, notada por muitos dos populares acontece por obrigação. "São as normas e instruções do IPPAR. O projecto tinha que buscar o design original", explicou o presidente António Costa.


in http://jn.sapo.pt/2008/02/02/pais/miradouro_devolvido_a_lisboetas_e_tu.html

01 fevereiro 2008

TEMOS MIRADOURO!


O presidente do município lisboeta, António Costa, reabriu esta manhã o miradouro de S. Pedro de Alcântara, devolvendo à cidade um dos seus espaços públicos mais emblemáticos. Na ocasião o edil falou da sua ligação afectiva à zona Bairro Alto, referindo ter vivido sete anos na Rua da Vinha. Mais sublinhou a importância do miradouro/jardim afirmando a intenção de ali permitir a instalação de duas cafetarias (uma em cada piso) que ajudarão a dinamizar a área.

Esteve presente uma delegação da Associação de Comerciantes, tendo o presidente da direcção, Belino Costa, aproveitado a ocasião para entregar a António Costa uma carta versando as questões de insegurança que assolam o bairro, apelando à colaboração da edilidade na resolução de tais problemas.