09 Novembro 2009

"BOTELHÃO" COMEÇA A TOMAR CONTA DO BAIRRO ALTO


Comerciantes dizem que o fenómeno se deve à redução dos horários e à crise


TELMA ROQUE

Moradores e comerciantes do Bairro Alto, em Lisboa, garantem que o consumo de bebidas na rua aumentou de forma assustadora. Atribuem o fenómeno ao facto de os bares fecharem mais cedo e ao contexto de crise económica.
Há um ano que os bares e discotecas do Bairro Alto - espaço boémio que junta anónimos, figuras públicas e muitos turistas - deixaram de estar abertos até às quatro horas da madrugada. Por determinação da Câmara, ordenou-se o encerramento duas horas mais cedo, mas perante o coro de críticas, a medida acabou por ser revogada oito meses depois.

Em Julho passado, chegou-se a uma "solução de consenso" que se traduziu no fecho dos estabelecimentos de diversão pelas três horas, às sextas, sábados e véspera de feriados. Os moradores continuam a queixar-se do ruído, das drogas, dos grafitos e da falta de segurança. Quem tem comércio garante que o sector está na ruas da amargura e que os horários e a crise fizeram disparar os negócios de "vão de escada" e o chamado fenómeno do "Botelhão", ou seja, o consumo de álcool na rua.

"De manhã, nem à rua consigo sair. A soleira da porta está cheia de copos e garrafas. Nem o parapeito da janela escapa. Limito-me a abrir a janela e a atirar tudo para o chão", confessa Maria Helena Silva, que habita um rés-do-chão na Rua da Barroca.
Quando se pergunta à idosa se o Bairro Alto mudou neste último ano, a mulher solta um longo suspiro e desfia um rol de queixas. "O ruído é uma calamidade. Os bares fecham e a rapaziada fica na rua até às tantas. As paredes são limpas e voltam os rabiscos", afirma.
António Dias, outro morador opta por destacar "o triste espectáculo" e do consumo de bebidas " a metro" na rua e o tráfico de droga "à descarada". Na sua óptica, o problema é complexo e combate-se com "mais polícias".
Para Belino Costa, presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, há o risco de o "Botelhão" se tornar "num negócio dominante". Em Espanha, o fenómeno atingiu tal dimensão que foi proibido em certas zonas residenciais e turísticas. Este será uma das preocupações que levará à Câmara de Lisboa, em Maio de 2010, data em que as medidas serão reavaliadas. A segurança será outro tema a debater.
Paulo Cassiano, proprietário de um restaurante, junta-se aos protestos. Revela que, quando se aproxima o fecho dos bares, os jovens compram bebidas em larga escala para beberem na rua. Aponta ainda para a degradação crescente no Jardim de São Pedro de Alcântara, que se transformou "num espaço de consumo", e de depósito de garrafas e copos.

Jornal de Notícias
2009-10-31

04 Novembro 2009

THE HOOD COM NOVA AMBIÊNCIA

Na próxima sexta-feira, dia 6 de Novembro, entre as 24h00 e as 02h00, o Bairro Alto, em Lisboa, vai encher-se de ténis. Mantendo a temática da renovação, revolução e inovação constante, a The Hood apresenta a sua nova ambiência inspirada na inovação, na tecnologia e no design.


Em Junho de 2008, inaugurou no Bairro Alto um espaço de vanguarda que desde então faz as delícias dos fãs de sneakers e seguidores de novas tendências artísticas e de moda. The Hood (abreviatura para neighbourhood) abriu portas no nº 65 da Rua do Norte, com o objectivo de conciliar a arte urbana com os modelos exclusivos da Nike.
Mais do que uma loja, a The Hood propõe-se a ser uma galeria. As suas paredes funcionam como telas que de três em três ou de quatro em quatro meses servem de base às intervenções de diferentes artistas. A última intervenção esteve a cargo de Fill & Bill – os famosos Cortez Brothers, e dos Cortez de 1972. Nesta estação, o mote é dado pelos Air Max1, e pela jornada “Max to Maxim. Evolution of the revolution”.
Criados em 1987, com o intuito de oferecer aos praticantes de atletismo mais estabilidade e amortecimento, através das revolucionárias unidades de ar visível integradas na sola, os Air Max1 representam a inovação e o nascimento de uma nova silhueta no universo dos ténis. Revolução que parte não só das “caixas-de-ar visíveis”, mas também da introdução do vermelho como principal cor num modelo de ténis, criando-se então mais um ícone da história do footwear.
Além da reedição da primeira versão do modelo Air Max1, nesta estação a Nike Sportswear lança os Air Maxim 1. O mesmo design, mas com mais qualidade e conforto graças à redução de 30% ao peso original, conseguida através da substituição do tradicional mesh pelo Acespan Mesh e pelo Flywire, e da tradicional borracha da sola pelo Phylon.

Para celebrar a nova imagem da The Hood e os novos lançamentos da Nike Sportswear, na noite de 6 de Novembro os Air Max1 e os Air Maxim1 vão invadir o Bairro Alto.

Publicada por ASSOCIAÇÃO MODALISBOA

05 Agosto 2009

NOVOS HORÁRIOS A PARTIR DE SEXTA-FEIRA

Na próxima sexta-feira, dia 7 de Agosto, os “, pubs, bares e estabelecimentos análogos” do Bairro Alto já poderão laborar entre as 12 e as 3 horas, o mesmo passando a acontecer nas noites de sábado e vésperas de feriado.

Passará a aplicar-se um novo Despacho que transcrevemos na íntegra:

Despacho nº113/P/2009
[Limites de Horários de funcionamento do Bairro Alto, (altera o despacho n.º 151/P/2008, na redacção do despacho n.º 165/P/2008)]


No dia 1 de Novembro de 2008, no âmbito de um programa integrado de revalorização do Bairro Alto e na sequência de um período de debate público em que foram auscultadas diversas entidades públicas e privadas, entrou em vigor um novo regime de horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais situados no Bairro Alto.

À data da implementação desta medida foi assumido o compromisso de, em Julho de 2009, proceder-se à avaliação dos impactos do novo regime, tendo, desde a sua entrada em vigor, sido acompanhado pela Câmara Municipal, pelas Juntas de Freguesia da zona, bem como por outras entidades públicas e privadas.

Chegado o momento de avaliar a medida verifica-se que a limitação dos horários para as duas da manhã nas noites de Domingo a Quinta-Feira – a que se seguem dias de trabalho – revelou-se positiva, salvaguardando um efectivo direito ao repouso dos moradores, importando por isso manter-se como regra para estes dias.

Já no que respeita ao regime aplicável aos bares às Sextas-feiras e Sábados foi possível, em diálogo com a Associação de Comerciantes do Bairro Alto, estabelecer condições efectivas para um alargamento nestes dias para as três horas – maior segurança e melhores práticas comerciais – minorando também os impactos da crise económica para os empresários da zona.

Assim, desde logo será publicado um Guia de Boas Práticas para o comércio, elaborado em conjunto pela Câmara Municipal, Juntas de Freguesia da zona e Associação de Comerciantes do Bairro Alto. Por outro lado foi igualmente acordado com a Polícia de Segurança Pública um aumento do número de efectivos, assegurando-se que os moradores e comerciantes disporão de um número de contacto directo para os agentes que se encontram em patrulha. Do mesmo modo a Polícia Municipal incrementará a sua presença no Bairro.

Merece ainda referência, neste quadro, o acordo relativo ao prazo para emissão dos pareceres por parte das Juntas de Freguesia relativamente aos pedidos de alargamento para alem dos limites fixados, que se fixou em 10 dias úteis (a fim de assegurar uma tramitação célere dos pedidos), bem como o esclarecimento dos efeitos da não emissão do mesmo.

Deste modo, com esta estratégia integrada, preservam-se os princípios que fundaram a decisão de limitação dos horários, e um equilíbrio entre o direito ao repouso dos moradores e o desenvolvimento da actividade comercial naquela área.

Assim, nos termos do n.º 5 do artigo 5.º do Regulamento dos Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos de Venda ao Público e de Prestação de Serviços no Concelho de Lisboa, aprovado pela Deliberação n.º 87/AM/1997, publicado no Boletim Municipal n.º 191 de 1997/10/14, determino o seguinte:

1. A alínea a) do número 1.2 do artigo 2.º do despacho n.º 151/P/2008, publicado no 2.º Suplemento ao Boletim Municipal n.º 765, passa a ter a seguinte redacção:

“a) Os cabarets, pubs, bares e estabelecimentos análogos:
- Sextas-feiras, Sábados e vésperas de feriado: entre as 12 horas e as 3 horas
- Domingo, Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira e Quinta-feira, quando não vésperas de feriado: entre as 12 horas e as 2 horas”

2. Adito um número 4 ao artigo 2.º do despacho n.º 151/P/2008, publicado no 2.º Suplemento ao Boletim Municipal n.º 765, alterado pelo despacho n.º 165/P/2008, com a seguinte redacção:

“4 - O parecer referido no número anterior deverá ser emitido no prazo de 10 dias úteis contados a partir da recepção do respectivo pedido pela Junta de Freguesia, e, caso não seja emitido nesse prazo, considerar-se-á que nada há a opor ao solicitado.”

3. O presente despacho entra em vigor na data da sua publicação em Boletim Municipal.

Paços do Concelho de Lisboa, 3 de Agosto de 2009

O Presidente
António Costa

DIÁLOGO

"Diálogo frutuoso" permitiu alargamento do horário nocturno no Bairro Alto, António Costa

De Sandra Santiago (LUSA)


Lisboa, 01 Ago (Lusa) – O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, congratulou-se hoje com o "diálogo frutuoso" entre a autarquia, Juntas de Freguesia e comerciantes relativamente ao alargamento do horário de funcionamento dos bares do Bairro Alto até às 03:00.
"Acho que este diálogo foi frutuoso (..) agora, é fundamental que tudo corra bem", declarou António Costa à Lusa à margem de uma visita aos Terraços do Carmo, que serão demolidos na próxima segunda-feira.
António Costa explicou que aquando da alteração dos horários de encerramento das 04:00 para as 02:00 da manhã ficara estabelecido que no início do Verão haveria "uma avaliação do processo".

© 2009 LUSA – Agência de Notícias de Portugal, S.A.

01 Agosto 2009

ALARGAMENTO DE HORÁRIOS

Bares do Bairro Alto até às 03.00 e com esplanada

por RUI PEDRO ANTUNES

Quinze novas esplanadas, bares abertos até às 03.00 e um reforço do policiamento sem a necessidade de pagar gratificados são as várias conquistas que os comerciantes do Bairro Alto conseguiram ontem junto da autarquia.
Os bares do Bairro Alto vão voltar a estar abertos até mais tarde a partir já do próximo fim-de-semana. Segundo um comunicado conjunto da Câmara Municipal de Lisboa (CML), comerciantes e juntas de freguesia a que o DN teve acesso, os bares vão poder ter as portas abertas até às 03.00, às sextas, sábados e vésperas de feriado. A abertura dos estabelecimentos também será antecipada para o meio-dia.
Depois de em Novembro a CML ter decretado que os bares do Bairro Alto teriam de fechar às 02.00, os comerciantes conseguiram voltar a alargar o horário de funcionamento. Agora com "15 novas esplanadas (...) sem prejuízo dos lugares de estacionamento existentes", refere o texto. Por outro lado, é ainda garantida "a melhoria da segurança do Bairro através do aumento do número de efectivos da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Polícia Municipal (PM)". Esta medida será também abonatória para os comerciantes que até aqui pagavam o reforço da segurança (ver caixa).
Ao que o DN apurou alguns comerciantes haviam, inicialmente, pedido um alargamento ligeiramente maior que o conseguido para a época de Verão, solicitando a abertura para as 04.00. Porém, esta não deixa de ser uma vitória em larga escala para os comerciantes, que podem abrir até mais tarde durante todo o ano. Além de tudo isto,as juntas de freguesia (que podem propor novos horários) "terão de ser respondidos em 10 dias".
Na reunião que terminou ontem ao início da noite estiveram presentes o presidente da CML, António Costa, o presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, Belino Costa, e os comandantes da PSP e da PM.

O proprietário do bar Jurgens, situado no Bairro Alto, disse ao DN que estas medidas "são necessárias para ajudar os comerciantes a minimizar as perdas". O alargamento do horário será no entender de António Baieta "fundamental" para inverter a quebra de vendas, que no seu caso se situou nos 40 %.
"Estou aqui há dez anos e nunca vi um verão tão mau. É certo que a gripe afectou o turismo e que com a crise as pessoas têm menos possibilidades, mas os horários pioraram tudo", lamenta o proprietário do Jurgens.
António Baieta confessa que em Dezembro não sentiu logo a quebra "por ser um mês forte", mas que "desde Janeiro tem sido o descalabro total". Porém, mostra-se "optimista" de que a situação agora melhore com as mudanças ontem anunciadas.

Em:
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1322877

COMUNICADO


Hoje, 31 de Julho de 2009, reuniram-se nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa o Presidente da Câmara Municipal, as Presidentes das Juntas de Freguesia da Encarnação e de Santa Catarina e representantes da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, designadamente o seu Presidente, numa reunião em que estiveram presentes também os Comandante da Primeira Divisão da PSP bem como o Comandante da Polícia Municipal.

Nesta reunião, que teve como objectivo fazer uma avaliação das medidas implementadas no Bairro Alto ao nível da ordem pública, dinâmica comercial, iluminação e limpeza, bem como planear novas medidas com o objectivo de dinamizar o Bairro Alto, estas entidades chegaram um acordo abrangente, que inclui os seguintes pontos:

a) Valorização do espaço público do Bairro Alto, através da abertura à implementação de 15 novas esplanadas, sem prejuízo para os lugares de estacionamento existentes;

b) Melhoria da segurança do Bairro Alto, através do incremento do número de efectivos policiais da Polícia de Segurança Pública e da Polícia Municipal, e da disponibilização de um número de contacto directo para população e comerciantes para as forças que se encontram em patrulha;

c) Publicação de um Guia de Boas Práticas Comerciais, dirigido aos comerciantes;

d) Possibilitar a antecipação da hora de abertura dos bares localizados no Bairro Alto para as 12 horas, e possibilitar o alargamento, às Sextas-feiras, Sábados, e vésperas de feriado, dos horários dos bares do Bairro Alto para as três da manhã;

e) Assegurar a emissão dos pareceres das Juntas de Freguesia relativamente aos pedidos de alargamento dos horários de funcionamento no prazo de 10 dias.

Comprometeram-se ainda, em Maio de 2010, a proceder a nova avaliação das medidas acordadas.


Câmara Municipal de Lisboa
Junta de Freguesia da Encarnação
Junta de Freguesia de Santa Catarina
Associação de Comerciantes do Bairro Alto

23 Julho 2009

CRISE NO BAIRRO ALTO









Os contornos da crise que atravessa o Bairro Alto poderão não ser imediatamente visíveis para o comum dos visitantes, mas marcam de forma clara a vida comercial do Bairro. Até quem fique pela análise superficial do movimento nas ruas se apercebe da existência de uma certa degradação. O actual fenómeno de consumo de garrafas na via pública (“litradas”na gíria ) é disso um claro exemplo.

A verdade é que os despedimentos se vão sucedendo e só a estrutura familiar de muitas empresas permite uma resistência maior às dificuldades. As quebras de receitas são, em muitos casos, superiores a 40% e o Verão, para quem ansiava pela chegada de turistas, começa a transformar-se numa enorme frustração.

A verdade é que o Bairro Alto parece ter perdido atracção. E quando passa o interesse e a procura, começa a multiplicar-se a oferta. Deslocalizam-se umas empresas enquanto outras vão fechando portas.
A verdade é que pela primeira vez, desde os “regeneradores” anos oitenta, se encontram cartazes promovendo vendas, alugueres e trespasses.

Sinais da crise que com a actual redução de horários muito se amplia. Sinais que nos fazem temer pelo futuro.
24 de Julho, 2009
A direcção da
Associação de Comerciantes do Bairro Alto

29 Junho 2009

SINAIS DE CRISE




24 Junho 2009

MAIS UM QUE PARTE


A Farmácia Labor, na Rua Diário de Notícias, transferiu-se para Benfica.