19 setembro 2008
MOBILIDADE NOCTURNA
O projecto visa:
Reforçar a oferta existente da rede de Transporte Público nas noites de 6ª feira, sábado e vésperas de feriado em Lisboa;
Reduzir a taxa de sinistralidade, designadamente devido a excessos no consumo de bebidas alcoólicas;
Disciplinar o tráfego rodoviário, tanto em termos de circulação como de estacionamento; e
Aumentar a segurança no eixo Bairro Alto-Av. 24 de Julho e Rua de Cintura do Porto de Lisboa.
Com o objectivo de captar novos clientes que normalmente frequentam os espaços de diversão nocturna, a rede de Transporte Público será reforçada nas noites de 6.ª feira, sábado e vésperas de feriado da seguinte forma:
Dentro da cidade de Lisboa, a Carris disponibilizará os seguintes serviços:
Criação de dois serviços shuttle sem cobrança directa ao utilizador das 22h00 às 05h00 com intervalos de 20 min;
Prolongamento do horário de funcionamento do Ascensor da Glória até às 04h30;
Reforço da Rede Madrugada da Carris através da duplicação da frequência para intervalos de 30 min e da integração de uma nova carreira (204, Est. Oriente-Belém).
Criação de novas ligações suburbanas às 04h30:
A CP disponibilizará três circulações nos seguintes sentidos: Cais do Sodré-Cascais, Rossio-Sintra; e Santa Apolónia-Alverca;
A Transtejo disponibilizará uma ligação fluvial no sentido Cais do Sodré-Cacilhas; e
A Soflusa disponibilizará uma ligação fluvial no sentido Terreiro do Paço-Barreiro.
Este reforço da oferta da rede de Transporte Público será acompanhado pelas seguintes medidas de segurança:
Reforço da presença policial nos transportes públicos, estações ferroviárias e fluviais e nos eixos Bairro Alto-24 de Julho e Rua de Cintura do Porto de Lisboa;
Limitação do estacionamento às áreas legalmente autorizadas no eixo Bairro Alto-Av. 24 de Julho e Rua de Cintura do Porto de Lisboa; e
Limitação da circulação automóvel a uma faixa de rodagem por sentido na Av. 24 de Julho a partir das 23h00.
2008-09-19
Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
www.governo.gov.pt
16 setembro 2008
HÁ "ESPERANÇA" NA RUA DO NORTE

Uma casa da moda no Bairro Alto surpreende pela boa comida e ambiente
As minhas expectativas sobre os restaurantes são muitas vezes baseadas em preconceitos. Um restaurante no Bairro Alto, de decoração modernosa e empregados de negro trajados, a servir só comida alegadamente italiana, com pizzas em metade da lista? Só pode ser mau, não é? Fast-food em cenário avant-garde, não é? Pois a verdade é que gostei imenso de ir ao Esperança, na fantástica Rua do Norte, com as suas lojas cheias de personalidade, que só não é mais simpática devido à sujidade das ruas e das paredes cobertas de grafitti, de tags ou de lá corno é que chamam àqueles estúpidos rabiscos que estragam um bairro que tem muito a dar à cidade. Mas vamos lá ver porque é que gostei tanto deste restaurante. Em primeiro lugar, gostei de ver que estava cheio, com gente à porta, apesar de ser uma terça-feira de Agosto, todos com aspecto de quem se veste para jantar com a descontracção estudada que o local pede. Depois, gostei da transformação desta antiga mercearia com luzes baixas, ambiente quente e convivial, coerência de design de loiça e talheres. Aqui, faço um reparo para um dos aspectos mais negativos da casa: os copos são inenarráveis, no género daqueles baixos onde os bascos servem o txakoli, um refresco alcoólico a que eles chamam vinho branco e que só se justifica a acompanhar pinchos. Qualquer vinho com um mínimo de ambição, branco ou tinto, fica mal neles.
Já agora vou despachar outros dois aspectos negativos. A carta de vinhos é confusa e insuficiente, embora com preços dignos de elogio. A lista de pratos está só em italiano e ninguém tem obrigação de saber em Portugal o que são pomodorini ou funghi. Uma parolice que não fica bem numa casa como esta, tanto mais que me disseram que os cozinheiros são jovens saídos das nossas escolas de hotelaria (e que estão de parabéns, desculpem lá esta irritação ... ) e não gente de origem italiana.
Vamos então à comida. Couvert com boas azeitonas e pão de alho crocante e saboroso. Pedimos de entrada uma bruschetta de tomate, focaccia e, entre as várias opções de carpaccio, o clássico, de carne. O pão da bruschetta era bom e a fatia poderia estar só um bocadinho mais grelhada, mas oferecia resistência suficiente ao dente sem estar dura. Óptimo carpaccio, na temperatura que permite sentir o sabor e a textura macia da carne, mostrando que não estava a secar no frigorífico. Já a focaccia, que para mim é mais aquele pão fofo com azeite e ervas, era uma "pizza branca", ou seja, a massa só com azeite e alecrim. Foi a única falha gastronómica da refeição, demasiado queimada e engordurada ao centro, sem se sentir a erva. Espero que as pizzas, que desta vez não provei, sejam melhores.
Nos pratos principais, a minha mulher foi para uma lasagna alla Malafaya, muito leve na utilização certa de queijo e bechamel, no recheio vegetal com beringela e cogumelos, na massa que me pareceu caseira. Para mim, spaghetti negro com gambas, também com a massa fresca e cozida no ponto num caldo de mariscos. Estes estavam um pouco rijos, mas o conjunto cumpriu muito bem.
Nas sobremesas, um bom tirasmisú e um sorvete de tangerina delicioso e caseiro. Bebendo, para variar, um pinot grigio italiano (17 euros), vinho que nunca me convenceu, mas os copos também não justificavam nada de melhor, a conta foi de cerca de 35 euros por pessoa, podendo baixar alguma coisa, já que há outras garrafas mais baratas e a cerveja vai bem com pizza. Um preço razoável. O serviço, jovem e bem apessoado, foi simpático, descomplexado, informado e atento, contribuindo para a superação das minhas preconceituosas expectativas e fazendo com que saísse do restaurante muito bem disposto e com vontade de voltar. Ainda mais porque serve até às 2h da manhã e abre ao domingo.
Duarte Calvão
Notícias Sábado
6 Setembro 2008
10 setembro 2008
CAFÉ BAR BA
Vindos do vórtice Chiado-Bairro Alto, passam-se as portas como quem se transpõe para outra dimensão. Uma atmosfera de tranquila civilidade apela a que nos elevemos, talvez já, até ao bar do terraço do Bairro Alto Hotel, cuja atracção magnética é poderosa. Mas, resistamos, por agora, a essa força que, em Lisboa, nos impele continuamente a ir mais longe e mais alto para mais cidade e rio ver. É que cá por baixo, ao nível da Praça Luís de Camões, vale a pena apreciar os recantos do Café Bar BA. Naturalmente, o bar faz jus ao conceito subjacente a todo o hotel e, tal como este, representa uma evolução radical na história deste edifico em esquina com a rua do Alecrim e a praça do poeta-mor.
Aqui, houve uma Ermida do Alecrim, levada pelo terramoto em 1755, depois fez-se edifício oitocentista, fez-se Hotel L' Europe de clientela ilustre, aportuguesou-se para Europa e poderia ter mudado para Ruína nos anos 80. A elevação do Bairro Alto Hotel mudou o estado de sítio. É agora um charmoso boutique hotel de cinco estrelas, com um estilo português de elegância clássica mesclado com traços cosmopolitas e apontamentos deco, elogiado pelas revistas de referência mundiais. Mas como aqui não viemos dormir nem sequer provar as promessas do restaurante Flores, dediquemo-nos a erguer o copo (é escolhê-lo de uma guarnecida carta de cocktails e etceteras à medidas das cinco estrelas) para celebrar os três anos de vida deste discretamente luxuoso hotelzinho (e o inho aqui é mesmo elogioso: tem apenas 55 quartos e é membro da exclusivíssima cadeia The Leading Small Hotels of the World).
Do espaço de uma velha Pastelaria Parisiense, o hotel erigiu o Café Bar BA, um cocktail bar que se partilha por três níveis, dois térreos e um em mezanino. Todos espaços pequenos e acolhedores, muito para lá do típico bar de hotel e onde, definitivamente, não se acabará a noite ao som de um "Strangers in the night" teclado por um cansado pianista. O mais certo é ser com um DJ a marcar os ritmos ou mesmo um sessão de jazz ao vivo, para além da banda sonora ambiente ao longo do dia. Para conquistar maior independência do hotel, o bar tem entrada directa pela rua do Alecrim (se bem que pelo átrio do hotel é sempre uma entrada mais em grande).
No piso térreo, é a mesa-estrela lacada de preto que enche o espaço e centra as atenções, guardada por um painel de caixas de luz que vai alternando as tonalidades. Descem-se uns degraus e entra-se para um lounge (baptizado de Igloo pelo seu tecto em abóbada e paredes brancas), espaço mais íntimo para descontrair entre almofadões. Sobre tudo isto, um terraço interior, em mezanino, uma extensão do bar que é uma verdadeira sala de estar dominada por madeira escura, onde se dispõem mesas chinesas lacadas e, num espaço mais recolhido, sofás. À disposição, televisão, mini biblioteca, jornais e revistas (e lareira, para o que der e vier).
E, daqui, damos um salto de seis andares, porque lá em cima está um mundo sem fim, abrigado por uma tela de lona que, conforme os ventos, também protege lateralmente. É um terracinho, que enquadra o casario lisboeta q.b. e o rio, aconchegante, reservado, (elitista, sim), sítio para onde gostaríamos de convidar apenas os amigos. Vá lá que o resto dos passageiros sente o mesmo e assim é tudo muito delicado e civilizado. E relax: camas, cadeirões, banda sonora à medida, serviço atencioso e tranquilo. E, por alguma razão, o Dry Martini aqui, certeiro e apurado, é dos que melhor sabe em Lisboa, talvez seja do microclima... Como espaço tão aberto quanto reservado é ideal para as mais diversas opções, sejam em grupo, solitárias ou absolutamente românticas - se for o caso comece logo lá em baixo, no átrio do hotel, a apontar para as amorosas esculturas de ferro de Rui Chafes, conjunto baptizado de "Vejo-me a amar-te". E, vendo bem, é uma declaração de amor que, a partir deste terraço, apetece fazer até à própria Lisboa.
Carta cinco estrelas
Sucessos do serviço de bar, conta-nos o barman Vasco Martins, são a saikirinha (sake + morango), os clássicos mojito ou Cosmopolitan. A (longa) carta de bebidas é composta por uma variedade de cocktails, para além de aqueles que o cliente desejar e que não constem por ali. Em destaque, os cocktails de champanhe: Bellini, Bairro Alto Royal, Kir Royal e Champanhe Cocktail fazem a festa. Há perto de uma dezena de vinhos a copo, além de espumantes e champanhes. De resto, encontra-se por ali um pouco de tudo, de grappa Nonino (?9) a um Porto Vintage, Taylors Quinta das Vargellas 2001 (55€ - 37,5 cl) ou a um whisky Martins 20 anos (22€). Há ainda uma guarnecida ementa de refeições ligeiras, sanduíches, saladas, tapas e sobremesas.
Jazz & DJ
Em Setembro, para a rentrée, o Café BA propõe todas as quartas (em complemento com Noites Gourmet no Restaurante Flores), sessões de jazz com o duo BY2, que cruza até aos blues, soul e pop. Todas as quintas e sextas, há DJ convidados. São noites especiais com 25 por cento de desconto.
Luís J. Santos (PÚBLICO)
http://lazer.publico.clix.pt/artigo.asp?id=210638
01 setembro 2008
POLICIAMENTO EM BALANÇO
JOANA RAMOS SIMÕES - JORNALISTA DA AGÊNCIA LUSA
Os comerciantes que pagam o reforço policial em vigor há um mês no Bairro Alto fazem um balanço positivo da decisão que tomaram, mas continuam a defender que o pagamento deveria ser feito pelo Governo.
"Isto está muito melhor, à custa dos comerciantes. Agora, consegue andar-se à vontade no Bairro Alto até às três ou quatro da manhã sem se ser incomodado pelos traficantes", disse Leonídio Marques, proprietário de um restaurante que aderiu ao pagamento do reforço.
Eugénio Fidalgo nasceu no Bairro Alto e acabou por ali abrir um restaurante, também ele nota e os clientes dizem-lhe que "já não há traficantes como havia".
"Eu próprio era muitas vezes assediado. Eles iam atrás das pessoas, que se sentiam incomodadas. Tenho clientes que deixaram de vir ao Bairro Alto por causa disso", contou.
"Da minha esquina eles fugiram", acrescentou Eugénio Fidalgo, que também paga "do seu bolso" o policiamento extra.
Os comerciantes ouvidos pela Lusa explicaram que, antes do reforço policial, chegavam a juntar--se oito ou nove traficantes em algumas esquinas do Bairro Alto. Os homens aproximavam-se de quem passava e propunham "de maneira insistente, por vezes até puxando as roupas" que os transeuntes lhes comprassem droga.
Carlos Costa mora no Bairro Alto há mais de 30 anos, é polícia aposentado e conhece bem a zona, como morador e agente da autoridade. No último mês, notou uma "grande diminuição" no número de traficantes nas esquinas e "até no barulho".
Este morador acha que "os comerciantes fizeram bem em pagar o policiamento", embora defenda que "o Governo é que tem obrigação de zelar pela segurança dos cidadãos". Opinião partilhada não só por quem aderiu à iniciativa como por quem não aderiu.
"É um direito que temos. Já pagamos impostos, não temos de estar a pagar um extra", advogou Filipe Sequeira, proprietário de um bar, que já gasta dinheiro com um segurança privado, que "controla o ambiente e garante que não saem à rua copos de vidro".
Aquele comerciante defende a instalação de câmaras de videovigilância, mais policiamento, mais caixotes do lixo e uma maior fiscalização à higiene de bares e restaurantes.
Apesar de não contribuir para o pagamento de policiamento extra, em vigor há um mês, também Filipe Sequeira nota que "há menos traficantes nas esquinas do Bairro Alto".
O reforço policial entrou em funcionamento a 1 de Agosto, com um dispositivo de nove elementos, oito agentes e um oficial superior, estando cada estabelecimento comercial - mais de 70 proprietários de restaurantes e bares - a pagar 120 euros mensais pelo reforço.
28 agosto 2008
OS BONS NOVOS TEMPOS
O rejuvenescido 
20 agosto 2008
VIDEOVIGILÂNCIA
Câmaras recorrem ao vídeo
Joana Moura
A videovigilância vai ser uma realidade, já no próximo ano, em algumas das mais problemáticas autarquias da área metropolitana de Lisboa. Loures, Amadora e Sintra estão a preparar a instalação de câmaras de video em algumas zonas, depois do Porto ter sido o pioneiro e de Lisboa já ter avançado com essa intenção para a Baixa e o Bairro Alto. O objectivo é prevenir os crimes violentos.
O Plano Nacional de Videovigilância, da responsabilidade do Ministério da Administração Interna (MAI), existe desde 2005 para incentivar as autarquias a utilizarem câmaras de video para prevenir o crime “em locais onde exista razoável risco da sua ocorrência”, explica o Secretário de Estado-Adjunto do MAI, José Magalhães, ao Diário Económico. Até agora ainda não tinha sido apresentado “qualquer projecto que envolva qualquer zona dos chamados bairros críticos”, garante o secretário de Estado, mas o Diário Económico sabe que as autarquias referidas já estão a estudar a instalação de câmaras de video. Para já os planos ainda estão em estudo, mas o objectivo é ter o modelo de vigilância a funcionar, na maioria dos casos, já em 2009. Depois dos tiroteios entre gangues rivais dos bairros da Quinta da Fonte e da Quinta do mocho, a Câmara de Loures aprovou “a abertura de concursos públicos para a aquisição de equipamentos, instalação e manutenção”. E a Câmara da Amadora, a autarquia com mais bairros críticos do país, está a ultimar um estudo para apresentar à Comissão Nacional de Protecção de Dados que prevê a instalação de mais de 100 câmaras de video. O projecto “incidirá, sobretudo, nas estações e paragens dos transportes públicos, nas entradas de alguns bairros degradados - como a Cova da Moura, 6 de Maio ou Santa Filomena -, mas também no interior de alguns bairros problemáticos de realojamento, como o que existe no Casal da Mira”, explica Joaquim Raposo. Um investimento de mais de um milhão de euros que, “apesar de não ser um factor decisivo para acabar com a criminalidade, é um instrumento da PSP para ajudar a combatê-la”.
O Governo tem vindo a incentivar as autarquias a apostarem na videovigilância. Já no final do ano passado, o ministro Rui Pereira dizia ao Diário Económico que este é um método de prevenção eficaz “em locais públicos onde exista o risco de prática de crimes muito frequentes”. Na semana passada, foi assinado um protocolo entre o MAI e a Associação Nacional de Municípios Portugueses, de forma a que estes beneficiem de contratos Locais de Segurança, que podem passar pelo policiamento de proximidade, mas também pela videovigilância. Inicialmente, o MAI pretendia que estes contratos obrigassem as autarquias a instalarem câmaras, mas no final, o protocolo que define as regras gerais não menciona essa obrigação. Isto significa que o MAI deixou ao critério de cada autarquia esta decisão.
Certo é que, com a criminalidade violenta a aumentar e a ganhar mediatismo, “as necessidades de segurança das populações”, também já levaram a Câmara de Sintra “a estudar a possibilidade de instalar câmaras de video em algumas zonas do concelho”, diz o presidente Fernando Seara.
José Magalhães, Secretário de Estado do MAI
“O MAI tem privilegiado o envolvimento das autarquias quanto aos projectos de instalação de videovigilância”, diz o secretário de Estado. Ainda assim, “não foi proposto, até à data, qualquer projecto que envolva qualquer zona dos chamados bairros críticos.”
António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa
Também em Maio, depois da morte de um jovem de 20 anos no Bairro Alto, o presidente António Costa apoiou a Junta de Freguesia de São Nicolau na apresentação de um projecto ao MAI para instalar 32 câmaras de alta definição nas ruas da baixa e no Bairro Alto.
Joaquim Raposo, Presidente da Câmara da Amadora
Um milhão de euros é quanto a Câmara da Amadora prevê investir num plano para instalar câmaras de video que cubram os 23 quilómetros quadrados do concelho. Paragens de transportes público, bairros degradados e zonas de realojamento serão contempladas.
Carlos Teixeira, Presidente da Câmara de Loures
Ainda não estão definidas as áreas que vão ser vigiadas por câmaras de video, mas depois dos confrontos na Quinta da Fonte e da Quinta do Mocho, Loures já aprovou a abertura de concursos públicos para a aquisição de equipamentos, instalação e manutenção deste equipamento.
11 agosto 2008
MUSEU DO EFÉMERO

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03 agosto 2008
DIZ O "JORNAL DE NOTÍCIAS"
Confronto marca reforço policial no Bairro Alto
Comerciantes pagam dispositivo extra da PSP mas não escondem receio de represálias.
Nuno Miguel Ropio
A primeira madrugada de policiamento extra no Bairro Alto, em Lisboa, acabou em confrontos numa das ruas. Mas os comerciantes, que suportam os gastos com os agentes da PSP, dizem que o reforço é para continuar.
Um grupo de jovens, que provocava desacatos na Rua do Diário de Notícias, levou nove agentes a intervir e a identificar os autores de alguns actos violentos contra transeuntes que, ontem de madrugada, se encontravam no Bairro Alto. Este foi o primeiro incidente a envolver o reforço de segurança nocturna, que arrancou ontem, pago pelos comerciantes instalados naquela área.
O Comando Metropolitano da PSP garante que só a partir de amanhã poderá ser feito um balanço da acção do dispositivo durante este fim-de-semana. Também a Associação de Comerciantes do Bairro Alto, que patrocinou a medida, contactada pelo JN, apenas se mostrou disponível para avaliar o reforço de policiamento nos próximos dias.
"Notou-se que os traficantes já não rondam as ruas. E os agentes não passaram despercebidos aos nossos clientes", admitiu, ontem, um dos cerca de 70 proprietários de estabelecimentos comerciais, entre bares e restaurantes, que financiam a medida. "Não quero problemas, por isso não ponha fotos minhas nem o meu nome", pediu o empresário, enquanto um dos vendedores de estupefacientes se senta no passeio, em frente a ele, de uma forma intimidatória.
O aumento dos episódios de violência no Bairro Alto, que atinge tanto a "movida" como os moradores, levou em Junho três proprietários de bares a contactar os restantes para se avançar no reforço policial. Segundo o empresário Leonídio Marques, a clientela dos restaurantes começou a mostrar desconforto perante a insistência dos traficantes de estupefacientes. "Assaltos sempre houve e violência também. Mas os clientes já começam a ser importunados a um ponto, que até são puxados para comprar essas coisas [droga]", explicou, não escondendo o receio de represálias. De quem? "É muito complicado explicar. Mas eles andam aí e a polícia sabe quem são", respondeu.
Perante as queixas a Câmara de Lisboa garantiu este ano um reforço de segurança, com base num protocolo existente entre a autarquia, o Ministério Público e a PSP. Mas a morte de duas pessoas e ferimentos em outras tantas, recentemente na zona, levou os proprietários a avançar com a medida - a que nem todos aderiram -, pagando cada um 120 euros mensais. Entre as 20 horas e a meia noite, o contigente policial conta com cinco agentes, elevando-se para nove até às quatro da manhã.
"Uns 120 ciganos, que nem são violentos, conseguiram afastar os africanos e agora lideram as ruas. De vez em quando há disputa entre eles", denunciou outro empresário. "Não sabia de nada e achei estranho tanto polícia, para cima e para baixo. Só percebi do que se tratava depois da confusão na Rua do Diário de Notícias. Mas acho anormal que o direito à segurança tenha de ser pago", admitiu, por outro lado, Paulo Alexandre, um morador.
Em Setembro, de acordo com a Câmara, avança uma limpeza dos prédios vandalizados com grafitos. Serão depois distribuídos kits a comerciantes e moradores, para garantirem a manutenção das fachadas após a acção de limpeza.
02 agosto 2008
MAIS POLÍCIAS
Mais polícias no Bairro Alto
A reportagem da Renascença foi ao Bairro Alto recolher opiniões sobre o policiamento reforçado pago pelos donos de estabelecimentos daquela zona de Lisboa.
RV/António José Soares
TUDO NORMAL
Rui Pereira considera normal que comerciantes contratem polícias
O ministro da Administração Interna considerou, esta sexta-feira, normal que comerciantes do Bairro Alto tenham decidido contratar policiamento extra à PSP para aquele local. Rui Pereira fez questão de frisar que a PSP garante a segurança em todo o país.
O ministro da Administração Interna encarou, esta sexta-feira, com normalidade o facto de mais de 70 comerciantes de restaurantes e bares do Bairro Alto terem decidido contratar policiamento extra à PSP para aquela zona de Lisboa.
O reforço policial está previsto entrar em funcionamento esta sexta-feira, com um dispositivo de nove elementos, oito agentes e um oficial superior, estando cada estabelecimento comercial a pagar 120 euros por este reforço, com vista a garantir a segurança da zona durante a noite.
O ministro Rui Pereira recusou encarar esta medida como uma insuficiência policial, afirmando que a PSP «assegura a necessidade de segurança de todos os cidadãos, incluindo os do Bairro Alto».
No entanto, continuou, «há situações específicas em que são necessárias prestações acrescidas de segurança», como espectáculos desportivos ou estabelecimentos comerciais, para os quais existe um esquema de remuneração, no qual «entidades privadas» pagam por «essas prestações de segurança especiais».
O governante sublinhou que esse «esquema deve-se ao reconhecimento de que a segurança é para todos os cidadãos, sendo que quando algumas entidades «carecem de prestações especiais» de segurança podem «fazer uma comparticipação reforçada».
Rui Pereira proferiu estas declarações à margem da inauguração das novas instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em Portimão.
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=974302
POLICIAMENTO PAGO
Lisboa: Reforço policial pago por comerciantes arranca hoje no Bairro Alto
01 de Agosto de 2008, 13:21
Lisboa, 01 Ago (Lusa) - Mais de 70 proprietários de restaurantes e bares do Bairro Alto, em Lisboa, estão a pagar policiamento extra, que entrará hoje em vigor, para assegurar a segurança da zona durante a noite.
O reforço policial está previsto entrar hoje em funcionamento, com um dispositivo de nove elementos, oito agentes e um oficial superior, estando cada estabelecimento comercial a pagar 120 euros por este reforço, pagamento que já estará realizado há cerca de uma semana.
"Achamos uma boa ideia [o reforço do policiamento] porque há sempre problemas nesta zona", explicou José Fernandes, gerente de um dos restaurantes que aderiram a esta iniciativa.
"Já pagámos esta semana os 120 euros e acho que já deve estar em funcionamento, disseram-nos que seria no dia 1 de Agosto", disse à Lusa.
Mas nem todos os comerciantes aderiram a esta iniciativa, discordando mesmo do seu fundamento.
"Estar a pagar por um direito que nós temos? Não, já me chega o dinheiro que pago ao segurança. Estão uns 70 bares a pagar 120 euros cada para andarem no bairro todo uns 9 polícias. Nem pensar", afirmou à Lusa, Filipe Sequeira, proprietário de um bar no Bairro Alto.
Também Omar Salcedo, gerente de um restaurante, explicou que costuma ter alguns "problemas na esplanada" mas que o seu patrão decidiu não aderir à iniciativa.
Questionado se considerava necessário este reforço, Omar é peremptório: "Eu sim, claro que sim. Mas o meu patrão não quer e ele é que manda".
Apesar de ter sido garantido em Abril deste ano, o reforço do policiamento da zona no âmbito de um protocolo já existente entre Ministério Público, PSP e CML que visa melhorar a eficiência das forças policiais ao tráfico de droga, serão os comerciantes a pagar do "próprio bolso" a segurança na zona.
NYM.
Lusa/Fim.
10 julho 2008
DUAS NOTÍCIAS SOBRE UM EDIFICIO HISTÓRICO

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In http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=970085

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07 julho 2008
AS PAREDES EM DISCUSSÃO

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20 junho 2008
AS PAREDES EM DEBATE

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Arquitectos, projectistas
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19 junho 2008
01 junho 2008
INSCRIÇÕES ABERTAS
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Formadora: Eng.
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