29 abril 2009

ACORDO ACBA-PASSMÚSICA


A Associação de Comerciantes do Bairro Alto assinou um acordo “Relativo à Remuneração Equitativa e Outras matérias relacionadas com o licenciamento de utilizações de fonogramas e vídeos musicais nos sectores de restauração e bebidas e outros estabelecimentos”, com a PassMúsica.

O acordo foi assinado ontem à tarde, tendo a ACBA sido representada por João Gonzalez. Todos os associados poderão agora beneficiar das tabelas acordadas (que poderão consultar aqui) e tratar do respectivo licenciamento bastando juntar cópia do cartão de associado.

Estabelece o acordo que os estabelecimentos que passem música proveniente de emissões de rádio utilizando os altifalantes do mesmo na difusão da música no seu estabelecimento não serão objecto de qualquer cobrança (cláusula sexta do acordo). O mesmo acontece com as emissões de televisão “cujo som seja difundido pelo(s) altifalante(s) de origem, sem recurso a altifalantes externos, colunas ou sistemas de sonorização ou amplificação suplementares, para a disseminação do som no Estabelecimento de Restauração ou Bebidas hipótese em que será aplicado o tarifário relativo a Vídeos Musicais."

CUIDADO COM A MÚSICA!

Comerciantes do Bairro Alto querem bares com música legal
A Associação de Comerciantes do Bairro Alto (Lisboa) e a entidade licenciadora de utilização de música em locais públicos, Passmúsica, assinaram um acordo para incentivar o pagamento das respectivas taxas e promover a legalização de bares e restaurantes.
A Passmúsica emite o licenciamento em nome da Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas e Intérpretes e Executantes (GDA) e da Associação para a Gestão e Distribuição de Direitos dos Produtores (Audiogest) pela exibição de música e vídeos musicais, cobrando aos estabelecimentos pelos direitos geridos por estas duas organizações.
Em causa, estão os direitos conexos aos de autor, isto é, os direitos daqueles que, embora não fazendo parte da actividade criativa de uma obra, a exteriorizam e a tornam pública.
Para combater a falta de licenciamento nesta matéria, punível com penas de multa e prisão até três anos, a licenciadora e a associação decidiram unir-se para promover sessões de esclarecimentos e informar os empresários do sector.
Segundo um comunicado da Passmúsica, o acordo celebrado permite «avançar para uma nova fase no que toca ao licenciamento voluntário» ao «firmar a cooperação activa e proactiva» entre ambas as entidades e reconhecer a importância do pagamento da remuneração equitativa devida pelos utilizadores como contrapartida pela autorização das exibições.
O documento inclui também uma redução das tarifas devidas pelos agentes económicos que a Associação de Comerciantes representa, adequadas às suas especificidades.
Há duas semanas, o Tribunal Cível de Lisboa decretou o encerramento do bar ContaGotas, na zona de Santos, devido à utilização não licenciada de músicas e vídeos.
O Tribunal ordenou o fecho do estabelecimento «até que se encontre devidamente regularizada a autorização» para a sua divulgação.

Diário Digital / Lusa
quarta-feira, 29 de Abril de 2009
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=385307&page=1

27 abril 2009

MAIS VANDALISMO


Loja de Fátima Lopes volta a ser vandalizada

A estilista diz que faz falta videovigilância e mais polícia no bairro

Montras do estabelecimento da estilista, situado no Bairro Alto, terão sido apedrejadas. Sensação de insegurança mantém-se na zona

No espaço de um mês, quatro das sete montras da loja de Fátima Lo­pes no nº 36 da Rua da Atalaia, Bairro Alto, foram vandalizadas. Ao que tudo indica, terão sido apedrejadas, desconhecendo-se para já os seus autores e as respectivas motivações.
"Isto foi feito em duas alturas diferentes. Há cerca de um mês vandalizaram a montra mais pequena. Segundo os moradores, terá sido um grupo de miúdos por volta da 01.20. E na quinta-feira [dia 16] foi um rapaz, que veio pela Rua da Atalaia abaixo e foi partindo carros e montras até chegar à minha loja", contou ao DN a estilista madeirense, que não se conforma com a inércia de quem viu tudo acontecer.
"Algumas pessoas viram e acho incrível que ninguém tenha feito nada", lamenta. Fátima Lopes só soube do sucedido quando chegou à loja de manhã e viu os vidros estilhaçados. "Quando cheguei aqui, nem queria acreditar. Fomos imediatamente à polícia fazer queixa", revelou, deixando ainda um desabafo:"Acho que são actos de vandalismo puro. É muito triste, porque o Bairro Alto é de todos, é um ex-líbris da cidade de Lisboa.".
A criadora de moda reivindica mais segu­rança para a zona, onde já trabalha há uma década: "Fazem falta câmaras de videovigilância e mais policiamento. Isso é funda­mental e obrigatório! Não basta limpar os prédios..."

NUNO PINTO MARTINS
Diário de Notícias, 26 de Abril 2009

23 abril 2009

HÁ FESTA NO CAMÕES


À ESQUERDA DA ESQUERDA NA ZDB


Documentos para a História de uma Revolução


Até 2 de Maio a Galeria Zé dos Bois, em colaboração com a LembrAbril, apresenta um núcleo documental que percorre organizações politizadas, informais e partidárias, emergentes das movimentações revolucionárias que inauguraram a democracia portuguesa. Esta mostra inédita e diferenciada por se focar no quadro ideológico da extrema-esquerda, reúne material iconográfico original produzido pelas diferentes forças políticas no momento máximo da sua proliferação.

A exposição que pretende contribuir a uma diferenciação ideológica dessas forças sociais, mostra, por um lado, jornais, panfletos e cartazes, por outro, fotografias capturadas por José Marques documentando inscrições murais anónimas e ainda, ‘Revolução’ um filme paradigmático realizado em 1975 por Ana Hatherly que reforça, desde um ponto de vista artístico, o sentido de urgência e vontade colectiva de posicionamento político.
Para além do material original apresentado, que se constitui como uma resenha incompleta, optou-se pelo recurso a estratégias de revisitação desta imagética que recuperam o seu sentido efémero. Como tal, as paredes da galeria cobrem-se de pinturas que reproduzem cartazes em tamanho ampliado; de palavras de ordem grafitadas; e de 3 intervenções murais de grande escala.
Em suma, reuniu-se um conjunto de objectos no intuito de melhor definir um discurso em torno de organismos partidários e forças políticas, que hoje confundimos com a intensidade das suas propostas.

OBRAS em EXPOSIÇÃO:
Os cartazes apresentados ou representados pertenceram às seguintes organizações:
AOC; PRP - BR; FEC ml; FUR; GDUP; Grito do Povo; LCI prt; LUAR; MES; MRPP; OCMLP; ORPC ml; OUT; PCP ml; PCP R; PUP; UDP; UJECML; JC ml; GAAFs; MPAC; Associação da Amizade Portugal - China; FEML; UMC; O Tempo e o Modo; Spartacus.

Partindo do conjunto de fotografias do livro ‘Paredes em Liberdade’, recolhidas entre Abril e Maio de ’74, nas quais José Marques retrata palavras de ordem, exigências e provocações, inscritas de forma anónima pelas paredes de Lisboa, apresentamos uma edição fac-similada de 20 postais representativos não apenas da publicação, como do clima de liberdade discursiva característica desse período.

O filme ‘Revolução’ (1975), simultaneamente objecto artístico e documental, de Ana Hatherly, no qual se fixa o sentido de urgência e da disseminação generalizada do discurso social e político, após o 25 de Abril, e, sobretudo, da sobreposição da expressão popular num momento central da política portuguesa.



Reconhecendo o papel fundamental do mural, no âmbito da comunicação político-partidária, foi proposto a António Alves (que participou da concepção e execução de diversos murais partidários) e ao artista RIGO (que detém uma produção muralista ímpar), uma composição na parede lateral exterior do edifício da ZDB, na linha dos grandes murais populares e maoístas.
Neste sentido, recuperou-se ainda o mural de entrada da ZDB, concebido pelo designer António Gomes para a comemoração do 25º aniversário da Revolução de Abril. Este mural, que durante cinco anos esteve coberto, apresenta uma re-interpretação contemporânea do célebre cartaz de Abel Manta, ‘MFA - Sentinela do Povo’ (1975).

Apresenta-se também um Organograma inédito que partindo de um centro ideológico radicado no comunismo, explicita as filiações e ramificações de grupos informais, organizações e partidos mais à esquerda do PCP.

Se os cartazes originais e as reproduções, feitas propositadamente para a mostra, constituem um núcleo gráfico institucional de diversas organizações políticas, inestimável para a reflexão em torno da evolução político-social decorrente do processo revolucionário de Abril; pretende-se que as fotografias e o filme, bem como os murais, funcionem como um contraponto: permeando uma amplitude discursiva francamente diversificada, onde se reflecte a reivindicação da necessidade absoluta de expressão de cada indivíduo, anónimo, reprimida durante quatro décadas.

À ESQUERDA DA ESQUERDA

18 de Abril a 2 de Maio

de quarta a sábado

das 14h às 23h

Galeria Zé dos Bois

http://www.zedosbois.org/indexzdb.htm

21 abril 2009

PÉROLA DAS GÁVEAS


A Pérola das Gáveas (Rua das Gáveas nº 44-46) evoluiu, transformou-se. A tradicional mercearia de bairro deu lugar a uma mercearia gourmet.

20 abril 2009

ABAIXO ASSINADO


Abaixo-assinado
Moradores do Bairro Alto lutam por encerramento mais tardio dos bares


por Rui Pedro Antunes

Em várias entradas do Bairro Alto, um grupo que se intitula como "moradores do Bairro" está desde sexta-feira a recolher assinaturas contra o encerramento dos bares às duas da manhã.
O abaixo-assinado é dirigido ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, que em Novembro de 2008 decretou que os estabelecimentos fechassem mais cedo, sob o pretexto de permitir descanso a quem ali mora.
Porém, apesar de nenhum querer falar "isoladamente" ao DN, agora são os próprios moradores a reivindicar uma abertura até mais tarde. Antes de Novembro, os bares estavam abertos (e cheios) até às 04.00, mas este horário tem desviado os noctívagos para outros locais de diversão nocturna da capital.
Em Novembro, o DN fez reportagem no Bairro Alto na primeira noite em que os estabelecimentos tiveram um novo horário. Na altura, tanto clientes como empresários do Bairro estavam descontentes e prometeram lutar contra medida da autarquia.


DN, 19 de Abril de 2009

17 abril 2009

ABRIU O QUIOSQUE DE REFRESCO


Inaugurou no passado dia 14 o Quiosque de Refresco. Está aberto diáriamente, das 7.30 à 1.00 da manhã, no Largo Camões, oferecendo um menu que recupera as sanduíches de bacalhau com grão, entre empadas, mini pastéis de Belém e queijadas de Sintra. A lista de bebidas inclui” leite perfumado” com canela e limão e refrescos tradicionais como a groselha, o capilé, as limonadas e o chá gelado.

16 abril 2009

VANDALISMO






Esta noite, depois do fecho dos bares, tendo o bairro por sua conta, os vândalos atacaram na Rua da Atalaia e partiram quatro montras.

15 abril 2009

VELHAS LOJAS NOVOS USOS


Velhas lojas com novos usos no Bairro


Lisboa. A livraria Alêtheia abriu há menos de um mês no espaço de uma antiga padaria. No Bairro Alto são várias as lojas que mantêm elementos que atravessam gerações. O DN foi conhecer algumas.

RUI PEDRO ANTUNES

Os azulejos brancos, os armários típicos e o balcão de lioz não deixam dúvidas: no número 13 da Rua do Século já se vendeu pão porém, hoje em vez de papos-secos vendidos por meia dúzia de tostões ou alguns mil réis, estão livros de Fernando Pessoa, Camilo Castelo Branco ou Fiodor Dostoievski. A Alêtheia, editora de Zita Seabra, assentou arrais numa antiga padaria do Bairro Alto, mas decidiu manter muitos dos aspectos originais. A ideia não é nova e como explica uma das administradoras da Alêtheia, Alexandra Louro,"faz parte do espírito do Bairro".
A reconversão do espaço foi, segundo Alexandra Louro, "um sucesso”.

A "nova cara" que a Alêtheia deu à padaria oitocentista é uma mudança que acompanha a estra­tégia da editora em época de crise. "Temos de nos reinventar em tem­po de crise, e se editamos livros, porque não vendê-los?", questiona Alexandra Louro.
Não fossem os livros estar em todo o lado e qualquer visitante po­dia andar à procura do pão, pois até os cheiros a novo e a livro se as­semelham ao odor do pão acabado de fazer. A decoração está assim em consonância com a diferença que a Alêtheia quer marcar."Este é um espaço alternativo às outras li­vrarias que são inundadas de no­vidades. Aqui não vão encontrar Paulo Coelho", garante.
A livraria está dividida por salas e cada um destes espaços tem uma pequena curiosidade. Numa delas, um velho forno e a mais antiga máquina de mistu­ra de cereais da capital (que "já quiseram tirar da­qui para levar para um museu"), coabitam com António Lobo Antunes e José Eduardo Agualusa.
E se nos bastidores Zita Seabra tem um calmo es­critório, onde se faz acom­panhar por um excerto da Divina Comédia de Dante embutido na parede, numa outra sala da livraria a sua obra Foi assim faz-se acompanhar de livros de Mao, Fidel ou Estaline. Não é coincidência: nesse es­paço, há uma porta que não dá para lado algum. A fuga tem de ser feita pelos livros ou seguindo o chão de cerâmica oitocentista, idêntico ao do Grémio Li­terário...

Bonés na arca refrigeradora

A Alêtheia é o exemplo mais recen­te de reabilitação do espaço, man­tendo parte da sua decoração ini­cial, mas não é único no Bairro Al­to. Seguindo a"tradição"apesar de mudarem de ramo, vários comer­ciantes vão deixando nos espaços as características de outrora. Foi o que aconteceu na Rua do Norte com uma antiga mercearia que agora é uma loja de acessórios.
Da antiga mercearia sobrevive uma arca frigorífica, onde agora es­tão expostos vários bonés colori­dos. Tiago Martins, que ali trabalha, não tem dúvidas que esta opção estética foi tomada "para fazer algo kitsh e para manter o espírito do Bairro". Aquele espaço também já foi um talho e, por isso, no tecto es­tão malas presas por ganchos "tal como os nacos de carne", explica o funcionário. No fundo da loja, o le­treiro luminoso que invoca "Fresh Meat" é mais um dos elementos que denuncia que o passado não só foi mantido como também foi adaptado como conceito, pois toda a loja se assemelha a uma mercea­ria/talho.
Além de seguir o tantas vezes referido"espírito do Bairro", o gran­de motivo para deixar vestígios an­tigos é o marketing. Os velhos por­tões da entrada e as desgastadas ombreiras das portas da loja da Eastpak, num dos extremos da rua do Norte, são os resquícios de uma velha carpintaria. O ar envelhecido é marketing para atrair visitantes. O lojista Ricardo Martins explica que a loja "já esteve toda limpinha, mas voltou ao aspecto degrado pa­ra seguir o conceito da marca ­built to resist , em que os produtos são construídos para resistirem mais tempo que os próprios edifícios. As paredes negras e desgas­tadas da antiga carpintaria fazem sobressair o aspecto das coloridas mochilas e Ricardo Martins obser­va que esta estética "resulta e atrai bastantes pessoas ao espaço".

Alfredo Oliveira, talhante que viu o Bairro Alto mudar nos últimos 60 anos (ver caixa), lembra quando frequentava uma "casa de meni­nas, conhecida como quartel-general , porque iam lá todos os tropas e os marinheiros". Nesse tem­po, o Bairro tinha má fama ("e proveito") e era associado à prostituição. São estes rótulos negativos que hoje se apagam, ao mesmo tempo que procura manter alguma da sua genuinidade. Há objectos que sobrevivem em espaços dife­rentes e o Bairro continua vivo.


O "ESPIRITO" DE MUDANÇA



Até quem não muda vê a capacidade de transformação das lojas do Bairro Alto. Alfredo Oliveira, 73 anos, trabalha num pequeno talho da Rua do Diário de Notícias há 43 anos. Sem alterações.
Recorda o tempo em que “os ardinas andavam a vender jornais e as varinas a carregar peixe”, pára, olha à volta e dispara com ar nostálgico:”Agora que estou a ver bem, isto aqui mudou 100%.” Sem fazer qualquer pausa, Alfredo debita as alterações nos espaços que a sua visão alcança:”Ali o bar Palpita-me era uma fábrica de pirolitos; o restaurante El Gordo era a Taberna do Eugénio; o Cocheira Alentejana era uma mercearia; aquela loja de discos era um depósito de pão; a Galeria 59 era uma tipografia, ali a Tasca do Chico era um armazém de queijos.”- RPA

In Diário de Notícias
Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

14 abril 2009

EVOLUÇÃO:DE RESIDÊNCIAL A HOTEL “LOW COST”

Primeiro hotel "low-cost" da cidade abre em finais do mês


Lisboa, 10 Abr (Lusa) - Um ambiente "agradável, aconchegante, limpo" e com "iluminação perfeita" são os adjectivos que pretendem caracterizar o primeiro hotel "low-cost" no Bairro de Santa Catarina, em Lisboa, dirigido a jovens e turistas que voam em companhias de baixo custo.

Na Rua Dr. Luís de Almeida e Albuquerque, no número 6, e nas instalações da antiga Pensão Residencial Santa Catarina no Bairro Alto lisboeta, até ao final do mês vai ser inaugurado o primeiro hotel de baixo custo da capital.

Dirigido para um público jovem, para os frequentadores do Bairro Alto e da Bica, para os estrangeiros que voam em companhias de baixo custo"e para estudantes, a nova unidade hoteleira vai dispor de 72 camas, disse à Agência Lusa Torres Filho, presidente do grupo Evidência.

O grupo responsável pela reformulação da antiga pensão em hotel "low-cost" já beneficia da experiência que tem com um hotel do mesmo tipo no Porto.

"Fazemos um balanço positivo e este é um nicho de mercado que tem aumentado bastante, independentemente da crise, e relacionado com a juventude de hoje em dia que, através dos voos `low-cost`, consegue deslocar-se mais facilmente e para qualquer lugar", afirmou Torres Filho.

O grupo vai investir dois milhões de euros na Evidencia Santa Catarina Light Hotel e o empresário não deixa de criticar o excesso de burocracia existente em Portugal.

"A atribuição de uma licença de utilização da via pública demorou um mês", explicou, para que junto à pensão pudesse ser instalado um contentor de resíduos.

O lema do hotel é "faça a sua cama a partir de 27 euros", valor que "dá direito a um `kit`, com o qual o cliente passa a assumir o seu quarto, limpar a casa de banho e fazer a cama como lhe convém", refere o presidente do grupo.

"Há `kits` complementares, desde o uso da Internet ao pequeno-almoço, pagos à parte", explicou.

Com esta nova unidade hoteleira vão ser criados oito novos postos de trabalho, porque, como considera Torres Filho, "o que custa mais na hotelaria é a mão-de-obra a nível logístico" e como os serviços neste hotel estão limitados, "passa o serviço em si a ser absorvido pelo próprio cliente".

Para proporcionar uma estadia a partir de 27 euros, os custos têm de ser reduzidos.

"Como temos hotéis de outras linhas próximos, conseguimos trazer pessoal de lá e dividi-lo" e "temos também um sistema de lavandaria único dos hotéis, no qual se reduz todo o consumo", referiu.

Este novo hotel de baixo custo vai pertencer à gama "light" do grupo Evidência e tem abertura prevista para finais de Abril, altura onde vai haver "um surpresa na rua, desde a iluminação da fachada até a algumas acções para chamar o público".

Contactada pela Lusa, a Associação de Comerciantes do Bairro Alto vê a abertura desta unidade hoteleira de baixo custo como uma "mais valia" e sugere a recuperação de antigas pensões no Bairro Alto.

"Esta recuperação é essencial, porque cada vez mais há o turismo de fim-de-semana e as pessoas não podem gastar tanto dinheiro na hospedagem", disse Belino Costa, da associação.

Até ao final deste ano, o grupo Evidência, que considera Portugal um bom mercado para os hotéis de baixo custo, pretende abrir mais três unidades desta gama: uma em Coimbra e duas em Lisboa (no Bairro Alto e na Baixa).

http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Primeiro-hotel-low-cost-da-cidade-abre-em-finais-do-mes.rtp&article=213122&visual=3&layout=10&tm=6

13 abril 2009

LISBOA CLUBE RIO DE JANEIRO: NOVOS CORPOS GERENTES

Tomam hoje posse os novos corpos gerentes (biénio 2009-2011 ) do Lisboa Clube Rio de Janeiro, agremiação desportiva de cultura e recreio a que o Bairro Alto tanto deve. A ACBA saúda todos os eleitos na pessoa do Presidente da Direcção, Vítor Silva, que foi reconduzido no cargo, disponibilizando, desde já, toda a colaboração.


LISBOA CLUBE RIO DE JANEIRO
CORPOS GERENTES 2009/2011

MESA DA ASSEMBLEIA

PRESIDENTE: MÁRIO CORREIA
VICE-PRESIDENTE: ADRIANO SOARES
1°. SECRETÁRIO: VITOR AGOSTINHO
2°. SECRETÁRIO: NOBRE ALVES
DIRECÇÃO

PRESIDENTE: VITOR SILVA
VICE-PRESIDENTE: CARLA ALMEIDA
TESOUREIRO: MANUEL GAMA
1°. SECRETÁRIO: ROSA SILVA
2. SECRETÁRIO: RUI ANTONIO
1°. VOGAL: ERMELINDA FERNANDES
2°. VOGAL: NUNO PALMINHA

CONSELHO FISCAL

PRESIDENTE: JOSÉ RESENDE
VICE-PRESIDENTE: FERNANDO OLIVEIRA
RELATOR: PAULO GOMES

10 abril 2009

ZDB NA VANGUARDA


A galeria de arte que agita a noite do Bairro Alto


por LUÍS FILIPE RODRIGUES


A Zé dos Bois nasceu em 1994, e está na Rua da Barroca desde 1997. O bar do primeiro piso continua a ser o palco de uma série de concertos. Pelos outros espaços há exposições, 'performances' e até uma livraria.
A história repete-se todos os fins de semana. Enquanto descem a Rua da Atalaia, em direcção ao carro, um bar ou um restaurante, dezenas de pessoas, de copo na mão, param a meio do caminho. Têm que olhar para o lado de lá de um vidro, onde bandas rock, com guitarras e tambores, ou músicos mais periféricos, com teclados e outros instrumentos, tocam para um público calmo. Estes músicos e os seus fãs também olham lá para fora, para a rua. Esta é a galeria Zé dos Bois.
O casarão da Rua da Barroca, no coração do Bairro Alto, é hoje um dos espaços icónicos da noite de Lisboa. Contudo, a Zé dos Bois nem sempre foi ali. No ano da fundação, em 1994, Lisboa era a Capital Europeia da Cultura, e a galeria, baptizada em homenagem ao artista alemão Joseph Beuys ficava na Rua da Vinha. Nos primeiros anos ocupou uma série de outros espaços, até se estabilizar na actual morada há mais de dez anos, em 1997.
Mas esta galeria foi sempre muito mais que um espaço físico. A ideia sempre foi a de dar uma maior visibilidade a artistas que não se articulassem no actual circuito comercial, em campos como as artes plásticas, a dança, a performance ou a música. E é isso que tem vindo a fazer. Ao nível da música, a ZdB tem sido a grande responsável pela abertura do mercado nacional a uma série de projectos, nas vanguardas das elec- trónicas, do rock, da folk ou de outras novas expressões da música urbana. Sobretudo nos fins de semana, quando o bar abre as portas e os concertos começam.
No "aquário" bebe-se um copo enquanto grupos como os Ruby Suns ou No Age actuam ao vivo e, lá fora, os transeuntes observam a sala, curiosos. Ao mesmo tempo, é normal encontrar grupos de amigos à conversa no bar, indiferentes aos músicos que apresentam os seus projectos. Limitam-se a conversar e fumar um cigarro enquanto uma qualquer banda toca.
E se hoje os funcionários são remunerados pelo seu trabalho, nem sempre foi assim. "Quando o projecto nasceu, em 1994, as pessoas não recebiam nada", lembra o programador Sérgio Hydalgo. De resto, o espaço tem crescido nos últimos anos, trazendo a Portugal grupos cada vez maiores, e organizando espectáculos fora do Bairro Alto, em sítios como um armazém no Ginjal, a LX Factory ou o parque de estacionamento subterrâneo do largo de Camões.
Não obstante, a ZdB não se limita a dar música aos lisboetas. No passado fim-de-semana, por exemplo, abriu as portas a quem quisesse ver o resultado das recentes residências de artes visuais. Centenas de pessoas admiraram as instalações enquanto bebiam um copo, nos pisos mais acima. Na próxima sexta-feira inaugura mais uma exposição: À Esquerda da Esquerda. A ZdB alberga ainda uma livraria Ler Devagar, que fica no espaço onde em tempos se realizaram centenas de concertos.

09 abril 2009

SIDE: DO MEIO-DIA À MEIA-NOITE


Júlio César, sócio-gerente do Side, informa:

“Passados quase 3 meses após o encerramento pelas autoridades, o SIDE reabriu as suas portas no passado dia 2 de Abril com nova imagem e novas propostas.

Devido ás limitações de licenciamento camarário naquela zona do Bairro alto e também numa resposta á actual situação de crise financeira mundial, não cruzámos os braços! Bem pelo contrário! Trabalhámos para inovar, renovar e trazer dignidade ao Bairro Alto!
Pretendemos um espaço multifuncional e multicultural:
Na área comercial, venda e degustação de vinhos generosos, espumantes, vinhos das conhecidas Herdade do Esporão e Casa D. Ermelinda, queijos e enchidos nacionais, além das variadas iguarias que costumamos servir no nosso espaço na Moda Lisboa.

Na área cultural, por termos como vizinho o Conservatório Nacional, pretende-se, sempre ás 19:00hs, Happy-Hour com recitais de música e literários com os alunos daquela escola. E por estarmos no Bairro Alto não poderíamos deixar de esquecer o Fado!

E como no Bairro Alto a modernidade e o tradicional cruzam-se a todo momento, também será possível navegar na internet através do sistema Wi-Fi, totalmente de graça!

De início o horário será do meio-dia à meia-noite, porém aguardamos autorização camarária para encerrarmos ás 02:00hs.”

Side, Wine & ChilllOut For You
Rua da Barroca, 33
Bairro Alto
Encerra aos Domingos
Aceita cartões de crédito

31 março 2009

IR AO MUSEU DE S. ROQUE


Lisboa
Museu de São Roque recebeu mais de 7.000 pessoas num mês


«Desde 20 de Dezembro visitaram o Museu de S. Roque 7012 pessoas», lê-se na nota enviada à imprensa, em que se refere que, «em 2004, último ano completo em que o Museu esteve aberto, foi visitado por 11.900 pessoas».


Desde a abertura até 11 de Janeiro, quando o Museu celebrou o 104.º aniversário, as entradas foram gratuitas.Projecto do arquitecto Carlos Pietra Torres, o 'novo' Museu de S. Roque, ao Bairro Alto, reaberto ao cabo de dois anos e meio de obras, duplicou a área de exposição, que permite agora expor 300 peças, mais 186 do que anteriormente, além de 140 paramentos. As obras de renovação do espaço, que inclui a Igreja de S. Roque, teve um custo de cerca de dois milhões de euros, em parte suportado pelo Plano Operacional de Cultural (POC).Além do aumento da área expositiva, o Museu, pertencente à Santa casa da Misericórdia de Lisboa, dispõe agora de uma loja e um café.Entre as peças em exposição figuram os 140 paramentos da Capela de S. João Baptista, 'núcleo fundador' deste Museu de Arte inaugurado oficialmente em 1905.


Lusa/SOL

27 março 2009

ADIANTA A HORA


Às zero horas do próximo domingo, dia 29, os relógios adiantam-se uma hora. Isso não significará que os estabelecimentos de restauração e bebidas “percam” uma hora de laboração. A prática anterior é aceite pela actual vereação da Câmara Municipal de Lisboa que, em esclarecimento escrito, nos informou que todos poderão cumprir o horário de acordo com a hora antiga.

A Direcção da
ACBA

23 março 2009

GABIREST PARA O LICENCIAMENTO


A AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, e a Câmara Municipal de Lisboa, procederam no passado dia 19 de Março, à inauguração do GABIREST Lisboa – Gabinete de Apoio à Actividade de Restauração e Bebidas, que resolverá a problemática dos licenciamentos, e legalização, dos Estabelecimentos de Restauração e Bebidas do concelho de Lisboa.Inserido nas medidas de simplificação do Programa Simplis, este Gabinete tem como função prioritária a análise dos aproximadamente 4.000 processos actualmente pendentes nos serviços da Câmara Municipal de Lisboa.É, ainda, função do GABIREST Lisboa, a implementação de medidas que tenham em vista a simplificação e desburocratização de processos, cabendo-lhes a análise e preparação da instrução de novos pedidos de licenciamento, comunicação prévia ou de autorização de utilização.


www.aresp.pt/

16 março 2009

LICENCIAMENTO COMERCIAL


GABINETE DE APOIO AO LICENCIAMENTO COMERCIAL



A Associação de Comerciantes do Bairro Alto disponibiliza aos associados um novo gabinete de atendimento com um técnico especializado em licenciamento comercial.

Informe-se. Legalize a sua actividade. Cumpra as exigências legais.

13 março 2009

ANTÓNIO COSTA NO BAIRRO

Limpeza do Bairro Alto é "luta de resistência" - António Costa


Lisboa, 12 Mar (Lusa) - O presidente da Câmara de Lisboa classificou como "uma luta de resistência" a intervenção de limpeza urbana no Bairro Alto, que a autarquia vai estender ao Chiado, Alto de Santa Catarina e à zona da Bica.
"Isto é uma luta de resistência e só com resistência venceremos a batalha, com a manutenção diária para que não regressem às fachadas as pinturas que não devem regressar", disse António Costa, na cerimónia que marcou o final da primeira fase da operação.
A intervenção no Bairro Alto, que arrancou em Outubro, envolve limpeza de fachadas, reforço de policiamento e da iluminação pública e mudança de horários nocturnos dos estabelecimentos comerciais.
Ao longo dos primeiros cinco meses foram limpas as fachadas de 98 edifícios.
Antes da cerimónia de balanço da primeira fase da operação, que António Costa considerou "bastante positivo", o autarca e uma longa comitiva de vereadores, técnicos camarários e jornalistas passeou pelas zonas do Bairro Alto já abrangidas pela intervenção.
"Mesmo assim ainda cheira", confessou António Costa ao director do Departamento Municipal de Ambiente Urbano, Ângelo Mesquita, referindo-se ao cheio a urina na Travessa das Salgadeiras, uma das duas ruas - a outra foi a Rua das Gáveas - a que a autarquia alargou a limpeza e onde reforçou a lavagem dos pavimentos.
"Mesmo assim a lavagem é feita três vezes por semana e esta foi lavada ontem", respondeu Ângelo Mesquita.
O presidente da autarquia sublinhou ainda a importância do reforço da iluminação pública no Bairro Alto, com a colocação de 350 candeeiros, tarefa que deverá ficar concluída até Julho.
"Este trabalho na iluminação pública é o melhor contributo para reforçar a segurança do Bairro Alto, não só porque permite um melhor reconhecimento facial de quem circula, mas também porque será decisivo para a futura instalação do sistema de videovigilância", afirmou António Costa.
As três fases da intervenção no Bairro Alto vão abranger um total de 353 edifícios e deverão custar 300.000 euros, verba proveniente das contrapartidas do casino.
No âmbito da operação a decorrer no Bairro Alto a autarquia tinha assinado em Outubro um protocolo com a procuradoria-geral Distrital de Lisboa e a PSP que previa que quem fosse apanhado em flagrante delito a pintar "graffitis" seria castigado com a limpeza da fachada danificada.
Em cinco meses só uma pessoa foi apanhada nesta situação.
SO.

11 março 2009

JN: "AUMENTOU A INSEGURANÇA"

Novo horário leva mais traficantes ao Bairro Alto
Comerciantes e clientela criticam plano para regular 'movida' pela falta de policiamento

NUNO MIGUEL ROPIO

Diminuíram os grafitos mas aumentou a insegurança. Este é o balanço que fazem clientes e comerciantes do Bairro Alto, em Lisboa, pouco mais de três meses sobre o plano para melhorar a qualidade de vida na zona.
Noite de sexta-feira, no Bairro Alto, em Lisboa. A poucos minutos da meia-noite, o parque de estacionamento do Largo Camões está cheio e as ruas preenchidas com automóveis . Os mais teimosos deslocam-se até ao Príncipe Real mas o cenário é semelhante.
"Não há lugares", exclama Joana Baieta, enquanto a amiga tenta enfiar um velho Renault junto a uma loja de conveniência. "Sempre viemos para o bairro tarde. Com estas medidas há que vir mais cedo, senão às 2 horas temos de sair e não aproveitamos nada", queixa-se Manuela, depois de estacionar o veículo.
Aqui e acolá ouve-se igual descontentamento. "Porquê fechar mais cedo se não há aqui discotecas para onde ir depois", explica Pedro Portugal, junto ao Bar 'Kitsh', na Rua da Atalaia. Metros à frente, na Travessa dos Fiéis de Deus, alguns traficantes - seis jovens - importunam a 'movida', oferecendo "hash". Outros tantos estão espalhados por mais ruas, com a mesma atitude.
"Alguns [traficantes] moram cá e há os amigos dos moradores. Quando pagámos, alguns meses, por uma equipa de reforço da polícia era tudo mais calmo e os traficantes não se faziam notar", diz a proprietária de um dos espaços, sob anonimato, traduzindo um receio generalizado dos empresários, desde a aplicação do plano da Câmara de Lisboa, em Novembro. Uma medida que estabeleceu novos horários de funcionamento, devido aos anos de queixas dos moradores, e que previa mais policiamento. Mas enquanto o JN esteve na zona, segurança nem vê-la.
Fonte do Comando Metropolitano da PSP adiantou, ao JN, que "não houve uma alteração significativa do tráfico de estupefacientes na área". "Quando existiram remunerados [pagos pelos comerciantes] o controlo foi maior. Mas, neste momento, há um reforço de segurança, à luz do Programa Integrado do Policiamento de Proximidade", revelou.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1163761

09 março 2009

FADOS AO FIM DE TARDE


Mafalda Taborda e Marco Oliveira são os fadistas que começarão por animar as sessões de fado que a partir de hoje vão animar o Teatro Gymnásio (Centro Comercial Chiado, à Rua da Misericórdia) de segunda a sexta-feira, pelas 19 horas.
Um excelente fim de tarde para todos quantos apreciam a “canção nacional”.

05 março 2009

Março no Frágil tem Música e Poesia


José Agostinho Baptista é o único autor vivo que será homenageado no ciclo de poesia que hoje se inicia no bar Frágil, ao Bairro Alto em Lisboa.

«Esta experiência foi iniciada há dois anos quando celebrámos os 25 anos do bar e tivemos muito sucesso, e ficou logo a ideia de voltar a fazer» , disse Carolina Quadros, da organização.

O editor António Lampreia, que faz também parte da organização, disse, por seu turno, que «este ano escolheu-se um verso de cada poeta para titular a respectiva sessão, tendo-se procurado uma interligação poética entre os autores escolhidos."

Paralelamente a este ciclo de poesia está patente no Frágil uma exposição de pintura de Filomena Carmo Pinto.

Referindo-se a esta mostra, Carolina Quadros afirmou: «A pintura de Filomena Carmo Pinto é descritiva, tenciona contar uma história, ser reflexo de uma realidade».

O Frágil passa a ser um local de privilégio ás quintas de Março. Divertimento e animação ao mesmo tempo que pode saborear uma serenidade poética e uma contemplação pictórica.


Zita Ferreira Braga


http://hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=1109

03 março 2009

AS SETE VIDAS DO BAIRRO ALTO


Vítor Belanciano


Novo equilíbrio é necessário para o futuro do único bairro cultural de Lisboa. O episódio do encerramento dos bares às 2 da manhã apenas veio explicitar isso.


Não é novo. Já ouvimos desabafos destes ao longo dos anos ("o Bairro Alto já não é o que era", "está cada vez mais degradado", "as ruas estão uma miséria", "gente a mais"), mas no último ano as visões sombrias aumentaram. Ele é o ruído, bares em excesso, toxicodependência nas ruas ou conflitos de interesses entre os diversos actores. O equilíbrio parece em risco e a mais recente medida dos poderes públicos de encerrar os bares às duas da madrugada é apenas mais um capítulo desse debate. O Bairro Alto é importante. O "boom" dos anos 80, que o afirmou como lugar de boémia e cultura, foi determinante em termos simbólicos, mas muito antes já era lugar de encontro, de tertúlia e de animação cultural. Hoje é área residencial. É zona de comércio, animação nocturna e de restauração que não só tem resistido, nas últimas décadas, ao irromper de outros pólos (Avenida 24 de Julho, Docas, Expo) como nos últimos anos - principalmente depois da abertura do metro no Chiado - tem atraído mais gente. É em termos culturais uma das áreas mais activas e atractivas da cidade, o que pode ser constatado pela quantidade e qualidade de agentes e actividades que aí se concentram e se relacionam. É dessa conjugação de actuações, e da forma como se relacionam entre si, que depende o equilíbrio da zona. Uma harmonia que aqueles que viveram os anos 80 dizem já não existir. O "meu" Bairro "O 'meu' Bairro morreu", afirma Manuel Alvarez, arquitecto, 45 anos. "Hoje vou lá, vejo toda a gente na rua, de copo na mão e não sinto vontade de partilhar. Antes jantava-se, conversava-se, dançava-se. O Bairro Alto está moribundo. Está a morrer aos poucos." "Aborreço-me", afirma o cineasta Jorge Cramez que viveu intensamente a década de 90 [ver texto sobre o bar Captain Kirk] "Posso pensar nisso dessa forma, mas não me parece que tenha a ver com a idade. Sinto é que antes havia um ritual no sair que se perdeu." Ambos, no entanto, diferenciam a vertente diurna e nocturna, a vocação cultural da actividade noctívaga. Tal como DJ Rui Murka, 36 anos. "Hoje a minha relação com o Bairro é diurna, para comer, cortar o cabelo, fazer compras na Rua do Norte, comprar discos ou, à noite, ver concertos, exposições ou encontrar-me com alguém." Mas esta visão está longe de ser partilhada por gerações mais novas.


Com maior incidência às sextas e sábados, chegam em grupos, normalmente encontram-se na Praça Camões a partir das 22h. Pouco tempo depois enchem as ruas, o estacionamento torna-se impossível, a circulação pedonal complicada e, muitas vezes, os parapeitos das janelas servem para deixar copos vazios. "Quando tinha 15 anos ia para o Loft, em Santos, ou para o Paradise Garage, em Alcântara, porque os meus pais não gostavam que fosse para o Bairro", conta Ana Prazeres, estudante, 19 anos. "Mas há dois anos comecei a vir para aqui e gosto muito". Foi no Bairro que começou a contactar com "gente das mais diversas 'tribos'." O companheiro, Pedro Freire, 20 anos, reforça: "Isto é único, não existe nada assim no país, onde se possa vir beber um copo, ver um concerto na ZDB ou conviver nas ruas com pessoas que não se encontram em mais nenhum local." O valor icónico de lugares que marcaram as décadas de 80 e 90, como o Frágil, Três Pastorinhos ou Captain Kirk perdeu-se. Claro que continuam a existir espaços que se diferenciam (bares como Maria Caxuxa, Clube da Esquina, Mexe Café ou Purex, bares dançantes como o Frágil ou o Bedroom, livrarias como a Ler Devagar ou a Galeria ZDB), mas é na rua que tudo acontece. Apesar das tentativas de controlo, os bares multiplicaram-se. O investigador Pedro Costa, que estudou o bairro [ver texto nestas páginas], diz que os poderes públicos foram sensíveis à questão. "O problema é que isso não inviabilizou nada, simplesmente inflacionou os preços, fez com que os trespasses se fossem multiplicando e criaram-se subterfúgios, como os bares de apoio." Um dono de um bar, que prefere manter o anonimato, refere que esse é o problema do território neste momento. "É injusto olhar para todos os espaços nocturnos de forma nivelada. Alguns geram interesse cultural, porque fazem participar as pessoas numa dinâmica criativa e estimulam, enquanto outros são pequenos sítios que se limitam a vender copos para a rua. Como é possível que sejam tratados de forma uniforme?" Os conflitos no bairro, resultantes da exploração dos recursos e nas formas de os regular, não são novos. As tensões são múltiplas, seja entre residentes e frequentadores, entre moradores tradicionais e novos residentes, entre comércio tradicional e novas actividades, entre utilizadores diurnos e nocturnos ou entre agentes culturais e reguladores públicos das suas actividades. Até agora, a intervenção externa não tem sido muito necessária. Tem havido uma espécie de auto-regulação que emerge do próprio sistema do bairro, resultante de uma multiplicidade de mecanismos. Mas os perigos decorrentes do excesso - de bares e de pessoas, com o que isso acarreta de descontrole à volta - podem levar ao colapso desse processo.


O conflito à volta dos horários de encerramento apenas explicitou essa ideia. A intervenção pública poderá não fazer sentido em muitas questões, mas no caso da limitação do ruído, é defensável que aconteça, dizem os moradores. Para reduzir o barulho, a Câmara Municipal de Lisboa implementou, em Outubro, o encerramento dos bares às duas da manhã. Belino Costa da Associação de Comerciantes do Bairro Alto diz que existe uma "enorme insatisfação", já que é uma medida de excepção que "impede a concorrência em igualdade de circunstâncias com outras zonas da cidade." "Não duvido das boas intenções de quem tomou essas medidas", diz Mário Augusto, designer, de 29 anos, que vive na zona, "o problema são os efeitos colaterais. Agora toda a gente sai dos bares em massa à mesma hora, ficando a marinar por aí, criando focos de tensão. É como a história dos 'graffiti'. Toda a gente sabe que as zonas onde são proibidos são as preferidas de quem os faz. Ou seja, ao querer reprimir-se, está-se a convidar." A questão dos horários é apenas uma, entre outras, reveladora de conflitos de interesses, num momento em que a área vive momentos de transformação. O receio da especulação imobiliária - intensificado desde que se soube da reconversão, em condomínio privado, do Convento dos Inglesinhos - ou o temor que a zona se torne demasiado turística, são outros temas que provocam debate aceso. Mas, apesar do equilíbrio precário e da insatisfação de muitos actores envolvidos na dinâmica de um bairro cultural com as características do Bairro Alto, nada de essencial ainda se perdeu. Ao longo da história a zona tem conseguido manter o seu dinamismo e apresentado uma grande capacidade de regeneração. Hoje continua a manter públicos, renovando-os, e conserva o ambiente - apesar de se poder dizer que está mais degradado - que lhe deu reputação, ao mesmo tempo que manteve as redes e formas específicas de interacção com outras actividades que lhe permitiram afirmar-se. Nas cidades estáveis, maduras e dinâmicas, com suficiente massa crítica, existe grande capacidade de renovação. Há aptidão para alimentar, periodicamente, novos ambientes criativos.


Nos últimos anos, o prolongamento do Bairro Alto tem sido encetado na direcção do bairro da Bica, Cais do Sodré, Cais da Pedra (Lux) ou Santos. Mas até pode acontecer que surja um novo eixo cultural e boémio noutra zona da cidade. "Lisboa tem dimensão para ter outros bairros culturais", defende Pedro Costa, "mas necessitariam de uma actuação pública mais vincada do que acontece no Bairro Alto, seja no sentido de facilitar a apropriação do espaço pelas actividades culturais, seja de disciplinar as operações urbanísticas que lá acontecem." Quem sabe se qualquer coisa capaz de gerar uma dinâmica semelhante à do Bairro Alto não poderá nascer na Baixa, em Braço de Prata (Cabo Ruivo), onde a reutilização de espaços inexplorados é possível, na Almirante Reis, onde as rendas ainda são baratas, ou na zona industrial de Alcântara? O Bairro Alto, algo congestionado, até era capaz de agradecer.


http://ipsilon.publico.pt/cinema/texto.aspx?id=224422

O BAIRRO CULTURAL DE LISBOA


Vítor Belanciano

Partindo de uma reflexão sobre actividades culturais em relação com o desenvolvimento dos territórios, o investigador Pedro Costa analisou o Bairro Alto no livro "A Cultura em Lisboa".
Há-os em muitas cidades. O seu modelo é variável mas, por norma, são zonas que foram reconvertidas, com um ambiente criativo e informal, mistura de cafés, bares, galerias de arte ou salas de concertos, onde artistas emergentes podem experimentar. São os chamados bairros culturais, cada vez mais enaltecidos por permitirem um estilo de vida de escala humana e por serem sinónimo, quando equilibrados, de desenvolvimento económico sustentável. As suas fronteiras podem ser indefinidas, mas quando desembocamos num desses locais sentimos de imediato que não só entrámos numa comunidade cultural como podemos participar dela, de maneira interactiva.Hoje, esse tipo de territórios ganhou nova pertinência, também porque o sentido de cultura foi alterado, englobando indústrias culturais tradicionais, novas indústrias de conteúdos, formas consagradas de arte ou manifestações emergentes associadas às formas de sociabilidade urbana juvenis. Motivado por isto, há quatro anos, Pedro Costa - professor do Departamento de Economia do ISCTE e investigador do Dinâmia (Centro Estudos Sobre a Mudança Socioeconómica), que lidera o grupo de trabalho para as Estratégias para a Cultura em Lisboa - concluiu uma tese de doutoramento que parte de uma reflexão sobre as actividades culturais em relação com o desenvolvimento dos territórios e que incide sobre a Área Metropolitana de Lisboa, em particular o principal bairro cultural da cidade, a zona do Bairro Alto e Chiado.
Uma versão dessa tese foi lançada em livro: "A Cultura em Lisboa - competitividade e desenvolvimento territorial (edi. Imprensa de Ciências Sociais)." "Esta é a zona da cidade que mais facilmente se poderá assemelhar a um bairro cultural", diz-nos, "não só pela quantidade e diversidade de agentes que aqui se localizam, como pelo potencial simbólico que usufrui na cidade, bem como pelos efeitos externos gerados pela conjugação dessas características. Isso foi decisivo para me debruçar sobre este eixo, dedicando atenção ao papel da inovação e da criatividade nas dinâmicas geradas na zona, bem como na sua afirmação competitiva e na sua sustentabilidade, não deixando de lado os conflitos existentes." Sinergias e diferenças Entre o Bairro Alto e o Chiado existem sinergias, mas também diferenças. "São dois sistemas autónomos", reflecte, "o lado mais nocturno ligado à transgressão, a actividades emergentes, no Bairro Alto, e o lado mais institucional, diurno, no Chiado, onde existe a maior concentração de livrarias do país." A zona é um dos pólos principais da cidade no que respeita à animação nocturna, às artes performativas, à moda, aos antiquários, ao sector do livro, a segmentos da produção audiovisual ou a alguns dos mercados alternativos das indústrias culturais, por exemplo. Evidencia-se pela quantidade de actividades culturais aí implantadas, mas sobretudo pelo desenvolvimento de um meio criativo propício à circulação da informação, à difusão da inovação e à maneira tolerante como são recebidas as demonstrações culturais mais alternativas. "É um espaço onde é necessário estar, ir, ser visto, encetar contactos e divulgar lá coisas", afirma. "É um pólo nesse sentido, funcionando como base do sistema produtivo das actividades culturais. Por outro lado, possui um sistema de (auto)governação específico e um sistema de representações próprio - os agentes que lá estão reconhecem o local como um bairro cultural e, externamente, é visto dessa forma, o que beneficia quem lá está." Uma das conclusões que mais o surpreendeu foi ter percebido que os agentes do bairro não tinham especial apetência para reclamar políticas públicas em termos culturais. "Não queriam apoios nem intervenções estatais. Queriam, isso sim, ver resolvidas questões como o estacionamento, a aglomeração automóvel ou a requalificação do espaço público". Ou seja, o que é necessário são políticas transversais que possam garantir a estabilidade da área. Modelos O exemplo do Bairro Alto difere do de outros bairros culturais pela sua duração. Não é comum uma zona com estas características manter a centralidade durante tantos anos. "Nos EUA são normais fenómenos de gentrificação. Os artistas dão nome e visibilidade ao bairro, criam valor imobiliário, a zona é apropriada por outras pessoas e os artistas vão saindo." Em Inglaterra é diferente. "As operações são conduzidas pelos poderes públicos, promovendo agências de desenvolvimento local, que actuam, por norma, em zonas industriais, facilitando o aparecimento de actividades culturais", funcionando como veículo de requalificação urbanística de espaços degradados ou reconvertidos. "A Expo, nesse particular, foi uma oportunidade perdida. Houve reconversão urbana, mas em termos culturais não se pode dizer que tenha tido sucesso." Um outro modelo é aquele que permite que, através da iniciativa de vários agentes da mesma área de actividade, se tente criar uma área com motivações comuns. É isso que tem sido tentado em Lisboa com o projecto "Santos Design District", em Santos. No Bairro Alto ainda não existe um fenómeno de gentrificação, mas anos depois de ter desenvolvido o seu trabalho, Costa é da opinião que existe um perigo de massificação. "Não é compatível ter uma área criativa e vanguardista sendo massificada. Já se sente isso, com pessoas a saírem para zonas envolventes, da Bica ao Cais do Sodré. Por outro lado, socialmente, mais pessoas pode ser sinónimo de mais conflitos." Quando começou a desenvolver o seu trabalho, a importância e o valor estratégico das actividades culturais para o desenvolvimento territorial ainda não tinham o reconhecimento que hoje têm. Mas no último ano, modelos como o das "cidades criativas" ou noções como o de "indústrias criativas" ganharam visibilidade em Portugal porque parece existir, por fim, até da parte do poder político, a noção que são necessários novos modelos de desenvolvimento que cruzem cultura, urbanismo, economia e questões sociais. Mas Pedro Costa espera que a questão não se fique apenas pela retórica. Até porque se "por um lado existe esse tipo de discurso, depois reduz-se o orçamento do estado para a cultura." Ora, o que faz sentido quando se acredita numa área de actuação nova é aumentar o orçamento e não reduzi-lo.

in Público
27-02-2009

26 fevereiro 2009

TIME OUT: COMPRAS NO BAIRRO

(clique sobre a imagem para a ampliar)


A oferta específica e os horários tardios das lojas fazem do Bairro Alto uma zona de compras particular, diz Ana Garcia Martins
Se lhe dissermos que o Bairro Alto tem 110 restaurantes, 75 bares e 32 cafés, é muito provável que não ache estranho. E que até conheça a maior parte destes sítios. As áreas de restauração e animação nocturna são o ponto forte do Bairro, é certo, mas a oferta vai muito para além disso. Há cerca de 150 estabelecimentos comerciais não alimentares, entre lojas de roupa, de decoração, de música, papelarias, livrarias, ourivesarias, sapatarias, ou floristas. O suficiente para fazer do Bairro Alto uma zona de compras por excelência? Ainda não, mas é para lá que se caminha.
A regularidade com que abrem novas lojas é a melhor prova disso. Porta sim, porta não, surgem espaços que complementam a oferta singular que caracteriza o Bairro, voltada para um público apreciador da cultura urbana e da street wear. “O Bairro Alto é uma zona de compras com características muito específicas”, confirma Belino Costa, presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto. “Tem uma identidade própria, e isso deve ser olhado como uma vantagem. Ainda bem que temos um comércio alternativo”, acrescenta.
Os comerciantes reconhecem e assumem o lado alternativo, e apesar de acharem que as pessoas ainda não vão ao Bairro só para fazer compras, acreditam que já se começa a criar uma rotina própria.
“Nota-se que as pessoas fazem este circuito das lojas. Há muita gente que sai dos restaurantes e dá uma volta pelo Bairro, para ver as montras. Mesmo que não comprem na altura, porque vão sair à noite e não lhes dá jeito, acabam por voltar noutro dia”, diz Paulo Rebelo, da loja de brinquedos Antes e Depois.
E os horários, tão alternativos quanto tudo o resto no Bairro Alto, até resultam numa mais-valia para quem tem pouco tempo. É assumido que a dinâmica comercial do Bairro arranca ao início da tarde e que as lojas só fecham as portas quando o Sol já se pôs há muito. “Tenho experimentando abrir cada vez mais cedo, mas não resulta. Vende-se mais mais perto da noite do que durante o dia”, diz Marta Godinho, da You Shoes. “As pessoas sentem-se mais descansadas, não têm de correr de um lado para o outro, porque sabem que as lojas aqui fecham tarde”, confirma, por sua vez, Paulo Rebelo.
Para a crescente divulgação do Bairro Alto enquanto zona de diversão, lazer e comércio, a Associação de Comerciantes apresentou recentemente um projecto com vista à criação de uma marca própria e um logótipo que ajudem a identificar e promover a nova imagem do zona (ver pág.11). “É preciso criar novas dinâmicas que tragam mais pessoas”, diz Belino Costa.
Os lojistas concordam. Fátima Guerra, da Rosa 78, diz que “ falta publicidade, e mais condições para as pessoas, como o estacionamento”. Marta Godinho, acrescenta que é preciso “apostar mais no comércio tradicional, porque as pessoas vão sempre aos centros comerciais”. Mas o Bairro já começa a dar cartas.



Time Out Lisboa ,25 de Fevereiro 2009

10 fevereiro 2009

UM PROJECTO DE FUTURO


Decorreu ontem, no Cine Theatro Gymnásio do Chiado (Rua da Misericórdia, 14-2º andar), a apresentação de um projecto para o Bairro Alto segundo proposta da Wanted Brand, “uma agência especialista na criação gestão e produção de experiências de entretenimento”.
Depois de inventariar os problemas que afectam o Bairro Alto, como a insegurança, o lixo, os tags que sujam os imóveis, a falta de vida vespertina, e a redução de horários, a Wanted Brand propõe um conjunto de desafios que ajudem a mudar o actual estado de coisas. A saber:
Melhorar a imagem do Bairro;
Melhorar a limpeza e segurança;
Melhorar a frequência e a dinâmica;
Melhorar a relação com a comunidade.
Para tanto propõe a criação de uma marca (“eu sou do bairro”) e um logótipo que ajudem a identificar e promover a nova imagem do Bairro Alto. Propõe também a criação de um sítio na Internet, acções de relações públicas para que o Bairro Alto seja notícia por boas razões e a criação de eventos culturais e comerciais e lúdicos que ajudem à dinamização e promoção da zona.

A sessão de ontem assinalou a apresentação deste projecto que se encontra em divulgação e discussão junto de todos os interessados. Para uma informação mais detalhada poderão consultar o essencial da proposta em: http://web.mac.com/falabeda/bairro/

A ACBA agradece a colaboração da Wanted Brand assim como da Genius y Meios pela cedência da sala.

01 fevereiro 2009

NEM SÓ DE CHARME VIVE O HOMEM

Hotel 'low cost' vai ser inaugurado no Bairro Alto
KÁTIA CATULO JOÃO GIRÃO

Lisboa. O primeiro hotel low cost da capital vai chegar em Abril - o Santa Catarina Light Hotel, do grupo Evidência, ficará no Bairro Alto e destina-se sobretudo aos turistas mais jovens e com pouco dinheiro. A futura unidade terá 17 quatros e a diária custará 27 euros. O conceito foi inaugurado no Porto.

Primeiro foi o Porto. Agora é a vez de Lisboa. O conceito de hotel low cost vai finalmente chegar à capital em finais de Abril. A Pensão Residencial Santa Catarina, próximo do miradouro do Adamastor, no Bairro Alto, irá desaparecer em breve para dar lugar a uma unidade hoteleira direccionada aos turistas mais jovens e com pouco dinheiro. O conceito do Santa Catarina Light Hotel, do grupo Evidência, é simples - eliminar o luxo e manter apenas o que é essencial. Há pequenas extravagâncias, portanto, que vão ficar excluídas do pacote turístico. Quem entrar na recepção recebe um kit de boas-vindas com lençóis e fronhas para fazer a cama e ainda as toalhas de banho. Só assim se consegue reduzir os custos para o cliente: futuro hotel low cost do Bairro Alto terá 17 quartos e a diária está fixada em 27 euros. A unidade vai envolver um investimento de dois milhões de euros do grupo Evidência.O novo projecto implica, contudo, o fim da Residencial de Santa Catarina que, durante 57 anos, esteve na Rua Doutor Luís de Almeida e Albuquerque. Ao longo do dia de ontem, os funcionários fizeram as últimas arrumações e fecharam as portas. "Até finais de Abril, o edifício estará em obras", conta Carlos Figueiredo, proprietário da pensão.
O espaço junto ao miradouro de Santa Catarina, porém, não foi vendido à cadeia de hotéis do grupo Evidência: "Será apenas arrendado durante os próximos dois anos". Se a experiência resultar, explica Carlos Figueredo, o contracto de arrendamento será estendido por tempo indeterminado.Os hotéis low cost chegaram a Portugal no fim de 2008 com a inauguração de uma unidade hoteleira no Porto (ver caixa). O seu conceito é muito semelhante ao das companhias aéreas de baixo custo - todos os serviços são considerados extra e pagos à parte. A receita parece estar a resultar. O grupo Evidência já anunciou que quer construir, até 2011, mais 10 unidades low cost no País e o grupo Mini Price Hotels promete outras cinco em Lisboa, Coimbra ou Aveiro.

Com LEONOR MATIAS
In Diário de Notícias
http://dn.sapo.pt/2009/02/01/cidades/hotel_low_cost_ser_inaugurado_bairro.html

28 janeiro 2009

TRÁFICO VOLTA AO BAIRRO ALTO


Comerciantes dizem que Polícia Municipal só intervém para fiscalizar encerramento dos espaços.



Com o encerramento obrigatório às 2 horas e a promessa de reforço de efectivos policiais no Bairro Alto, os comerciantes desta zona de diversão nocturna decidiram deixar de pagar a agentes da PSP para vigiar as ruas. Novembro foi o último mês em que os polícias gratificados o fizeram. Agora, dizem os gerentes dos espaços, voltou em força um problema antigo, o tráfico de droga, que não tinha desaparecido por completo, mas estava mais controlado.
Nas ruas da Atalaia e do Diário de Noticias, como o METRO pôde comprovar numa sexta-feira à noite, os "dealers" assediavam os clientes que estavam na rua. Eram vários, e deslocavam-se muitas vezes aos pares. Um deles escondia mesmo parte do estupefaciente numa sarjeta, para a eventualidade de ser surpreendido com uma grande quantidade de produto.
"Piorou bastante. Em todas as esquinas estão traficantes. Ainda esta quinta-feira, uns clientes tiveram problemas por causa deles", diz ao METRO Bruno Pereira, gerente do Jurgen's Bar, acrescentando que a situação tinha "melhorado imenso" quando o policiamento era custeado pelos comerciantes. "Agora, voltou ao mesmo", acrescenta Maria de Lurdes, do restaurante Império dos Sentidos.


Recolher obrigatório


Segundo Belino Costa, presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, esta medida, que durou quatro meses, "deixou os comerciantes satisfeitos". "Notou-se logo um ambiente diferente no Bairro Alto", diz. "No total, eram pagos dez mil euros mensais, 120 por cada aderente. Quatro a cinco polícias estavam responsáveis pelo turno das 20 às 24 horas e seis a oito pelas horas seguintes.
Com a obrigatoriedade de encerramento às 2 horas, os associados reuniram-se com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, onde lhes foi prometido que a Polícia Municipal iria destacar mais agentes para o local. Assim confirma ao METRO Duarte Moral, assessor do autarca: "Esse reforço está a ser cumprido".
Contudo, os comerciantes sentem que os agentes no Bairro Alto estão presentes para fiscalizar o "recolher obrigatório" e não para impedir o tráfico. "Como é possível que a polícia não veja o que eu vejo - gente a traficar, a esconder droga em buracos -, e às 2 h estejam dez agentes à minha porta para verificar se já encerrei?", interroga Cristina Almeida, proprietária do Chueca Bar, na Rua da Atalaia.
Ao METRO, a Polícia Municipal esclarece que fiscalizar o fecho de bares é uma das suas competências. "Os nossos efectivos podem intervir caso detectem uma situação dessas, mas estamos lá essencialmente para fazer cumprir regulamentos municipais", diz André Gomes, comandante desta força. Contudo, promete que vai tomar "mais atenção" ao problema.
Já fonte da PSP garante ao METRO que o "policiamento foi reforçado já na altura dos gratificados, e manteve-se". No entanto, admite, "nessa altura estava provavelmente mais controlado".


ANDRÉ BARBOSA


Metro, 28 de Janeiro 2008

25 janeiro 2009

HOMENAGEM A CARLOS DO CARMO


Esteve concorrido e animado o jantar de ano novo que contou com a presença de Carlos do Carmo, alvo de uma sentida homenagem por parte da ACBA.
O antigo proprietário da Casa de Fados, “Faia”, teve oportunidade de reencontrar velhos amigos e descobrir uma nova geração. Surpreendido com a presença de tantos jovens Carlos do Carmo saudou todos os presentes, agradeceu a distinção recebida e, em face do que classificou como um “belo exemplo de associativismo”, a todos incentivou dizendo: “Continuem assim, juntos, solidários e activos civicamente em prol do Bairro Alto .”




19 janeiro 2009

VENDEM-SE PALÁCIOS


Câmara aliena edifícios: Lisboa quer ser Capital do Charme
15/01/09, 01:05
OJE

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) apresentou terça-feira a iniciativa 'Lisboa, capital do Charme', que, entre outras medidas, visa alienar seis edifícios de interesse patrimonial e arquitectónico, localizados em bairros históricos da cidade. O objectivo: tornarem-se hotéis de charme. No total, estas unidades deverão ter uma oferta de 155 quartos, uma média de 25 por hotel, destinados a turistas com 'elevados padrões de exigência', salvaguardando em simultâneo 'o usufruto público'.

Entre os seis edifícios que a CML pretende alienar encontram-se cinco palácios, a saber o Palácio Brancaamp, no Príncipe Real, o Palácio Pancas Palha, em Santa Apolónia, o Palácio do Machadinho, na Madragoa, o Palácio do Visconde do Rio Seco, no Bairro Alto e o Palácio Benagazil, junto ao aeroporto. Será também alienado o Edifício do Passo da Procissão do Senhor dos Passos da Graça, junto ao Castelo de São Jorge.

António Costa, presidente da CML. referiu que o principal objectivo das alienações não é o encaixe financeiro, mas sim a recuperação do património e o aumento de uma oferta diferenciada em Lisboa.

António Costa defendeu que os edifícios 'são uma mais-valia importante' mesmo em tempo de crise', destacando 'o valor patrimonial' dos edifícios e a 'experiência diferenciadora' do segmento a que se destinam.

Vítor Costa, director-geral da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), que colabora com este projecto, salientou ainda que 'quando estes hotéis estiverem no mercado 'certamente a crise estará ultrapassada' e que 'estaremos mais preparados para a retoma com sucesso'.

No total, a base de licitação dos imóveis está definida em 12,7 milhões de euros, e o autarca de Lisboa espera que a alienação dos imóveis seja discutida em Fevereiro em Assembleia Municipal e que as hastas públicas se possam realizar a partir daí a um ritmo de uma de 15 em 15 dias.

O projecto 'Lisboa, Capital do Charme' está alinhado com o Plano Estratégico Nacional do Turismo, que recomenda o crescimento moderado da oferta hoteleira até 2017, ano em que Lisboa deve oferecer um total de 42.521 camas. Em 2007, a cidade dispunha de 26615 camas.

Palácio Brancaamp. Do século XIX, situa-se na zona do Príncipe Real, tem uma área coberta de 538 m2 e descoberta de 960 m2, foi residência dos políticos Anselmo Brancaamp Freire e Fontes Pereira de Mello. Base de licitação: 1,8 milhões de euros.

Palácio do Visconde do Rio Seco. No Bairro Alto, do século XVIII, tem uma área coberta de 319, 20 m2 e descoberta de 37, 05 m2, foi propriedade do visconde do Rio Seco e acolheu a Sociedade Editorial Democrática e a Empresa Nacional de Culinária. Base de licitação: 400.024 euros.


Palácio Benagazil. Junto ao aeroporto, do século XIX, tem uma área coberta de 540 m2 e descoberta de 850 m2, foi a casa de recreio da Quinta Policarpo, construída pelo primeiro visconde de Benagazil, Policarpo José Machado. Base de licitação: 1,4 milhões de euros.
Edifício do Passo da Procissão do Senhor dos Passos da Graça. Junto ao Castelo de São Jorge, do século XVIII, tem 650 m2, e integra o monumento do passo da procissão do Senhor dos Passos, que está inventariado e deverá ser totalmente preservado.
Base de licitação: 1,5 milhões de euros

Palácio do Machadinho. Na Madragoa, do século XVIII, tem uma área coberta de 1.698 m2 e descoberta de 2.292 m2, foi propriedade de José Pinto Machado, 'o Machadinho', do poeta António Feliciano de Castilho e do filho, o olisipógrafo Júlio de Castilho. Base de licitação: 3,3 milhões de euros Palácio Pancas PalhaEm Santa Apolónia, do século XVIII, classificado como imóvel de interesse público, tem uma área coberta de 1.260 m2 e um logradouro com 3.386 m2, pertenceu a D. Luís de Meneses e às famílias Palhas e Van-Zeller.
Base de licitação: 4 milhões de euros

13 janeiro 2009

JANTAR DE ANO NOVO

Carlos do Carmo entre Lucília do Carmo e Charles Aznavour quando dirigia o Faia (1965)

JANTAR DE ANO NOVO

HOMENAGEM A CARLOS DO CARMO


A DIRECÇÃO DA ACBA TEM O PRAZER DE CONVIDAR TODOS OS ASSOCIADOS A PARTICIPAREM NO JANTAR DE CONVÍVIO E HOMENAGEM A CARLOS DO CARMO QUE SE REALIZA NO PRÓXIMO DIA 20,TERÇA-FEIRA, PELAS 20 HORAS, NO RESTAURANTE COCHEIRA ALENTEJANA.

PREÇO: 20 EUROS
Pré-pagamento

Inscrições:

Membros da direcção da ACBA

Cocheira Alentejana - Travessa do Poço da Cidade 19
Telf: 213464868

comerciantesbairroalto@gmail.com

10 janeiro 2009

RESTAURANTE CEM MANEIRAS


A nova vida no Bairro Alto de um cozinheiro sempre 100 Maneiras


DUARTE CALVÃO

Ljubomir Stanisic. Há dez anos, após um início de vida difícil na Bósnia e na Sérvia durante a guerra, ele chegou a Portugal e tornou-se num dos chefes mais elogiados pelos gastrónomos. "Mau gestor", foi à falência no restaurante em Cascais, mas agora voltou com um pequeno espaço de 'cozinha de mercado'

Numa pequena cozinha, só com uma ajudante, ele quer fazer menus de 35 euros

Ljubomir Stanisic não tem meias palavras para descrever o que lhe aconteceu: foi à falência. E considera-se um "mau gestor". Quatro anos depois de ter aberto o 100 Maneiras em Cascais, este cozinheiro jugoslavo (como ainda gosta de se considerar) nascido em Serajevo há 31 anos fechou portas em Dezembro e reabriu agora no Bairro Alto, no local do primeiro Olivier (antigo Porta Branca). Uma nova fase da vida movimentada de um dos mais talentosos cozinheiros a trabalhar em Portugal.

Quem conhecia o anterior espaço, vai ficar surpreendido por agora estar todo pintado de branco e com mobília nova. "Fizemos uma grande remodelação, incluindo na cozinha, que é muito pequena", explica o chefe. De facto, não foi só de espaço que o 100 Maneiras mudou. "Na cozinha, vou ter apenas a Carla a ajudar--me. Se eu ficar doente, o restaurante não abre...", afirma. A "ajudante", juntamente com o marido, Nélson Santos, são os sócios do novo 100 Maneiras e foram eles que convidaram Ljubomir (ou Ljubo, como os amigos o conhecem) para assumir a cozinha. "Eu estava um bocado deprimido e cheguei a pensar em mudar-me para a China, onde estive agora várias vezes a trabalhar, ou para Angola, mas eles puxaram por mim e disseram-me que o meu lugar é aqui", diz.

De facto, não há sombra de depressão no entusiasmo com que Ljubomir trata dos últimos preparativos da abertura e nota-se a ansiedade em dar a conhecer os seus novos pratos. "Em Cascais, só o menu degustação custava 68 euros. Aqui, vamos fazer menus a 35 euros, com seis ou sete pratos", garante.

Qual é o segredo, visto que ele assegura que não mudará o seu estilo de cozinha? "Só vamos ter um menu por dia, feito de acordo com os produtos da praça, comprados no Mercado da Ribeira. Aliás, já me estou a dar muito bem com as peixeiras e as vendedoras de lá. Por outro lado, além dos sócios e de mim, temos mais uma copeira e duas pessoas na sala", explica, mas fazendo questão de afirmar que continuará a ter bons copos, talheres e serviços de loiça, bem como uma boa selecção de vinhos. Para já, abre somente para jantar (fecha aos domingos), mas no futuro pretende ter almoços a preços ainda mais baixos.

"A crise afectou muito a restauração, sobretudo casas como o 100 Maneiras de Cascais, mas as pessoas querem pratos mais criativos. Só não estão dispostas é a pagar cem euros por refeição", diz, seguindo, aliás, uma tendência que está a espalhar-se pela Europa e que ficou conhecida como "bistromania" (de bistrot, restaurante popular francês).

Com a ajuda dos amigos, incluindo Olivier Costa, que lhe "passou" o restaurante, e da mãe, Rosa, que deixou o emprego na Embaixada da Sérvia em Sófia para lhe vir dar apoio, Ljubomir Stanisic afirma que não guarda mágoas de Cascais, mas que quer fazer de Lisboa e do Bairro Alto o seu novo mundo. "Vamos ver se é desta que consigo assentar. E a dedicar-me só à cozinha...", garante.

IN: http://dn.sapo.pt/2009/01/10/dngente/a_nova_vida_bairro_alto_um_cozinheir.html

08 janeiro 2009

LES MAUVAIS GARÇONS

foto de Veronica Leitão

Parisian aura in Bairro Alto


Rita Esgalhado e Verónica do Carmo


Imagine an old Parisian café, with little wrought-iron tables, old leather armchairs and vintage black and white pictures hanging on the walls.
Now you can transfer this image into Lisbon’s Bairro Alto, and add a touch of 21st century modernity - wi-fi internet connection, Chill Out or Bossa Nova ambient music, some seriously delicious meals and snacks, which mix Italian, French and Spanish ingredients - and you have Les Mauvais Garçons!
When we first found this spot it was love at first site - this is one of the cosiest bistrôs in town! In the same space you can find groups of friends having after-work drinks, couples in a romantic date and mysterious loners reading a book or surfing the web.
In its crowdest periods (usually before diner), it can be quite noisy as its different influences bring people from all over the world there - sometimes it can seem like the Tower of Babel!
But most of the times this is a top spot to go to, with a nice wine selection, famous appetizers and desserts and a trendy atmosphere!
Vee’s favourites - Amazing Desserts.
Rita’s favourites - Vintage leather armchairs, bruschettas and pan tomaquet (crusty bread with a spicy tomato sauce)
Details about this spot Les Mauvais Garçons Bars, Snacks Wine € 2.50Rua da Rosa 39 Bairro Alto 21343321212:00 - 00:00 daily

01 janeiro 2009

CALCUTÁ NA RUA DO NORTE


Comida indiana com um conto de Afonso de Melo

por SP em Dezembro 21,2008

O restaurante Calcutá 1, na Rua do Norte, no Bairro Alto, em Lisboa, é de Hiren Tambaclal, um amigo aguedense que nos visita amiúde. Abriu portas a 8 de Setembro de 1998. E Tornou-se um caso raro de sucesso, procurado por todos os que apreciam comida indiana. vai editar 31 receitas em livro, com um conto de Afonso de Melo.Casa de referência no serviço de cozinha oriental, o restaurante Calcutá, tornou-se um espaço de convívio e de conversa para figuras bem conhecidas do teatro, da música, da política, do desporto e dos jornais. Gente de Águeda, por lá passa amiudadas vezes.O crescimento contínuo e a fidelização cada vez maior dos clientes levou a que surgisse, em 7 de Junho 2001, o Calcutá 2, na Rua da Atalaia, bem perto do seu «irmão mais velho». E ambos são, hoje em dia, verdadeiros embaixadores dessa grande expressão da cultura da Índia que é a culinária. A comida indiana é tão diversa como a própria cultura desse país gigantesco, tão heterogénea como a sua estrutura racial, tão diferente como a sua geografia, tão exótica como o seu clima. A essência da boa cozinha indiana assenta na utilização apropriada dos condimentos aromáticos. A subtileza da mistura fascinante de uma enorme variedade de condimentos está na arte de fazer realçar aromas e não deixar que determinados sabores oprimam o sabor básico de determinado prato. Em geral, estes condimentos são usados igualmente como aperitivos e como digestivos.O Hiren passou estes sabores a livro, com 31 receitas dos seus pratos do Calcutá. Vai acompanhado de um conto inédito do aguedense Afonso de Melo, nosso colaborador de sempre.
«Não consigo dormir com o barulho dos indianos a reincarnar», assim se chama o livro, assim como quem nos chama para a cozinha de sabores que é a gastronomia indiana. E a sugestão aqui fica: é ir lá, ao Hiren, comer alguns dos 31 pratos. Para voltar, depois!


http://www.soberaniadopovo.pt/portal/index.php?news=9633