25 setembro 2012

THE EUROPEAN PARTY FRIENDS NIGHT


1)      Apresentação

“The European Party Friends Night” (http://www.partyfriendsnight.eu) é um evento organizado pelo NEWIP – Nightlife Empowerment  and Well-Being Implementation Project, financiado pela União Europeia no âmbito do Programa da Saúde. É dinamizado por várias associações e projetos europeus a intervir em contextos festivos (entre os quais o Projeto CHECK!N) que visam promover uma “cultura de festa” responsável, em parceria com espaços de recreação noturna, festivais e frequentadores. 

2)      Evento –  The European Party Friends Night

                Um Party Friend é alguém que está atento e cuida dos seus amigos quando saem à noite. Com esta iniciativa pretende-se sensibilizar os frequentadores de contextos festivos para a importância que os amigos têm na festa, reduzindo riscos e promovendo a segurança. Para isso foram recolhidas e selecionadas as melhores estratégias de entreajuda e cuidado entre amigos em contextos de festa. Com esta informação será criada uma página de Facebook na qual será lançado um concurso que convida frequentadores de contextos festivos a nomear um dos seus amigos a Best Party Friend, descrevendo o motivo da nomeação. Os prémios deste concurso são um fim de semana de festa para 2 pessoas em Barcelona, Paris ou Bruxelas. O prémio será atribuído na noite de 24 de Novembro (Sábado) por toda a Europa, em espaços de recreação noturna que estejam interessados em receber este evento.
3)      Objetivos
The European Party Friends Night visa a promoção de:
-          Uma perspetiva positiva sobre a noite;

-          O bem-estar dos frequentadores e profissionais de contextos festivos;

-          A importância do companheirismo e solidariedade entre os frequentadores de contextos festivos.

4)      Participação e promoção do evento
 
Convidam-se os organizadores de eventos e espaços de recreação noturna a aderir e promover este evento na noite de dia 24 de Novembro. A promoção deste evento não é complicada, não exige muitos recursos e está aberta às ideias e criatividade de cada espaço. A ideia é adaptar o bar à temática Party Friends distribuindo/ disponibilizando alguns flyers que apelam à solidariedade entre os frequentadores de contextos festivo, organizar/ propor atividades, partilhar estratégias em ecrãs (se houver), decorar o espaço com posters, usar t-shirts, convidar jornalistas, etc. 

·         Requisitos para a participação

- Organizar a festa no dia 24 de Novembro de 2012

- Disponibilizar alguns materiais que estão disponíveis no Website: http://www.partyfriendsnight.eu/en/participate/as-a-nightlife-professional.html ou nos emails: info@partyfriendsnight.eu; check-in@apdes.pt.

·         Vantagens para o espaço/ organizador

- Divulgação a nível europeu do espaço no site do evento, juntamente com outros espaços nacionais e internacionais. (http://www.partyfriendsnight.eu)

- Participar ativamente na promoção de segurança no espaço/ evento.

 Para mais informações contacte: check-in@apdes.pt

20 setembro 2012

Precários Inflexíveis e Crew Hassan inauguram espaço no Bairro Alto


Esta quinta-feira, dia 20 de Setembro, pelas 18h, a Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis e a Cooperativa Cultural Crew Hassan, inauguram um novo espaço associativo – o MOB, no Bairro Alto.

"Num momento social como o que vivemos atualmente, o encontro de esforços e de ideias é essencial para organizar a resposta à ditadura da austeridade e para nos libertarmos das falsas inevitabilidades impostas pelo governo”, avançam as duas organizações em comunicado de imprensa.
A inauguração deste espaço, localizado na Travessa da Queimada, nº 33, contará com uma breve apresentação do local e das associações que nele se reúnem, a ter lugar às 18h30, seguindo-se, pelas 22h, um concerto de Rat Swinger e um Mob de DJ’s, com início marcado para as 24h.
Segundo esclarecem as duas associações, a Associação MOB, onde passará a funcionar a nova sede da Associação de Combate à Precariedade - PI e o novo espaço das actividades da Crew Hassan, “será um espaço aberto, de encontro, música, espectáculos, convívio, debate, auto-organização e mobilização”.
Segundo adiantou Tiago Gillot, membro dos Precários Inflexíveis, em declarações à agência Lusa, “este espaço associativo é em si mesmo uma associação, a MOB, e, além das atividades dos PI e da Crew Hassan, terá também programação própria”. “É também um espaço para atividades de outros e com outros”, salientou, avançando que, ainda que o tipo de atividades não esteja fechado, elas “serão de estreita ligação com a comunidade”.
Na página de facebook do espaço associativo MOB é feita uma breve descrição das duas organizações que nele se reúnem
“A Crew Hassan foi uma cooperativa que, durante sete anos, marcou a cena cultural e a vida cívica em Lisboa. Junto ao Coliseu, houve um teto para artistas, músicos e um espaço para exposições, reuniões, debates, festas e iniciativas de variadíssimos grupos.
Os Precários Inflexíveis surgiram em 2007, na sequência do MayDay, o protesto que junta precários à manifestação do dia dos trabalhadores. Desde então, esta Associação de Combate à Precariedade é um ponto de apoio e um megafone contra abusos laborais cada vez mais generalizados. Os Precários estiveram no centro de momentos marcantes da luta social - da geração à rasca e as mobilizações em que a indignação ocupou ruas e praças até à Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o trabalho precário, recolhendo 35 mil assinaturas.
Para frequentar a Associação MOB, e participar nas suas actividades, basta ser associado, o que implica um contributo anual de 2 euros.

15 agosto 2012

VINHOS NA VELHA FARMÁCIA



“The Old Pharmacy”-Wine Inn é uma nova loja de vinhos na  Rua Diário de Notícias, no Bairro Alto,  que abriu portas no local de uma antiga farmácia. 
O espaço de degustação conta com uma equipa especializada e aposta num ambiente acolhedor.
O wine bar é inspirado na decoração do seu antigo espaço – uma farmácia tradicional portuguesa.
À entrada um trabalhado expositor com uma oferta ampla de vinhos salta à vista e envolve todo o espaço da sala principal. O sistema de iluminação gradual torna a entrada convidativa e o ambiente intimista.
As mesas completam o conceito, relembrando as adegas portuguesas, num ambiente rústico mas ao mesmo tempo requintado.
Além de vinhos, há petiscos caseiros para acompanhar os néctares seleccionados pelo enólogo português Mário Sérgio Alves Nuno.
Com capacidade total para aproximadamente 60 pessoas, o espaço é composto por duas salas independentes e dois bares. Cada sala tem capacidade para 30 pessoas sentadas.

23 julho 2012

DOS 3 PASTORINHOS AOS FIÉIS



Jurar fidelidade ao Bairro Alto


O grupo Fiéis acaba de abrir mais um bar no Bairro Alto. Luís Filipe Rodrigues foi bater à porta que há uns bons anos era dos Três Pastorinhos e deu de caras com o novo Fiéis Bairroca.

Não há crises nem cortes de subsídios que parem o grupo Fiéis. Só no último ano, fizeram alterações em dois espaços (o Fiéis Xpress tornou-se no Lisburger e passou a ter comida; o Fiéis ao Bar do Rio agora chama-se Fiéis ao Tejo), fecharam outro (quando o contrato terminou, o proprietário original do Kitsch Lab quis voltar a pegar no bar) e há um par de semanas abriram mais um: o Fiéis Bairroca.
Para Ricardo Tavares, o responsável pelo grupo, a abertura de mais um bar é absolutamente normal. “Seguindo a política de expansão do grupo nos últimos anos, decidimos continuar a investir no Bairro Alto. Foi nesse contexto que abrimos o Fiéis Bairroca há duas semanas”, explica o proprietário. “Ao contrário da vontade da Câmara de Lisboa, queremos apostar no Bairro Alto.”
O novo bar do grupo fica no 111 da Rua da Barroca, uma morada com muita história. Foi lá que nos anos 80 funcionou o mítico bar Os Três Pastorinhos. Mais recentemente, chamou-se Napron, Club Rua e Lisnave, mas é Os Três Pastorinhos que as pessoas recordam com saudade. Pessoas como o próprio Ricardo Tavares. “De facto esta casa tem muita alma, já era assim no tempo d’Os Três Pastorinhos. Lembro-me que a porta era a mais difícil de Lisboa”, diz. “Nos últimos anos, porém, o sítio perdeu essa força. Quisemos dar-lhe uma lufada de ar fresco.”
O Fiéis Bairroca estará aberto todos os dias, das 22.00 às 03.00, e de quarta a sábado há sempre um DJ atrás da cabine. O que dá jeito, porque até há uma pista relativamente jeitosa, especialmente para um bar do Bairro Alto. Uns metros antes encontra-se o bar propriamente dito, bem como uma série de mesas para quem gosta mais de conversar do que dançar. As paredes estão pintadas em tons de branco e azul, com algum castanho. O ambiente também é mais descontraído do que era nos últimos anos, e a ideia é chegar a vários tipos de público.
Curiosamente, este não é o único projecto que o grupo Fiéis pretende inaugurar no Bairro Alto este Verão. Deverá estar a abrir nos próximos dias o FBA, antigo Friends Bairro Alto, agora com a marca do grupo Fiéis. Ricardo Tavares garante que o novo espaço terá uma programação “multicultural” e irá receber apresentações de livros, concertos, espectáculos de stand-up, e o que mais calhar. Porque parar é morrer.
Fiéis Bairroca. R da Barroca, 111 (Bairro Alto). Seg-Dom: 22.00-03.00.
Time out

21 julho 2012

"Luta" contra as lojas de conveniência junta as "três noites" da capital


O Bairro Alto é para turistas, Santos-o-Velho para "miúdos" e o Cais do Sodré para todos. A noite de Lisboa mudou nos últimos anos e, como em todas as mudanças, as novas modas nunca agradam a todos.

A possibilidade de beber na rua é comum a todas as zonas noturnas de sucesso. E se for a preço baixos, através de lojas de conveniência, tanto melhor, principalmente para os mais novos. E isso traz também críticas dos moradores, como agora se passa no Cais do Sodré. De zona decadente e alternativa, o Cais do Sodré passou a estar na moda nos últimos anos, com clientes mais jovens, arrastados pelas lojas de conveniência a preços baixos. E as críticas de quem aí vive também aumentaram.
"Estamos a tentar que tenham os mesmos horários que no Bairro Alto. Tudo farei para que [as lojas de conveniência], no máximo, encerrem à meia-noite", prometeu à Lusa o presidente da Junta de São Paulo, Fernando Pereira Duarte.
André, de 30 anos, frequentador assíduo da noite do Cais do Sodré confessa que as lojas de conveniência "dão jeito para comprar tabaco", mas levaram para o Cais "grupos de adolescentes a embebedarem-se com facilidade", o que "não agrada" a alguém que procurava aquele local "porque era um sítio descansado". Para André, a mudança na frequência da noite do Cais do Sodré foi "para pior". "Perdeu identidade. Era uma rua de boémios e virou um sítio chique e com `glamour`, não sei bem como", disse, referindo que as alternativas óbvias também não lhe agradam: "o Bairro Alto agora é turístico e Santos muito jovem, para miúdos de 16 anos".
A mudança, que desagradou a André, agradou a António Costa, dono das discotecas Ménage (aberta desde 1999) e Viking, ambas situadas na Rua Nova do Carvalho. A noite do Cais do Sodré "mudou bastante nos últimos tempos. Teve uma melhoria significativa. Agora muita gente vem à rua sem grande receio, mas muita gente na rua não significa que haja gente dentro dos espaços", disse o empresário, que reconhece uma "mudança radical na clientela".
O Ménage, discoteca com espetáculos de striptease, "vivia com clientes de idade avançada, acima dos 40 anos". Este tipo de clientes "tem tendência a desaparecer, por a rua ter sido invadida por uma onda mais jovem".
Para o presidente da junta de São Paulo, "não há transformações sem queixas" e o fecho ao trânsito da Rua Nova do Carvalho "facilita a que a zona esteja na moda". A maioria das queixas dos moradores, refere o autarca, "prende-se com os acessos". "Os moradores das ruas envolventes queixam-se não tanto do barulho dos bares, mas de quem passa do Bairro Alto para o Cais do Sodré. Pelo caminho pintam paredes, fazem barulho e fazem necessidades onde não devem", disse.
No entanto, o autarca sublinha que "Lisboa precisa de noite", é apenas preciso "equilibrar as coisas".
Pelos moradores, Luís Paisana concorda mas alerta para os riscos de quem vive na zona: "Queremos comércio e animação, mas com regras. A lei do ruído não é cumprida e é preciso obrigar os estabelecimentos a cumprir a legislação. Será benéfico para todos".
Subindo a encosta, basta um passeio pelas ruas do Bairro Alto (BA) à noite, para se perceber que aquele bairro histórico deve constar na maioria dos roteiros turísticos de Lisboa como local de diversão noturna: "Se não fossem os turistas andávamos todos aos gritos", diz o presidente da Associação de Comerciantes. No entanto, Belino Costa, admite que "a noite não é a mesma por causa da crise" e nas contas do final do dia "Sente-se muito, porque as pessoas não gastam o mesmo dinheiro".
Também Pedro Teixeira, de 28 anos, frequentador assíduo do BA há cerca de dez anos, nota que "há mais turistas à noite". E é com os turistas que os comerciantes vão tentando contornar a "crise, que afetou os bolsos da clientela", mas também os prejuízos gerados pela "concorrência desleal", das lojas de conveniência que "vendem mais barato".
Em novembro do ano passado, as lojas de conveniência passaram a encerrar às 20:00, uma medida da Câmara Municipal de Lisboa que reduziu em seis horas o horário de funcionamento destes espaços.
"O fecho dessas lojas e o fim das vendas das garrafas de vidro para a rua teve um efeito muito positivo", disse Belino Costa, acrescentando que, apesar de ainda haver "uma ou outra loja, já não há 14 ou 15", o que significa que "já não há tanto vidro na rua".
Na Rua do Diário de Notícias, perto do Largo Camões, ainda há uma dessas lojas, atrás de um pequeno balcão, Francisco Rodrigues, um dos sócios do estabelecimento, vende cervejas e outras bebidas alcoólicas, refrigerantes, chocolates e tabaco. O lojista garante ter "muita clientela" e que o que mais vende é tabaco. No entanto, durante a conversa breve com o lojista, era visível que, quem entrava, comprava principalmente cerveja.
Já Filipa, de 21 anos, e Carolina, de 22, que saíam de um restaurante na Rua da Atalaia, preferem outros sítios, "como Santos e discotecas". Para Filipa, o Bairro "tem muita gente, muita confusão, anda-se mais, sobe-se muito, não dá para usar saltos altos e é chato para estacionar". Carolina concorda que o estacionamento "é chato" e, além disso, ali "a noite acaba muito cedo".
Santos-o-Velho transformou-se no grande local para os mais novos, muitos deles menores de idade, que começam a frequentar a noite através daquela zona histórica de Lisboa. Exemplo disso são Marta, Matilde e Joana. As três amigas, com 17 anos, começaram a sair com 15 "sempre para Santos", por ser "um ponto de encontro de amigos".
"As pessoas da nossa idade estão aqui", dizem as amigas, sentadas numas escadinhas na Calçada Ribeiro Santos, acrescentando que geralmente compram bebidas em lojas de conveniência e ficam na rua. Do lado da freguesia, o presidente da Junta assegura que, desde que encerraram uma série de bares, "a zona tornou-se mais calma", embora ainda "haja uma ou outra queixa da população". Para Luís Monteiro, "a preocupação agora passou para [o final d]a Avenida D.Carlos I", zona frequentada por "jovens de tenra idade".
"As lojas de conveniência chegaram à Rua de São Paulo" e a zona de Santos "é influenciada por essas lojas. A Câmara lançou a portaria que limita horários, mas só abrangeu o Bairro Alto", lamentou.
Lusa 08 Jul, 2012

26 junho 2012

CINEMA NO TERRAÇO DA ZDB


O verão chegou. A Daniela é casmurra e dá-lhe mais uma vez no punk, o Sérgio amuou e vai para casa ao entardecer, o Yuri está com um abcesso mas mesmo assim aceitou pintar o terraço de fresco para mais um ciclo de cinema. O Carlos, o Cristiano e a Joana aturam-nos, a Marta, o Natxo e a Joana dizem sempre que vêm. A Bernarda gosta de rockeiros.
Desta forma, lançamos a oitava edição do ciclo de cinema do icónico terraço do Bairro Alto. Entre Junho e Setembro, desde 2009, a ZDB tem apresentado vários filmes sobre pessoas, bandas e irrefutáveis movimentos da história da música independente.
Este ano começamos com uma retrospectiva ao trabalho do realizador David Markey que, prolificamente, tem trabalhado com bandas do universo punk rock – Sonic Youth, Dinossaur Jr., Black Fag, apenas para nomear algumas – acompanhando de perto os seus concertos e tours.
David Markey que, para além de realizador é músico e fez parte de Sin 34 e Painted Willie, com a sua câmara super 8 em punho filma momentos que partilha com as bandas que acompanha. O visionamento dos seus filmes transporta-nos directamente para os palcos, para os bastidores e para um conjunto diverso de não-lugares e momentos íntimos que compõem a rotina de uma banda em tour. Nas suas peças mais curtas concilia de forma imediata e perspicaz a música underground com o cinema experimental, usando referências da cultura visual contemporânea. O seu corpo de trabalho apresenta um registo único do movimento punk nos anos 80 e 90.
Começamos a abrir com o célebre “1991: The Year Punk Broke”, registo único da tour de Sonic Youth na Europa em 91; segue-se o filme de culto sobre o hardcore punk de Los Angeles – “The Slog movie”; depois, o polémico documentário sobre a última tour dos Black Flags – “Reality 86’ D”; e antes de uma selecção de curtas filmadas entre 1974 e 2004, outro documento – “Blast Off!”, desta vez sobre as icásticas Shonen Knife.
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Quinta, 21 de Junho às 22h
“1991: The year punk broke

Aqui

22 junho 2012

HOJE E AMANHÃ: VINHO A COPO

Aproximar o vinho do público jovem e contrariar a tendência da liderança da cerveja nos ambientes nocturnos são os principais objectivos das festas A Copo.
O Bairro Alto, em Lisboa vai ser invadido hoje e amanhã, a partir das 20h, por 20 vinhos de qualidade, a um preço muito acessível (1,5 euros).
A Rua da Barroca vai ainda receber actuações imprevistas de teatro e música de rua, assim como intervenções surpreendentes no interior dos diversos bares e restaurantes aderentes.
Os actores Miss Suzie, Marina Albuquerque e Nico Guedes prometem envolver o público no espírito dos vinhos portugueses e celebrar o consumo responsável. Estão também presentes equipas de medição da taxa de alcoolémia.


15 junho 2012

FRÁGIL COMEMORA 30 ANOS



O histórico bar Frágil, no Bairro Alto, em Lisboa, completa hoje 30 anos e vai comemorar a data com uma festa na próxima quinta-feira, 21 de Junho.
Inaugurado a 15 de Junho de 1982, o actual Frágil herdou dessa década a aura de uma certa ‘movida’ de artistas e pensadores na Lisboa recém-saída da dormência de décadas de ditadura, mas não parou no tempo: renovou-se, adaptou-se e mantém o seu lugar na noite do Bairro Alto.
«O Frágil era uma espécie de refúgio, o sítio mais importante no Bairro Alto, na altura em que eu comecei a sair, há 30 anos. Foi o sítio onde eu conheci, por exemplo, o Miguel Esteves Cardoso, o Hermínio Monteiro [editor da Assírio & Alvim, já falecido], o Pedro Ayres Magalhães», disse à Lusa o compositor Rodrigo Leão, um dos três actuais sócios (juntamente com a mulher, Ana Carolina, e a psiquiatra Ana Matos Pires).
«Aliás, foi aqui no Frágil que falámos as primeiras vezes em fazer o projecto Madredeus, um projecto diferente daqueles em que eu e o Pedro tocávamos na altura, a Sétima Legião e os Heróis do Mar», sublinhou.
Instalado no n.º 126 da rua da Atalaia no espaço que foi antes uma padaria, com um grande forno e um café contíguo, o Frágil mantém ainda traços da anterior vida, como paredes cobertas de azulejos brancos, que convivem harmoniosamente com as colunas barrocas de talha dourada e os grandes espelhos com que o antiquário Manuel Reis, primeiro proprietário, decorou o bar.
Mas muita coisa mudou naquele espaço. Quando Ana Carolina e os seus cinco sócios compraram o espaço, há 14 anos, havia uma sala escorada e a céu aberto e, quando chovia, chovia também na cabine de som, pelo que foi necessário fazer obras de fundo, colocar um telhado novo, de várias águas, e também insonorizar o espaço, contou Rodrigo Leão.
Mais tarde, há quatro anos, o compositor comprou a quota de um dos sócios e instalou o seu estúdio no andar de cima do bar, a que se acede por umas escadas metálicas.
«Foi, ao longo destes 30 anos, um sítio que eu frequentei com muita regularidade e agora sinto até um certo orgulho em poder continuar ligado ao Frágil», observou o músico, que ali conheceu também aquela que se tornaria sua mulher e letrista.
«As pessoas não ficaram órfãs do Frágil dos anos 1980, o Frágil continua a existir!», frisou Ana Carolina.
Além das alterações no espaço, houve outras, sinal dos tempos: mantendo-se as noites normais, com DJ a encherem a pista de gente a dançar, começou também a haver espectáculos com atores a recitarem poesia, acompanhados de músicos, lançamentos de livros, festas temáticas, parcerias com outras entidades para outro tipo de eventos, como passagens de modelos, e até transmissões em directo de programas de rádio, como aconteceu na última noite eleitoral com o ‘Governo-Sombra’, da TSF.
«Penso que é isso um pouco o futuro do Frágil. É quase como um clube de amigos que se propõe fazer coisas diferentes», observou o músico.
Consultando a página do Frágil na rede social Facebook, é possível ficar a par da agenda do bar, que, neste momento, abre de quinta-feira a sábado, das 23H30 às 04H00, e também noutros dias da semana para eventos específicos.
No verão, referiu Rodrigo Leão, o bar vai estar aberto mais dias.
Lusa/SOL