03 agosto 2011

CONCESSÕES EM CONCURSO

Concurso público para concessão do antigo “Jardim Zoológico” na Tapada das Necessidades
Entrega de propostas até dia 15 de Outubro

Está a decorrer o concurso para a concessão do direito de exploração do conjunto de edifícios que compõem o antigo “Jardim Zoológico” da Tapada das Necessidades, até 23 de Outubro de 2038, sem prorrogação.
 O concessionário deverá efectuar, a expensas suas, a recuperação do conjunto de edifícios do antigo “Jardim Zoológico”, para aí poder instalar e funcionar um novo estabelecimento de restauração e bebidas, de qualidade superior, que ocupará todo o recinto delimitado pelo gradeamento e as construções aí existentes: a casa central e cinco dos torreões. O sexto torreão e espaço circundante, que também terá de ser restaurado, fica reservado para a CML para instalação de um espaço de exposição permanente dedicado à Tapada das Necessidades e à sua história e/ou para prestação de informações sobre assuntos relacionados com a agricultura.

Concurso público para concessão de quiosque no Jardim “das Francesinhas”
Entrega de propostas até dia 10 de Agosto

Está a decorrer o concurso para a concessão do direito de exploração de um quiosque no Jardim Lisboa Antiga (Jardim “das Francesinhas”). A entrega de propostas é até dia 10 de Agosto em www.bizgov.pt.
 O quiosque dispõe de casa de banho e de uma área de esplanada. A concessão é válida pelo período de 5 anos, prorrogável até ao limite máximo de 8 anos, sendo o preço mínimo mensal de 500 Euros.
 O quiosque e respectiva esplanada deverá funcionar todos os dias da semana, no horário mínimo das 10 horas às 18 horas. Este horário poderá ser posteriormente alargado, mediante autorização da CML.
Requalificado pela Câmara Municipal de Lisboa em 2009, o Jardim “das Francesinhas” situa-se no cruzamento da Calçada da Estrela com a Rua das Francesinhas, junto ao ISEG e à Assembleia da República.


Os documentos que constituem as propostas terão de ser apresentados através da plataforma electrónica (www.bizgov.pt).

01 agosto 2011

ESQUADRA NOVA POR ABRIR

Por: Helder Almeida / Sara G. Carrilho

Acabado de recuperar há algumas semanas, o edifício na rua da Atalaia, no Bairro Alto, Lisboa, que vai receber as instalações da PSP – que agora estão na Travessa das Mercês – está pronto e um agente até já assegura a guarda do edifício. No entanto, ainda não há data marcada para os polícias serem transferidos da antiga esquadra.
Segundo o CM apurou junto de fonte da PSP, o objectivo seria abrir as instalações em meados de Agosto. Mas da parte da Direcção Nacional da PSP, que o CM contactou ontem, não há qualquer informação sobre uma data em concreto. O interior da esquadra ainda está vazio.
O edifício, do século XVIII, foi cedido pela câmara municipal, em 2009, para a reinstalação da 4ª esquadra (que estava na Praça da Alegria e que agora funciona de forma provisória em Santa Marta), e da 3ª esquadra do Bairro Alto. As obras ficaram a cargo do Ministério da Administração Interna.
Sobre a nova localização da esquadra, o presidente do Sindicato Unificado da Polícia, Peixoto Rodrigues, elogia o interior das instalações, mas alerta que, "em caso de emergência, vai ser difícil aos agentes saírem dali, por ser uma rua muito movimentada, principalmente à noite".

12 julho 2011

António Costa quer limitar horários das lojas de conveniência do Bairro Alto


Por Cláudia Sobral

A Câmara de Lisboa propõe que as lojas de conveniência fechem às 19h, para acabar com as garrafas de vidro na rua. Os proprietários dos bares e os moradores aplaudem mas também há críticas.
A guerra às lojas de conveniência, consideradas as principais responsáveis pelas garrafas de vidro na rua, não é de agora, mas a batalha final parece mais próxima. Num edital da câmara propõe-se para discussão pública a limitação dos horários das lojas de conveniência do Bairro Alto entre as 8h e as 19h. Um passo para acabar com o botellón, dizem donos de bares e moradores. Uma medida desajustada, critica uma proprietária de uma loja de conveniência.
Para o presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto (ACBA), Belino Costa, "o edital peca por tardio". "Não podíamos estar mais de acordo", reage Luís Paisana, presidente da Associação de Moradores do Bairro Alto. "Mesmo que não seja suficiente, é um passo importante [para acabar com o consumo na rua]." Ainda na semana passada, a associação queixou-se numa reunião descentralizada da câmara, do barulho e dos desacatos que se prolongam noite adentro.
Beber de garrafas de vidro na rua é uma "actividade gravemente prejudicial para a saúde pública" e "geradora de insegurança", argumenta António Costa no edital. A discussão pública terminou na passada sexta-feira e o resultado ainda é desconhecido.
Este tipo de consumo é potenciado pelas lojas de conveniência, que "asseguram predominantemente a venda de bebidas alcoólicas" e não se destinam a "suprir deficiências de abastecimento de bens variados às populações", sustenta o autarca. Estes são também os argumentos de quem tem bar no bairro e que aponta ainda a concorrência desleal das lojas de conveniência.
Morte anunciada?
"Desta vez a câmara está a fazer as coisas com requinte", diz Carla Lencastre, advogada que representou os donos das lojas de conveniência quando, no ano passado, a câmara tentou sem sucesso antecipar a hora de fecho das 2h para a meia-noite.
A presidente da Associação de Pequenos e Médios Comerciantes do Bairro Alto, Sheila Lima, tem uma frase de guerra para responder aos proprietários dos bares: "Garrafas na rua não, no contentor sim". É a resposta desta proprietária de uma loja de conveniência ao slogan da campanha lançada no Verão passado pela ACBA, num esforço para acabar com o botellón no bairro lisboeta: "Garrafas na rua não, abaixo o "botelhão"".
Com esta limitação de horários, sobreviver torna-se impossível para as lojas de conveniência. A loja que Sheila Lima tem há dois anos abre às 8h. Às 17h, ao telefone com o PÚBLICO, contava que ainda nem uma garrafa de água tinha vendido. O próprio presidente da ACBA admite que o resultado da imposição de novos horários será o fim das lojas de conveniência. "Essas lojas vivem para a noite."
O botellón "fica só um fenómeno. A própria moda de andar com a garrafa deixa de ter piada", sustenta Belino Costa, que há tanto tempo luta por uma medida que condicione estas lojas. "É importante que passe a ser malvisto andar a beber de garrafa na rua." Já Carla Lencastre não acredita que vá desaparecer e considera que esta "medida completamente desajustada" ataca o problema pelo lado errado: "O argumento é o das garrafas, mas há uma série de factores que não estão a ponderar, como a venda ambulante a partir das 2h, quando as lojas fecham". Garante que há bares que "já adoptaram a venda de garrafas para a rua". "Proíba-se a venda [das garrafas de vidro] e adopte-se uma fiscalização intensiva", em alternativa à limitação dos horários. "As lojas passariam a vender noutros recipientes."
Enaiê Prola, estudante de 23 anos, é cliente habitual das lojas de conveniência. Cada "litrosa" [nome popular para garrafas de cerveja de um litro] custa dois euros, em média - pouco mais ou até o mesmo que uma imperial num copo de plástico. "Para nós é chato, que gastamos mais, mas é justo. Isto foi uma tacada para os bares e depois ficamos todos na rua e é uma bagunça", reconhece.
Esta medida dirigida às lojas de conveniência poderá afectar outros estabelecimentos, acredita Carla Lencastre, sócia de uma loja de roupa em segunda mão e de artesanato, com uma secção acessória de bebidas e de produtos alimentares embalados, localizada no Bairro Alto. Receia estar abrangida pela proposta, que considera "ambígua" ao alargar-se a outros estabelecimentos para além das lojas de conveniência. O PÚBLICO colocou essa questão à Câmara de Lisboa, mas não obteve resposta. Belino Costa diz ter feito a mesma pergunta à câmara, que respondeu ser esta "a solução encontrada para resolver o problema" e que a medida é essencialmente dirigida às lojas de conveniência. "Foi uma solução. Não sei se a melhor ou a pior.

07 julho 2011

EMEL – NOVOS TARIFÁRIOS

A ACBA informa todos os comerciantes que o que (ainda) está escrito no site da EMEL sobre as novas tarifas a aplicar aos comerciantes instalados na zona de trânsito condicionado, deverá ser corrigido brevemente por se tratar de um erro.
Se tiver que renovar o seu cartão e lhe disserem que, “a emissão do Cartão de Estacionamento de Comerciante está sujeita ao pagamento de €12,00 de emolumentos e a uma tarifa mensal de € 25,00 “ deverá recusar o pagamento da tarifa mensal.

Por outro lado temos a informar que o periodo de cargas e descargas foi alargado, passando a funcionar entre as 7 horas e as 20 horas, de segunda-feira a sábado.

Mais se recorda que está a funcionar uma loja de atendimento da EMEL na Calçada do Combro nº 58 . Horário: Segunda a Sexta das 8h00 às 20h00.

05 julho 2011

EXPOSIÇÃO - NO BAIRRO DO SR.TAVARES


por Joana Emidio Marques

Quatro artistas plásticos foram visitar "Bairro" de Gonçalo M. Tavares. O resultado desta aventura pode ser visto até 17 de Setembro na galeria das Salgadeiras, em Lisboa.
Gonçalo M.Tavares é um homem do bairro. Do seu, onde vive e onde escreve, e do outro que inventou e para onde fez convergir uma galeria de personagens singulares, que têm nomes de escritores que transformaram a literatura.
Senhor Breton, Senhor Walser, Senhor Juarroz... são apenas três dos dez habitantes deste lugar imaginário que agora ganha contornos reais pelas mãos de quatro artistas plásticos: Joanna Latka, Helena Gonçalves, Cláudio Garrudo e Jaime Vasconcelos. A ideia foi de Ana Matos, neta de José Saramago, e responsável pela galeria das Salgadeiras, no bairro Alto, em Lisboa.
Gonçalo M. Tavares deixou o seu bairro e tornou-se galerista por um dia. Escolheu algumas obras do acervo das Salgadeiras e outras foram criadas por estes artistas a partir dos livros do escritor. O resultado foi uma reinterpretação das geografias interiores e exteriores destes personagens, que se materializa nas fotografias policromáticas de Helena Gonçalves e nas monocromáticas de Cláudio Garrudo, nas gravuras cegas da polaca Joanna Latka, que evocam lençóis brancos estendidos nas janelas de Lisboa e nas imagens digitais de Jaime Vasconcelos, que se atreveu mesmo a dar ao Bairro um novo morador, o senhor Kafka.
Ana Matos contou ao DN que a sua relação com M. Tavares "é antiga", que é uma "grande admiradora" da sua obra e que à iniciativa "Galerista por um dia", iniciada em 2008, faltava a presença de um escritor. "Gonçalo foi uma escolha natural", disse.
Na semana em que o seu livro "Viagem à Índia" foi distinguido com o grande prémio de Romance e Novela atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e pelo Ministério da Cultura, Gonçalo M. Tavares assegura que "não vai deixar" que os prémios, as solicitações, os elogios, lhe retirem a "concentração" naquilo que realmente importa que são "os livros e a escrita".