12 dezembro 2011

COMÉRCIO COM ARTE: PÉROLA DAS GÁVEAS





Mercearia Pérola das Gáveas
Rua das Gáveas, 44-46

peroladasgaveas@gmail.com
tlf.213 461 221

Pepe Del Rey  -“Amor”

11 dezembro 2011

DIA(S) DO BAIRRO ALTO




Imagens do concerto de abertura das comemorações do Dia do Bairro Alto com a Orquestra do Conservatório Nacional dirigida por Alexandre Branco. No Salão Nobre estiveram 153 espectadores que assistiram ao seguinte programa:
Abertura “As Hébridas” de Mendelssohn, segundo andamento da 3º Sinfonia, “Eroica” de Beethoven e Concerto para piano e orquestra em Ré m com Bárbara Costa.

BAIRROS COMO NÓS



Lisboa
Os bairros do mundo vão estar nas fachadas do Bairro Alto
11.12.2011 - 12:10 Por Cláudia Sobral

A exposição Bairros como nós vai mostrar, durante esta semana, pontos de contacto entre uma dezena de cidades do mundo, com espaços vocacionados para a criação artística. O Bairro Alto faz 498 anos e a festa coma hoje em Lisboa.
Uma mulher varre o passeio, à entrada de casa, e há um homem que varre também. Ela tem frio que a manhã é de nevoeiro no Bairro Alto, Lisboa, e ele caa chinelos porque não tem. Ela é de carne e osso, ele fotografia tirada na Vila Madalena, um bairro de São Paulo. Pedro Costa e Ricardo Lopes, andaram por dez cidades do mundo a fotografar Bairros como nós, em exposição no Bairro Alto entre terça-feira e domingo, a propósito da comemoração de mais um aniversário desta zona lisboeta.

Os "bairros altos" do mundo estão naquele homem que varria o passeio, na mulher de rolos na cabeça no interior no cabeleireiro, no rapaz que passa música para a rua da sua janela, no cozinheiro do restaurante que deixa a porta aberta para a rua ou nas campanhas de moradores contra o barulho dos bares à noite. Estas são algumas das fotografias que vão espalhar por 15 fachadas, em jeito de provocação, diz Ricardo Lopes.

"Vão estar coladas nas paredes, o que vai contra esta lógica da limpeza do bairro." Porque o bairro, argumenta Pedro Costa, também assume essa função de "espaço de comunicação em termos artísticos", através de cartazes.

Numa delas, tirada em Londres, lê-se num letreiro amarelo de grandes dimensões: "Please, use toilets provided". A ideia é colarem-na numa daquelas esquinas do bairro que à noite se transformam em urinóis públicos. A ideia é que as fotografias possam funcionar como "espelhos do Bairro Alto", explica Ricardo Lopes.

Os dois fotógrafos e investigadores do Centro de Estudos sobre a Mudaa Socio-económica e o Território (Dinâmica-CET), do ISCTE, partiram de outro projecto de investigação, onde compararam espaços de Lisboa, São Paulo e Barcelona, nos quais estavam incluídos os bairros. Desta vez, embora sem a sustentação científica que dois anos de investigação deram ao Creatcity, o projecto anterior, partiram para outras cidades. A escolha dos bairros nem sempre foi a mais óbvia. Já tinham fotografias de algumas, de outras não. Voltaram aos bairros, observaram-nos, fotografaram-nos, aprenderam a sua história.

O que se quer para o bairro

Mas o que há em comum entre o Bairro Alto e Gràcia (Barcelona), Marais (Paris), Kreuzberg (Berlim), Vila Madalena (São Paulo), Beyoglu (Istambul), Oltrarno (Florença), Capitol Hill (Seattle), Indre By e Norrebro (Copenhaga), Haight and Russian Hill (São Francisco) e Brick Lane (Londres)? As dinâmicas de bairro, a diversidade de actividades e de pessoas.

Brick Lane desenvolve-se ao longo de uma rua, Vila Madalena tem passeios irregulares, de socalcos, Beygolu é um dos mais virados para o tradicional, em Kreuzberg há galerias que são atelier e casa ao mesmo tempo, uma parte do Marais, que se caracteriza pelo comércio de luxo, continua a ter uma zona de lojas de chineses.

"O Bairro Alto é o denominador comum, o que faz a ligação entre todos", explica Pedro Costa. E dos problemas de cada um, da forma como vão sendo resolvidos, das políticas dos seus países e cidades e da história e evolução de cada um é possível tirar várias lições para o Bairro Alto. A partir daqui, está aberta a discussão, que também tem um lugar na programação (ver texto em baixo) da semana de comemoração dos 498 anos do Bairro Alto, em que qualquer um pode participar. Na sexta-feira, às 18h, numa conferência na Casa da Imprensa, para além dos fotógrafos, estarão presentes outros investigadores, como Samuel Dias, Cristina Latoeira, Walter Rodrigues, Ricardo Campos e João Seixas.

Também na Casa da Imprensa estarão expostas mais fotografias dos "bairros altos" das dez cidades, agrupadas por séries: cabeleireiros, graffiti, manequins em montras, cozinheiros... Serão uma espécie de bairro construído, a partir de todos os outros, em que o importante não é identificar o local de cada fotografia, explica Ricardo Lopes. Porque cada uma delas "poderia ter sido tirada noutro bairro qualquer".

"Podemos aprender, com a evolução dos outros bairros, que se não fizermos nada o Bairro Alto vai evoluir no sentido de desaparecimento enquanto bairro criativo", conclui Pedro Costa, que reconhece que isso já está a acontecer por causa da "massificação" do bairro. O que, do ponto de vista do investigador, é actualmente o maior perigo para o Bairro Alto. "Não podemos chegar aqui de um dia para o outro e eliminar tudo nem deixar fazer tudo, é uma gestão difícil para tentar manter as características do bairro de forma a não o deixar morrer."A forma como se gerem os conflitos de uso, característicos destes "bairros altos" será determinante para que evoluam num sentido ou noutro. Também a forma como se "fecha os olhos" a algumas coisas. "Se eu fizer cumprir todos as regras que definem como os bares têm de funcionar também deixo de ter criatividade artística", argumenta. "Se a Galeria Zé dos Bois tivesse de funcionar com todos os requisitos não estaria ali", exemplifica Ricardo Lopes.

O Bairro Alto, reconhecem, está, ainda assim, "mais protegido" do que outros bairros que fotografaram, por restrições impostas pelo plano de pormenor para a zona, por exemplo. "O Bairro Alto pode transformar-se rapidamente num bairro gentrificado, com restaurantes para turistas, lojas, um bocado como as zonas de fronteira como o Príncipe Real e o Chiado", prevê Pedro Costa. Aí as "actividades criativas" terão de se deslocar para outras zonas. Diz não saber para onde por não haver outras com a massa crítica do Bairro Alto.

"Mas quem somos nós para dizer se o bairro deve ser criativo ou não?", questiona-se. "O que interessa para o bairro é que seja um espaço criativo ou então um espaço onde vivam pessoas de classe média-alta com filhos, porque isso é que é a revitalização do espaço urbano."

Programação: um bairro em festa durante toda a semana

Apesar de não se tratar de uma data "redonda", as comemorações do 498º aniversário do Bairro Alto começam hoje às 11h, com um concerto da orquestra do Conservatório Nacional, dirigida por Alexandre Branco e a solista Bárbara Costa, na Escola de Música do Convervatório Nacional. Ao longo da semana haverá exposições, conferências, encontros, visitas guiadas pelo bairro, concertos e espectáculos de dança e teatro.

"Isto surgiu da necessidade de as várias entidades do bairro se conhecerem, saberem o que andam a fazer, para que dentro da ilha que é o Bairro Alto não existam também várias ilhotas", explica Belino Costa, presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto.

Para amanhã, às 10h, está prevista uma partida de sueca entre os sócios do Lisboa Clube Rio de Janeiro e os agentes da PSP que costumam prestar serviço no bairro, e às 10h30 decorre uma visita - um itinerário guiado Tudo a ver com o Bairro Alto.

Durante toda a semana pode ser visitada a exposição fotográfica Bairro Alto - quotidiano e figuras, na Praça Luís de Camões.

A Hemeroteca vai organizar várias visitas guiadas. Na terça-feira, às 10h30, a viagem é pela toponímia do Bairro Alto e na quinta-feira à mesma hora há a visita "Bairro Alto - Capital do Jornalismo Português". A animação de rua começa na Praça Luís de Camões às 18h e às 19h cantam-se os parabéns ao Bairro Alto pelos seus 498 anos com o flash mob. A festa encerra no próximo domingo às 16h30 com uma sessão de fados no Café Luso.

10 dezembro 2011

A FESTA JÁ COMEÇOU




Quotidiano e Figuras
Fotos de Luís Rocha e Tania Araujo

(11 a 18 de Dezembro)

Praça Luís de Camões

Promotor: APAF - Associação Portuguesa de Arte Fotográfica.

06 dezembro 2011

DIA DO BAIRRO: CONCERTO INAUGURAL




Concerto de abertura

Orquestra do Conservatório Nacional,
 dirigida pelo Professor Alexandre Branco,
com a solista Bárbara Costa 

11 DEZEMBRO - 11horas 

Local: Salão Nobre do Conservatório,
 Rua dos Caetanos, 23.
Entrada Livre.
Telf. 21 34 259 22

05 dezembro 2011

Igreja do Convento dos Inglesinhos à venda por 2 milhões




Elisabete Soares  


A Sotheby´s International Realty Portugal é a mediadora que está a comercializar a Igreja do Convento dos Inglesinhos, no Bairro Alto, Lisboa.
O grupo espanhol Chamartín Imobiliária colocou à venda a igreja integrada no empreendimento Convento do Inglesinhos, localizado na zona histórica de Lisboa, em pleno Bairro Alto.
A Igreja de São Pedro e São Paulo está avaliada em cerca de dois milhões de euros e pode ser usada pelo seu comprador como igreja particular ou, seguindo as tendências de países como Alemanha ou Holanda, pode ser utilizada como restaurante de luxo ou galeria de arte.
Como consequência da cisão da Igreja Católica em Inglaterra em 1632, pelo Rei Henrique VIII, foi fundado em Portugal um seminário inglês, mais tarde conhecido como Convento dos Inglesinhos.
Objecto de sucessivas alterações, nos séculos XVIII e XIX, sobreviveu às Invasões Francesas e à Implantação da República em Portugal, mantendo as suas características originais. A igreja foi desactivada pela Igreja Católica em 1976 (três anos após o encerramento do convento e o regresso dos seus habitantes a Inglaterra) e foi adquirido na década de 1990 pela Amorim Imobiliária, (vendida posteriormente à Chamartín Imobiliária), que transformou todo o complexo num empreendimento de luxo.
O empreendimento é constituído por apartamentos de tipologias T0 a T6, todos têm cozinha completamente equipada, aquecimento central, estacionamento e arrecadação, encontrando-se prontos a habitar.
A venda está a ser feita pela Sotheby´s Realty Portugal, um mediadora com uma carteira de mais de 2000 imóveis entre os quais se encontram esta igreja, uma aldeia, uma ilha, vários castelos e palácios e, ainda, imóveis de traça contemporânea.
05/12/11 11:54

04 dezembro 2011

Bairro Alto faz 498 anos a desejar visitantes diurnos


por Lusa

O Bairro Alto, em Lisboa, assinala este mês o seu 498.º aniversário com um programa que inclui concertos, conferências e exposições fotográficas e de pintura, num momento em que os comerciantes lamentam a desertificação diurna deste espaço.
Este é o segundo ano em que a iniciativa Dia do Bairro Alto lembra a data de 15 de Dezembro de 1513, quando foi dada autorização para a construção de habitações na então Vila Nova de Andrade. Desta vez, as iniciativas culturais vão decorrer de 11 a 18 de Dezembro.
O presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, Belino Costa, disse à agência Lusa que o Dia do Bairro Alto é um "mecanismo" para levar pessoas à zona, que nos últimos anos viu sair as principais actividades económicas diurnas que ali se encontravam há várias décadas -- jornais e ateliers de moda.
"O Bairro Alto é uma ilha que está isolada. Durante o dia está a desertificar-se e está excessivamente dependente da noite. Nós pretendemos um equilíbrio e reanimar o bairro durante o dia", apontou.
Belino Costa adiantou que a questão da desertificação deste espaço durante o dia é um dos temas que vai ser discutido durante as duas conferências organizadas pelo Instituto Universitário de Lisboa, que vão decorrer a 13 e a 15 de Dezembro.
A celebração do Bairro Alto arranca a 11 deste mês com um concerto da Orquestra do Conservatório Nacional, no salão nobre do Conservatório, e termina a 18 com uma sessão de fados no Espaço Santa Catarina.