21 novembro 2010

CENTROS DE YOGA



    Yogashala Bairro Alto

    Namasté! O Yogashala Bairro Alto é um centro de yoga, localizado no coração do Bairro Alto (Rua da Rosa, 14), onde se ensina "Hatha Yoga Dinâmico". O Yoga que é ensinado no centro é um estilo de Hatha Yoga que combina os princípios de Iyengar Yoga (elevada precisão e rigor na execução das posturas e recurso a materiais auxiliares, respeitando assim as limitações psicofísicas de cada praticante) e Ashtanga Vinyasa Yoga (coordenação entre movimento e respiração de forma a possibilitar uma prática com um "flow" contínuo). O Hatha Yoga Dinâmico foi desenvolvido pelo Mestre Carlos Rui Ferreira, uma autoridade nesta arte, filosofia e ciência e um dos professores mais experientes e conceituados do nosso país. Nas nossas aulas dá-se ênfase ao alinhamento corporal e à correcta execução das posturas físicas que, combinadas com um padrão respiratório sincronizado, permitem aumentar os níveis de concentração, conduzindo a um estado de "meditação activa". São também desenvolvidas diferentes técnicas de respiração e relaxamento, produzindo efeitos profundos a nível físico, mental, emocional e espiritual.

    As aulas de grupo funcionam regularmente de 2ª a 6ª feira. No ano lectivo 2010/2011, o horário é o seguinte:
    Manhã: 2ª e 6ª às 7h00; 3ª e 5ª às 8h30 e 10h00.
    Almoço: 2ª, 3ª, 5ª e 6ª às 12h45.
    Pós-laboral: 2ª a 5ª às 18h30 e 20h00.

    Rua da Rosa nº 14
    Bairro Alto – Lisboa
    Email: yogashalabairroalto@gmail.com
    Telefones: 917 885 768 / 965 837 263

    Estudo dos Yoga Sútras no Chakracentra

    O Chakracentra, no Bairro Alto, oferece uma oportunidade para estudar os Yoga Sútras com A. G. e Indra Mohan, discípulos directos de Krishnamacharya, o pai do Yoga moderno. Iniciam em Dezembro um programa de estudos, com base em apresentações em vídeo, discussão de grupo e possibilidade de colocar dúvidas. As sessões serão conduzidas por Sara Gomes, professora do Chakracentra.
    Data: 5 a 19 Dezembro, 3 Domingos de 2010
    Horas: 11h às 13h
    Local: Trav. dos Inglesinhos 28 – 1º Esq. (à Rua da Rosa), Bairro Alto
    T: (+351) 91 616 49 29

    15 novembro 2010

    MARIA B.A. NOS INGLESINHOS


    Maria B.A. restaurante e bar lounge é um dos mais ecléticos espaços da cidade de Lisboa que devolveu ao Bairro Alto o antigo B.B.A, junto ao Convento dos Inglesinhos. Aqui almoça-se na esplanada lançada em plena Travessa dos Inglesinhos nº 48, janta-se, toma-se um copo e... ainda se dança até que o Bairro Alto feche as portas. Na  Travessa dos Inglesinhos, nº 48-50 de segunda a sexta-feira entre as 12h e as 18h para almoçar e entre as 19h30 e as 2h para jantar ou tomar um copo (sextas e sábados fechamos às 3h). Se quiser reservar a sua mesa ligue para o número 911776883, de 2ª a Sábado.


    08 novembro 2010

    FRIENDS BA: MATAR A SEDE DE SABER


    Quem passa por este bar vai, de certeza, encontrar amigos, nem que seja em forma de livros: o Friends tanto dá música ao vivo ou DJ sets pela noite fora como troca livros (por outros ou por bebidas) ou os vende a preço de pechincha durante todo o dia.Nietzsche, Fernando Namora, Jorge Amado e mais umas centenas de amigos literários arrumam-se pelas grandes estantes que marcam a grande e colorida sala de estar do Friends. Mas, se não estes, outros grandes nomes da literatura já estão habituados ao n.º 99 da "bairroaltista" Rua da Rosa: esta era a casa do Cem Medos Café Cultural, que já incluía livraria. Assim, com os livros na ascendência, o Friends pegou no conceito e fê-lo evoluir para outro patamar: agora, alia a animação nocturna - com música ao vivo ou DJ - à arte da leitura e ao book crossing, isto é, aqui o objectivo não é, de facto, apenas vender livros, mas, acima de tudo, dá-los a ler, incentivar a sua leitura e permitir a sua troca. (…)

    Mas nem só de livros se faz este círculo de amigos. Com uma lista de bebidas clássica (a que se juntam alguns cocktails e misturas de êxito garantido, casos das Caipirinhas ou Mojitos - havendo a possibilidade de adquiri-los em tamanho quase balde, 7,5l) o Friends tem espaço para todos.A sua capa é do mais transparente, com uma fachada composta por altas portas de vidro que se deixa logo transparecer a todos os que vão cruzando a Rua da Rosa, habitualmente menos caótica e dada a multidões contínuas que as suas vizinhas de baixo. O bar é uma ampla sala de paredes coloridas em tons quentes, pontuada logo à entrada por grandes bolas de espelhos e onde se impõe um belo balcão em meialua, que também serve como uma espécie de divisória: para a direita, oferece uma mesa com alguns computadores com ligação à net (que, como a rede sem fios, podem ser utilizados gratuitamente, bastando consumir para ter acesso), alguns pufs acolhedores e uma das estantes de livros; para a frente, além da série de mesas e cadeiras, impõe-se logo a parede-estante pejada de livros, à frente da qual se colocam os artistas destinados a animar a noite. As paredes são também usadas para pequenas exposições temporárias, com os quadros disponíveis para comprar. Já a marcar a parede do balcão de bar está um ecrã, onde vão passando imagens de clientes e de festas, ou informações sobre o sítio. Ainda a marcar o espaço, o cachimbo-de-água (também chamado shisha ou narguilé).

    Quem interliga as ideias de livros e bar, pensará, decerto, num plácido e intelectual ambiente. Mas engana-se. O Friends vai mudando muito ao longo do dia. Com um largo horário, pouco usual nos bares das redondezas, abre as portas logo às 15h00, acolhendo uma clientela mais calma, com direito a chás e pastelaria, pequenos grupos de amigos, estudantes, casalinhos em passeio, turistas à descoberta. E vai avançando dia fora. As noites são mais animadas e, especialmente quando a música ao vivo ou o DJ ajudam, podem mesmo acabar por transformar o Friends numa quase pista de dança. As idades da freguesia também vão mudando: mais madura de dia, e mais jovem à noite, particularmente aos fins-de-semana.

    Luís J. Santos

    In: Público

     Seg - Qui:
    12:00 - 2:00
    Sex - Sab:
    12:00 - 3:00
    Dom:
    12:00 - 2:00

    03 novembro 2010

    POP UP 2010 – NÓMADAS URBANOS



    A segunda edição do Pop Up Lisboa é dedicado ao tema “Nómadas Urbanos”, este evento cultural anual é dedicado à promoção e mostra das múltiplas expressões e agentes da cultura urbana, que intervêm em espaços urbanos desocupados ou abandonados, dando-lhes nova vida através da arte. O Pop Up Lisboa 2010 decorrerá de 4 de Novembro a 11 de Dezembro, reúne uma mostra de projectos de cultura urbana de múltiplas áreas de expressão artística e no seu programa integra a dinamização de vários espaços e rubricas, com a participação de dezenas de artistas e especialistas portugueses e estrangeiros. No palácio Verride, Santa Catarina ao miradouro do Adamastor, inaugura-se uma exposição colectiva amanhã, dia 4, pelas 22 horas.

    “Viver a cidade, celebrar a cultura” é o mote do Pop Up, um conceito que pretende constituir-se uma plataforma de internacional de intercâmbio da cultura urbana, reunindo artistas e talentos oriundos de diversas cidades do mundo na promoção cultural e identitária da capital portuguesa, dentro e fora de portas. Este projecto é co-financiado pelo Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa.
    O Pop Up surgiu pela primeira vez em Lisboa, mas tem a ambição e reúne todas as condições, para exportar o conceito para outras cidades europeias e para o resto do mundo. A primeira edição do Pop Up foi lançada em 2009, pelo multifacetado artista plástico e produtor Hugo Israel, “com o objectivo de criar espaços de encontro para artistas e projectos culturais e a visão de estimular a auto consciência do cidadão urbano, à luz de um espírito existencialista, que desafia a reflexão sobre o indivíduo e a sociedade, a forma como este a assimila e exterioriza”.

    LABORATÓRIO: PALÁCIO DE VERRIDE

    O Palácio de Verride, mais conhecido por Palácio de Santa Catarina ou Palácio da Bica, junto ao Adamastor foi edificado no século XVIII e já pertenceu à Caixa Geral de Depósitos. Em 2007, foi apontado como possível localização do Museu da Moda e do Design (MUDE), mas desde então permanece desocupado e sob a tutela da autarquia.
    Durante o Pop Up Lisboa 2010 o Palácio Verride acolherá dezenas de criadores, entre eles os finalistas do Concurso Internacional de Projectos Artísticos, numa exposição colectiva e multidisciplinar que dará nova vida através da arte a este espaço privilegiado, que oferece uma vista única sobre a cidade e o rio. O Laboratório do Pop Up Lisboa 2010 é o pólo central e aglutinador das actividades do evento e, além da exposição colectiva de entrada livre, oferecerá ao público um programa que inclui performances, lançamentos, workshops e apresentações temáticas.

    http://www.popup-city.com

    30 outubro 2010

    O TERROR VAI SAIR À RUA



    No próximo domingo, dia 31, o terror vai tomar conta da Rua da Barroca. A partir das 22 horas o susto andará à solta. Atreve-te a enfrentar o medo.

    29 outubro 2010

    SOLIDARIEDADE COM O ZÉ DA GUINÉ


    Costumava subir o Chiado de kilt com dois dobermans pela mão e boina de golf na cabeça. Alto, e musculado, a pele brilhante de guerreiro mandinga. Sorria e cumprimentava todos, sempre com a simpatia que lhe era característico. Chamava-se José Osvaldo Barbosa, mas todos o conheciam por Zé da Guiné.
    E foi ele quem, no início dos anos oitenta, teve a ideia de abrir o Souk, o primeiro bar nocturno no centro de um bairro onde a noite pertencia a marinheiros, proxenetas, fadistas e prostitutas. De seguida vieram o RockHouse, na rua Diário Notícias, e mais tarde o Jukbox, no mesmo local.

    Os fadistas resistiram e até acabaram por lucrar com a nova movida que tomou conta do bairro. Cedo Zé da Guiné acabaria por conquistar os jovens noctígavos da capital, sedentos de novidades e espaços alternativos. Era artista sem cantar; nunca gravou qualquer disco e não escrevia livros nem fazia teatro. Era apenas um negro recém-chegado com estilo, pose e destemido, numa época cinzenta pós-punk, em que todos procuravam novas vias de expressão artística e pistas estéticas mais apelativas.
    À sua volta passaram a girar jornalistas, publicitários, músicos, artistas plásticos, gente famosa da televisão e do cinema, novos, velhos, todos tocados por aquele carisma que poderia facilmente fazer sucesso em Londres, Paris ou Nova Iorque.
    Portugal acabava de sair da longa ditadura e o pop e o rock português começavam a sair das garagens e a passar na rádio. Ansiava-se por espaços onde se pudesse comer até tarde e escutar a música jazz, enquanto se discutiam projectos e tendências novas para a capital.

    Eram os tempos do vinil e da cassete, das roupas compradas na Feira da Ladra – um dos hábitos do Zé da Guiné – dos primeiros concertos dos Xutos e Pontapés, dos GNR, dos Ena Pá 2000, do Rock Rendez-Vous, e mais tarde das Longas Noites, no largo do Conde Barão, antecedendo o Baile e o B. Leza. A noite era o palco e Zé da Guiné o seu artista principal, arrastando todos na sua real companhia, irradiando energia paixão através da esbelta e humilde figura.

    Da Guiné para as Longas Noites de Lisboa

    Natural da Guiné-Bissau, onde nasceu em 1959, (na altura conhecido por Zé Empokta), Zé da Guiné teve uma breve passagem pela guerrilha na luta pela libertação da então colónia portuguesa. Em criança lembra-se de ver espectáculos musicais de artistas idos da então Metrópole. Depois do 25 de Abril é preso durante uma semana por ter desenhado na farda a imagem de Amílcar Cabral. Acaba por fugir de Bissau apanhando boleia aérea dos militares e colonos que regressavam a Portugal.

    Em Lisboa vai morar para Campo de Ourique e conhece elementos do MRPP na cantina da Faculdade de Ciências, acabando-se por mudar para a casa de um deles. Começa a treinar karaté e chega ao grau de cinturão negro. Treina igualmente atletismo e conhece Carlos Lopes e Fernando Mamede, que lhe pedem para ir para o Sporting, onde acaba por ficar três anos. A partir de 1979, conhece várias pessoas ligadas à vida cultural lisboeta e começa a trabalhar como segurança nos concertos organizados por António Sérgio, em Cascais.
    A partir de 1981 dedica-se à compra de antiguidades e obtém a nacionalidade portuguesa. Depois de uma passagem como porteiro do Browns, na Avenida e de Roma, Zé da Guiné é convidado para “fazer” o Rockhouse, no Bairro Alto, seleccionando a clientela e atraindo os inúmeros amigos famosos que, entretanto, conhecera. Começa então a revolução do bairro. Tempos depois é convidado para relações públicas do Plateau e depois para o Yes. Participa também nas Manobras de Maio, na rua do Século.

    Zé da Guiné participa em vários vídeo-clips e tem ainda uma breve passagem pelo cinema em filmes como “Repórter X” e “Adeus Português”. Depois das Longas Noites, que abriu na companhia do conterrâneo Hernani Miguel, abre o bar Be Bop, em 1994, em sociedade com a namorada.
    As coisas correm-lhe bem e o bar tem sucesso imediato, sendo é referência em várias revistas nacionais e estrangeiras. Zé da Guiné decide tirar uma no de férias, viajando por Londres e Paris, quando regressa descobre que o bar esteve fechado levando-o quase áà falência. As dívidas são muitas e não consegue aguentar. Entretanto, descobre que tem uma doença degenerativa do foro neurológico – esclerose.

    Solidariedade

    Actualmente, Zé da Guiné divide um apartamento em Chelas com uma das filhas, de quem depende na totalidade, e onde recebe a ajuda de alguns amigos. A maior parte, os amigos famosos de antigamente que gravitavam à sua volta, desapareceram. Os holofotes hoje são outros.
    O homem que “inventou” o Bairro Alto, tornando-o no Soho desejado da capital portuguesa, debate-se com a doença que o agrilhoou a uma cama, ainda com muitos sonhos e projectos para realizar. Nos últimos anos, a doença imobilizou-o por completo, reduzindo a sua antiga chama a um sorriso afável que nunca perdeu e que, junto com o olhar penetrante, constituem a única forma de comunicação que lhe resta. A única arma para se ir mantendo vivo.

    Os amigos decidiram divulgar uma conta-solidariedade-BES numa tentativa de minimizar as carências do seu dia-a-dia: 000700110052432001852

    Joaquim Arena

    http://noticias.sapo.cv/info/artigo/1102477.html

    28 outubro 2010

    MAIS JAZZ NO PÁGINAS TANTAS


    Esta 5ªfeira, 28, a partir das 22.30, o bar Páginas Tantas, na Rua Diário de Notícias, recebe o duo do trompetista Gonçalo Marques ( na foto) e do contrabaixista Demian Cabaud, dois jovens músicos já com discos gravados: “Da Vida e da Morte dos Animais”, com Bill McHenry, foi a estreia de Marques e “Ruínas” é o segundo álbum de Cabaud, ambos com selo da TOAP. 

    27 outubro 2010

    O CANDIDATO VIEIRA VEM AO BAIRRO


    Amanhã, quinta-feira, 28 de Outubro, a Void Creations vai organizar uma Festa-Comício do Candidato Vieira no Bairro Alto, em Lisboa.

    Já confirmado está a exibição do filme "6=0 Homeostética" de Bruno Almeida, o concerto dos ENA PÁ 2, o dj set dos LORENZFACTOR, o apoio do Fernando Alvim e a participação das Choradeiras de Celorico de Basto, dos anões da Vila Nova do Coito (Santarém), e da mulher barbuda da Venda das Pulgas (Mafra) entre outros...

    Morada: Rua do Diário de Notícias, nº 122.

    Horário:
    21h00: Exibição do filme "6=0 Homeostética"
    23h00: Concerto Ena Pá 2
    24h30: Dj set LorenzFactor
     ENTRADA LIVRE!!!
    Info: www.voidcreations.org
    Transportes
    Metro: Baixa-Chiado
    Autocarros: 758/790/792
    Eléctrico: 28

    22 outubro 2010

    ASCENSOR DA GLÓRIA FAZ 125 ANOS

    A Carris prepara-se para assinalar o 125º aniversário do Ascensor da Glória, electrificado em 1915 e elevado a Monumento Nacional em 2002.
    As festividades decorrerão a 24 de Outubro, entre as 10:00 e as 13h00 horas, segundo o divulgado em comunicado.
    A organização promete algumas surpresas para os passageiros do ascensor que estabelece ligação entre a Praça dos Restauradores e o Bairro Alto, incluindo «bilhetes para o Jardim Zoológico de Lisboa e a actuação da orquestra ligeira da Carris».
    Tal como os seus congéneres do Lavra e da Bica, o Ascensor da Glória, inaugurado a 24 de Outubro de 1885, está desde Fevereiro de 2002 classificado como Monumento Nacional.

    In: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=474919

    20 outubro 2010

    PRINCIPE REAL LIVE

    O Principe Real vai estar em festa a partir de amanhã, dia 21, até ao dia 23, com a realização do "Principe Real Live". Serão três dias de festa, com muita animação de rua e com as lojas a funcionarem  em regime de horário alargado.

    18 outubro 2010

    ROCK’N’ROLL NA TENDINHA DA ATALAIA

    A partir da próxima quarta-feira, dia 20, o mundo do Rock'n'Rol chega à "Tendinha da Atalaia" pela mão do Jorge Bruto


    Local:

    Rua da Atalaia, 4- Bairro Alto

    Telefone:

    213 474 400

    Horário:
    Seg:
    16:00 - 2:00
    Qua - Qui:
    16:00 - 2:00
    Sex - Sab:
    16:00 - 3:00
    Dom:
    16:00 - 2:00

    Site:
    http://www.tendinhadaatalaia.blogspot.com/

    07 outubro 2010

    JAZZ NO "PÁGINAS TANTAS"


    O clube Páginas Tantas, em colaboração com o guitarrista Pedro Madaleno, começa esta semana um ciclo de concertos dedicados ao jazz e sob o tema Jazz Duo. Às terças e quintas-feiras, pelas 21.00h, durante os meses de Outubro e Novembro, vamos poder ouvir duos de jazz, começando já hoje com o saxofonista Daniel Vieira e o contrabaixista João Custódio.


    Se a fórmula resultar, a ideia é passar progressivamente para concertos de grupo uma ou duas vezes por semana.

    O Páginas Tantas fica em Lisboa, no Bairro Alto, na Rua do Diário de Notícias, 85.

    Aqui.

    02 outubro 2010

    HOTEIS “LIGHT” NO BAIRRO ALTO

    O Grupo Evidência Hotéis abriu duas unidades na zona do Bairro Alto, Lisboa, as duas primeiras unidades da gama Light, os 2 estrelas Evidência Light Santa Catarina e Evidência Suites Bairro Alto.

    Situado no nº 6 da Rua Luís de Almeida e Albuquer, próximo ao elevador da Bica e ao Miradouro de Santa Catarina, o Evidência Light Santa Catarina Hotel dispõe de 17 quartos (13 duplos, com casa de banho privativa; três triplos, com casa de banho privativa; um múltiplo – 14 camas, beliches, unisexo, com uma casa de banho feminina e outra masculina) num total de 49 camas
    Este hotel, com bar, zona “lounge” com wireless, Internet spot e dois decks ao ar livre com esplanada, direcciona-se “inicialmente para um público jovem, cosmopolita e internacional, tendo nesse sentido estabelecido uma parceria com o programa ERASMUS Lisboa”, informa o grupo em comunicado, referindo que “contudo, tem vindo a ser procurado por todas as faixas etárias que encontram nesta unidade uma refrescante opção de alojamento”.
    “O lema do hotel é "faça e desfaça a sua cama " e o valor da estadia inclui um kit com roupa de cama e banho”, informa ainda o grupo.
    A unidade insere-se na linha de abertura dos hotéis do grupo, “através da requalificação de edifícios já construídos”, com a recuperação e pintura da fachada e de todo o interior do edifício, num investimento de dois milhões de euros.

    O Evidência Light Suites Bairro Alto, no nº 35 da Rua da Rosa, é a primeira unidade do grupo com self catering.
    Situado num edifício Art Nouveau de 1923, o hotel dispõe de um apartamento ao longo de quatro andares, os quais têm capacidade máxima para 20 pessoas (três T2 e uma Penthouse), com preços a partir de 90 euros por noite em apartamento para duas pessoas.
    “No rés-do-chão encontra-se o Bistrot Les Mauvais Garçons, aberto todos os dias da semana servindo produtos de cafetaria, almoços, lanches e jantares”.


    In:http://www.presstur.com/site/news.asp?news=26925

    28 setembro 2010

    GRAPES & BITES NA RUA DO NORTE

    Inaugurou no passado dia 23 de Setembro a Grapes&Bites ( loja de vinhos e degustação, produtos regionais e doces), na Rua do Norte nº81.


    Horário de Funcionamento: 14H00 - 2H00
    Rua do Norte, n81 R/C, 1200-284 Bairro Alto, Lisboa, Portugal
    T/F: +351 91 936 11 71
    E: info@grapesandbites.com
    W: http://www.grapesandbites.com/

    20 setembro 2010

    LITROSAS NO "JORNAL DE NOTÍCIAS" (OPINIÃO)

    Litrosas de cerveja num dos mais belos locais do Mundo


    CATARINA CARVALHO



    Não deve arriscar muito quem disser que o Jardim de São Pedro de Alcântara, em Lisboa, a debruçar-se do Bairro Alto sobre a cidade, é dos sítios mais bonitos do Mundo. A capital portuguesa tem esta vantagem sobre tantas outras que é a de poder mirar-se a si própria de vários ângulos, proporcionados pelas suas colinas. O que a torna vaidosa, fútil e pouco preocupada com pormenores mais… complexos. É por ter a sorte de ter um embrulho tão bonito, que Lisboa descurou o seu interior, a sua vida de cidade, durante tantos anos. Um prédio degradado, até sem janelas, fica sempre deslumbrante visto de outra colina, com o azul do Tejo em fundo e o sol dourado de fim de tarde a bater-lhe.

    Ao longo dos últimos anos tem sido posto algum esforço nos pormenores - os prédios renovam-se, o trânsito organiza-se e os jardins ganham nova vida. O Jardim de São Pedro de Alcântara é um bom exemplo. Foi recentemente arranjado, num esforço que deve ser considerável para qualquer câmara nestes tempos de agrura económica, os bancos limpinhos, no chão, entre a calçada portuguesa, aquela gravilha branca que suja os sapatos mas que nos lembra as brincadeiras de infância, o buxo bem podado. Até a estátua do fundador do "Diário de Notícias", Eduardo Coelho, foi limpa, tendo o ardina recuperado o seu lugar nas fotografias dos turistas.

    Foi neste cenário a roçar o idílico que dei de caras, no começo de uma noite do passado fim-de-semana, com vários grupos de jovens, sentados no chão ou espalhados pelos bancos, rodeados de garrafas de cerveja de litro, trazidas em sacos de plástico de supermercado, que iam bebendo e abandonando. Preparavam a noite no Bairro Alto embebedando-se a granel. Pouco preocupados por estarem a perturbar um dos locais mais bonitos da cidade. E, do dia para a noite, o jardim tornou-se num local onde não apetecia estar, apesar da noite quente de Setembro, e da vista espantosa.

    Em todo o lisboeta Bairro Alto está sedimentado este hábito das agora chamadas "litrosas", importado do botellon espanhol e do bindge drinking inglês. Ao que parece, já ninguém pede uma bebida num bar e fica a saboreá-la ao ritmo das conversas, da música ou dos engates. Bebe-se na rua, álcool barato, comprado em lojas de conveniência, aos litros, pelo gargalo, e vagueia-se depois pelas ruas, deixando a intoxicação da bebedeira funcionar. Se dantes uma bebedeira era uma consequência de um divertimento, agora a bebedeira é o divertimento.

    Não me armo em moralista com as bebedeiras alheias. Quem quiser embebedar-se até mais não que o faça. Mas irrita-me, e muito, que, ao fazê-lo, esteja a tornar ainda um pouco mais feia a minha cidade, um pouco mais irrespirável o ar, um pouco mais degradada a paisagem. Esta é mais uma daquelas provas de que Lisboa tem o azar de ser uma das cidades com a qual os seus habitantes pouco se preocupam. É semelhante às marquises que foram instaladas nos prédios, obra de quem se está nas tintas para a visão que a rua tem da sua janela.

    Mas deixemos as marquises de alumínio, problema muito mais complexo e disseminado, para resolver. Concentremo-nos nas garrafas no chão. Quem arranjou o Jardim de São Pedro de Alcântara da forma cuidada como o fez, não pode permitir as garrafas de cerveja no chão. Até, diria mais, as garrafas de cerveja à vista - algo proibido, por exemplo, em todos os Estados Unidos. Porque a atitude de deixar as garrafas no chão contradiz a atitude que se pretende criar com o alindar de um jardim. Arranjar um jardim implica respeito: pela beleza da cidade, pelos seus habitantes, pelos seus turistas. Deixar uma garrafa vazia no chão é exactamente a falta de respeito que quem respeita a sua cidade tem de travar. É um daqueles casos em que a liberdade individual acaba e começa o direito colectivo. Pelo qual as autoridades - câmaras, policiais, sei lá… - têm de zelar

    http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1666550&opiniao=Catarina%20Carvalho

    VIDEOVIGILÂNCIA NA RTP

    A videovigilância vai chegar aos espaços públicos da capital no final ano. O Bairro Alto vai ser a zona onde vão ser instaladas as primeiras câmaras. A RTP fez uma reportagem sobre o assunto que pode ver aqui.

    18 agosto 2010

    NOTÍCIAS DO BOTELHÃO

    A reportagem da SIC pode ser vista aqui.

    Diário de Notícias

    HOTEL BAIRRO ALTO NO TOP


    Hotel do Bairro Alto tem uma das melhores vistas do mundo


    Margarida Vaqueiro Lopes

    O Hotel do Bairro Alto, em Lisboa, tem a quarta melhor vista do mundo. A melhor é de um hotel de luxo no Dubai.

    Quem o diz são os utilizadores do ‘site' Trivago, que votaram nos hotéis que proporcionam as vistas mais impressionantes do mundo aos seus clientes.

    E se o primeiro lugar pertence ao Jumeirah Beach Hotel, no Dubai, um honroso quarto lugar foi atribuído ao Hotel do Bairro Alto, em Lisboa.

    O Hotel só perde para o Jumeirah Beach, no Dubai, para o Hotel Lebua State Tower, em Banguecoque, e para o Hotel de Rome, em Berlim.

    Segundo o ‘Independent', do topo do hotel de luxo do Dubai é possível avistar o Golfo Pérsico e uma ilha artificial à qual se pode chegar através de um passadiço. Já o Hotel do Bairro Alto permite avistar o Rio Tejo e a zona histórica da capital portuguesa.

    A Europa está em clara vantagem na lista dos quinze hotéis com a melhor vista do mundo, com nove empreendimento a constar do ‘ranking'.

    Os 15 hotéis com a melhor vista do mundo :

    (Selecção dos utilizadores do ‘site' Trivago)

    1. Jumeirah Beach Hotel (Dubai)

    2. Hotel at Lebua State Tower (Bangkok)

    3. Hotel de Rome (Berlin)

    4. Bairro Alto Hotel (Lisbon)

    5. The Ritz-Carlton (Moscow)

    6. NH Parque Central (Havana)

    7. Hotel Gansevoort (New York)

    8. Grand Hotel Central (Barcelona)

    9. Hotel U Prince (Prague)

    10. Terrass Hotel (Paris)

    11. Hotel St. George Roma (Rome)

    12. The Trafalgar Hotel (London)

    13. Fresh Hotel (Athens)

    14. Palms Casino Resort (Las Vegas)

    15. The Marmara Pera (Istanbul)

    http://economico.sapo.pt/noticias/hotel-do-bairro-alto-tem-uma-das-melhores-vistas-do-mundo_97172.html

    11 agosto 2010

    CORK & CO: LUXO E DESIGN EM CORTIÇA


    A CORK & CO é um novo conceito de loja no Bairro Alto, em Lisboa, que oferece uma gama variada de produtos de design, desde mobiliário a malas e acessórios de moda, todos feitos com base em cortiça, um produto totalmente natural, reciclável e renovável, extraído e produzido em Portugal, com características únicas e excepcionais.

    Na CORK & CO encontra o melhor da criatividade portuguesa, aplicada a produtos de alta qualidade, ecologicamente eficientes e com um design exclusivo.

    Todos conhecem a cortiça. Mas poucos sabem exactamente de onde vem e quais são as suas notáveis características.
    A cortiça é a casca extraída do sobreiro (Quercus Suber L.). É retirada por homens bastante experientes, de 9 em 9 anos, sem danificar ou prejudicar a árvore, uma espécie legalmente protegida em Portugal.

    Na verdade, Portugal é o maior produtor mundial de cortiça (52%) e a extraordinária biodiversidade das grandes áreas de sobreiros existentes no país (montados) faz com que essas áreas constituam um dos ecossistemas mais ricos e sustentáveis da Europa. Para além de contribuir para o aumento da fixação de CO2 (cada tonelada de cortiça fixa cerca de 1,8 toneladas de CO2), a extração regular da cortiça está ainda associada a uma importante actividade económica e social que contribui para a manutenção das populações locais.

    Agora, a CORK & CO apresenta-lhe uma nova dimensão no uso desse material nobre totalmente natural, renovável e reciclável.

    Mas lembre-se que na CORK & CO não estamos apenas orgulhosos por ajudarmos a manter um ecossistema rico e sustentável, por combatermos o aquecimento global ou por defendermos um estilo de vida único: estamos também decididos a vender luxo, moda e design.

    Venha visitar-nos!


    Rua das Salgadeiras, 10


    1200-396 Lisboa

    Tel:  216.090.231

    E-mail: cork.and.company@gmail.com

    http://corkandcompany-bairroalto.blogspot.com/

    31 julho 2010

    NOITES QUENTES DE LISBOA

    OS DESTAQUES DE EXPRESSO PARA O BAIRRO ALTO

    "Agora que a noite já está bem entranhada, siga para o Bairro Alto. Sendo uma das zonas mais frequentadas pelos jovens, especialmente entre quinta-feira e sábado, sítios não faltarão para beber uma imperial. Aqui, e visto a oferta ser variada, é tudo uma questão de gosto. Se pretender um ambiente mais animado, peça uma sangria ou uma cerveja no Lábios Bar, na Rua da Atalaia; se procurar algo mais calmo, ouça um bocado de jazz ao vivo enquanto conversa com amigos, no Bar Páginas Tantas, situado na Rua do Diário de Notícias.


    Antes de sair do Bairro Alto, há algo que não deve passar: um croissant de chocolate da Rua da Rosa. Quando vir uma porta que parece resultar num esconderijo da Resistência Francesa, mas com uma fila à porta, está no sítio certo."

    15 julho 2010

    GARRAFAS NA RUA NÃO!


    Entende a direcção da Associação de Comerciantes do Bairro Alto que o chamado “botelhão” (venda e consumo de bebidas em garrafa para e na via pública) é um fenómeno que precisa urgentemente de ser combatido.

    Ao permitir o funcionamento de garrafeiras ou lojas de conveniência até às duas horas, cumprindo igual horário ao dos estabelecimentos de restauração e bebidas, a C.M.L está a promover o “botelhão” e a degradação comercial do Bairro Alto.

    Na prática estes “lojas de conveniência, ou mercearias” funcionam com bares, vendendo álcool à garrafa e fazendo concorrência desleal a todos os estabelecimentos de restauração e bebidas.

    A inexistência de instalações adequadas ou exigências legais (estas lojas nem dispõem de casas de banho), leva a que sigam a lógica do preço baixo, promovendo clientelas de pouca exigência e fazendo uma concorrência desleal ao restante sector. As caracteristicas habitacionais do bairro, a sua importância truristica estratégica, impõem que se pratique um comércio de qualidade, visando clientelas variadas, mas exigentes. Actualmente promove-se a massificação, a concorrência desleal e a venda de garrafas para a rua.

    Depois da invasão dos “dealers”, que se passeiam no Bairro Alto com o orgulho de quem é rei do Eldorado, temos agora a invasão das “lojas de conveniência” e o consumo de garrafas na rua.

    Toda a qualidade dos serviços aqui prestados fica prejudicada. E pior ainda, as condições de segurança são cada vez mais preclitantes, porque se juntarmos álcool barato com garrafas de vidro, que fácilmente se transformam em progéteis, temos reunidas condições explosivas. Muito explosivas!

    Por tudo isso a ACBA lançou uma uma campanha de sensibilização subordinada ao tema :

    GARRAFAS NA RUA NÃO!

    Abaixo o “botelhão”

    Consideramos que para além de uma real limitação de horários aos estabelecimentos já referidos, é necessário sensibilizar os bares que entretanto adoptaram a venda de garrafas para a rua, para que deixem de o fazer. É no interesse da cidade de Lisboa e dos próprios comerciantes que se acabe com tal prática, que acabará por nos prejudicar a todos.

    A Direcção da ACBA

    14 de Julhio de 2010

    12 julho 2010

    O FIDALGO RENOVADO

    O restaurante Fidalgo abriu portas após obras de renovação. Mais uma razão para ir atá à Rua da Barroca nº27.

    Restaurante Fidalgo
    De segunda a sábado
    12:00 -15:00 horas
    19:00-23:00 horas

    Rua da Barroca nº27
    Telf: 213 422 900

    03 julho 2010

    VIDEOVIGILÂNCIA NO OUTONO

    Ruas do Bairro Alto vão começar a ser vigiadas por câmaras no final do Verão

    03.07.2010 - 08:21 Por Ana Henriques

    O final do Verão vai trazer consigo a instalação de câmaras de vigilância no Bairro Alto, uma medida promovida pela Câmara de Lisboa mas que não é pacífica mesmo dentro do executivo municipal. "Não gosto. Sou contra a videovigilância", declara o vereador José Sá Fernandes. "Só peço que a privacidade das pessoas seja preservada".

    Foi isso que tentou fazer a Comissão Nacional de Protecção de Dados quando impôs várias limitações à filmagem pela PSP das ruas do Bairro Alto. Em primeiro lugar, o sistema apenas será usado durante seis meses, findos os quais a sua manutenção será reequacionada. Depois, apenas poderá funcionar entre as 22h e as 7h, estando proibida a recolha e gravação de som. Vedado está igualmente o uso de câmaras ocultas e a obtenção de imagens de portas, janelas e varandas. Será a primeira vez que as ruas de Lisboa serão submetidas a videovigilância, mas o sistema já é usado na Ribeira do Porto e em Coimbra. Resultados? Segundo uma especialista (ver caixa), não existem a nível europeu estudos que mostrem que a videovigilância diminui, efectivamente, a criminalidade - embora o sistema tenha servido muitas vezes como meio de prova depois de os crimes terem tido lugar.

    Seja como for, a Câmara de Lisboa e a Junta de Freguesia de S. Nicolau insistem na colocação destes dispositivos também na Baixa. Depois de a Comissão de Protecção de Dados ter, no ano passado, recusado autorização para o efeito - invocando a inexistência de estatísticas de criminalidade que justificassem o recurso a uma medida que, no entender deste organismo, sacrifica "os direitos à imagem, à livre circulação e à reserva da intimidade da vida privada"-, a autarquia está prestes a requerer outra vez a instalação do sistema.

    E se antes a ideia era colocar 32 aparelhos na zona nobre da cidade, desta vez os objectivos são mais ambiciosos: distribuir cinco dezenas de câmaras entre a Baixa e a Praça do Chile, passando pela zona do Intendente.

    A União de Associações do Comércio e Serviços encomendou um estudo à Universidade Lusófona, e é com o sentimento de insegurança que revelam as entrevistas feitas a comerciantes e outros utilizadores da Baixa que conta agora a autarquia para convencer a Comissão de Protecção de Dados a autorizar as câmaras. Vários depoimentos frisam a inutilidade de apresentar queixa à polícia quando acontece alguma coisa. Resta saber se estes argumentos serão suficientes para fazer mudar de opinião este organismo, que sempre tem defendido que a videovigilância não pode ser uma solução para a escassez de efectivos policiais, constituindo antes um meio complementar à actuação policial. O parecer que autoriza estes aparelhos no centro de Coimbra é claro quanto ao valor que a comissão dá à percepção de segurança ou falta dela que têm os frequentadores de determinado local: "Não se diga que este sistema visa afastar o "sentimento de segurança" que existe, na medida em que as sensações não são fundamento bastante para a compressão de um direito fundamental: ou as sensações correspondem a uma realidade factual de insegurança - e aí, sim, terá de aferir-se da necessidade de instalação de um sistema de videovigilância - ou não correspondem, pelo que não se justifica".

    http://www.publico.pt/

    28 junho 2010

    I LOVE BAIRRO ALTO


    Moradores do Bairro Alto criam site para divulgar espaços comerciais e culturais


    por Agência Lusa, Publicado em 25 de Junho de 2010

    Dois moradores de um dos mais típicos bairros lisboetas lançam hoje a marca “I Love Bairro Alto”, um projeto que arranca com um site dedicado aos espaços comerciais e culturais e promete animar a capital com novos eventos.

    “Estávamos sempre a receber chamadas de amigos, a perguntar por sítios para jantar ou onde é a rua tal”, justificou à Lusa Cláudio Garrudo, um residente com várias ocupações, entre as quais a fotografia, que concebeu a ideia com o vizinho Paulo Taylor, empresário.

    “Não havendo nada na ‘web’ que tivesse todo esse tipo de informação sobre o Bairro Alto e a zona envolvente reunida, pensamos em criar um espaço onde os comerciantes pudessem divulgar gratuitamente os seus estabelecimentos”, contou.
    Além de uma agenda de eventos, a página da Internet (www.ilovebairroalto.com) inclui hotéis, restaurantes, bares, discotecas, lojas, galerias, jardins, pessoas, festas e informações úteis do Bairro Alto, Bica, Cais do Sodré, Chiado, Príncipe Real e Rato.
    O roteiro resulta de um levantamento feito pelos dois moradores, embora em alguns casos tenha sido os comerciantes a enviar informação.
    O site, que vai ser apresentado hoje às 22:00 no bar Frágil, já recebeu 20 000 visitas na fase de teste.
    Segundo Cláudio Garrudo, a segunda fase da afirmação da marca avança a 23 de setembro, com o primeiro de vários eventos destinados a “marcar a cidade”.
    Nesse dia, será inaugurada na Galeria das Salgadeiras a mostra “Bairro das Artes – A Rentrée Cultural da Sétima Colina”, que inclui degustações.

    21 junho 2010

    CASANOSTRA

    Enquanto houver o Casanostra, Lourenço Viegas vê poucas razões para ir jantar a outro lado. É o que distingue um restaurante muito bom do meramente bom.

    Ao contrário do que poderia parecer a um incauto que abrisse os jornais, ligasse a televisão ou ouvisse as conversas ao pequeno-almoço na Praça das Flores, os portugueses não descobriram Darwin apenas no primeiro semestre de 2009. Não. Sei de fonte segura que muitos desses intelectuais já tinham ouvido falar de Darwin antes de terem ido duas vezes em Abril à exposição da Gulbenkian. Era o ano de 1999, dava-se a independência de Timor e nas notícias ouvia-se muito falar em Darwin, pois era a cidade australiana com o aeroporto onde se mudava de avião para chegar a Díli.

    Voltando ao Darwin, o que importa é que tenho a certeza de que uma das características de desenvolvimento evolutivo das espécies – além da oponibilidade do polegar e da estupefacção pelo sucesso de Mário Cláudio – é a capacidade de distinguir entre um restaurante bom e um restaurante muito bom.

    Um restaurante muito bom, como o Casanostra, aponta para um reino da subjectivia, império do critério infalível do onde é que te apetece ir jantar, como pergunta disparada, de surpresa num ambiente neutro desinfectado de desejos e constrangimentos. E onde apetece jantar dentro dos restaurantes bons são os restaurantes muito bons.

    O Casanostra nunca falhou nesse teste (e já lá vão mais anos a aplicá-lo do que gostaria), como nunca falhou a surpresa, o choque sempre repetido, o flash dado por aquelas cadeiras pintadas de verde (verde casanostra), por aquelas ventoinhas, as cadeiras na parede, o chão de marmorite.
    O Madame Tussauds de um certo Nova Iorque. A ementa, as letras. As azeitonas, a pasta de queijo e de azeitona, nuns godés de vidro. O aparador, as luzes e a cablagem no tecto. A sala com o tamanho ideal. As casas de banho mansardas.

    E vario o que lá como, como a conversa à mesa daqueles quase-amigos, sempre igual sempre diferente. A Torta (rotolo) de massa fresca com requeijão (ricotta) e espinafres envolta em papel de alumínio, um morgado gigante, um sabor e uma textura que se vão desenvolvendo, o ácido do pouco molho de tomate a cortar os sabores graves da massa e do requeijão, o sabor metalizado do espinafre. A língua bem temperada. O esparguete fresco alla cruadiola, tomate fresco, alcaparras, ervas e mozzarella, tudo à mistura. O sogno romano, de claras e doce de ovos, em forma de bolo de arroz, doce e salgado, leve e consistente.
    E a água mineral italiana, sugerida por uma temperatura feita a janelas e ventoinhas, no limite do calor, a dar sede daquelas águas minerais italianas com e sem gás, e das portuguesas que se vão descobrindo entre as estrangeiras, por serem as que, acusando o calor, melhor se adaptam a ele.

    É assim como a obra da Agustina, para quê começar outro livro, para quê ir jantar a outro lado se temos aquilo.

    Travessa do Poço da Cidade, 60 (Bairro Alto). 21 342 5931.

    14 junho 2010

    YGGYROSKA

    Uma proposta para as noites quentes de verão:


    Yggyroska
    3 morangos; 1 colher de sobremesa de açúcar; 5 cl de vodka preta de framboesa; gelo picado

    Coloque 5 cl de vodka preta de framboesa (se nunca viu à venda, procure pela marca, Eristoff) num shaker e junte dois morangos. Adicione uma colher de sobremesa de açúcar e gelo picado. Se não sabe como fazê--lo, damos-lhe duas dicas: coloque algumas pedras de gelo numa misturadora ou embrulhe num pano e aproveite para descarregar o stress nas pedras de gelo, batendo com força com a ajuda de um rolo da massa. Agite bem o shaker. Os morangos vão ficar aos pedaços (e às vezes até entopem a palhinha). Para enfeitar ponha um morango inteiro a boiar no copo.

    Onde beber: Yggy Bar, Rua da Atalaia, 21, Bairro Alto, Lisboa

    07 junho 2010

    BERLIN AQUI TÃO PERTO

    Luís Filipe Rodrigues ouviu falar de um bar chamado Berlin que, pasme-se, não ficava Cais do Sodré. Foi ao Bairro Alto investigar a ocorrência e apresenta-lhe o relatório. Aliás a sala.

    Quando nos falam em bares com nome de cidade pensamos automaticamente no Cais do Sodré. Não há nada a fazer. Do Oslo ao Copenhagen, passando pelo Tokyo e o antigo Texas (hoje, o MusicBox), foi lá que durante anos estiveram os muitos bares com nome de cidade da cidade. Faria por isso todo o sentido que um espaço nocturno chamado Berlin se encontrasse lá. Mas não, fica antes no Bairro Alto, que a tradição já não é o que era.
    O nome não lhe diz nada? É compreensível, visto que este Berlin abriu, discretamente, em Fevereiro, a meio da rua do Diário de Notícias. Precisamente entre o início da rua, dominado por estudantes universitários (de todo o país) a residir em Lisboa, e o final, entregue aos estudantes Erasmus (de toda Europa) a viver na capital. Porquê Berlin? Não tem nada a ver com as electrónicas minimais que o bar não passa, é mesmo porque o dono é de lá.

    Lars Meschke, o proprietário, veio estudar para Lisboa em 1998. A ideia era ficar por cá uns meses, no âmbito do programa Erasmus, e voltar para Berlim logo a seguir. Não foi isso que se passou. “Vim para Lisboa em 1998, e não quis sair daqui. Depois, em 1999, comecei a trabalhar no Restô do Chapitô e nem cheguei a acabar o curso”, explica. Sairia do restaurante da Costa do Castelo em 2001, para abrir primeiro o Café Taborda, no Teatro Taborda, que entretanto fechou, e mais tarde a Goetheke, o restaurante do Goethe Institut, que continua a explorar.
    Onde é que o Berlin entra na história? Lars tomou conta do nº 122 da rua do Diário de Notícias em Dezembro do ano passado, e depois de uma remodelação abriu as portas em Fevereiro. O mais certo é que o número da porta não lhe diga nada, mas talvez se recorde do nome de alguns dos clubes que lá funcionaram. Como o La Folie ou o Limbo, que a meio da década era um afamado poiso de góticos e metaleiros alfacinhas.

    De então para cá, porém, muita coisa mudou. A decoração sóbria e minimal, em tons de vermelho, preto e branco, vai ao encontro da ideia que muito boa gente tem dos clubes de Berlim. E se durante muitos anos o espaço funcionou apenas como discoteca, hoje pretende ser um bar dançante. “Como o Bairro Alto tem de fechar mais cedo durante a semana, funcionar apenas como discoteca não era rentável”, justifica o dono. “Tivemos de reinventar um pouco esta casa, puxar pelo conceito de bar. Até porque o espaço é muito grande para o Bairro, e queremos fazer aqui concertos e assim.”
    Podem querer fazer concertos, mas de momento a programação gira em torno de DJs. O afrobeat é quem mais ordena, mas há espaço para outros sons e linguagens, incluindo o rock de corte clássico e o burlesco do Wonderland Club, que tem tomado conta da sala uma vez por mês. “E só não temos mais música electrónica porque aqui estamos um bocado limitados”, garante Lars.
    Bebidas alemãs é que nem vê-las. Nada de cervejas exóticas, ou coisa que valha: há imperiais e médias, caipirinhas e caipiroskas, vários vodkas e whiskies. Já não é mau.

    O Berlin fica na rua do Diário de Notícias, 122.
     Está aberto das 21.00 às 02.00, de domingo a quinta-feira, e até às 04.00,nos fins-de-semana.


    http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=5321