28 setembro 2010

GRAPES & BITES NA RUA DO NORTE

Inaugurou no passado dia 23 de Setembro a Grapes&Bites ( loja de vinhos e degustação, produtos regionais e doces), na Rua do Norte nº81.


Horário de Funcionamento: 14H00 - 2H00
Rua do Norte, n81 R/C, 1200-284 Bairro Alto, Lisboa, Portugal
T/F: +351 91 936 11 71
E: info@grapesandbites.com
W: http://www.grapesandbites.com/

20 setembro 2010

LITROSAS NO "JORNAL DE NOTÍCIAS" (OPINIÃO)

Litrosas de cerveja num dos mais belos locais do Mundo


CATARINA CARVALHO



Não deve arriscar muito quem disser que o Jardim de São Pedro de Alcântara, em Lisboa, a debruçar-se do Bairro Alto sobre a cidade, é dos sítios mais bonitos do Mundo. A capital portuguesa tem esta vantagem sobre tantas outras que é a de poder mirar-se a si própria de vários ângulos, proporcionados pelas suas colinas. O que a torna vaidosa, fútil e pouco preocupada com pormenores mais… complexos. É por ter a sorte de ter um embrulho tão bonito, que Lisboa descurou o seu interior, a sua vida de cidade, durante tantos anos. Um prédio degradado, até sem janelas, fica sempre deslumbrante visto de outra colina, com o azul do Tejo em fundo e o sol dourado de fim de tarde a bater-lhe.

Ao longo dos últimos anos tem sido posto algum esforço nos pormenores - os prédios renovam-se, o trânsito organiza-se e os jardins ganham nova vida. O Jardim de São Pedro de Alcântara é um bom exemplo. Foi recentemente arranjado, num esforço que deve ser considerável para qualquer câmara nestes tempos de agrura económica, os bancos limpinhos, no chão, entre a calçada portuguesa, aquela gravilha branca que suja os sapatos mas que nos lembra as brincadeiras de infância, o buxo bem podado. Até a estátua do fundador do "Diário de Notícias", Eduardo Coelho, foi limpa, tendo o ardina recuperado o seu lugar nas fotografias dos turistas.

Foi neste cenário a roçar o idílico que dei de caras, no começo de uma noite do passado fim-de-semana, com vários grupos de jovens, sentados no chão ou espalhados pelos bancos, rodeados de garrafas de cerveja de litro, trazidas em sacos de plástico de supermercado, que iam bebendo e abandonando. Preparavam a noite no Bairro Alto embebedando-se a granel. Pouco preocupados por estarem a perturbar um dos locais mais bonitos da cidade. E, do dia para a noite, o jardim tornou-se num local onde não apetecia estar, apesar da noite quente de Setembro, e da vista espantosa.

Em todo o lisboeta Bairro Alto está sedimentado este hábito das agora chamadas "litrosas", importado do botellon espanhol e do bindge drinking inglês. Ao que parece, já ninguém pede uma bebida num bar e fica a saboreá-la ao ritmo das conversas, da música ou dos engates. Bebe-se na rua, álcool barato, comprado em lojas de conveniência, aos litros, pelo gargalo, e vagueia-se depois pelas ruas, deixando a intoxicação da bebedeira funcionar. Se dantes uma bebedeira era uma consequência de um divertimento, agora a bebedeira é o divertimento.

Não me armo em moralista com as bebedeiras alheias. Quem quiser embebedar-se até mais não que o faça. Mas irrita-me, e muito, que, ao fazê-lo, esteja a tornar ainda um pouco mais feia a minha cidade, um pouco mais irrespirável o ar, um pouco mais degradada a paisagem. Esta é mais uma daquelas provas de que Lisboa tem o azar de ser uma das cidades com a qual os seus habitantes pouco se preocupam. É semelhante às marquises que foram instaladas nos prédios, obra de quem se está nas tintas para a visão que a rua tem da sua janela.

Mas deixemos as marquises de alumínio, problema muito mais complexo e disseminado, para resolver. Concentremo-nos nas garrafas no chão. Quem arranjou o Jardim de São Pedro de Alcântara da forma cuidada como o fez, não pode permitir as garrafas de cerveja no chão. Até, diria mais, as garrafas de cerveja à vista - algo proibido, por exemplo, em todos os Estados Unidos. Porque a atitude de deixar as garrafas no chão contradiz a atitude que se pretende criar com o alindar de um jardim. Arranjar um jardim implica respeito: pela beleza da cidade, pelos seus habitantes, pelos seus turistas. Deixar uma garrafa vazia no chão é exactamente a falta de respeito que quem respeita a sua cidade tem de travar. É um daqueles casos em que a liberdade individual acaba e começa o direito colectivo. Pelo qual as autoridades - câmaras, policiais, sei lá… - têm de zelar

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1666550&opiniao=Catarina%20Carvalho

VIDEOVIGILÂNCIA NA RTP

A videovigilância vai chegar aos espaços públicos da capital no final ano. O Bairro Alto vai ser a zona onde vão ser instaladas as primeiras câmaras. A RTP fez uma reportagem sobre o assunto que pode ver aqui.

18 agosto 2010

NOTÍCIAS DO BOTELHÃO

A reportagem da SIC pode ser vista aqui.

Diário de Notícias

HOTEL BAIRRO ALTO NO TOP


Hotel do Bairro Alto tem uma das melhores vistas do mundo


Margarida Vaqueiro Lopes

O Hotel do Bairro Alto, em Lisboa, tem a quarta melhor vista do mundo. A melhor é de um hotel de luxo no Dubai.

Quem o diz são os utilizadores do ‘site' Trivago, que votaram nos hotéis que proporcionam as vistas mais impressionantes do mundo aos seus clientes.

E se o primeiro lugar pertence ao Jumeirah Beach Hotel, no Dubai, um honroso quarto lugar foi atribuído ao Hotel do Bairro Alto, em Lisboa.

O Hotel só perde para o Jumeirah Beach, no Dubai, para o Hotel Lebua State Tower, em Banguecoque, e para o Hotel de Rome, em Berlim.

Segundo o ‘Independent', do topo do hotel de luxo do Dubai é possível avistar o Golfo Pérsico e uma ilha artificial à qual se pode chegar através de um passadiço. Já o Hotel do Bairro Alto permite avistar o Rio Tejo e a zona histórica da capital portuguesa.

A Europa está em clara vantagem na lista dos quinze hotéis com a melhor vista do mundo, com nove empreendimento a constar do ‘ranking'.

Os 15 hotéis com a melhor vista do mundo :

(Selecção dos utilizadores do ‘site' Trivago)

1. Jumeirah Beach Hotel (Dubai)

2. Hotel at Lebua State Tower (Bangkok)

3. Hotel de Rome (Berlin)

4. Bairro Alto Hotel (Lisbon)

5. The Ritz-Carlton (Moscow)

6. NH Parque Central (Havana)

7. Hotel Gansevoort (New York)

8. Grand Hotel Central (Barcelona)

9. Hotel U Prince (Prague)

10. Terrass Hotel (Paris)

11. Hotel St. George Roma (Rome)

12. The Trafalgar Hotel (London)

13. Fresh Hotel (Athens)

14. Palms Casino Resort (Las Vegas)

15. The Marmara Pera (Istanbul)

http://economico.sapo.pt/noticias/hotel-do-bairro-alto-tem-uma-das-melhores-vistas-do-mundo_97172.html

11 agosto 2010

CORK & CO: LUXO E DESIGN EM CORTIÇA


A CORK & CO é um novo conceito de loja no Bairro Alto, em Lisboa, que oferece uma gama variada de produtos de design, desde mobiliário a malas e acessórios de moda, todos feitos com base em cortiça, um produto totalmente natural, reciclável e renovável, extraído e produzido em Portugal, com características únicas e excepcionais.

Na CORK & CO encontra o melhor da criatividade portuguesa, aplicada a produtos de alta qualidade, ecologicamente eficientes e com um design exclusivo.

Todos conhecem a cortiça. Mas poucos sabem exactamente de onde vem e quais são as suas notáveis características.
A cortiça é a casca extraída do sobreiro (Quercus Suber L.). É retirada por homens bastante experientes, de 9 em 9 anos, sem danificar ou prejudicar a árvore, uma espécie legalmente protegida em Portugal.

Na verdade, Portugal é o maior produtor mundial de cortiça (52%) e a extraordinária biodiversidade das grandes áreas de sobreiros existentes no país (montados) faz com que essas áreas constituam um dos ecossistemas mais ricos e sustentáveis da Europa. Para além de contribuir para o aumento da fixação de CO2 (cada tonelada de cortiça fixa cerca de 1,8 toneladas de CO2), a extração regular da cortiça está ainda associada a uma importante actividade económica e social que contribui para a manutenção das populações locais.

Agora, a CORK & CO apresenta-lhe uma nova dimensão no uso desse material nobre totalmente natural, renovável e reciclável.

Mas lembre-se que na CORK & CO não estamos apenas orgulhosos por ajudarmos a manter um ecossistema rico e sustentável, por combatermos o aquecimento global ou por defendermos um estilo de vida único: estamos também decididos a vender luxo, moda e design.

Venha visitar-nos!


Rua das Salgadeiras, 10


1200-396 Lisboa

Tel:  216.090.231

E-mail: cork.and.company@gmail.com

http://corkandcompany-bairroalto.blogspot.com/

31 julho 2010

NOITES QUENTES DE LISBOA

OS DESTAQUES DE EXPRESSO PARA O BAIRRO ALTO

"Agora que a noite já está bem entranhada, siga para o Bairro Alto. Sendo uma das zonas mais frequentadas pelos jovens, especialmente entre quinta-feira e sábado, sítios não faltarão para beber uma imperial. Aqui, e visto a oferta ser variada, é tudo uma questão de gosto. Se pretender um ambiente mais animado, peça uma sangria ou uma cerveja no Lábios Bar, na Rua da Atalaia; se procurar algo mais calmo, ouça um bocado de jazz ao vivo enquanto conversa com amigos, no Bar Páginas Tantas, situado na Rua do Diário de Notícias.


Antes de sair do Bairro Alto, há algo que não deve passar: um croissant de chocolate da Rua da Rosa. Quando vir uma porta que parece resultar num esconderijo da Resistência Francesa, mas com uma fila à porta, está no sítio certo."

15 julho 2010

GARRAFAS NA RUA NÃO!


Entende a direcção da Associação de Comerciantes do Bairro Alto que o chamado “botelhão” (venda e consumo de bebidas em garrafa para e na via pública) é um fenómeno que precisa urgentemente de ser combatido.

Ao permitir o funcionamento de garrafeiras ou lojas de conveniência até às duas horas, cumprindo igual horário ao dos estabelecimentos de restauração e bebidas, a C.M.L está a promover o “botelhão” e a degradação comercial do Bairro Alto.

Na prática estes “lojas de conveniência, ou mercearias” funcionam com bares, vendendo álcool à garrafa e fazendo concorrência desleal a todos os estabelecimentos de restauração e bebidas.

A inexistência de instalações adequadas ou exigências legais (estas lojas nem dispõem de casas de banho), leva a que sigam a lógica do preço baixo, promovendo clientelas de pouca exigência e fazendo uma concorrência desleal ao restante sector. As caracteristicas habitacionais do bairro, a sua importância truristica estratégica, impõem que se pratique um comércio de qualidade, visando clientelas variadas, mas exigentes. Actualmente promove-se a massificação, a concorrência desleal e a venda de garrafas para a rua.

Depois da invasão dos “dealers”, que se passeiam no Bairro Alto com o orgulho de quem é rei do Eldorado, temos agora a invasão das “lojas de conveniência” e o consumo de garrafas na rua.

Toda a qualidade dos serviços aqui prestados fica prejudicada. E pior ainda, as condições de segurança são cada vez mais preclitantes, porque se juntarmos álcool barato com garrafas de vidro, que fácilmente se transformam em progéteis, temos reunidas condições explosivas. Muito explosivas!

Por tudo isso a ACBA lançou uma uma campanha de sensibilização subordinada ao tema :

GARRAFAS NA RUA NÃO!

Abaixo o “botelhão”

Consideramos que para além de uma real limitação de horários aos estabelecimentos já referidos, é necessário sensibilizar os bares que entretanto adoptaram a venda de garrafas para a rua, para que deixem de o fazer. É no interesse da cidade de Lisboa e dos próprios comerciantes que se acabe com tal prática, que acabará por nos prejudicar a todos.

A Direcção da ACBA

14 de Julhio de 2010

12 julho 2010

O FIDALGO RENOVADO

O restaurante Fidalgo abriu portas após obras de renovação. Mais uma razão para ir atá à Rua da Barroca nº27.

Restaurante Fidalgo
De segunda a sábado
12:00 -15:00 horas
19:00-23:00 horas

Rua da Barroca nº27
Telf: 213 422 900

03 julho 2010

VIDEOVIGILÂNCIA NO OUTONO

Ruas do Bairro Alto vão começar a ser vigiadas por câmaras no final do Verão

03.07.2010 - 08:21 Por Ana Henriques

O final do Verão vai trazer consigo a instalação de câmaras de vigilância no Bairro Alto, uma medida promovida pela Câmara de Lisboa mas que não é pacífica mesmo dentro do executivo municipal. "Não gosto. Sou contra a videovigilância", declara o vereador José Sá Fernandes. "Só peço que a privacidade das pessoas seja preservada".

Foi isso que tentou fazer a Comissão Nacional de Protecção de Dados quando impôs várias limitações à filmagem pela PSP das ruas do Bairro Alto. Em primeiro lugar, o sistema apenas será usado durante seis meses, findos os quais a sua manutenção será reequacionada. Depois, apenas poderá funcionar entre as 22h e as 7h, estando proibida a recolha e gravação de som. Vedado está igualmente o uso de câmaras ocultas e a obtenção de imagens de portas, janelas e varandas. Será a primeira vez que as ruas de Lisboa serão submetidas a videovigilância, mas o sistema já é usado na Ribeira do Porto e em Coimbra. Resultados? Segundo uma especialista (ver caixa), não existem a nível europeu estudos que mostrem que a videovigilância diminui, efectivamente, a criminalidade - embora o sistema tenha servido muitas vezes como meio de prova depois de os crimes terem tido lugar.

Seja como for, a Câmara de Lisboa e a Junta de Freguesia de S. Nicolau insistem na colocação destes dispositivos também na Baixa. Depois de a Comissão de Protecção de Dados ter, no ano passado, recusado autorização para o efeito - invocando a inexistência de estatísticas de criminalidade que justificassem o recurso a uma medida que, no entender deste organismo, sacrifica "os direitos à imagem, à livre circulação e à reserva da intimidade da vida privada"-, a autarquia está prestes a requerer outra vez a instalação do sistema.

E se antes a ideia era colocar 32 aparelhos na zona nobre da cidade, desta vez os objectivos são mais ambiciosos: distribuir cinco dezenas de câmaras entre a Baixa e a Praça do Chile, passando pela zona do Intendente.

A União de Associações do Comércio e Serviços encomendou um estudo à Universidade Lusófona, e é com o sentimento de insegurança que revelam as entrevistas feitas a comerciantes e outros utilizadores da Baixa que conta agora a autarquia para convencer a Comissão de Protecção de Dados a autorizar as câmaras. Vários depoimentos frisam a inutilidade de apresentar queixa à polícia quando acontece alguma coisa. Resta saber se estes argumentos serão suficientes para fazer mudar de opinião este organismo, que sempre tem defendido que a videovigilância não pode ser uma solução para a escassez de efectivos policiais, constituindo antes um meio complementar à actuação policial. O parecer que autoriza estes aparelhos no centro de Coimbra é claro quanto ao valor que a comissão dá à percepção de segurança ou falta dela que têm os frequentadores de determinado local: "Não se diga que este sistema visa afastar o "sentimento de segurança" que existe, na medida em que as sensações não são fundamento bastante para a compressão de um direito fundamental: ou as sensações correspondem a uma realidade factual de insegurança - e aí, sim, terá de aferir-se da necessidade de instalação de um sistema de videovigilância - ou não correspondem, pelo que não se justifica".

http://www.publico.pt/

28 junho 2010

I LOVE BAIRRO ALTO


Moradores do Bairro Alto criam site para divulgar espaços comerciais e culturais


por Agência Lusa, Publicado em 25 de Junho de 2010

Dois moradores de um dos mais típicos bairros lisboetas lançam hoje a marca “I Love Bairro Alto”, um projeto que arranca com um site dedicado aos espaços comerciais e culturais e promete animar a capital com novos eventos.

“Estávamos sempre a receber chamadas de amigos, a perguntar por sítios para jantar ou onde é a rua tal”, justificou à Lusa Cláudio Garrudo, um residente com várias ocupações, entre as quais a fotografia, que concebeu a ideia com o vizinho Paulo Taylor, empresário.

“Não havendo nada na ‘web’ que tivesse todo esse tipo de informação sobre o Bairro Alto e a zona envolvente reunida, pensamos em criar um espaço onde os comerciantes pudessem divulgar gratuitamente os seus estabelecimentos”, contou.
Além de uma agenda de eventos, a página da Internet (www.ilovebairroalto.com) inclui hotéis, restaurantes, bares, discotecas, lojas, galerias, jardins, pessoas, festas e informações úteis do Bairro Alto, Bica, Cais do Sodré, Chiado, Príncipe Real e Rato.
O roteiro resulta de um levantamento feito pelos dois moradores, embora em alguns casos tenha sido os comerciantes a enviar informação.
O site, que vai ser apresentado hoje às 22:00 no bar Frágil, já recebeu 20 000 visitas na fase de teste.
Segundo Cláudio Garrudo, a segunda fase da afirmação da marca avança a 23 de setembro, com o primeiro de vários eventos destinados a “marcar a cidade”.
Nesse dia, será inaugurada na Galeria das Salgadeiras a mostra “Bairro das Artes – A Rentrée Cultural da Sétima Colina”, que inclui degustações.

21 junho 2010

CASANOSTRA

Enquanto houver o Casanostra, Lourenço Viegas vê poucas razões para ir jantar a outro lado. É o que distingue um restaurante muito bom do meramente bom.

Ao contrário do que poderia parecer a um incauto que abrisse os jornais, ligasse a televisão ou ouvisse as conversas ao pequeno-almoço na Praça das Flores, os portugueses não descobriram Darwin apenas no primeiro semestre de 2009. Não. Sei de fonte segura que muitos desses intelectuais já tinham ouvido falar de Darwin antes de terem ido duas vezes em Abril à exposição da Gulbenkian. Era o ano de 1999, dava-se a independência de Timor e nas notícias ouvia-se muito falar em Darwin, pois era a cidade australiana com o aeroporto onde se mudava de avião para chegar a Díli.

Voltando ao Darwin, o que importa é que tenho a certeza de que uma das características de desenvolvimento evolutivo das espécies – além da oponibilidade do polegar e da estupefacção pelo sucesso de Mário Cláudio – é a capacidade de distinguir entre um restaurante bom e um restaurante muito bom.

Um restaurante muito bom, como o Casanostra, aponta para um reino da subjectivia, império do critério infalível do onde é que te apetece ir jantar, como pergunta disparada, de surpresa num ambiente neutro desinfectado de desejos e constrangimentos. E onde apetece jantar dentro dos restaurantes bons são os restaurantes muito bons.

O Casanostra nunca falhou nesse teste (e já lá vão mais anos a aplicá-lo do que gostaria), como nunca falhou a surpresa, o choque sempre repetido, o flash dado por aquelas cadeiras pintadas de verde (verde casanostra), por aquelas ventoinhas, as cadeiras na parede, o chão de marmorite.
O Madame Tussauds de um certo Nova Iorque. A ementa, as letras. As azeitonas, a pasta de queijo e de azeitona, nuns godés de vidro. O aparador, as luzes e a cablagem no tecto. A sala com o tamanho ideal. As casas de banho mansardas.

E vario o que lá como, como a conversa à mesa daqueles quase-amigos, sempre igual sempre diferente. A Torta (rotolo) de massa fresca com requeijão (ricotta) e espinafres envolta em papel de alumínio, um morgado gigante, um sabor e uma textura que se vão desenvolvendo, o ácido do pouco molho de tomate a cortar os sabores graves da massa e do requeijão, o sabor metalizado do espinafre. A língua bem temperada. O esparguete fresco alla cruadiola, tomate fresco, alcaparras, ervas e mozzarella, tudo à mistura. O sogno romano, de claras e doce de ovos, em forma de bolo de arroz, doce e salgado, leve e consistente.
E a água mineral italiana, sugerida por uma temperatura feita a janelas e ventoinhas, no limite do calor, a dar sede daquelas águas minerais italianas com e sem gás, e das portuguesas que se vão descobrindo entre as estrangeiras, por serem as que, acusando o calor, melhor se adaptam a ele.

É assim como a obra da Agustina, para quê começar outro livro, para quê ir jantar a outro lado se temos aquilo.

Travessa do Poço da Cidade, 60 (Bairro Alto). 21 342 5931.

14 junho 2010

YGGYROSKA

Uma proposta para as noites quentes de verão:


Yggyroska
3 morangos; 1 colher de sobremesa de açúcar; 5 cl de vodka preta de framboesa; gelo picado

Coloque 5 cl de vodka preta de framboesa (se nunca viu à venda, procure pela marca, Eristoff) num shaker e junte dois morangos. Adicione uma colher de sobremesa de açúcar e gelo picado. Se não sabe como fazê--lo, damos-lhe duas dicas: coloque algumas pedras de gelo numa misturadora ou embrulhe num pano e aproveite para descarregar o stress nas pedras de gelo, batendo com força com a ajuda de um rolo da massa. Agite bem o shaker. Os morangos vão ficar aos pedaços (e às vezes até entopem a palhinha). Para enfeitar ponha um morango inteiro a boiar no copo.

Onde beber: Yggy Bar, Rua da Atalaia, 21, Bairro Alto, Lisboa

07 junho 2010

BERLIN AQUI TÃO PERTO

Luís Filipe Rodrigues ouviu falar de um bar chamado Berlin que, pasme-se, não ficava Cais do Sodré. Foi ao Bairro Alto investigar a ocorrência e apresenta-lhe o relatório. Aliás a sala.

Quando nos falam em bares com nome de cidade pensamos automaticamente no Cais do Sodré. Não há nada a fazer. Do Oslo ao Copenhagen, passando pelo Tokyo e o antigo Texas (hoje, o MusicBox), foi lá que durante anos estiveram os muitos bares com nome de cidade da cidade. Faria por isso todo o sentido que um espaço nocturno chamado Berlin se encontrasse lá. Mas não, fica antes no Bairro Alto, que a tradição já não é o que era.
O nome não lhe diz nada? É compreensível, visto que este Berlin abriu, discretamente, em Fevereiro, a meio da rua do Diário de Notícias. Precisamente entre o início da rua, dominado por estudantes universitários (de todo o país) a residir em Lisboa, e o final, entregue aos estudantes Erasmus (de toda Europa) a viver na capital. Porquê Berlin? Não tem nada a ver com as electrónicas minimais que o bar não passa, é mesmo porque o dono é de lá.

Lars Meschke, o proprietário, veio estudar para Lisboa em 1998. A ideia era ficar por cá uns meses, no âmbito do programa Erasmus, e voltar para Berlim logo a seguir. Não foi isso que se passou. “Vim para Lisboa em 1998, e não quis sair daqui. Depois, em 1999, comecei a trabalhar no Restô do Chapitô e nem cheguei a acabar o curso”, explica. Sairia do restaurante da Costa do Castelo em 2001, para abrir primeiro o Café Taborda, no Teatro Taborda, que entretanto fechou, e mais tarde a Goetheke, o restaurante do Goethe Institut, que continua a explorar.
Onde é que o Berlin entra na história? Lars tomou conta do nº 122 da rua do Diário de Notícias em Dezembro do ano passado, e depois de uma remodelação abriu as portas em Fevereiro. O mais certo é que o número da porta não lhe diga nada, mas talvez se recorde do nome de alguns dos clubes que lá funcionaram. Como o La Folie ou o Limbo, que a meio da década era um afamado poiso de góticos e metaleiros alfacinhas.

De então para cá, porém, muita coisa mudou. A decoração sóbria e minimal, em tons de vermelho, preto e branco, vai ao encontro da ideia que muito boa gente tem dos clubes de Berlim. E se durante muitos anos o espaço funcionou apenas como discoteca, hoje pretende ser um bar dançante. “Como o Bairro Alto tem de fechar mais cedo durante a semana, funcionar apenas como discoteca não era rentável”, justifica o dono. “Tivemos de reinventar um pouco esta casa, puxar pelo conceito de bar. Até porque o espaço é muito grande para o Bairro, e queremos fazer aqui concertos e assim.”
Podem querer fazer concertos, mas de momento a programação gira em torno de DJs. O afrobeat é quem mais ordena, mas há espaço para outros sons e linguagens, incluindo o rock de corte clássico e o burlesco do Wonderland Club, que tem tomado conta da sala uma vez por mês. “E só não temos mais música electrónica porque aqui estamos um bocado limitados”, garante Lars.
Bebidas alemãs é que nem vê-las. Nada de cervejas exóticas, ou coisa que valha: há imperiais e médias, caipirinhas e caipiroskas, vários vodkas e whiskies. Já não é mau.

O Berlin fica na rua do Diário de Notícias, 122.
 Está aberto das 21.00 às 02.00, de domingo a quinta-feira, e até às 04.00,nos fins-de-semana.


http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=5321

31 maio 2010

GUIAS:O BAIRRO SEGUNDO “STRAWBERRY-WORLD”

O Bairro Alto é um bairro residencial, de compras e entretenimento para as gentes mais modernas de Lisboa e nele estão alguns dos restaurantes e bares mais animados da cidade. Orientado para as contraculturas alternativas da cidade, aqui encontrará algo para todos os gostos: punk, gay, metal, gótico, reggae, hip hop entre outros. O fado é também uma parte importante do charme deste bairro, mas tente evitar os locais mais turísticos onde quem passa é atraído para dentro de bares de fado caros por gerentes de fato. Esta forma encenada de fado encontra-se em muitos bares e restaurantes do Bairro Alto, mas o melhor fado encontra-se nos locais mais escondidos. Veja a listagem de bons locais com fado no nosso guia.

Uma característica nova interessante do Bairro Alto é o seu estatuto como o centro da moda para os novos criadores de moda - todos os anos o bairro apresenta uma quantidade de novos desenhadores no evento anual de moda chamado Moda Lisboa, que é também o evento que apresenta ao escrutínio os trabalhos dos criadores já estabelecidos. Desfrute do ambiente da Praça Luís de Camões, um largo na parte de baixo do antigo bairro que faz fronteira com o mais chique Chiado, depois suba as ruelas do Bairro repletas de modernos bares e diminutas lojas de roupa alternativa. Entre os bares da moda existem muitas tascas tradicionais, como a Adega do Ribatejo.

http://www.strawberry-world.com/pt/portugal/lisboa/bairro-alto.html

27 maio 2010

PRÍNCIPE REAL LIVE ATÉ DOMINGO

por NYSSE ARRUDA


Celebração da arte e da cultura no Príncipe Real, em Lisboa, até domingo

O comércio de rua do Príncipe Real, a cultura, o lazer e a arte voltam a ser celebrados pelo terceiro ano consecutivo com a realização do Príncipe Real Live, um evento que começa hoje e se estende até domingo.
Num esforço conjunto, os comerciantes da zona apresentarão nos respectivos espaços uma série de actividades, incluindo exposições variadas, música ao vivo, teatro e ópera e ainda degustações diversas em vários locais.
Pela primeira vez, o British Council junta-se à iniciativa e promove a visita à sua colecção permanente de arte contemporânea, completando a vasta oferta de exposições programadas nas lojas, especialmente a exposição de jóias antigas do século XVIII a XX, na D. Pedro V Jóias, a inédita mostra de potes e canudos de farmácia em faiança portuguesa dos séculos XVII e XVIII, caixas de tabaco holandesas dos séculos XVIII e XIX e ainda registos conventuais de terracota policromada do século XIX na Galeria da Arcada ou a exposição de terracotas chinesas da Dinastia Tang - 618-907 - na Manuel Castilho Antiguidades.

"A programação está mais vasta e variada, com novas lojas aderentes à iniciativa, incluindo novos espaços como o atelier de design e moda Kolovrat 79, o Conceito Nômada de Alexandra Moura, e o Espaço B, uma nova concept store no Príncipe Real, que será inaugurada hoje. Isto sem contar com todas as actividades nas diversas lojas, galerias e ateliers que estiveram presentes desde a primeira edição", adianta Filipa Marchaz, da galeria Bernardo Marques, onde estará patente a exposição de fotografia "New York City Studio 1984- -1992", de Marcus Leatherdale, com fotos de personalidades que se tornariam célebres como Madonna.

Workshops, lançamento de colecções com peças exclusivas, muita música e animação, a cargo dos artistas do Chapitô, marcarão os próximos dias no Príncipe Real e arredores, trazendo a arte e a cultura para as ruas, num bairro onde a tradição ainda está bem presente também.

http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1579258&seccao=Artes%20Pl%E1sticas

15 maio 2010

ESPLANADAS

As esplanadas começam a transformar o Bairro Alto. Aqui na Rua Diário de Notícias.

RETRATO EM GRAFFITI

A Galeria de Arte Urbana de Lisboa, formada por painéis na Calçada da Glória e no Largo da Oliveirinha, no Bairro Alto, recebe uma nova exposição de graffiti dedicada ao retrato.

Destak/Lusa


"7:00 PM Deadly Sins" é o nome da mostra, realizada em co-autoria pelos "writers" ParizOne e Mr. Dheo a partir das citações "um retrato é sempre uma multidão" e "o rosto tem em si todas as formas do mundo", de José Gil.

Segundo informação da Câmara de Lisboa, cada personagem ou núcleo da exposição "exibe como atributo um pecado exacerbado associado a uma cor", remetendo para um simbolismo associado ao número sete - as sete maravilhas, os sete dias da criação do mundo, a sétima arte, os sete mares, as sete notas musicais, os sete sacramentos, entre outras referências.
Por isso, o trabalho foi concebido em torno de sete personagens centrais, sete palavras, sete cores, sete painéis e sete pecados mortais.
A inauguração, às 19:30, inclui pinturas ao vivo, "dj set" e o lançamento de um livro e conta com a presença do presidente da autarquia, António Costa, e da vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.
Atual colaborador com várias marcas e empresas internacionais, Mr. Dheo, de 25 anos, teve o primeiro contato com o graffiti há uma década e inspirou estudos de letras como seu trabalho, dedicado sobretudo a produções fotorrealistas.
ParizOne, da mesma idade, começou o seu percurso como "writer" em 1999 e tem também trabalhado com várias marcas e particulares, num colorido registo "wildstyle".

A Galeria de Arte Urbana foi criada pela câmara em 2008 para servir de enquadramento legal à pintura de graffiti no âmbito do Plano de Intervenção no Bairro Alto, que contemplava também a remoção de inscrições das fachadas das principais ruas da zona.

destak@destak.pt

13 05 2010 15.39H