31 julho 2010

NOITES QUENTES DE LISBOA

OS DESTAQUES DE EXPRESSO PARA O BAIRRO ALTO

"Agora que a noite já está bem entranhada, siga para o Bairro Alto. Sendo uma das zonas mais frequentadas pelos jovens, especialmente entre quinta-feira e sábado, sítios não faltarão para beber uma imperial. Aqui, e visto a oferta ser variada, é tudo uma questão de gosto. Se pretender um ambiente mais animado, peça uma sangria ou uma cerveja no Lábios Bar, na Rua da Atalaia; se procurar algo mais calmo, ouça um bocado de jazz ao vivo enquanto conversa com amigos, no Bar Páginas Tantas, situado na Rua do Diário de Notícias.


Antes de sair do Bairro Alto, há algo que não deve passar: um croissant de chocolate da Rua da Rosa. Quando vir uma porta que parece resultar num esconderijo da Resistência Francesa, mas com uma fila à porta, está no sítio certo."

15 julho 2010

GARRAFAS NA RUA NÃO!


Entende a direcção da Associação de Comerciantes do Bairro Alto que o chamado “botelhão” (venda e consumo de bebidas em garrafa para e na via pública) é um fenómeno que precisa urgentemente de ser combatido.

Ao permitir o funcionamento de garrafeiras ou lojas de conveniência até às duas horas, cumprindo igual horário ao dos estabelecimentos de restauração e bebidas, a C.M.L está a promover o “botelhão” e a degradação comercial do Bairro Alto.

Na prática estes “lojas de conveniência, ou mercearias” funcionam com bares, vendendo álcool à garrafa e fazendo concorrência desleal a todos os estabelecimentos de restauração e bebidas.

A inexistência de instalações adequadas ou exigências legais (estas lojas nem dispõem de casas de banho), leva a que sigam a lógica do preço baixo, promovendo clientelas de pouca exigência e fazendo uma concorrência desleal ao restante sector. As caracteristicas habitacionais do bairro, a sua importância truristica estratégica, impõem que se pratique um comércio de qualidade, visando clientelas variadas, mas exigentes. Actualmente promove-se a massificação, a concorrência desleal e a venda de garrafas para a rua.

Depois da invasão dos “dealers”, que se passeiam no Bairro Alto com o orgulho de quem é rei do Eldorado, temos agora a invasão das “lojas de conveniência” e o consumo de garrafas na rua.

Toda a qualidade dos serviços aqui prestados fica prejudicada. E pior ainda, as condições de segurança são cada vez mais preclitantes, porque se juntarmos álcool barato com garrafas de vidro, que fácilmente se transformam em progéteis, temos reunidas condições explosivas. Muito explosivas!

Por tudo isso a ACBA lançou uma uma campanha de sensibilização subordinada ao tema :

GARRAFAS NA RUA NÃO!

Abaixo o “botelhão”

Consideramos que para além de uma real limitação de horários aos estabelecimentos já referidos, é necessário sensibilizar os bares que entretanto adoptaram a venda de garrafas para a rua, para que deixem de o fazer. É no interesse da cidade de Lisboa e dos próprios comerciantes que se acabe com tal prática, que acabará por nos prejudicar a todos.

A Direcção da ACBA

14 de Julhio de 2010

12 julho 2010

O FIDALGO RENOVADO

O restaurante Fidalgo abriu portas após obras de renovação. Mais uma razão para ir atá à Rua da Barroca nº27.

Restaurante Fidalgo
De segunda a sábado
12:00 -15:00 horas
19:00-23:00 horas

Rua da Barroca nº27
Telf: 213 422 900

03 julho 2010

VIDEOVIGILÂNCIA NO OUTONO

Ruas do Bairro Alto vão começar a ser vigiadas por câmaras no final do Verão

03.07.2010 - 08:21 Por Ana Henriques

O final do Verão vai trazer consigo a instalação de câmaras de vigilância no Bairro Alto, uma medida promovida pela Câmara de Lisboa mas que não é pacífica mesmo dentro do executivo municipal. "Não gosto. Sou contra a videovigilância", declara o vereador José Sá Fernandes. "Só peço que a privacidade das pessoas seja preservada".

Foi isso que tentou fazer a Comissão Nacional de Protecção de Dados quando impôs várias limitações à filmagem pela PSP das ruas do Bairro Alto. Em primeiro lugar, o sistema apenas será usado durante seis meses, findos os quais a sua manutenção será reequacionada. Depois, apenas poderá funcionar entre as 22h e as 7h, estando proibida a recolha e gravação de som. Vedado está igualmente o uso de câmaras ocultas e a obtenção de imagens de portas, janelas e varandas. Será a primeira vez que as ruas de Lisboa serão submetidas a videovigilância, mas o sistema já é usado na Ribeira do Porto e em Coimbra. Resultados? Segundo uma especialista (ver caixa), não existem a nível europeu estudos que mostrem que a videovigilância diminui, efectivamente, a criminalidade - embora o sistema tenha servido muitas vezes como meio de prova depois de os crimes terem tido lugar.

Seja como for, a Câmara de Lisboa e a Junta de Freguesia de S. Nicolau insistem na colocação destes dispositivos também na Baixa. Depois de a Comissão de Protecção de Dados ter, no ano passado, recusado autorização para o efeito - invocando a inexistência de estatísticas de criminalidade que justificassem o recurso a uma medida que, no entender deste organismo, sacrifica "os direitos à imagem, à livre circulação e à reserva da intimidade da vida privada"-, a autarquia está prestes a requerer outra vez a instalação do sistema.

E se antes a ideia era colocar 32 aparelhos na zona nobre da cidade, desta vez os objectivos são mais ambiciosos: distribuir cinco dezenas de câmaras entre a Baixa e a Praça do Chile, passando pela zona do Intendente.

A União de Associações do Comércio e Serviços encomendou um estudo à Universidade Lusófona, e é com o sentimento de insegurança que revelam as entrevistas feitas a comerciantes e outros utilizadores da Baixa que conta agora a autarquia para convencer a Comissão de Protecção de Dados a autorizar as câmaras. Vários depoimentos frisam a inutilidade de apresentar queixa à polícia quando acontece alguma coisa. Resta saber se estes argumentos serão suficientes para fazer mudar de opinião este organismo, que sempre tem defendido que a videovigilância não pode ser uma solução para a escassez de efectivos policiais, constituindo antes um meio complementar à actuação policial. O parecer que autoriza estes aparelhos no centro de Coimbra é claro quanto ao valor que a comissão dá à percepção de segurança ou falta dela que têm os frequentadores de determinado local: "Não se diga que este sistema visa afastar o "sentimento de segurança" que existe, na medida em que as sensações não são fundamento bastante para a compressão de um direito fundamental: ou as sensações correspondem a uma realidade factual de insegurança - e aí, sim, terá de aferir-se da necessidade de instalação de um sistema de videovigilância - ou não correspondem, pelo que não se justifica".

http://www.publico.pt/

28 junho 2010

I LOVE BAIRRO ALTO


Moradores do Bairro Alto criam site para divulgar espaços comerciais e culturais


por Agência Lusa, Publicado em 25 de Junho de 2010

Dois moradores de um dos mais típicos bairros lisboetas lançam hoje a marca “I Love Bairro Alto”, um projeto que arranca com um site dedicado aos espaços comerciais e culturais e promete animar a capital com novos eventos.

“Estávamos sempre a receber chamadas de amigos, a perguntar por sítios para jantar ou onde é a rua tal”, justificou à Lusa Cláudio Garrudo, um residente com várias ocupações, entre as quais a fotografia, que concebeu a ideia com o vizinho Paulo Taylor, empresário.

“Não havendo nada na ‘web’ que tivesse todo esse tipo de informação sobre o Bairro Alto e a zona envolvente reunida, pensamos em criar um espaço onde os comerciantes pudessem divulgar gratuitamente os seus estabelecimentos”, contou.
Além de uma agenda de eventos, a página da Internet (www.ilovebairroalto.com) inclui hotéis, restaurantes, bares, discotecas, lojas, galerias, jardins, pessoas, festas e informações úteis do Bairro Alto, Bica, Cais do Sodré, Chiado, Príncipe Real e Rato.
O roteiro resulta de um levantamento feito pelos dois moradores, embora em alguns casos tenha sido os comerciantes a enviar informação.
O site, que vai ser apresentado hoje às 22:00 no bar Frágil, já recebeu 20 000 visitas na fase de teste.
Segundo Cláudio Garrudo, a segunda fase da afirmação da marca avança a 23 de setembro, com o primeiro de vários eventos destinados a “marcar a cidade”.
Nesse dia, será inaugurada na Galeria das Salgadeiras a mostra “Bairro das Artes – A Rentrée Cultural da Sétima Colina”, que inclui degustações.

21 junho 2010

CASANOSTRA

Enquanto houver o Casanostra, Lourenço Viegas vê poucas razões para ir jantar a outro lado. É o que distingue um restaurante muito bom do meramente bom.

Ao contrário do que poderia parecer a um incauto que abrisse os jornais, ligasse a televisão ou ouvisse as conversas ao pequeno-almoço na Praça das Flores, os portugueses não descobriram Darwin apenas no primeiro semestre de 2009. Não. Sei de fonte segura que muitos desses intelectuais já tinham ouvido falar de Darwin antes de terem ido duas vezes em Abril à exposição da Gulbenkian. Era o ano de 1999, dava-se a independência de Timor e nas notícias ouvia-se muito falar em Darwin, pois era a cidade australiana com o aeroporto onde se mudava de avião para chegar a Díli.

Voltando ao Darwin, o que importa é que tenho a certeza de que uma das características de desenvolvimento evolutivo das espécies – além da oponibilidade do polegar e da estupefacção pelo sucesso de Mário Cláudio – é a capacidade de distinguir entre um restaurante bom e um restaurante muito bom.

Um restaurante muito bom, como o Casanostra, aponta para um reino da subjectivia, império do critério infalível do onde é que te apetece ir jantar, como pergunta disparada, de surpresa num ambiente neutro desinfectado de desejos e constrangimentos. E onde apetece jantar dentro dos restaurantes bons são os restaurantes muito bons.

O Casanostra nunca falhou nesse teste (e já lá vão mais anos a aplicá-lo do que gostaria), como nunca falhou a surpresa, o choque sempre repetido, o flash dado por aquelas cadeiras pintadas de verde (verde casanostra), por aquelas ventoinhas, as cadeiras na parede, o chão de marmorite.
O Madame Tussauds de um certo Nova Iorque. A ementa, as letras. As azeitonas, a pasta de queijo e de azeitona, nuns godés de vidro. O aparador, as luzes e a cablagem no tecto. A sala com o tamanho ideal. As casas de banho mansardas.

E vario o que lá como, como a conversa à mesa daqueles quase-amigos, sempre igual sempre diferente. A Torta (rotolo) de massa fresca com requeijão (ricotta) e espinafres envolta em papel de alumínio, um morgado gigante, um sabor e uma textura que se vão desenvolvendo, o ácido do pouco molho de tomate a cortar os sabores graves da massa e do requeijão, o sabor metalizado do espinafre. A língua bem temperada. O esparguete fresco alla cruadiola, tomate fresco, alcaparras, ervas e mozzarella, tudo à mistura. O sogno romano, de claras e doce de ovos, em forma de bolo de arroz, doce e salgado, leve e consistente.
E a água mineral italiana, sugerida por uma temperatura feita a janelas e ventoinhas, no limite do calor, a dar sede daquelas águas minerais italianas com e sem gás, e das portuguesas que se vão descobrindo entre as estrangeiras, por serem as que, acusando o calor, melhor se adaptam a ele.

É assim como a obra da Agustina, para quê começar outro livro, para quê ir jantar a outro lado se temos aquilo.

Travessa do Poço da Cidade, 60 (Bairro Alto). 21 342 5931.

14 junho 2010

YGGYROSKA

Uma proposta para as noites quentes de verão:


Yggyroska
3 morangos; 1 colher de sobremesa de açúcar; 5 cl de vodka preta de framboesa; gelo picado

Coloque 5 cl de vodka preta de framboesa (se nunca viu à venda, procure pela marca, Eristoff) num shaker e junte dois morangos. Adicione uma colher de sobremesa de açúcar e gelo picado. Se não sabe como fazê--lo, damos-lhe duas dicas: coloque algumas pedras de gelo numa misturadora ou embrulhe num pano e aproveite para descarregar o stress nas pedras de gelo, batendo com força com a ajuda de um rolo da massa. Agite bem o shaker. Os morangos vão ficar aos pedaços (e às vezes até entopem a palhinha). Para enfeitar ponha um morango inteiro a boiar no copo.

Onde beber: Yggy Bar, Rua da Atalaia, 21, Bairro Alto, Lisboa

07 junho 2010

BERLIN AQUI TÃO PERTO

Luís Filipe Rodrigues ouviu falar de um bar chamado Berlin que, pasme-se, não ficava Cais do Sodré. Foi ao Bairro Alto investigar a ocorrência e apresenta-lhe o relatório. Aliás a sala.

Quando nos falam em bares com nome de cidade pensamos automaticamente no Cais do Sodré. Não há nada a fazer. Do Oslo ao Copenhagen, passando pelo Tokyo e o antigo Texas (hoje, o MusicBox), foi lá que durante anos estiveram os muitos bares com nome de cidade da cidade. Faria por isso todo o sentido que um espaço nocturno chamado Berlin se encontrasse lá. Mas não, fica antes no Bairro Alto, que a tradição já não é o que era.
O nome não lhe diz nada? É compreensível, visto que este Berlin abriu, discretamente, em Fevereiro, a meio da rua do Diário de Notícias. Precisamente entre o início da rua, dominado por estudantes universitários (de todo o país) a residir em Lisboa, e o final, entregue aos estudantes Erasmus (de toda Europa) a viver na capital. Porquê Berlin? Não tem nada a ver com as electrónicas minimais que o bar não passa, é mesmo porque o dono é de lá.

Lars Meschke, o proprietário, veio estudar para Lisboa em 1998. A ideia era ficar por cá uns meses, no âmbito do programa Erasmus, e voltar para Berlim logo a seguir. Não foi isso que se passou. “Vim para Lisboa em 1998, e não quis sair daqui. Depois, em 1999, comecei a trabalhar no Restô do Chapitô e nem cheguei a acabar o curso”, explica. Sairia do restaurante da Costa do Castelo em 2001, para abrir primeiro o Café Taborda, no Teatro Taborda, que entretanto fechou, e mais tarde a Goetheke, o restaurante do Goethe Institut, que continua a explorar.
Onde é que o Berlin entra na história? Lars tomou conta do nº 122 da rua do Diário de Notícias em Dezembro do ano passado, e depois de uma remodelação abriu as portas em Fevereiro. O mais certo é que o número da porta não lhe diga nada, mas talvez se recorde do nome de alguns dos clubes que lá funcionaram. Como o La Folie ou o Limbo, que a meio da década era um afamado poiso de góticos e metaleiros alfacinhas.

De então para cá, porém, muita coisa mudou. A decoração sóbria e minimal, em tons de vermelho, preto e branco, vai ao encontro da ideia que muito boa gente tem dos clubes de Berlim. E se durante muitos anos o espaço funcionou apenas como discoteca, hoje pretende ser um bar dançante. “Como o Bairro Alto tem de fechar mais cedo durante a semana, funcionar apenas como discoteca não era rentável”, justifica o dono. “Tivemos de reinventar um pouco esta casa, puxar pelo conceito de bar. Até porque o espaço é muito grande para o Bairro, e queremos fazer aqui concertos e assim.”
Podem querer fazer concertos, mas de momento a programação gira em torno de DJs. O afrobeat é quem mais ordena, mas há espaço para outros sons e linguagens, incluindo o rock de corte clássico e o burlesco do Wonderland Club, que tem tomado conta da sala uma vez por mês. “E só não temos mais música electrónica porque aqui estamos um bocado limitados”, garante Lars.
Bebidas alemãs é que nem vê-las. Nada de cervejas exóticas, ou coisa que valha: há imperiais e médias, caipirinhas e caipiroskas, vários vodkas e whiskies. Já não é mau.

O Berlin fica na rua do Diário de Notícias, 122.
 Está aberto das 21.00 às 02.00, de domingo a quinta-feira, e até às 04.00,nos fins-de-semana.


http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=5321

31 maio 2010

GUIAS:O BAIRRO SEGUNDO “STRAWBERRY-WORLD”

O Bairro Alto é um bairro residencial, de compras e entretenimento para as gentes mais modernas de Lisboa e nele estão alguns dos restaurantes e bares mais animados da cidade. Orientado para as contraculturas alternativas da cidade, aqui encontrará algo para todos os gostos: punk, gay, metal, gótico, reggae, hip hop entre outros. O fado é também uma parte importante do charme deste bairro, mas tente evitar os locais mais turísticos onde quem passa é atraído para dentro de bares de fado caros por gerentes de fato. Esta forma encenada de fado encontra-se em muitos bares e restaurantes do Bairro Alto, mas o melhor fado encontra-se nos locais mais escondidos. Veja a listagem de bons locais com fado no nosso guia.

Uma característica nova interessante do Bairro Alto é o seu estatuto como o centro da moda para os novos criadores de moda - todos os anos o bairro apresenta uma quantidade de novos desenhadores no evento anual de moda chamado Moda Lisboa, que é também o evento que apresenta ao escrutínio os trabalhos dos criadores já estabelecidos. Desfrute do ambiente da Praça Luís de Camões, um largo na parte de baixo do antigo bairro que faz fronteira com o mais chique Chiado, depois suba as ruelas do Bairro repletas de modernos bares e diminutas lojas de roupa alternativa. Entre os bares da moda existem muitas tascas tradicionais, como a Adega do Ribatejo.

http://www.strawberry-world.com/pt/portugal/lisboa/bairro-alto.html

27 maio 2010

PRÍNCIPE REAL LIVE ATÉ DOMINGO

por NYSSE ARRUDA


Celebração da arte e da cultura no Príncipe Real, em Lisboa, até domingo

O comércio de rua do Príncipe Real, a cultura, o lazer e a arte voltam a ser celebrados pelo terceiro ano consecutivo com a realização do Príncipe Real Live, um evento que começa hoje e se estende até domingo.
Num esforço conjunto, os comerciantes da zona apresentarão nos respectivos espaços uma série de actividades, incluindo exposições variadas, música ao vivo, teatro e ópera e ainda degustações diversas em vários locais.
Pela primeira vez, o British Council junta-se à iniciativa e promove a visita à sua colecção permanente de arte contemporânea, completando a vasta oferta de exposições programadas nas lojas, especialmente a exposição de jóias antigas do século XVIII a XX, na D. Pedro V Jóias, a inédita mostra de potes e canudos de farmácia em faiança portuguesa dos séculos XVII e XVIII, caixas de tabaco holandesas dos séculos XVIII e XIX e ainda registos conventuais de terracota policromada do século XIX na Galeria da Arcada ou a exposição de terracotas chinesas da Dinastia Tang - 618-907 - na Manuel Castilho Antiguidades.

"A programação está mais vasta e variada, com novas lojas aderentes à iniciativa, incluindo novos espaços como o atelier de design e moda Kolovrat 79, o Conceito Nômada de Alexandra Moura, e o Espaço B, uma nova concept store no Príncipe Real, que será inaugurada hoje. Isto sem contar com todas as actividades nas diversas lojas, galerias e ateliers que estiveram presentes desde a primeira edição", adianta Filipa Marchaz, da galeria Bernardo Marques, onde estará patente a exposição de fotografia "New York City Studio 1984- -1992", de Marcus Leatherdale, com fotos de personalidades que se tornariam célebres como Madonna.

Workshops, lançamento de colecções com peças exclusivas, muita música e animação, a cargo dos artistas do Chapitô, marcarão os próximos dias no Príncipe Real e arredores, trazendo a arte e a cultura para as ruas, num bairro onde a tradição ainda está bem presente também.

http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1579258&seccao=Artes%20Pl%E1sticas

15 maio 2010

ESPLANADAS

As esplanadas começam a transformar o Bairro Alto. Aqui na Rua Diário de Notícias.

RETRATO EM GRAFFITI

A Galeria de Arte Urbana de Lisboa, formada por painéis na Calçada da Glória e no Largo da Oliveirinha, no Bairro Alto, recebe uma nova exposição de graffiti dedicada ao retrato.

Destak/Lusa


"7:00 PM Deadly Sins" é o nome da mostra, realizada em co-autoria pelos "writers" ParizOne e Mr. Dheo a partir das citações "um retrato é sempre uma multidão" e "o rosto tem em si todas as formas do mundo", de José Gil.

Segundo informação da Câmara de Lisboa, cada personagem ou núcleo da exposição "exibe como atributo um pecado exacerbado associado a uma cor", remetendo para um simbolismo associado ao número sete - as sete maravilhas, os sete dias da criação do mundo, a sétima arte, os sete mares, as sete notas musicais, os sete sacramentos, entre outras referências.
Por isso, o trabalho foi concebido em torno de sete personagens centrais, sete palavras, sete cores, sete painéis e sete pecados mortais.
A inauguração, às 19:30, inclui pinturas ao vivo, "dj set" e o lançamento de um livro e conta com a presença do presidente da autarquia, António Costa, e da vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.
Atual colaborador com várias marcas e empresas internacionais, Mr. Dheo, de 25 anos, teve o primeiro contato com o graffiti há uma década e inspirou estudos de letras como seu trabalho, dedicado sobretudo a produções fotorrealistas.
ParizOne, da mesma idade, começou o seu percurso como "writer" em 1999 e tem também trabalhado com várias marcas e particulares, num colorido registo "wildstyle".

A Galeria de Arte Urbana foi criada pela câmara em 2008 para servir de enquadramento legal à pintura de graffiti no âmbito do Plano de Intervenção no Bairro Alto, que contemplava também a remoção de inscrições das fachadas das principais ruas da zona.

destak@destak.pt

13 05 2010 15.39H

CORK & CO


Na Rua das Salgadeiras nº 8, abriu a Cork & CO, loja especializada em produtos e mobiliário de cortiça, capazes de surpreenderem o público mais exigente.

26 abril 2010

EXPOSIÇÃO

NINE LIVES EM FESTA

Na próxima quinta-feira, dia 29, a Volcom vai apresentar a sua nova colecção, Five Speed Fever.

É já no dia 29 de Abril, próxima quinta-feira, na loja Nine Lives do Bairro Alto que a Volcom irá apresentar a sua nova colecção, a Five Speed Fever, e, juntando o útil ao agradável vai dar uma festa. No nº 6 da Rua das Salgadeiras o bar vai ser aberto, ao som da guitarra acústica de Sam Alone.

Ainda poderás ganhar três pares a calças grátis. Para tal só tens de dar uma hipótese aos teus velhos jeans (Give You Jeans a Chance) levando-os, e quem sabe não sairás de lá com uns novinhos em folha! Com isto ainda ajudarás a Casa Pia e os sem-abrigo da Comunidade Vida e Paz.

A Volcom irá ainda oferecer um desconto de 15% em qualquer peça da nova colecção durante a festa!

25 abril 2010

O MEU 25 DE ABRIL

POR LUIZ PACHECO


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Estou na cama de manhã e aproveito para apontar na Agenda o tempo que passa. Tinha ficado na véspera em casa a rever provas. O puto fora para o liceu. Resolvo ir à rua beber uma cerveja e continuar a revisão. Ao pé do chafariz, o barbeiro atira com esta: «então, o Marcello e o Thomaz lá foram ao ar...» Não percebo logo. Nem acredito como. Mas ele confirma: a Emissora Nacional não funciona, só o Rádio Clube Português é que dá música e de vez em quando comunicados breves. Já mais convencido, convido-o logo a festejar na tasca da Laurentina que era para onde eu ia. E depois, ainda duvidoso, vou com ele à barbearia a ver se oiço algum comunicado. Música ligeira, sem nada de marcial. Canções populares portuguesas, pouco mais. (Até a Amália, parece-me!). Mas passados minutos um comunicado do Comando das Forças Armadas. Aí, adquiro a certeza que é, deverá ser a repetição do golpe das Caldas, mas com outra amplitude. Refere que o público tem ocorrido às lojas, em tentativas de açambarcamento, e manda fechar o comércio. Aconselha a população a manter-se nas suas casas e as forças militares e militarizadas a recolherem aos quartéis e não oferecerem resistência à tropa. A coisa é grave. Parece que não há comboios e para lá de Sete Rios não se passa. Tenho algum dinheiro e resolvo logo ir ver (foi o melhor que fiz: ver para crer). Desço acelerado e vou a casa do Fernando Paços, perguntar se ele sabe alguma coisa. Se sabe não diz. Mas confirma. Acompanho-o à farmácia de Queluz Ocidental e depois (ele aconselha-me que não vá a Lisboa, pois não conseguirei passar – mas eu conheço outro sítio para entrar, ou sair, da minha terra e caminho acelerado. Muitos carros, em fuga discreta?) para cá. Em Queluz, já vejo lojas fechadas, outras a fechar à pressa e uma data de tontos a abastecerem-se para o ano todo... oiço que um tal comprou mais de cem pães. Rica açorda (ou negócio) deve ter feito com eles. Cafés fechados. Há comboios. Meto-me num para a Amadora, depois sigo a pé. No Bairro do Bosque (sempre o intenso movimento de carros a saírem), ainda consigo meter um copo. Não há jornais. Rostos, com as janelas fechadas, assomem entre cortinas. Tudo me dá a ideia de receio (mas em Queluz vi alguns magalas a planar, o que me deixou intrigado). Venho a pé até às portas de Benfica e o ambiente é o mesmo: fila de carros a safarem-se, comércio encerrado, mulheres com sacos de plástico cheios, tensão. Meto-me num autocarro da Carris, de Benfica para o Chile e fico-me um tanto a rir do Paços, que em Lisboa e a andar para o centro já eu vou. No Chile, só uma taberna aberta: bebo mais um copo, estou nas lonas. Animação. Um tipo ao meu lado compra oito maços de Português Suave, também está a açambarcar ou a fumar aquilo diariamente habilita-se a um cancro nos pulmões em beleza e rápido. Aparece gente com jornais (A Capital) e sei que estão a vender para os lados do Império. Vou logo lá, sento-me num degrau e sei as primeiras notícias. Tá bem! Resolvo ir a casa do Henrique, ver se ele estará. Na Carlos Mardel, uma senhora num 1º andar pergunta-me onde vendem jornais. Digo e ofereço-lhe o meu. O marido, que vinha à rua, fica com ele e eu fico reduzido a 30$00. Começo com sede e angústias. Estou em jejum e já andei um bom bocado. Penso ainda ir ao Manaças (António) mas desde a última vez, desde a nossa última conversa, ele não me está a apetecer. E depois, o importante deve estar a acontecer na Baixa. Enfio ao Montecarlo (fechadíssimo) mas consigo topar um tipo a bater à porta da Mourisca (também fechada) e entrar. É que há gente. Vou, bato, o Costa Loiro está a forrar vidros por dentro com papel, talvez com receio dalgum obus. Peço-lhe vintes e ele despacha-me. Meto à Rua Viriato e vou até ao quartel de Santa Marta (todas as tascas fechadas até ali). Dá-me vontade de rir ver os cabeças de nabo reunidos lá dentro, a falarem uns com os outros (é que obedeceram às ordens?). Mas logo ao lado há uma tasca restaurante, porta meio aberta, com gente e muito movimento (guardas a beber, outro a telefonar para casa e sossegar a mulher (?), diz que não há azar). Bebo uma Sagres e como uma sandes. E avanço para a linha de fogo, que não sei onde é. Metros andados, ouvem-se ao longe tiros e rajadas de metralhadora. Tipos que fogem. Mas onde será o tiroteio? Como a coisa parou, continuo a andar. Até que encontro, já não sei onde, o Almeida Santos e um tipo que é revisor no Diário de Lisboa ou Popular, já não sei. Metemo-nos num táxi que sobe pela Calçada do Carmo. Mas logo populares avisam (ah, entretanto, perto do Tivoli, já tinha comprado um Diário de Notícias, com mais informes) que a rua está bloqueada. O carro faz marcha-atrás e mete (por onde?) para o Bairro Alto. Bebemos não sei o quê numa tasca, o revisor vai à vida, o Almeida Santos pira-se e eu avanço para os lados do Carmo. Na Rua da Misericórdia, muita gente, tropa e um tanque de respeito. Da janela da Redacção da República, o Vítor Direito e o Afonso Praça (aquele grita-me: «estás muito bonito hoje!», eu levava o sujíssimo albornoz que me deu o Artur), noutra varanda o Álvaro Belo Marques, a quem pergunto: «como é que se entra para aí?», porque a porta da escada da República está fechada. «Vai pelas traseiras!». Vou mas também está fechada e logo à esquina aparece um vendedor com a última da República. É um verdadeiro assalto. Aí fico a saber dos chefes (Costa Gomes e Spínola) e o alvoroço é enorme. Já não sei bem: se vim ao Rossio, se de repente notei uma grande correria para o Terreiro do Paço. Sem perceber nada do que se passa, sigo a onda. No Terreiro do Paço, começa a chover. Há correrias e encontro uma rapariga que me conhece muito bem mas não topo logo. É a Maria João, a engenheira química, amiga do Henrique, com outro rapaz. Ficámos abrigados da chuva debaixo das arcadas, depois convenço-os a irem beber um copo ao Terreiro do Trigo (Campo das Cebolas?), não sei já se estava aberto se não. Ela tem o carro no Camões e para aí vamos. Mas o Chiado está cheio de gente, que quer assaltar a Pide. Já não sei se ouvi tiros. Vi ainda as (uma?) ambulâncias, depois quase à porta da Brasileira um rapaz ou homem com a mão cheia de sangue (seco?), que tinha agarrado num rapaz ou rapariga. Começam a chegar fuzileiros, há mais correrias, a Maria João e o rapaz perderam-se de mim. Cheira-me que já chega. Agarro um táxi e arranco para casa da Ção. Pela TV vi depois o resto. Foi bonito e foi rápido. Já posso morrer mais descansadinho.

[Luiz Pacheco, in Diário Remendado, Dom Quixote, 2005]

21 abril 2010

A SIC RADICAL VEM AO BAIRRO


A SIC Radical vem visitar o Bairro Alto na próxima sexta-feira, dia 23. O canal temático vai distribuir pelas ruas do Bairro Alto pulseiras, que darão acesso a um passatempo que levará os vencedores ao festival Optimus Alive. Pedro Boucherie Mendes, Jel, Rui Pego, Diogo Valsassina, Diana Bouça-Nova e Carolina Torres são alguns dos participantes na acção.

REI DO BAIRRO ALTO

Pedro Abrunhosa - Longe - Rei do Bairro Alto


 Aqui

Vou de costas mas vou indo
Onde outros descem eu vou subindo
O meu casaco de pele e o meu porche vermelho
Se eu puxar do papel já não me sinto tão velho
Estou bem se os outros vão eu vou também
Gosto que me vejam o decote em janela
Aprendi esta pose já tenho um pé na novela
Olha bem pra mim já viste alguém assim
Não há ninguém tão bom e nada me vai deter

Vou dar o salto
Vou ser o rei do Bairro Alto

Entro de lado no porto inteiro
Conheço o dono e o porteiro
Tenho o vestido de malha e um olhar que não falha
Vi na revista do cabeleireiro
Vou a pé levo a guitarra e o djambé
E se há coisa que me oprime é não ter um moleskine
Filosofia de rodapé
Olha bem pra mim já viste alguém assim
Não há ninguém tão bom e nada me vai deter

Vou dar o salto
Vou ser o rei do Bairro Alto

Ai espelho meu eu na terra e o sol céu
Vou dormir ao som da fama
Este país é por mim que chama
Vou dar o salto
Vou ser o rei do Bairro Alto
Um pouco mais de espaço por favor…