26 abril 2010

EXPOSIÇÃO

NINE LIVES EM FESTA

Na próxima quinta-feira, dia 29, a Volcom vai apresentar a sua nova colecção, Five Speed Fever.

É já no dia 29 de Abril, próxima quinta-feira, na loja Nine Lives do Bairro Alto que a Volcom irá apresentar a sua nova colecção, a Five Speed Fever, e, juntando o útil ao agradável vai dar uma festa. No nº 6 da Rua das Salgadeiras o bar vai ser aberto, ao som da guitarra acústica de Sam Alone.

Ainda poderás ganhar três pares a calças grátis. Para tal só tens de dar uma hipótese aos teus velhos jeans (Give You Jeans a Chance) levando-os, e quem sabe não sairás de lá com uns novinhos em folha! Com isto ainda ajudarás a Casa Pia e os sem-abrigo da Comunidade Vida e Paz.

A Volcom irá ainda oferecer um desconto de 15% em qualquer peça da nova colecção durante a festa!

25 abril 2010

O MEU 25 DE ABRIL

POR LUIZ PACHECO


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Estou na cama de manhã e aproveito para apontar na Agenda o tempo que passa. Tinha ficado na véspera em casa a rever provas. O puto fora para o liceu. Resolvo ir à rua beber uma cerveja e continuar a revisão. Ao pé do chafariz, o barbeiro atira com esta: «então, o Marcello e o Thomaz lá foram ao ar...» Não percebo logo. Nem acredito como. Mas ele confirma: a Emissora Nacional não funciona, só o Rádio Clube Português é que dá música e de vez em quando comunicados breves. Já mais convencido, convido-o logo a festejar na tasca da Laurentina que era para onde eu ia. E depois, ainda duvidoso, vou com ele à barbearia a ver se oiço algum comunicado. Música ligeira, sem nada de marcial. Canções populares portuguesas, pouco mais. (Até a Amália, parece-me!). Mas passados minutos um comunicado do Comando das Forças Armadas. Aí, adquiro a certeza que é, deverá ser a repetição do golpe das Caldas, mas com outra amplitude. Refere que o público tem ocorrido às lojas, em tentativas de açambarcamento, e manda fechar o comércio. Aconselha a população a manter-se nas suas casas e as forças militares e militarizadas a recolherem aos quartéis e não oferecerem resistência à tropa. A coisa é grave. Parece que não há comboios e para lá de Sete Rios não se passa. Tenho algum dinheiro e resolvo logo ir ver (foi o melhor que fiz: ver para crer). Desço acelerado e vou a casa do Fernando Paços, perguntar se ele sabe alguma coisa. Se sabe não diz. Mas confirma. Acompanho-o à farmácia de Queluz Ocidental e depois (ele aconselha-me que não vá a Lisboa, pois não conseguirei passar – mas eu conheço outro sítio para entrar, ou sair, da minha terra e caminho acelerado. Muitos carros, em fuga discreta?) para cá. Em Queluz, já vejo lojas fechadas, outras a fechar à pressa e uma data de tontos a abastecerem-se para o ano todo... oiço que um tal comprou mais de cem pães. Rica açorda (ou negócio) deve ter feito com eles. Cafés fechados. Há comboios. Meto-me num para a Amadora, depois sigo a pé. No Bairro do Bosque (sempre o intenso movimento de carros a saírem), ainda consigo meter um copo. Não há jornais. Rostos, com as janelas fechadas, assomem entre cortinas. Tudo me dá a ideia de receio (mas em Queluz vi alguns magalas a planar, o que me deixou intrigado). Venho a pé até às portas de Benfica e o ambiente é o mesmo: fila de carros a safarem-se, comércio encerrado, mulheres com sacos de plástico cheios, tensão. Meto-me num autocarro da Carris, de Benfica para o Chile e fico-me um tanto a rir do Paços, que em Lisboa e a andar para o centro já eu vou. No Chile, só uma taberna aberta: bebo mais um copo, estou nas lonas. Animação. Um tipo ao meu lado compra oito maços de Português Suave, também está a açambarcar ou a fumar aquilo diariamente habilita-se a um cancro nos pulmões em beleza e rápido. Aparece gente com jornais (A Capital) e sei que estão a vender para os lados do Império. Vou logo lá, sento-me num degrau e sei as primeiras notícias. Tá bem! Resolvo ir a casa do Henrique, ver se ele estará. Na Carlos Mardel, uma senhora num 1º andar pergunta-me onde vendem jornais. Digo e ofereço-lhe o meu. O marido, que vinha à rua, fica com ele e eu fico reduzido a 30$00. Começo com sede e angústias. Estou em jejum e já andei um bom bocado. Penso ainda ir ao Manaças (António) mas desde a última vez, desde a nossa última conversa, ele não me está a apetecer. E depois, o importante deve estar a acontecer na Baixa. Enfio ao Montecarlo (fechadíssimo) mas consigo topar um tipo a bater à porta da Mourisca (também fechada) e entrar. É que há gente. Vou, bato, o Costa Loiro está a forrar vidros por dentro com papel, talvez com receio dalgum obus. Peço-lhe vintes e ele despacha-me. Meto à Rua Viriato e vou até ao quartel de Santa Marta (todas as tascas fechadas até ali). Dá-me vontade de rir ver os cabeças de nabo reunidos lá dentro, a falarem uns com os outros (é que obedeceram às ordens?). Mas logo ao lado há uma tasca restaurante, porta meio aberta, com gente e muito movimento (guardas a beber, outro a telefonar para casa e sossegar a mulher (?), diz que não há azar). Bebo uma Sagres e como uma sandes. E avanço para a linha de fogo, que não sei onde é. Metros andados, ouvem-se ao longe tiros e rajadas de metralhadora. Tipos que fogem. Mas onde será o tiroteio? Como a coisa parou, continuo a andar. Até que encontro, já não sei onde, o Almeida Santos e um tipo que é revisor no Diário de Lisboa ou Popular, já não sei. Metemo-nos num táxi que sobe pela Calçada do Carmo. Mas logo populares avisam (ah, entretanto, perto do Tivoli, já tinha comprado um Diário de Notícias, com mais informes) que a rua está bloqueada. O carro faz marcha-atrás e mete (por onde?) para o Bairro Alto. Bebemos não sei o quê numa tasca, o revisor vai à vida, o Almeida Santos pira-se e eu avanço para os lados do Carmo. Na Rua da Misericórdia, muita gente, tropa e um tanque de respeito. Da janela da Redacção da República, o Vítor Direito e o Afonso Praça (aquele grita-me: «estás muito bonito hoje!», eu levava o sujíssimo albornoz que me deu o Artur), noutra varanda o Álvaro Belo Marques, a quem pergunto: «como é que se entra para aí?», porque a porta da escada da República está fechada. «Vai pelas traseiras!». Vou mas também está fechada e logo à esquina aparece um vendedor com a última da República. É um verdadeiro assalto. Aí fico a saber dos chefes (Costa Gomes e Spínola) e o alvoroço é enorme. Já não sei bem: se vim ao Rossio, se de repente notei uma grande correria para o Terreiro do Paço. Sem perceber nada do que se passa, sigo a onda. No Terreiro do Paço, começa a chover. Há correrias e encontro uma rapariga que me conhece muito bem mas não topo logo. É a Maria João, a engenheira química, amiga do Henrique, com outro rapaz. Ficámos abrigados da chuva debaixo das arcadas, depois convenço-os a irem beber um copo ao Terreiro do Trigo (Campo das Cebolas?), não sei já se estava aberto se não. Ela tem o carro no Camões e para aí vamos. Mas o Chiado está cheio de gente, que quer assaltar a Pide. Já não sei se ouvi tiros. Vi ainda as (uma?) ambulâncias, depois quase à porta da Brasileira um rapaz ou homem com a mão cheia de sangue (seco?), que tinha agarrado num rapaz ou rapariga. Começam a chegar fuzileiros, há mais correrias, a Maria João e o rapaz perderam-se de mim. Cheira-me que já chega. Agarro um táxi e arranco para casa da Ção. Pela TV vi depois o resto. Foi bonito e foi rápido. Já posso morrer mais descansadinho.

[Luiz Pacheco, in Diário Remendado, Dom Quixote, 2005]

21 abril 2010

A SIC RADICAL VEM AO BAIRRO


A SIC Radical vem visitar o Bairro Alto na próxima sexta-feira, dia 23. O canal temático vai distribuir pelas ruas do Bairro Alto pulseiras, que darão acesso a um passatempo que levará os vencedores ao festival Optimus Alive. Pedro Boucherie Mendes, Jel, Rui Pego, Diogo Valsassina, Diana Bouça-Nova e Carolina Torres são alguns dos participantes na acção.

REI DO BAIRRO ALTO

Pedro Abrunhosa - Longe - Rei do Bairro Alto


 Aqui

Vou de costas mas vou indo
Onde outros descem eu vou subindo
O meu casaco de pele e o meu porche vermelho
Se eu puxar do papel já não me sinto tão velho
Estou bem se os outros vão eu vou também
Gosto que me vejam o decote em janela
Aprendi esta pose já tenho um pé na novela
Olha bem pra mim já viste alguém assim
Não há ninguém tão bom e nada me vai deter

Vou dar o salto
Vou ser o rei do Bairro Alto

Entro de lado no porto inteiro
Conheço o dono e o porteiro
Tenho o vestido de malha e um olhar que não falha
Vi na revista do cabeleireiro
Vou a pé levo a guitarra e o djambé
E se há coisa que me oprime é não ter um moleskine
Filosofia de rodapé
Olha bem pra mim já viste alguém assim
Não há ninguém tão bom e nada me vai deter

Vou dar o salto
Vou ser o rei do Bairro Alto

Ai espelho meu eu na terra e o sol céu
Vou dormir ao som da fama
Este país é por mim que chama
Vou dar o salto
Vou ser o rei do Bairro Alto
Um pouco mais de espaço por favor…

15 abril 2010

PEDRO DAS ARÁBIAS

O restaurante Pedro das Arábias fica situado no coração do Bairro Alto na Rua da Atalaia, portanto escusado será dizer que (especialmente às Sextas e Sábados) os acessos e o estacionamento perto é uma miragem. O Bairro Alto não é uma zona que nos seduza particularmente, além da normal dificuldade no acesso, a decadência dos edifícios e das fachadas, uma certa “fauna” que por lá anda, tudo isso seria dispensável… no entanto a oferta cultural, gastronómica e de bares e discotecas torna este pitoresco bairro incontornável.
Assim, depois de um espectáculo no teatro (fraquinho) da Trindade e de um prévio aquecimento na cervejaria da Trindade avançámos cheios de fome para este restaurante de comida do Norte de África. À entrada o acolhimento é muito bom, com o Pedro das Arábias em jallaba a sentar-nos prontamente. Impressionante a capacidade de memória do Pedro que ainda se lembrava do telefonema da reserva e da última vez que lá jantámos (isto há um bom par de anos).
A sala é relativamente pequena, o que conjugado com a luz suave propicia um ambiente intimista. A música ambiente e as tagines são as poucas referências à cultura árabe, e é pena porque o universo árabe e especialmente magrebino têm tantos e tantos objectos propícios à decoração de um restaurante…
As entradas são interessantes, pão marroquino, umas azeitonas (umas mais picantes que outras), beringela com yogurte e umas rodelas de cenouras, mas mais uma vez, ficam bastante aquém da verdadeira experiência marroquina, visto que um dos fortes é efectivamente as entradas (especialmente na diversidade da oferta).

Para pratos principais escolhemos o típico Couscous com carne picada e especiarias e uma Tagine de frango temperado com limão. Os pratos estavam medianos, infelizmente não se pode dizer que estavam deliciosos, mas também não estavam maus. De assinalar que as porções são bastantes generosas e que pelo menos em quantidade se come bem. Acaba por não ser uma surpresa, visto ser um padrão que se repete neste restaurante, dar um “cheirinho” de graça marroquina/mediterrânica e depois não concretizar a 100%.
Concluindo, vale a pena ir pontualmente para matar as saudades de uma viagem (que foi épica) a Marrocos. A comida podia ser muito melhor, e o ambiente muito mais elaborado e agradável, por outro lado o atendimento é muito simpático. Deixa-nos com água na boca porque é um conceito que merecia mais.
Custo médio por pessoa: 20 euros
Comida: Razoável
Atendimento: Muito simpático


Pedro das Arábias
Rua da Atalaia, 70
Telf: 21 346 8494


Publicado por Restaurantes Lx

11 abril 2010

BOTA ALTA


Comida tradicional portuguesa a um preço razoável. Tipicamente a refeição começa com um queijo seco de ovelha de Nisa, pão caseiro e uma tigela de azeitonas decentes acompanhadas por um vinho da casa em conta. Siga a sugestão do empregado e experimente o cremoso Bacalhau à Brás: uma mistura de bacalhau desfiado, batata frita em palitos e ovos mexidos. É um dos mais antigos e adorados restaurantes do Bairro Alto e vale a pena reservar com antecedência para provar o chouriço caseiro, os bifes marinados em vinho tinto e o peixe grelhado.




Travessa da Queimada 37. Tel: 21 342 7959, Aberto de segunda a sexta-feira das 12h30 às 15h e das 19h30 até tarde. Encerrado ao domingo e ao sábado ao almoço.
 
In:http://www.strawberry-world.com/pt/portugal/lisboa/comer-fora/bairro-alto-chiado.html

08 abril 2010

SOULBIZNESS NO FRÁGIL

Os Soulbizness estão de regresso com o segundo EP da série Collectables. 2nd Shake é lançado a 9 de Abril no Frágil, Bairro Alto. Os temas foram gravados e produzidos por Duarte Ornelas, numa edição independente

26 março 2010

UNIDADE HOTELEIRA PECULIAR

No coração do Bairro Alto

O actor Filipe Duarte investe um unidade hoteleira peculiar, no centro da cidade de Lisboa.

Vera Valadas Ferreira
vferreira@destak.pt

«Podia ser um hotel. Mas não é. É um lugar único e intimista com quatro quartos situado no mais emblemático e intenso bairro de Lisboa, o Bairro Alto», pode ler-se no site com a morada www.house4ba.com, um projecto na área da hotelaria que representa uma investida no mundo dos negócios do actor Filipe Duarte.

No mesmo texto introdutório explica-se em língua inglesa ao visitante que «este bair-ro alberga todo o tipo de bares, restaurantes da moda e lojas de design, bem como as famosas mercearias tradicionais e casas de fado. Para além do conforto e da capacidade deste espaço, todos os quartos estão equipados com casa de banho completa, aquecimento central, internet sem fios e pequeno-almoço servido com produtos tradicionais portugueses. Como os melhores hotéis, mas é house4».

Com inauguração prevista para Abril - após dois anos à espera das imprescindíveis licenças e acabamentos de restauro - este hotel especial resulta de uma sociedade entre o protagonista da série Equador e os amigos Pedro Garcia, fotógrafo, e Mikas, proprietário do célebre bar Bicaense.

O imóvel, sito junto ao miradouro de São Pedro de Alcântara - cuja vista panorâmica sobre os Restauradores fica «à distância de 34 segundos da sala de estar», conta-se ainda -, pretende transmitir aos futuros hóspedes a sensação de estar em casa. A decoração é minimalista, apostando ora na predominância para o branco nas paredes e móveis, ora no uso de néones coloridos.

Imaginativos são alguns detalhes como o par de algemas pendurado no candeeiro de cabeceira... Tudo em troca de 95 euros com direito a pequeno-almoço.


18 03 2010 08.28H

25 março 2010

"MINI FISCAIS" DA EMEL...

Cerca de trinta crianças de nove e 10 anos vão transformar-se na sexta feira em fiscais da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), passando multas fictícias no Bairro Alto e no Príncipe Real.

Destak/Lusa

Depois do "sucesso" de uma iniciativa semelhante em Alvalade, a empresa volta a recrutar "mini fiscais" para que os mais novos aprendam as regras de um estacionamento correto e alertem a população para a sua importância.
"Tem um grande impacto. Quer os condutores, quer as pessoas que assistem ficam sensibilizadas e entusiasmadas. Pensamos repetir a iniciativa duas vezes por ano", disse à Lusa Diogo Homem, diretor de marketing e comunicação.
Os alunos da Escola Básica n.º 21 Padre Abel Varzim vão sancionar os carros mal estacionados - em frente a garagens, nas passadeiras e nos passeios - com multas fictícias com mensagens de sensibilização, ilustrações e o seu nome e idade.
"Se quisesse atravessar a rua em segurança não poderia porque o seu carro está aqui. Da próxima vez que estacionar pense nisso", refere uma das mensagens.
A acção decorre entre as 10:00 e as 11:30.


22 março 2010

CARTÃO DE ACESSO PARA SITUAÇÕES INESPERADAS

Os comerciantes instalados no Bairro Alto para além do já conhecido cartão de acesso, vinculado a uma viatura da empresa (com direito a permanência de 210 minutos) podem solicitar, junto da EMEL, ou desta Associação, um cartão que permite resolver situações pontuais inesperadas, o chamado “Cartão de Apoio ao Comerciante”.

Cada comerciante instalado na zona de trânsito condicionado pode requerer UM destes cartões que permite fazer face a eventos inesperados (assistência técnica, emergências, etc), em qualquer horário e sem que esteja vinculado a qualquer matricula. Permite uma permanência de 30 minutos por entrada e terá um custo de 12€. Se o limite de tempo for ultrapassado, o cartão fica bloqueado, sendo que o comerciante o pode reactivar por 5€.

16 março 2010

ACESSO PARA CARGAS E DESCARGAS

Tome atenção às novas normas de acesso para cargas e descargas, acordadas entre as Associações de Comerciantes dos Bairros Históricos e a EMEL. Ajude os seus fornecedores habituais a solicitarem o cartão de acesso, e saiba que pode pedir um cartão para resolver situações pontuais, nomeadamente de assistência técnica, que não estará vinculado a nenhuma matrícula automóvel, permitindo o acesso por períodos de 30 minutos.

Cargas e Descargas de Fornecedores

1-Para os fornecedores (Cargas e Descargas) habituais (mais de três vezes por mês) o acesso será efectuado com o cartão de Cargas e Descargas. Desta forma os fornecedores ficam registados com um dístico (com o custo de 12€, referentes a emolumentos) sendo-lhes igualmente entregue um cartão para que possam efectuar os acessos sem complicações. A grande novidade é que a partir de agora no horário de Cargas e Descargas deixam de estar limitados a uma hora de permanência em cada um dos períodos. Durante este horário, em cada período, podem efectuar as operações com a totalidade do tempo, ou seja, 3 horas durante a manhã e três horas durante a tarde.

2-Os fornecedores que efectuem operações de Cargas e Descargas esporadicamente (até três vezes por mês) podem continuar a tocar no intercomunicador para solicitar o acesso. A matrícula fica registada numa base de dados (com validade bimensal) e se for detectado que a assiduidade aos Bairros Históricos aumenta, é convidado a tratar do cartão de Cargas e Descargas.

3-Os comerciantes instalados nos Bairros Históricos estão igualmente registados com um dístico (com o custo de 12€ referentes a emolumentos), acesso com cartão e o direito à permanência por um período máximo de 210 minutos (3h50).

4-Para as situações excepcionais de apoio aos comerciantes foi criado um “Cartão de Apoio ao Comerciante”. Cada comerciante instalado nos Bairros Históricos pode requerer a atribuição de UM desses cartões. O cartão permite que possam fazer face a eventos inesperados, nomeadamente fora do horário de Cargas e Descargas. Oficialmente estará limitado a um acesso de 30 minutos. O cartão terá um custo de 12€. Se o limite de tempo desse cartão for ultrapassado, o cartão fica bloqueado sendo que o comerciante o pode reactivar por 5€.

Excepções para Juntas de Freguesia

Para as situações excepcionais (Assistências a Familiar), existe já um acordo com todas as Juntas de Freguesia, que podem conceder uma declaração nesse sentido aos requerentes. Após essa validação os requerentes dirigem-se à Loja EMEL e obtêm um dístico (com o custo de 12€ referentes a emolumentos) e complementarmente é-lhes entregue um cartão de acesso para que possam “manusear” o Sistema. As Juntas de Freguesia terão ainda um determinado número de cartões (sem custos para a Junta e para o Utente) para possam dar apoio às situações pontuais.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:


Os fornecedores habituais para obterem o necessário dístico de Cargas e Descargas precisam de preencher um formulário (na imagem) e entregar cópia dos seguintes documentos:
1-Certidão do Registo Comercial (ou código de Acesso) ou Cópia de Comprovativo de Exercício de Actividade Categoria B
2-Certificado de Matrícula ou Título de Registo de Propriedade
3-NIF

As empresas e comerciantes instalados nas zonas de trânsito condicionado podem solicitar o “cartão de apoio ao comerciante” mediante carta simples onde se identifiquem. Podem faze-lo no atendimento da EMEL, ou junto desta Associação de Comerciantes.


EMEL:
Rua Pinheiro Chagas, 19A 1050-174 Lisboa
Horário: Segunda a Sexta das 8h00 às 20h00
Sábado das 9h00 às 13:00
(Encerra aos Domingos e Feriados)
Telefone: 217803100
Fax: 217813628
E-mail: loja@emel.pt

06 março 2010

MANHÃ NO BAIRRO

Um video de 2009 que espreita a manhã do Bairro Alto. Em  http://vimeo.com/6005899 .

"Bairro Alto is the bar and nightlife district in Lisbon, Portugal. 7 nights a week the narrow streets are packed with people having a drink, listening to music and hanging out until the early morning. This is a glimpse into the other side of Bairro Alto when the grandmothers, businessmen, and children come out.

Shot with a canon 5d mkII and nd variable filter.

Audio track is "Seal Beach" by The Album Leaf."

03 março 2010

SE VIVE NUM BAIRRO HISTÓRICO, NÃO CONDUZA

Por Inês Boaventura


Não é só pela topografia do terreno ou pela evidente carência de estacionamento. É também porque nos quatro bairros da capital com trânsito condicionado, apesar das críticas de alguns moradores, reina um silêncio invejável e não falta espaço para os peões.
A separá-las há apenas uma fiada de prédios, mas para quem mora no Bairro Alto parece haver todo um mundo de distância entre a Rua da Rosa e a vizinha Rua da Atalaia. Para lá dos pouco consensuais pilaretes que condicionam o acesso ao bairro, o dia é feito de silêncios só pontualmente interrompidos pelo rodar dos carros sobre o chão empedrado e os moradores podem dar-se ao luxo, raro em Lisboa, de se espraiarem para lá dos passeios, ocupando as estradas para caminharem lado a lado ou trocarem dois dedos de conversa.

"Ah, sim, isto agora é completamente diferente", conta Francisca Tabuada, visivelmente rendida aos encantos de viver numa das quatro zonas da capital com trânsito condicionado. Moradora no Bairro Alto "há 20 e tal anos", assistiu, no fim de 2002, à introdução do sistema então pioneiro e só lhe aponta vantagens. "As ruas estão mais sossegadas e mais limpas. Antes uma pessoa quase nem podia passar porque estacionavam nos passeios e faziam dali garagem", explica, enquanto passeia despreocupadamente o cão pela trela.
"Já não imagino este bairro com trânsito. Era uma confusão", diz Hugo Offerman, que, com 29 anos, é um dos mais recentes moradores da zona. "É óptimo. Moro na Rua dos Mouros, que não tem bares nem nada, e não há ruído nenhum", descreve com satisfação, acrescentando depois que nem o estacionamento é um problema porque a centralidade do bairro lhe permite viver sem automóvel.

A meio da manhã de um dia de semana, os lugares disponíveis são mais do que muitos e nas ruas e travessas da zona condicionada reina uma tranquilidade invejável, aqui e ali entrecortada pela música ou pelo barulho de um berbequim que viaja para lá de uma janela entreaberta. Turistas e moradores não hesitam em ocupar a estrada para andar ou para trocar confidências, alheios às buzinadelas e aos veículos que descem em pára-arranca a Rua de São Pedro de Alcântara, uma artéria vizinha onde a circulação se faz sem qualquer limitação.
Mas no Bairro Alto, tal como na Bica, no Castelo e em Alfama, também há moradores descontentes com o sistema e particularmente com a gestão feita pela Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL). E no que a tal diz respeito, faz mais sentido do que nunca o velho provérbio "preso por ter cão, preso por não ter", já que são tantos os moradores a queixar-se das dificuldades criadas para familiares e amigos entrarem nas zonas condicionadas como aqueles que criticam o excesso de carros devido à permissividade dos funcionários daquela empresa.
"A minha família quer cá entrar e não pode. São filhos do bairro, nasceram cá", conta, com uma revolta evidente, a septuagenária Maria Palmira Lopes, que reside no Bairro Alto "desde os oito dias de nascença" e acha as limitações impostas à entrada de veículos "uma pouca-vergonha". "Estou farta deste bairro até aos olhos", desabafa, confessando que o seu maior problema são os bares até altas horas de noite, que a impedem de "sossegar a cabecinha" .

"Isto não foi nada bom para nada. As pessoas antes vinham para aqui descansadas e agora isto ficou isolado de tudo", critica por sua vez Maria Aurora, que vive e trabalha em Alfama, num restaurante mesmo em cima de uma das entradas na zona condicionada, na Calçada de São Vicente. "É todos os dias uma discussão pegada a falar para aquela máquina. Às vezes ficam filas imensas e depois vem o eléctrico que não consegue passar", descreve, lembrando que, por desconhecimento ou distracção, "duas ou três vezes por semana" há quem avance com o seu veículo contra o pilarete.
No coração do bairro, junto ao decadente Centro Cultural Dr. Magalhães Lima, quatro moradoras trocam sem qualquer pudor (ou contenção no volume) mexericos e não hesitam em usar o mesmo tom crítico quando o assunto é a EMEL. "Isto são uns gatunos autorizados. A minha filha já nem entra aqui. Pára o carro lá fora e deixa-me os miúdos, como se fossem carneiros", diz Maria Fernanda, crente de que o condicionamento de trânsito vai acabar por levar ao "abandono" de Alfama. "Só quem é maluco é que vem para aqui", remata, furiosa.

(in «Público)

26 fevereiro 2010

EMEL E COMERCIANTES ACORDAM SOBRE CIRCULAÇÃO DE FORNECEDORES

Os comerciantes de Alfama, Castelo, Bairro Alto e Bica e a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) encontraram uma “solução de compromisso” sobre a circulação de fornecedores que não exige a posse do novo cartão de acesso.


Segundo o presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, Belino Costa, os fornecedores vão poder circular nos bairros “nos períodos de cargas e descargas mesmo sem ter o cartão” criado recentemente pela empresa, o “Viva Viagem Bairros Históricos”.

No entanto, a utilização do título vai ser “dinamizada e desenvolvida”, sobretudo junto dos fornecedores assíduos.

Diário Digital /Lusa

25 fevereiro 2010

UM DIA MARAVILHOSO

Segui pela Rua da Escola Politécnica, percorri todo o Príncipe Real, acabando no Bairro Alto, e em cada loja que entrava era inundada com um amável "bom dia" e um enorme sorriso. Se falasse com um dos lojistas, davam-me a atenção e informação necessária, sem frete, e com grande entusiasmo.(...)
Almocei no Alto do Século, onde um dos clientes, que por acaso era o dono da florista Em Nome da Rosa, me deu algumas indicações bastante úteis para o meu projecto, e esclareceu a minha dúvida sobre a localização de uma rua.
Outra pessoa com quem falei bastante tempo, muito educada, simpática, e atenciosa e que também me facultou informação muito útil foi a Gisela, dA Fábrica dos Chapéus (onde não resisti e comprei um lindíssimo de abas em feltro vermelho). Nesta loja há chapéus de todas as formas e feitios, para homem e mulher, e até fazem chapéus ao gosto do cliente. Quem os confecciona é a mãe da Gisela.

Senti-me tão bem durante o dia todo que transbordo energia positiva por todos os poros. De facto, não há comparação possível entre o comércio tradicional e o dos centros comerciais. O atendimento tradicional é único, mas também é fácil perceber porquê: Neste tipo de estabelecimentos, há mais tempo para se dedicar ao cliente e às suas necessidades, quem lá trabalha é muitas vezes o próprio dono, e se não for o caso, são pessoas que amam o que fazem e o projecto. Nos centros comercias, como tão bem sabemos, as pessoas trabalham contrariadas, horas a fio, e exploradas de maneira vergonhosa, o que resulta no (mau) serviço de atendimento à "carneirada".
Sugiro a todos uma visita por estes bairros e a descoberta da verdadeira simpatia que tanto nos caracteríza.
Fonte: http://palavrasalacarte.blogspot.com/2010/01/um-dia-maravilhoso.html



Restaurante Alto do Século

Rua do Século 149A - Lisboa

1200-434 LISBOA

Telefone

213429077


Fábrica dos Chapéus

Rua da Rosa 130

1200-389 LISBOA

Telf: 913086880

http://www.afabricadoschapeus.com/

17 fevereiro 2010

UM CHALÉ SUÍÇO NO BAIRRO ALTO


Abriu um bar suíço em plena rua da Barroca. E foi lá que Luís Filipe Rodrigues descobriu que a Heidi não é japonesa.

Quando pensamos na Suíça, pensamos em queijos, relógios, chocolates e, claro está, na Heidi. Faz por isso todo o sentido chamar Bar Heidi... a um bar suíço. Assim pensaram Marc Lupien, um canadiano que diz ser “meio-suíço”, e Sindi Wahlen, esse sim, nascido e criado naquele país. Há poucas semanas, na recta final de 2009, ambos inauguraram o novo bar da rua da Barroca. Mas não lhes digam, por favor, que a personagem que todos conhecemos na infância através dos desenhos animados foi criada pelos japoneses.
“Ela não é japonesa!”, refere Marc. “É a suíça mais conhecida do mundo, e foi criada por Johanna Spyri no século XIX. Foram os desenhos animados japoneses que a popularizaram, e é o que toda a gente conhece em Portugal. Mas antes disso já tinha aparecido no cinema em mais que uma ocasião.” É um facto. A tom de exemplo, nos anos 30 a pequena Shirley Temple encarnou a personagem.
Este não é, porém, o único ponto de contacto do Heidi com a Suíça. A decoração vincadamente kitsch do espaço faz lembrar um chalé. E se é verdade que muitos móveis foram comprados no Ikea e depois personalizados pelos proprietários, a maior parte dos objectos da decoração foi mesmo adquirida em feiras da ladra na Suíça. O resultado – uma sala com vários quadros, cabeças de alce e um sino trazido directamente da quinta da família de Sindi – é realmente acolhedor. Como um chalé.
Além destes aspectos mais superficiais, como o nome e a decoração, a influência suíça continua em elementos mais importantes. Quem quiser pode pedir um prato de queijos suíços, por exemplo, ou tremoços picantes (uma das especialidades da casa), e outras iguarias locais, perfeitas para acompanhar uma cerveja quando se sai do trabalho, ou depois de jantar.
Quem diz uma cerveja, diz um copo de Appenzeller: uma bebida feita a partir de 42 ervas diferentes, que os proprietários garantem ter “um sabor parecido com o do Jägermeister”, digestivo que começa a ser possível encontrar em cada vez mais bares alfacinhas, e também está à venda no novo espaço da Barroca. E ainda há o cocktail Heidi, a especialidade da casa (uma espécie de mojito feito com vinho verde e xarope de flores de sabugueiro). Ou o vinho quente.
Até ao momento, o bar tem feito sucesso, e os donos querem que continue a crescer para chegarem a todos os tipos de público. A selecção musical é por isso cuidada, sem ser uma das prioridades. Víctor Alves passa techno minimal aos sábados, enquanto à sexta-feira a cabine fica entregue aos DJs convidados. O som, como seria de esperar, varia por isso constantemente, sem nunca fugir muito do electro.
Mas, sublinhe-se, a música não é aqui a propriedade. Durante anos, os donos tiveram um espaço em Nice chamado Smarties, espécie de electro-lounge que trespassaram antes de se instalarem em Lisboa. O que motivou essa mudança? “Eu e o Sindi viemos a Portugal pela primeira vez há dois anos, e apaixonámo-nos por Lisboa.” Compreende-se.


Bar Heidi. Rua da Barroca, 129 (Bairro Alto). Todos os dias, das 18.00 às 02.00.


http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=4959

12 fevereiro 2010

EMEL: NO BOM CAMINHO

Lisboa, 11 fev (Lusa) - A Associação de Comerciantes do Bairro Alto mostrou-se hoje satisfeita com a "vontade" demonstrada pela Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) em "encontrar uma solução" para a circulação de fornecedores nos bairros históricos.

Após uma reunião com a empresa, o presidente da associação, Belino Costa, explicou à Lusa que o processo não está concluído e afirmou que os comerciantes do Bairro Alto - Bica, Alfama e Castelo - estão "contentes" com a disponibilidade da EMEL para dialogar.

"Esta primeira conversa não foi decisiva, havia também alguma questão de tempo, mas outra acontecerá e vamos ver. Entrámos numa fase de diálogo e negociação, aparentemente há vontade de encontrar uma solução", disse.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1492716

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11 fevereiro 2010

ENCONTRO NA EMEL

Comerciantes e EMEL discutem hoje entrada de fornecedores em bairros históricos
por Agência Lusa
A Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) volta hoje a ouvir representantes dos comerciantes de Alfama, Castelo, Bica e Bairro Alto, que acusam a empresa de impedir a entrada de fornecedores nestas zonas.
Segundo o presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, Belino Costa, funcionários da EMEL têm estado desde 19 de janeiro a "barrar a entrada a fornecedores" e a pedir-lhes um cartão pré-pago e um alvará de transportes, documento que "as pequenas empresas dificilmente têm".
A associação diz ter visto no verão passado um folheto que anunciava a criação do cartão "Viva Viagem Bairros Históricos", mas que afetava apenas os clientes e no qual se referia que iria ser depois criada uma versão especial para comerciantes, garagens e cargas e descargas.
Com os fornecedores a serem barrados, os proprietários das lojas consideram que o habitual horário de cargas e descargas (um período de manhã e outro à tarde) foi eliminado e contestam a "nova interpretação dos regulamentos de acesso" aos bairros feita pela EMEL.
A empresa, que julgava ter já encontrado uma solução após uma primeira reunião com os representantes, sustenta que o horário não foi alterado e ficou acordado que a falta de alvará de loteamento seria compensada com outros documentos que comprovassem a atividade.




Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/46279-comerciantes-e-emel-discutem-hoje-entrada-fornecedores-em-bairros-historicos