26 março 2010

UNIDADE HOTELEIRA PECULIAR

No coração do Bairro Alto

O actor Filipe Duarte investe um unidade hoteleira peculiar, no centro da cidade de Lisboa.

Vera Valadas Ferreira
vferreira@destak.pt

«Podia ser um hotel. Mas não é. É um lugar único e intimista com quatro quartos situado no mais emblemático e intenso bairro de Lisboa, o Bairro Alto», pode ler-se no site com a morada www.house4ba.com, um projecto na área da hotelaria que representa uma investida no mundo dos negócios do actor Filipe Duarte.

No mesmo texto introdutório explica-se em língua inglesa ao visitante que «este bair-ro alberga todo o tipo de bares, restaurantes da moda e lojas de design, bem como as famosas mercearias tradicionais e casas de fado. Para além do conforto e da capacidade deste espaço, todos os quartos estão equipados com casa de banho completa, aquecimento central, internet sem fios e pequeno-almoço servido com produtos tradicionais portugueses. Como os melhores hotéis, mas é house4».

Com inauguração prevista para Abril - após dois anos à espera das imprescindíveis licenças e acabamentos de restauro - este hotel especial resulta de uma sociedade entre o protagonista da série Equador e os amigos Pedro Garcia, fotógrafo, e Mikas, proprietário do célebre bar Bicaense.

O imóvel, sito junto ao miradouro de São Pedro de Alcântara - cuja vista panorâmica sobre os Restauradores fica «à distância de 34 segundos da sala de estar», conta-se ainda -, pretende transmitir aos futuros hóspedes a sensação de estar em casa. A decoração é minimalista, apostando ora na predominância para o branco nas paredes e móveis, ora no uso de néones coloridos.

Imaginativos são alguns detalhes como o par de algemas pendurado no candeeiro de cabeceira... Tudo em troca de 95 euros com direito a pequeno-almoço.


18 03 2010 08.28H

25 março 2010

"MINI FISCAIS" DA EMEL...

Cerca de trinta crianças de nove e 10 anos vão transformar-se na sexta feira em fiscais da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), passando multas fictícias no Bairro Alto e no Príncipe Real.

Destak/Lusa

Depois do "sucesso" de uma iniciativa semelhante em Alvalade, a empresa volta a recrutar "mini fiscais" para que os mais novos aprendam as regras de um estacionamento correto e alertem a população para a sua importância.
"Tem um grande impacto. Quer os condutores, quer as pessoas que assistem ficam sensibilizadas e entusiasmadas. Pensamos repetir a iniciativa duas vezes por ano", disse à Lusa Diogo Homem, diretor de marketing e comunicação.
Os alunos da Escola Básica n.º 21 Padre Abel Varzim vão sancionar os carros mal estacionados - em frente a garagens, nas passadeiras e nos passeios - com multas fictícias com mensagens de sensibilização, ilustrações e o seu nome e idade.
"Se quisesse atravessar a rua em segurança não poderia porque o seu carro está aqui. Da próxima vez que estacionar pense nisso", refere uma das mensagens.
A acção decorre entre as 10:00 e as 11:30.


22 março 2010

CARTÃO DE ACESSO PARA SITUAÇÕES INESPERADAS

Os comerciantes instalados no Bairro Alto para além do já conhecido cartão de acesso, vinculado a uma viatura da empresa (com direito a permanência de 210 minutos) podem solicitar, junto da EMEL, ou desta Associação, um cartão que permite resolver situações pontuais inesperadas, o chamado “Cartão de Apoio ao Comerciante”.

Cada comerciante instalado na zona de trânsito condicionado pode requerer UM destes cartões que permite fazer face a eventos inesperados (assistência técnica, emergências, etc), em qualquer horário e sem que esteja vinculado a qualquer matricula. Permite uma permanência de 30 minutos por entrada e terá um custo de 12€. Se o limite de tempo for ultrapassado, o cartão fica bloqueado, sendo que o comerciante o pode reactivar por 5€.

16 março 2010

ACESSO PARA CARGAS E DESCARGAS

Tome atenção às novas normas de acesso para cargas e descargas, acordadas entre as Associações de Comerciantes dos Bairros Históricos e a EMEL. Ajude os seus fornecedores habituais a solicitarem o cartão de acesso, e saiba que pode pedir um cartão para resolver situações pontuais, nomeadamente de assistência técnica, que não estará vinculado a nenhuma matrícula automóvel, permitindo o acesso por períodos de 30 minutos.

Cargas e Descargas de Fornecedores

1-Para os fornecedores (Cargas e Descargas) habituais (mais de três vezes por mês) o acesso será efectuado com o cartão de Cargas e Descargas. Desta forma os fornecedores ficam registados com um dístico (com o custo de 12€, referentes a emolumentos) sendo-lhes igualmente entregue um cartão para que possam efectuar os acessos sem complicações. A grande novidade é que a partir de agora no horário de Cargas e Descargas deixam de estar limitados a uma hora de permanência em cada um dos períodos. Durante este horário, em cada período, podem efectuar as operações com a totalidade do tempo, ou seja, 3 horas durante a manhã e três horas durante a tarde.

2-Os fornecedores que efectuem operações de Cargas e Descargas esporadicamente (até três vezes por mês) podem continuar a tocar no intercomunicador para solicitar o acesso. A matrícula fica registada numa base de dados (com validade bimensal) e se for detectado que a assiduidade aos Bairros Históricos aumenta, é convidado a tratar do cartão de Cargas e Descargas.

3-Os comerciantes instalados nos Bairros Históricos estão igualmente registados com um dístico (com o custo de 12€ referentes a emolumentos), acesso com cartão e o direito à permanência por um período máximo de 210 minutos (3h50).

4-Para as situações excepcionais de apoio aos comerciantes foi criado um “Cartão de Apoio ao Comerciante”. Cada comerciante instalado nos Bairros Históricos pode requerer a atribuição de UM desses cartões. O cartão permite que possam fazer face a eventos inesperados, nomeadamente fora do horário de Cargas e Descargas. Oficialmente estará limitado a um acesso de 30 minutos. O cartão terá um custo de 12€. Se o limite de tempo desse cartão for ultrapassado, o cartão fica bloqueado sendo que o comerciante o pode reactivar por 5€.

Excepções para Juntas de Freguesia

Para as situações excepcionais (Assistências a Familiar), existe já um acordo com todas as Juntas de Freguesia, que podem conceder uma declaração nesse sentido aos requerentes. Após essa validação os requerentes dirigem-se à Loja EMEL e obtêm um dístico (com o custo de 12€ referentes a emolumentos) e complementarmente é-lhes entregue um cartão de acesso para que possam “manusear” o Sistema. As Juntas de Freguesia terão ainda um determinado número de cartões (sem custos para a Junta e para o Utente) para possam dar apoio às situações pontuais.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:


Os fornecedores habituais para obterem o necessário dístico de Cargas e Descargas precisam de preencher um formulário (na imagem) e entregar cópia dos seguintes documentos:
1-Certidão do Registo Comercial (ou código de Acesso) ou Cópia de Comprovativo de Exercício de Actividade Categoria B
2-Certificado de Matrícula ou Título de Registo de Propriedade
3-NIF

As empresas e comerciantes instalados nas zonas de trânsito condicionado podem solicitar o “cartão de apoio ao comerciante” mediante carta simples onde se identifiquem. Podem faze-lo no atendimento da EMEL, ou junto desta Associação de Comerciantes.


EMEL:
Rua Pinheiro Chagas, 19A 1050-174 Lisboa
Horário: Segunda a Sexta das 8h00 às 20h00
Sábado das 9h00 às 13:00
(Encerra aos Domingos e Feriados)
Telefone: 217803100
Fax: 217813628
E-mail: loja@emel.pt

06 março 2010

MANHÃ NO BAIRRO

Um video de 2009 que espreita a manhã do Bairro Alto. Em  http://vimeo.com/6005899 .

"Bairro Alto is the bar and nightlife district in Lisbon, Portugal. 7 nights a week the narrow streets are packed with people having a drink, listening to music and hanging out until the early morning. This is a glimpse into the other side of Bairro Alto when the grandmothers, businessmen, and children come out.

Shot with a canon 5d mkII and nd variable filter.

Audio track is "Seal Beach" by The Album Leaf."

03 março 2010

SE VIVE NUM BAIRRO HISTÓRICO, NÃO CONDUZA

Por Inês Boaventura


Não é só pela topografia do terreno ou pela evidente carência de estacionamento. É também porque nos quatro bairros da capital com trânsito condicionado, apesar das críticas de alguns moradores, reina um silêncio invejável e não falta espaço para os peões.
A separá-las há apenas uma fiada de prédios, mas para quem mora no Bairro Alto parece haver todo um mundo de distância entre a Rua da Rosa e a vizinha Rua da Atalaia. Para lá dos pouco consensuais pilaretes que condicionam o acesso ao bairro, o dia é feito de silêncios só pontualmente interrompidos pelo rodar dos carros sobre o chão empedrado e os moradores podem dar-se ao luxo, raro em Lisboa, de se espraiarem para lá dos passeios, ocupando as estradas para caminharem lado a lado ou trocarem dois dedos de conversa.

"Ah, sim, isto agora é completamente diferente", conta Francisca Tabuada, visivelmente rendida aos encantos de viver numa das quatro zonas da capital com trânsito condicionado. Moradora no Bairro Alto "há 20 e tal anos", assistiu, no fim de 2002, à introdução do sistema então pioneiro e só lhe aponta vantagens. "As ruas estão mais sossegadas e mais limpas. Antes uma pessoa quase nem podia passar porque estacionavam nos passeios e faziam dali garagem", explica, enquanto passeia despreocupadamente o cão pela trela.
"Já não imagino este bairro com trânsito. Era uma confusão", diz Hugo Offerman, que, com 29 anos, é um dos mais recentes moradores da zona. "É óptimo. Moro na Rua dos Mouros, que não tem bares nem nada, e não há ruído nenhum", descreve com satisfação, acrescentando depois que nem o estacionamento é um problema porque a centralidade do bairro lhe permite viver sem automóvel.

A meio da manhã de um dia de semana, os lugares disponíveis são mais do que muitos e nas ruas e travessas da zona condicionada reina uma tranquilidade invejável, aqui e ali entrecortada pela música ou pelo barulho de um berbequim que viaja para lá de uma janela entreaberta. Turistas e moradores não hesitam em ocupar a estrada para andar ou para trocar confidências, alheios às buzinadelas e aos veículos que descem em pára-arranca a Rua de São Pedro de Alcântara, uma artéria vizinha onde a circulação se faz sem qualquer limitação.
Mas no Bairro Alto, tal como na Bica, no Castelo e em Alfama, também há moradores descontentes com o sistema e particularmente com a gestão feita pela Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL). E no que a tal diz respeito, faz mais sentido do que nunca o velho provérbio "preso por ter cão, preso por não ter", já que são tantos os moradores a queixar-se das dificuldades criadas para familiares e amigos entrarem nas zonas condicionadas como aqueles que criticam o excesso de carros devido à permissividade dos funcionários daquela empresa.
"A minha família quer cá entrar e não pode. São filhos do bairro, nasceram cá", conta, com uma revolta evidente, a septuagenária Maria Palmira Lopes, que reside no Bairro Alto "desde os oito dias de nascença" e acha as limitações impostas à entrada de veículos "uma pouca-vergonha". "Estou farta deste bairro até aos olhos", desabafa, confessando que o seu maior problema são os bares até altas horas de noite, que a impedem de "sossegar a cabecinha" .

"Isto não foi nada bom para nada. As pessoas antes vinham para aqui descansadas e agora isto ficou isolado de tudo", critica por sua vez Maria Aurora, que vive e trabalha em Alfama, num restaurante mesmo em cima de uma das entradas na zona condicionada, na Calçada de São Vicente. "É todos os dias uma discussão pegada a falar para aquela máquina. Às vezes ficam filas imensas e depois vem o eléctrico que não consegue passar", descreve, lembrando que, por desconhecimento ou distracção, "duas ou três vezes por semana" há quem avance com o seu veículo contra o pilarete.
No coração do bairro, junto ao decadente Centro Cultural Dr. Magalhães Lima, quatro moradoras trocam sem qualquer pudor (ou contenção no volume) mexericos e não hesitam em usar o mesmo tom crítico quando o assunto é a EMEL. "Isto são uns gatunos autorizados. A minha filha já nem entra aqui. Pára o carro lá fora e deixa-me os miúdos, como se fossem carneiros", diz Maria Fernanda, crente de que o condicionamento de trânsito vai acabar por levar ao "abandono" de Alfama. "Só quem é maluco é que vem para aqui", remata, furiosa.

(in «Público)

26 fevereiro 2010

EMEL E COMERCIANTES ACORDAM SOBRE CIRCULAÇÃO DE FORNECEDORES

Os comerciantes de Alfama, Castelo, Bairro Alto e Bica e a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) encontraram uma “solução de compromisso” sobre a circulação de fornecedores que não exige a posse do novo cartão de acesso.


Segundo o presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, Belino Costa, os fornecedores vão poder circular nos bairros “nos períodos de cargas e descargas mesmo sem ter o cartão” criado recentemente pela empresa, o “Viva Viagem Bairros Históricos”.

No entanto, a utilização do título vai ser “dinamizada e desenvolvida”, sobretudo junto dos fornecedores assíduos.

Diário Digital /Lusa

25 fevereiro 2010

UM DIA MARAVILHOSO

Segui pela Rua da Escola Politécnica, percorri todo o Príncipe Real, acabando no Bairro Alto, e em cada loja que entrava era inundada com um amável "bom dia" e um enorme sorriso. Se falasse com um dos lojistas, davam-me a atenção e informação necessária, sem frete, e com grande entusiasmo.(...)
Almocei no Alto do Século, onde um dos clientes, que por acaso era o dono da florista Em Nome da Rosa, me deu algumas indicações bastante úteis para o meu projecto, e esclareceu a minha dúvida sobre a localização de uma rua.
Outra pessoa com quem falei bastante tempo, muito educada, simpática, e atenciosa e que também me facultou informação muito útil foi a Gisela, dA Fábrica dos Chapéus (onde não resisti e comprei um lindíssimo de abas em feltro vermelho). Nesta loja há chapéus de todas as formas e feitios, para homem e mulher, e até fazem chapéus ao gosto do cliente. Quem os confecciona é a mãe da Gisela.

Senti-me tão bem durante o dia todo que transbordo energia positiva por todos os poros. De facto, não há comparação possível entre o comércio tradicional e o dos centros comerciais. O atendimento tradicional é único, mas também é fácil perceber porquê: Neste tipo de estabelecimentos, há mais tempo para se dedicar ao cliente e às suas necessidades, quem lá trabalha é muitas vezes o próprio dono, e se não for o caso, são pessoas que amam o que fazem e o projecto. Nos centros comercias, como tão bem sabemos, as pessoas trabalham contrariadas, horas a fio, e exploradas de maneira vergonhosa, o que resulta no (mau) serviço de atendimento à "carneirada".
Sugiro a todos uma visita por estes bairros e a descoberta da verdadeira simpatia que tanto nos caracteríza.
Fonte: http://palavrasalacarte.blogspot.com/2010/01/um-dia-maravilhoso.html



Restaurante Alto do Século

Rua do Século 149A - Lisboa

1200-434 LISBOA

Telefone

213429077


Fábrica dos Chapéus

Rua da Rosa 130

1200-389 LISBOA

Telf: 913086880

http://www.afabricadoschapeus.com/

17 fevereiro 2010

UM CHALÉ SUÍÇO NO BAIRRO ALTO


Abriu um bar suíço em plena rua da Barroca. E foi lá que Luís Filipe Rodrigues descobriu que a Heidi não é japonesa.

Quando pensamos na Suíça, pensamos em queijos, relógios, chocolates e, claro está, na Heidi. Faz por isso todo o sentido chamar Bar Heidi... a um bar suíço. Assim pensaram Marc Lupien, um canadiano que diz ser “meio-suíço”, e Sindi Wahlen, esse sim, nascido e criado naquele país. Há poucas semanas, na recta final de 2009, ambos inauguraram o novo bar da rua da Barroca. Mas não lhes digam, por favor, que a personagem que todos conhecemos na infância através dos desenhos animados foi criada pelos japoneses.
“Ela não é japonesa!”, refere Marc. “É a suíça mais conhecida do mundo, e foi criada por Johanna Spyri no século XIX. Foram os desenhos animados japoneses que a popularizaram, e é o que toda a gente conhece em Portugal. Mas antes disso já tinha aparecido no cinema em mais que uma ocasião.” É um facto. A tom de exemplo, nos anos 30 a pequena Shirley Temple encarnou a personagem.
Este não é, porém, o único ponto de contacto do Heidi com a Suíça. A decoração vincadamente kitsch do espaço faz lembrar um chalé. E se é verdade que muitos móveis foram comprados no Ikea e depois personalizados pelos proprietários, a maior parte dos objectos da decoração foi mesmo adquirida em feiras da ladra na Suíça. O resultado – uma sala com vários quadros, cabeças de alce e um sino trazido directamente da quinta da família de Sindi – é realmente acolhedor. Como um chalé.
Além destes aspectos mais superficiais, como o nome e a decoração, a influência suíça continua em elementos mais importantes. Quem quiser pode pedir um prato de queijos suíços, por exemplo, ou tremoços picantes (uma das especialidades da casa), e outras iguarias locais, perfeitas para acompanhar uma cerveja quando se sai do trabalho, ou depois de jantar.
Quem diz uma cerveja, diz um copo de Appenzeller: uma bebida feita a partir de 42 ervas diferentes, que os proprietários garantem ter “um sabor parecido com o do Jägermeister”, digestivo que começa a ser possível encontrar em cada vez mais bares alfacinhas, e também está à venda no novo espaço da Barroca. E ainda há o cocktail Heidi, a especialidade da casa (uma espécie de mojito feito com vinho verde e xarope de flores de sabugueiro). Ou o vinho quente.
Até ao momento, o bar tem feito sucesso, e os donos querem que continue a crescer para chegarem a todos os tipos de público. A selecção musical é por isso cuidada, sem ser uma das prioridades. Víctor Alves passa techno minimal aos sábados, enquanto à sexta-feira a cabine fica entregue aos DJs convidados. O som, como seria de esperar, varia por isso constantemente, sem nunca fugir muito do electro.
Mas, sublinhe-se, a música não é aqui a propriedade. Durante anos, os donos tiveram um espaço em Nice chamado Smarties, espécie de electro-lounge que trespassaram antes de se instalarem em Lisboa. O que motivou essa mudança? “Eu e o Sindi viemos a Portugal pela primeira vez há dois anos, e apaixonámo-nos por Lisboa.” Compreende-se.


Bar Heidi. Rua da Barroca, 129 (Bairro Alto). Todos os dias, das 18.00 às 02.00.


http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=4959

12 fevereiro 2010

EMEL: NO BOM CAMINHO

Lisboa, 11 fev (Lusa) - A Associação de Comerciantes do Bairro Alto mostrou-se hoje satisfeita com a "vontade" demonstrada pela Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) em "encontrar uma solução" para a circulação de fornecedores nos bairros históricos.

Após uma reunião com a empresa, o presidente da associação, Belino Costa, explicou à Lusa que o processo não está concluído e afirmou que os comerciantes do Bairro Alto - Bica, Alfama e Castelo - estão "contentes" com a disponibilidade da EMEL para dialogar.

"Esta primeira conversa não foi decisiva, havia também alguma questão de tempo, mas outra acontecerá e vamos ver. Entrámos numa fase de diálogo e negociação, aparentemente há vontade de encontrar uma solução", disse.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1492716

F

11 fevereiro 2010

ENCONTRO NA EMEL

Comerciantes e EMEL discutem hoje entrada de fornecedores em bairros históricos
por Agência Lusa
A Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) volta hoje a ouvir representantes dos comerciantes de Alfama, Castelo, Bica e Bairro Alto, que acusam a empresa de impedir a entrada de fornecedores nestas zonas.
Segundo o presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, Belino Costa, funcionários da EMEL têm estado desde 19 de janeiro a "barrar a entrada a fornecedores" e a pedir-lhes um cartão pré-pago e um alvará de transportes, documento que "as pequenas empresas dificilmente têm".
A associação diz ter visto no verão passado um folheto que anunciava a criação do cartão "Viva Viagem Bairros Históricos", mas que afetava apenas os clientes e no qual se referia que iria ser depois criada uma versão especial para comerciantes, garagens e cargas e descargas.
Com os fornecedores a serem barrados, os proprietários das lojas consideram que o habitual horário de cargas e descargas (um período de manhã e outro à tarde) foi eliminado e contestam a "nova interpretação dos regulamentos de acesso" aos bairros feita pela EMEL.
A empresa, que julgava ter já encontrado uma solução após uma primeira reunião com os representantes, sustenta que o horário não foi alterado e ficou acordado que a falta de alvará de loteamento seria compensada com outros documentos que comprovassem a atividade.




Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/46279-comerciantes-e-emel-discutem-hoje-entrada-fornecedores-em-bairros-historicos

08 fevereiro 2010

ALFAMA E BAIRRO ALTO CONTRA "ILEGALIDADE" DA EMEL

In Público (8/2/2010)
Por Inês Boaventura

«As associações de comerciantes do Bairro Alto e de Alfama afirmam, num comunicado conjunto divulgado na Internet, que sujeitar a realização de cargas e descargas nos bairros com trânsito condicionado "à compra e exibição de um qualquer cartão é uma ilegalidade". Os contestatários acrescentam que esta medida constitui "uma verdadeira confissão de incompetência" da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL).

Até aqui bastava os fornecedores apresentaram-se nas entradas dos bairros históricos, durante os horários previamente definidos para a realização de cargas e descargas em cada uma dessas áreas, para que lhes fosse autorizado o acesso, limitado a uma hora de manhã e uma à tarde. Agora, esse acesso só é permitido aos portadores de um dístico, que deve ser previamente solicitado à EMEL e tem um custo anual de 12 euros.

Esta alteração é contestada pelos comerciantes do Bairro Alto e de Alfama, bem como, segundo diz o seu comunicado conjunto, por representantes da Bica e do Castelo, que acusam a empresa de a ter introduzido sem os ouvir e "à revelia dos regulamentos em vigor", com base numa "interpretação errónea da letra e do espírito" desses documentos.

Os contestatários garantem que "tudo farão de forma a impedir este verdadeiro escândalo que, a prolongar-se, irá prejudicar de forma irreparável a actividade comercial". Belino Costa e Marinela Lourenço, presidentes das associações de comerciantes do Bairro Alto e de Alfama, acusam aliás a EMEL de criar "uma situação de desigualdade concorrencial comparativamente ao resto da cidade".»

06 fevereiro 2010

BAIRROS HISTÓRICOS CONTESTAM EMEL

Associação de Comerciantes do Bairro Alto e Associação de Comerciantes de Alfama

COMUNICADO

Reunidas as direcções das Associações de Comerciantes do Bairro Alto e Alfama, estando ainda presentes representantes da Bica e do Castelo, estas decidiram, por unanimidade, o seguinte:

1- Condenar vivamente a EMEL que, ao contrário de anteriores práticas e à revelia dos regulamentos em vigor nestas zonas decidiu, sem ouvir os comerciantes, aduzir uma nova interpretação dos regulamentos de acesso aos bairros históricos de Alfama, Castelo, Bairro Alto e Bica. As alterações recentemente introduzidas decorrem de uma interpretação errónea da letra e do espírito desses mesmos regulamentos que foram elaborados com a participação destas associações.
2- Condenar vivamente a EMEL que justifica tais alterações com “excessos cometidos no passado.” Este argumento não só é um verdadeiro insulto à dignidade de todos os cumpridores, a esmagadora maioria, como é uma verdadeira confissão de incompetência, já que cumpre à EMEL, fiscalizar e fazer cumprir os regulamentos.
2.a- O artigo 8º do regulamento, “Cargas e Descargas”, tanto na letra como no espírito é muito claro:”É autorizada a circulação e o estacionamento na Zona de Estacionamento de Duração Limitada dos veículos que procedam a cargas e descargas, durante o horário para o efeito destinado.”
2.b- Condicionar o acesso no horário destinado a cargas e descargas, à compra e exibição de um qualquer cartão é uma ilegalidade, que contraria o regulamento já referido e limita de forma inaceitável a liberdade das actividades comerciais instaladas, assim como dos fornecedores e clientes, limitando os direitos de um conjunto específico e determinado de cidadãos e criando uma situação de desigualdade concorrencial comparativamente ao resto da cidade.

Em defesa dos seus mais legítimos direitos e interesses, as direcções das Associações de Comerciantes do Bairro Alto e Alfama, não só repudiam a atitude da EMEL, como desde já declaram que tudo farão de forma a impedir este verdadeiro escândalo que, a prolongar-se, irá prejudicar de forma irreparável a actividade comercial destas zonas, especialmente o comércio de proximidade, já hoje tão debilitado por práticas que, implicitamente, protegem e defendem os interesses dos grandes espaços comerciais e têm conduzido à desertificação das zonas históricas de Lisboa.


Associação de Comerciantes do Bairro Alto
Belino Costa
(Presidente de direcção)

Associação de Comerciantes de Alfama
Marinela Lourenço
(Presidente de direcção)

04 fevereiro 2010

LETRA LIVRE NA ZDB



o Bairro Alto vai poder contar, a partir de hoje, com uma nova livraria, Letra Livre, integrada no edificio da Galeria Zé dos Bois. Nesta galeria a Letra Livre irá assumir "um espaço livreiro nocturno dedicado à literatura, arte e ciências humanas, com especial destaque para as pequenas editoras independentes, mantendo os mesmos princípios de trabalho livreiro da Calçada do Combro. Na Letra Livre - ZDB poderão os leitores encontrar as obras de referência e, ainda, os livros proibidos, esquecidos, esgotados e escondidos, os autores malditos e os clássicos".

A Letra Livre-ZDB funcionará de 4ª a Sábado, das 18h às 24h, na Rua da Barroca nº59.

29 janeiro 2010

BAIRRO ALTO SITIADO (2)

Comerciantes acusam EMEL de "sitiar" o Bairro Alto ao dificultar cargas e descargas
29.01.2010 - 10:48 Por Inês Boaventura

O presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto acusa a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) de promover a desertificação desta zona e a morte do comércio tradicional, ao obrigar os fornecedores a adquirir um cartão que lhes permita o acesso ao bairro, mesmo que seja apenas para cargas e descargas.


Belino Costa garante que desde a semana passada, "sem sequer anunciar que seria assim", a EMEL começou a "barrar a entrada dos fornecedores em todos os bairros históricos", com o argumento de que não o podiam fazer sem terem o cartão Viva Viagem Bairros Históricos. Segundo o porta-voz dos comerciantes, esse cartão teria um custo de 25 euros, valor que, em seu entender, é incomportável para pequenos comerciantes ou para quem faz entregas pontualmente. "É mais um contributo oficial para a desertificação comercial diurna do Bairro Alto, mais um ataque ao comércio de proximidade", acusa a associação de comerciantes num comunicado divulgado ontem. "Passámos a trabalhar num gueto", criticam os representantes dos lojistas. Já a EMEL explica, através do seu porta-voz, que como "houve uma série de abusos ao longo do tempo" no acesso aos bairros com trânsito condicionado, se verificou a necessidade de "utilizar uma ferramenta que fosse mais clara". Essa ferramenta é o cartão Viva Viagem, que de facto tem um custo de 25 euros e é recarregável para permitir o estacionamento por um período máximo de cinco horas consecutivas, entre as 7h e as 20h. Mas Diogo Homem garante que esse formato se aplica apenas aos visitantes. Já os fornecedores têm de "comprovar que fazem cargas e descargas" num determinado bairro e requerer à EMEL um dístico, com um preço anual de 12 euros, explica, contrariando as declarações do presidente da associação de comerciantes. Esse dístico é entregue juntamente com o cartão Viva Viagem, que nestes casos "não tem de ser carregado".
Tal como até aqui, as cargas e descargas podem ser feitas entre as 7h e as 10h e entre as 15h e as 17h. Diogo Homem garante que os comerciantes foram avisados das alterações, mas Belino Costa diz que a única informação que teve foi um panfleto sobre o cartão Viva Viagem, no qual se dizia: "Uma versão especial deste cartão para comerciantes, garagens e cargas e descargas será progressivamente implementado".

Fonte: http://www.publico.clix.pt/Local/comerciantes-acusam-emel-de-sitiar-o-bairro-alto-ao-dificultar-cargas-e-descargas_1420385.

22 janeiro 2010

BAIRRO ALTO SITIADO


Apesar de o site da C.M.L/EMEL continuar a divulgar o regulamento de acesso ao Bairro Alto que inclui horários de cargas e descargas, na prática tal desapareceu. Foi banido.
Nos últimos dois dias, todos os fornecedores que se apresentaram para entrar no Bairro, dentro do horário de cargas e descargas, foram barrados à entrada e impedidos de entrar.
De acordo com os funcionários de serviço às entradas do Bairro tornou-se obrigatória a compra de um cartão de acesso, por 25 Euros, para que a viatura de qualquer empresa de distribuição, ou outra, tenha acesso ao Bairro Alto.

Porquê? pergunta-se. E não se compreende.

É mais um contributo oficial para a desertificação comercial diurna do Bairro Alto, mais um ataque à liberdade de comerciar e ao comércio de proximidade.

Na verdade o condicionamento do trânsito foi justificado por razões de segurança. O estacionamento caótico impedia a circulação de bombeiros e ambulâncias. A medida teve efeitos muito positivos no ordenamento do trânsito, no estacionamento e na segurança do Bairro. Por outro lado veio prejudicar a actividade comercial diurna, ajudando a isolar o Bairro Alto. Os mais prejudicados tem sido os comerciantes e as empresas que necessitam de distribuir os produtos que comercializam. O grande prejudicado tem sido o Bairro Alto, cada vez mais dependente das actividades nocturnas, enquanto o comércio de próximidade diurno vê as dificuldades redobradas.
Já tinhamos que passar por situações caricatas quando alguns funcionários da EMEL confundiam assistência técnica e situações de emergência, com cargas e descargas.
Por exemplo, se uma empresa vinha substituir o vidro de uma montra partido ou arranjar um qualquer aparelho avariado (arca frigorífica, ar condicionado, etc), seria natural que permitissem a entrada dos técnicos e equipamentos dentro de qualquer horário, mas não era certo, tudo dependia da discricionariedade ou do bom senso do funcionário que estivesse de serviço.

Agora é que não podem mesmo entrar. Precisam de comprar o cartão e pagar portagem.
Passámos a trabalhar num gueto.

O mais espantoso é que não tem existido motivos que justificam tal medida. Antes pelo contrário. Em Novembro/Dezembro o pilarete de entrada na Rua das Gáveas, ao Camões, esteve em baixo, criando-se assim um canal de entrada livre durante o dia. Resultaram daí problemas? Não.
Terminaram os engarrafamentos no Largo Camões, a actividade comercial do Bairro fluiu mais fácilmente e não se verificaram grandes abusos. Provou-se que, durante o dia, quem vem ao Bairro Alto entra, trata do que tem a tratar e vai-se embora.
Fechar o Bairro à sua dinâmica natural é condená-lo à desertificação diurna. É atraiçoar uma longa História. É fazer mal a Lisboa.


A Direcção da Associação de Comerciantes do Bairro Alto.
Lisboa, 21 de Janeiro de 2010.

19 janeiro 2010

PAVILHÃO CHINÊS


Inaugurado como bar a 18 de Fevereiro de 1986, o Pavilhão Chinês está localizado numa antiga mercearia do princípio do século XX, mantendo o mesmo nome de origem.

É um bar de grande destaque na cidade de Lisboa e, considerado por muitos como património de relevo da Lisboa romântica. A decoração das cinco salas é composta de milhares de objectos do séc. XVIII a XX de várias artes, como: medalhas, capacetes militares, modelos de aviões, quadros, canecas, bandeiras, bustos, peças únicas de Bordalo Pinheiro, etc., e foi da responsabilidade de Luís Pinto Coelho, também proprietário do bar. Este trouxe a tradição dos bares clássicos, quando ampliou o antigo espaço e recuperou todo o imóvel, incluindo a fachada e os estuques artísticos.

O que distingue o Pavilhão Chinês é o seu serviço hoteleiro requintado, os chás puros e os cocktails, todos de confecção artesanal. Desde 1986, ano em que abriu as portas como bar, já foi palco de filmagens, reuniões de congressistas, provas de vinho, entrevistas e inúmeras reportagens sobre Lisboa. Cardoso Pires no seu livro sobre Lisboa escreve “Guardou-lhe o nome de Pavilhão Chinês, respeitou-lhe a fachada, somou-lhe relíquias, sinais das guerras e dos senhores reis, pôs em altar uma colecção de manguitos Zé-povinho (Bordalo, outra vez) e fez-se bar.”

Pavilhão Chinês
Rua D. Pedro V nº89
TELF: 21 3424729

http://barpavilhaochines.blogspot.com/