Os comerciantes de Alfama, Castelo, Bairro Alto e Bica e a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) encontraram uma “solução de compromisso” sobre a circulação de fornecedores que não exige a posse do novo cartão de acesso.
Segundo o presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, Belino Costa, os fornecedores vão poder circular nos bairros “nos períodos de cargas e descargas mesmo sem ter o cartão” criado recentemente pela empresa, o “Viva Viagem Bairros Históricos”.
No entanto, a utilização do título vai ser “dinamizada e desenvolvida”, sobretudo junto dos fornecedores assíduos.
Diário Digital /Lusa
26 fevereiro 2010
25 fevereiro 2010
UM DIA MARAVILHOSO
Segui pela Rua da Escola Politécnica, percorri todo o Príncipe Real, acabando no Bairro Alto, e em cada loja que entrava era inundada com um amável "bom dia" e um enorme sorriso. Se falasse com um dos lojistas, davam-me a atenção e informação necessária, sem frete, e com grande entusiasmo.(...)
Almocei no Alto do Século, onde um dos clientes, que por acaso era o dono da florista Em Nome da Rosa, me deu algumas indicações bastante úteis para o meu projecto, e esclareceu a minha dúvida sobre a localização de uma rua.
Outra pessoa com quem falei bastante tempo, muito educada, simpática, e atenciosa e que também me facultou informação muito útil foi a Gisela, dA Fábrica dos Chapéus (onde não resisti e comprei um lindíssimo de abas em feltro vermelho). Nesta loja há chapéus de todas as formas e feitios, para homem e mulher, e até fazem chapéus ao gosto do cliente. Quem os confecciona é a mãe da Gisela.
Senti-me tão bem durante o dia todo que transbordo energia positiva por todos os poros. De facto, não há comparação possível entre o comércio tradicional e o dos centros comerciais. O atendimento tradicional é único, mas também é fácil perceber porquê: Neste tipo de estabelecimentos, há mais tempo para se dedicar ao cliente e às suas necessidades, quem lá trabalha é muitas vezes o próprio dono, e se não for o caso, são pessoas que amam o que fazem e o projecto. Nos centros comercias, como tão bem sabemos, as pessoas trabalham contrariadas, horas a fio, e exploradas de maneira vergonhosa, o que resulta no (mau) serviço de atendimento à "carneirada".
Sugiro a todos uma visita por estes bairros e a descoberta da verdadeira simpatia que tanto nos caracteríza.
Fonte: http://palavrasalacarte.blogspot.com/2010/01/um-dia-maravilhoso.htmlRestaurante Alto do Século
Rua do Século 149A - Lisboa
1200-434 LISBOA
Telefone
213429077
Fábrica dos Chapéus
Rua da Rosa 130
1200-389 LISBOA
Telf: 913086880
http://www.afabricadoschapeus.com/
17 fevereiro 2010
UM CHALÉ SUÍÇO NO BAIRRO ALTO

Abriu um bar suíço em plena rua da Barroca. E foi lá que Luís Filipe Rodrigues descobriu que a Heidi não é japonesa.
Quando pensamos na Suíça, pensamos em queijos, relógios, chocolates e, claro está, na Heidi. Faz por isso todo o sentido chamar Bar Heidi... a um bar suíço. Assim pensaram Marc Lupien, um canadiano que diz ser “meio-suíço”, e Sindi Wahlen, esse sim, nascido e criado naquele país. Há poucas semanas, na recta final de 2009, ambos inauguraram o novo bar da rua da Barroca. Mas não lhes digam, por favor, que a personagem que todos conhecemos na infância através dos desenhos animados foi criada pelos japoneses.
“Ela não é japonesa!”, refere Marc. “É a suíça mais conhecida do mundo, e foi criada por Johanna Spyri no século XIX. Foram os desenhos animados japoneses que a popularizaram, e é o que toda a gente conhece em Portugal. Mas antes disso já tinha aparecido no cinema em mais que uma ocasião.” É um facto. A tom de exemplo, nos anos 30 a pequena Shirley Temple encarnou a personagem.
Este não é, porém, o único ponto de contacto do Heidi com a Suíça. A decoração vincadamente kitsch do espaço faz lembrar um chalé. E se é verdade que muitos móveis foram comprados no Ikea e depois personalizados pelos proprietários, a maior parte dos objectos da decoração foi mesmo adquirida em feiras da ladra na Suíça. O resultado – uma sala com vários quadros, cabeças de alce e um sino trazido directamente da quinta da família de Sindi – é realmente acolhedor. Como um chalé.
Além destes aspectos mais superficiais, como o nome e a decoração, a influência suíça continua em elementos mais importantes. Quem quiser pode pedir um prato de queijos suíços, por exemplo, ou tremoços picantes (uma das especialidades da casa), e outras iguarias locais, perfeitas para acompanhar uma cerveja quando se sai do trabalho, ou depois de jantar.
Quem diz uma cerveja, diz um copo de Appenzeller: uma bebida feita a partir de 42 ervas diferentes, que os proprietários garantem ter “um sabor parecido com o do Jägermeister”, digestivo que começa a ser possível encontrar em cada vez mais bares alfacinhas, e também está à venda no novo espaço da Barroca. E ainda há o cocktail Heidi, a especialidade da casa (uma espécie de mojito feito com vinho verde e xarope de flores de sabugueiro). Ou o vinho quente.
Até ao momento, o bar tem feito sucesso, e os donos querem que continue a crescer para chegarem a todos os tipos de público. A selecção musical é por isso cuidada, sem ser uma das prioridades. Víctor Alves passa techno minimal aos sábados, enquanto à sexta-feira a cabine fica entregue aos DJs convidados. O som, como seria de esperar, varia por isso constantemente, sem nunca fugir muito do electro.
Mas, sublinhe-se, a música não é aqui a propriedade. Durante anos, os donos tiveram um espaço em Nice chamado Smarties, espécie de electro-lounge que trespassaram antes de se instalarem em Lisboa. O que motivou essa mudança? “Eu e o Sindi viemos a Portugal pela primeira vez há dois anos, e apaixonámo-nos por Lisboa.” Compreende-se.
Quando pensamos na Suíça, pensamos em queijos, relógios, chocolates e, claro está, na Heidi. Faz por isso todo o sentido chamar Bar Heidi... a um bar suíço. Assim pensaram Marc Lupien, um canadiano que diz ser “meio-suíço”, e Sindi Wahlen, esse sim, nascido e criado naquele país. Há poucas semanas, na recta final de 2009, ambos inauguraram o novo bar da rua da Barroca. Mas não lhes digam, por favor, que a personagem que todos conhecemos na infância através dos desenhos animados foi criada pelos japoneses.
“Ela não é japonesa!”, refere Marc. “É a suíça mais conhecida do mundo, e foi criada por Johanna Spyri no século XIX. Foram os desenhos animados japoneses que a popularizaram, e é o que toda a gente conhece em Portugal. Mas antes disso já tinha aparecido no cinema em mais que uma ocasião.” É um facto. A tom de exemplo, nos anos 30 a pequena Shirley Temple encarnou a personagem.
Este não é, porém, o único ponto de contacto do Heidi com a Suíça. A decoração vincadamente kitsch do espaço faz lembrar um chalé. E se é verdade que muitos móveis foram comprados no Ikea e depois personalizados pelos proprietários, a maior parte dos objectos da decoração foi mesmo adquirida em feiras da ladra na Suíça. O resultado – uma sala com vários quadros, cabeças de alce e um sino trazido directamente da quinta da família de Sindi – é realmente acolhedor. Como um chalé.
Além destes aspectos mais superficiais, como o nome e a decoração, a influência suíça continua em elementos mais importantes. Quem quiser pode pedir um prato de queijos suíços, por exemplo, ou tremoços picantes (uma das especialidades da casa), e outras iguarias locais, perfeitas para acompanhar uma cerveja quando se sai do trabalho, ou depois de jantar.
Quem diz uma cerveja, diz um copo de Appenzeller: uma bebida feita a partir de 42 ervas diferentes, que os proprietários garantem ter “um sabor parecido com o do Jägermeister”, digestivo que começa a ser possível encontrar em cada vez mais bares alfacinhas, e também está à venda no novo espaço da Barroca. E ainda há o cocktail Heidi, a especialidade da casa (uma espécie de mojito feito com vinho verde e xarope de flores de sabugueiro). Ou o vinho quente.
Até ao momento, o bar tem feito sucesso, e os donos querem que continue a crescer para chegarem a todos os tipos de público. A selecção musical é por isso cuidada, sem ser uma das prioridades. Víctor Alves passa techno minimal aos sábados, enquanto à sexta-feira a cabine fica entregue aos DJs convidados. O som, como seria de esperar, varia por isso constantemente, sem nunca fugir muito do electro.
Mas, sublinhe-se, a música não é aqui a propriedade. Durante anos, os donos tiveram um espaço em Nice chamado Smarties, espécie de electro-lounge que trespassaram antes de se instalarem em Lisboa. O que motivou essa mudança? “Eu e o Sindi viemos a Portugal pela primeira vez há dois anos, e apaixonámo-nos por Lisboa.” Compreende-se.
Bar Heidi. Rua da Barroca, 129 (Bairro Alto). Todos os dias, das 18.00 às 02.00.
http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=4959
12 fevereiro 2010
EMEL: NO BOM CAMINHO
Lisboa, 11 fev (Lusa) - A Associação de Comerciantes do Bairro Alto mostrou-se hoje satisfeita com a "vontade" demonstrada pela Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) em "encontrar uma solução" para a circulação de fornecedores nos bairros históricos.
Após uma reunião com a empresa, o presidente da associação, Belino Costa, explicou à Lusa que o processo não está concluído e afirmou que os comerciantes do Bairro Alto - Bica, Alfama e Castelo - estão "contentes" com a disponibilidade da EMEL para dialogar.
"Esta primeira conversa não foi decisiva, havia também alguma questão de tempo, mas outra acontecerá e vamos ver. Entrámos numa fase de diálogo e negociação, aparentemente há vontade de encontrar uma solução", disse.
Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1492716
F
11 fevereiro 2010
ENCONTRO NA EMEL
Comerciantes e EMEL discutem hoje entrada de fornecedores em bairros históricos
por Agência Lusa
A Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) volta hoje a ouvir representantes dos comerciantes de Alfama, Castelo, Bica e Bairro Alto, que acusam a empresa de impedir a entrada de fornecedores nestas zonas.
Segundo o presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, Belino Costa, funcionários da EMEL têm estado desde 19 de janeiro a "barrar a entrada a fornecedores" e a pedir-lhes um cartão pré-pago e um alvará de transportes, documento que "as pequenas empresas dificilmente têm".
A associação diz ter visto no verão passado um folheto que anunciava a criação do cartão "Viva Viagem Bairros Históricos", mas que afetava apenas os clientes e no qual se referia que iria ser depois criada uma versão especial para comerciantes, garagens e cargas e descargas.
Com os fornecedores a serem barrados, os proprietários das lojas consideram que o habitual horário de cargas e descargas (um período de manhã e outro à tarde) foi eliminado e contestam a "nova interpretação dos regulamentos de acesso" aos bairros feita pela EMEL.
A empresa, que julgava ter já encontrado uma solução após uma primeira reunião com os representantes, sustenta que o horário não foi alterado e ficou acordado que a falta de alvará de loteamento seria compensada com outros documentos que comprovassem a atividade.
Segundo o presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto, Belino Costa, funcionários da EMEL têm estado desde 19 de janeiro a "barrar a entrada a fornecedores" e a pedir-lhes um cartão pré-pago e um alvará de transportes, documento que "as pequenas empresas dificilmente têm".
A associação diz ter visto no verão passado um folheto que anunciava a criação do cartão "Viva Viagem Bairros Históricos", mas que afetava apenas os clientes e no qual se referia que iria ser depois criada uma versão especial para comerciantes, garagens e cargas e descargas.
Com os fornecedores a serem barrados, os proprietários das lojas consideram que o habitual horário de cargas e descargas (um período de manhã e outro à tarde) foi eliminado e contestam a "nova interpretação dos regulamentos de acesso" aos bairros feita pela EMEL.
A empresa, que julgava ter já encontrado uma solução após uma primeira reunião com os representantes, sustenta que o horário não foi alterado e ficou acordado que a falta de alvará de loteamento seria compensada com outros documentos que comprovassem a atividade.
Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/46279-comerciantes-e-emel-discutem-hoje-entrada-fornecedores-em-bairros-historicos
08 fevereiro 2010
ALFAMA E BAIRRO ALTO CONTRA "ILEGALIDADE" DA EMEL
In Público (8/2/2010)
Por Inês Boaventura
«As associações de comerciantes do Bairro Alto e de Alfama afirmam, num comunicado conjunto divulgado na Internet, que sujeitar a realização de cargas e descargas nos bairros com trânsito condicionado "à compra e exibição de um qualquer cartão é uma ilegalidade". Os contestatários acrescentam que esta medida constitui "uma verdadeira confissão de incompetência" da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL).
Até aqui bastava os fornecedores apresentaram-se nas entradas dos bairros históricos, durante os horários previamente definidos para a realização de cargas e descargas em cada uma dessas áreas, para que lhes fosse autorizado o acesso, limitado a uma hora de manhã e uma à tarde. Agora, esse acesso só é permitido aos portadores de um dístico, que deve ser previamente solicitado à EMEL e tem um custo anual de 12 euros.
Esta alteração é contestada pelos comerciantes do Bairro Alto e de Alfama, bem como, segundo diz o seu comunicado conjunto, por representantes da Bica e do Castelo, que acusam a empresa de a ter introduzido sem os ouvir e "à revelia dos regulamentos em vigor", com base numa "interpretação errónea da letra e do espírito" desses documentos.
Os contestatários garantem que "tudo farão de forma a impedir este verdadeiro escândalo que, a prolongar-se, irá prejudicar de forma irreparável a actividade comercial". Belino Costa e Marinela Lourenço, presidentes das associações de comerciantes do Bairro Alto e de Alfama, acusam aliás a EMEL de criar "uma situação de desigualdade concorrencial comparativamente ao resto da cidade".»
Por Inês Boaventura
«As associações de comerciantes do Bairro Alto e de Alfama afirmam, num comunicado conjunto divulgado na Internet, que sujeitar a realização de cargas e descargas nos bairros com trânsito condicionado "à compra e exibição de um qualquer cartão é uma ilegalidade". Os contestatários acrescentam que esta medida constitui "uma verdadeira confissão de incompetência" da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL).
Até aqui bastava os fornecedores apresentaram-se nas entradas dos bairros históricos, durante os horários previamente definidos para a realização de cargas e descargas em cada uma dessas áreas, para que lhes fosse autorizado o acesso, limitado a uma hora de manhã e uma à tarde. Agora, esse acesso só é permitido aos portadores de um dístico, que deve ser previamente solicitado à EMEL e tem um custo anual de 12 euros.
Esta alteração é contestada pelos comerciantes do Bairro Alto e de Alfama, bem como, segundo diz o seu comunicado conjunto, por representantes da Bica e do Castelo, que acusam a empresa de a ter introduzido sem os ouvir e "à revelia dos regulamentos em vigor", com base numa "interpretação errónea da letra e do espírito" desses documentos.
Os contestatários garantem que "tudo farão de forma a impedir este verdadeiro escândalo que, a prolongar-se, irá prejudicar de forma irreparável a actividade comercial". Belino Costa e Marinela Lourenço, presidentes das associações de comerciantes do Bairro Alto e de Alfama, acusam aliás a EMEL de criar "uma situação de desigualdade concorrencial comparativamente ao resto da cidade".»
06 fevereiro 2010
BAIRROS HISTÓRICOS CONTESTAM EMEL
Associação de Comerciantes do Bairro Alto e Associação de Comerciantes de Alfama
COMUNICADO
Reunidas as direcções das Associações de Comerciantes do Bairro Alto e Alfama, estando ainda presentes representantes da Bica e do Castelo, estas decidiram, por unanimidade, o seguinte:
1- Condenar vivamente a EMEL que, ao contrário de anteriores práticas e à revelia dos regulamentos em vigor nestas zonas decidiu, sem ouvir os comerciantes, aduzir uma nova interpretação dos regulamentos de acesso aos bairros históricos de Alfama, Castelo, Bairro Alto e Bica. As alterações recentemente introduzidas decorrem de uma interpretação errónea da letra e do espírito desses mesmos regulamentos que foram elaborados com a participação destas associações.
2- Condenar vivamente a EMEL que justifica tais alterações com “excessos cometidos no passado.” Este argumento não só é um verdadeiro insulto à dignidade de todos os cumpridores, a esmagadora maioria, como é uma verdadeira confissão de incompetência, já que cumpre à EMEL, fiscalizar e fazer cumprir os regulamentos.
2.a- O artigo 8º do regulamento, “Cargas e Descargas”, tanto na letra como no espírito é muito claro:”É autorizada a circulação e o estacionamento na Zona de Estacionamento de Duração Limitada dos veículos que procedam a cargas e descargas, durante o horário para o efeito destinado.”
2.b- Condicionar o acesso no horário destinado a cargas e descargas, à compra e exibição de um qualquer cartão é uma ilegalidade, que contraria o regulamento já referido e limita de forma inaceitável a liberdade das actividades comerciais instaladas, assim como dos fornecedores e clientes, limitando os direitos de um conjunto específico e determinado de cidadãos e criando uma situação de desigualdade concorrencial comparativamente ao resto da cidade.
Em defesa dos seus mais legítimos direitos e interesses, as direcções das Associações de Comerciantes do Bairro Alto e Alfama, não só repudiam a atitude da EMEL, como desde já declaram que tudo farão de forma a impedir este verdadeiro escândalo que, a prolongar-se, irá prejudicar de forma irreparável a actividade comercial destas zonas, especialmente o comércio de proximidade, já hoje tão debilitado por práticas que, implicitamente, protegem e defendem os interesses dos grandes espaços comerciais e têm conduzido à desertificação das zonas históricas de Lisboa.
Associação de Comerciantes do Bairro Alto
Belino Costa
(Presidente de direcção)
Associação de Comerciantes de Alfama
Marinela Lourenço
(Presidente de direcção)
COMUNICADO
Reunidas as direcções das Associações de Comerciantes do Bairro Alto e Alfama, estando ainda presentes representantes da Bica e do Castelo, estas decidiram, por unanimidade, o seguinte:
1- Condenar vivamente a EMEL que, ao contrário de anteriores práticas e à revelia dos regulamentos em vigor nestas zonas decidiu, sem ouvir os comerciantes, aduzir uma nova interpretação dos regulamentos de acesso aos bairros históricos de Alfama, Castelo, Bairro Alto e Bica. As alterações recentemente introduzidas decorrem de uma interpretação errónea da letra e do espírito desses mesmos regulamentos que foram elaborados com a participação destas associações.
2- Condenar vivamente a EMEL que justifica tais alterações com “excessos cometidos no passado.” Este argumento não só é um verdadeiro insulto à dignidade de todos os cumpridores, a esmagadora maioria, como é uma verdadeira confissão de incompetência, já que cumpre à EMEL, fiscalizar e fazer cumprir os regulamentos.
2.a- O artigo 8º do regulamento, “Cargas e Descargas”, tanto na letra como no espírito é muito claro:”É autorizada a circulação e o estacionamento na Zona de Estacionamento de Duração Limitada dos veículos que procedam a cargas e descargas, durante o horário para o efeito destinado.”
2.b- Condicionar o acesso no horário destinado a cargas e descargas, à compra e exibição de um qualquer cartão é uma ilegalidade, que contraria o regulamento já referido e limita de forma inaceitável a liberdade das actividades comerciais instaladas, assim como dos fornecedores e clientes, limitando os direitos de um conjunto específico e determinado de cidadãos e criando uma situação de desigualdade concorrencial comparativamente ao resto da cidade.
Em defesa dos seus mais legítimos direitos e interesses, as direcções das Associações de Comerciantes do Bairro Alto e Alfama, não só repudiam a atitude da EMEL, como desde já declaram que tudo farão de forma a impedir este verdadeiro escândalo que, a prolongar-se, irá prejudicar de forma irreparável a actividade comercial destas zonas, especialmente o comércio de proximidade, já hoje tão debilitado por práticas que, implicitamente, protegem e defendem os interesses dos grandes espaços comerciais e têm conduzido à desertificação das zonas históricas de Lisboa.
Associação de Comerciantes do Bairro Alto
Belino Costa
(Presidente de direcção)
Associação de Comerciantes de Alfama
Marinela Lourenço
(Presidente de direcção)
05 fevereiro 2010
04 fevereiro 2010
LETRA LIVRE NA ZDB

o Bairro Alto vai poder contar, a partir de hoje, com uma nova livraria, Letra Livre, integrada no edificio da Galeria Zé dos Bois. Nesta galeria a Letra Livre irá assumir "um espaço livreiro nocturno dedicado à literatura, arte e ciências humanas, com especial destaque para as pequenas editoras independentes, mantendo os mesmos princípios de trabalho livreiro da Calçada do Combro. Na Letra Livre - ZDB poderão os leitores encontrar as obras de referência e, ainda, os livros proibidos, esquecidos, esgotados e escondidos, os autores malditos e os clássicos".
A Letra Livre-ZDB funcionará de 4ª a Sábado, das 18h às 24h, na Rua da Barroca nº59.
03 fevereiro 2010
29 janeiro 2010
BAIRRO ALTO SITIADO (2)
29.01.2010 - 10:48 Por Inês Boaventura
O presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto acusa a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) de promover a desertificação desta zona e a morte do comércio tradicional, ao obrigar os fornecedores a adquirir um cartão que lhes permita o acesso ao bairro, mesmo que seja apenas para cargas e descargas.
Belino Costa garante que desde a semana passada, "sem sequer anunciar que seria assim", a EMEL começou a "barrar a entrada dos fornecedores em todos os bairros históricos", com o argumento de que não o podiam fazer sem terem o cartão Viva Viagem Bairros Históricos. Segundo o porta-voz dos comerciantes, esse cartão teria um custo de 25 euros, valor que, em seu entender, é incomportável para pequenos comerciantes ou para quem faz entregas pontualmente. "É mais um contributo oficial para a desertificação comercial diurna do Bairro Alto, mais um ataque ao comércio de proximidade", acusa a associação de comerciantes num comunicado divulgado ontem. "Passámos a trabalhar num gueto", criticam os representantes dos lojistas. Já a EMEL explica, através do seu porta-voz, que como "houve uma série de abusos ao longo do tempo" no acesso aos bairros com trânsito condicionado, se verificou a necessidade de "utilizar uma ferramenta que fosse mais clara". Essa ferramenta é o cartão Viva Viagem, que de facto tem um custo de 25 euros e é recarregável para permitir o estacionamento por um período máximo de cinco horas consecutivas, entre as 7h e as 20h. Mas Diogo Homem garante que esse formato se aplica apenas aos visitantes. Já os fornecedores têm de "comprovar que fazem cargas e descargas" num determinado bairro e requerer à EMEL um dístico, com um preço anual de 12 euros, explica, contrariando as declarações do presidente da associação de comerciantes. Esse dístico é entregue juntamente com o cartão Viva Viagem, que nestes casos "não tem de ser carregado".
Tal como até aqui, as cargas e descargas podem ser feitas entre as 7h e as 10h e entre as 15h e as 17h. Diogo Homem garante que os comerciantes foram avisados das alterações, mas Belino Costa diz que a única informação que teve foi um panfleto sobre o cartão Viva Viagem, no qual se dizia: "Uma versão especial deste cartão para comerciantes, garagens e cargas e descargas será progressivamente implementado".
Fonte: http://www.publico.clix.pt/Local/comerciantes-acusam-emel-de-sitiar-o-bairro-alto-ao-dificultar-cargas-e-descargas_1420385.
O presidente da Associação de Comerciantes do Bairro Alto acusa a Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) de promover a desertificação desta zona e a morte do comércio tradicional, ao obrigar os fornecedores a adquirir um cartão que lhes permita o acesso ao bairro, mesmo que seja apenas para cargas e descargas.
Belino Costa garante que desde a semana passada, "sem sequer anunciar que seria assim", a EMEL começou a "barrar a entrada dos fornecedores em todos os bairros históricos", com o argumento de que não o podiam fazer sem terem o cartão Viva Viagem Bairros Históricos. Segundo o porta-voz dos comerciantes, esse cartão teria um custo de 25 euros, valor que, em seu entender, é incomportável para pequenos comerciantes ou para quem faz entregas pontualmente. "É mais um contributo oficial para a desertificação comercial diurna do Bairro Alto, mais um ataque ao comércio de proximidade", acusa a associação de comerciantes num comunicado divulgado ontem. "Passámos a trabalhar num gueto", criticam os representantes dos lojistas. Já a EMEL explica, através do seu porta-voz, que como "houve uma série de abusos ao longo do tempo" no acesso aos bairros com trânsito condicionado, se verificou a necessidade de "utilizar uma ferramenta que fosse mais clara". Essa ferramenta é o cartão Viva Viagem, que de facto tem um custo de 25 euros e é recarregável para permitir o estacionamento por um período máximo de cinco horas consecutivas, entre as 7h e as 20h. Mas Diogo Homem garante que esse formato se aplica apenas aos visitantes. Já os fornecedores têm de "comprovar que fazem cargas e descargas" num determinado bairro e requerer à EMEL um dístico, com um preço anual de 12 euros, explica, contrariando as declarações do presidente da associação de comerciantes. Esse dístico é entregue juntamente com o cartão Viva Viagem, que nestes casos "não tem de ser carregado".
Tal como até aqui, as cargas e descargas podem ser feitas entre as 7h e as 10h e entre as 15h e as 17h. Diogo Homem garante que os comerciantes foram avisados das alterações, mas Belino Costa diz que a única informação que teve foi um panfleto sobre o cartão Viva Viagem, no qual se dizia: "Uma versão especial deste cartão para comerciantes, garagens e cargas e descargas será progressivamente implementado".
Fonte: http://www.publico.clix.pt/Local/comerciantes-acusam-emel-de-sitiar-o-bairro-alto-ao-dificultar-cargas-e-descargas_1420385.
22 janeiro 2010
BAIRRO ALTO SITIADO

Apesar de o site da C.M.L/EMEL continuar a divulgar o regulamento de acesso ao Bairro Alto que inclui horários de cargas e descargas, na prática tal desapareceu. Foi banido.
Nos últimos dois dias, todos os fornecedores que se apresentaram para entrar no Bairro, dentro do horário de cargas e descargas, foram barrados à entrada e impedidos de entrar.
De acordo com os funcionários de serviço às entradas do Bairro tornou-se obrigatória a compra de um cartão de acesso, por 25 Euros, para que a viatura de qualquer empresa de distribuição, ou outra, tenha acesso ao Bairro Alto.
Porquê? pergunta-se. E não se compreende.
É mais um contributo oficial para a desertificação comercial diurna do Bairro Alto, mais um ataque à liberdade de comerciar e ao comércio de proximidade.
Na verdade o condicionamento do trânsito foi justificado por razões de segurança. O estacionamento caótico impedia a circulação de bombeiros e ambulâncias. A medida teve efeitos muito positivos no ordenamento do trânsito, no estacionamento e na segurança do Bairro. Por outro lado veio prejudicar a actividade comercial diurna, ajudando a isolar o Bairro Alto. Os mais prejudicados tem sido os comerciantes e as empresas que necessitam de distribuir os produtos que comercializam. O grande prejudicado tem sido o Bairro Alto, cada vez mais dependente das actividades nocturnas, enquanto o comércio de próximidade diurno vê as dificuldades redobradas.
Já tinhamos que passar por situações caricatas quando alguns funcionários da EMEL confundiam assistência técnica e situações de emergência, com cargas e descargas.
Por exemplo, se uma empresa vinha substituir o vidro de uma montra partido ou arranjar um qualquer aparelho avariado (arca frigorífica, ar condicionado, etc), seria natural que permitissem a entrada dos técnicos e equipamentos dentro de qualquer horário, mas não era certo, tudo dependia da discricionariedade ou do bom senso do funcionário que estivesse de serviço.
Agora é que não podem mesmo entrar. Precisam de comprar o cartão e pagar portagem.
Passámos a trabalhar num gueto.
O mais espantoso é que não tem existido motivos que justificam tal medida. Antes pelo contrário. Em Novembro/Dezembro o pilarete de entrada na Rua das Gáveas, ao Camões, esteve em baixo, criando-se assim um canal de entrada livre durante o dia. Resultaram daí problemas? Não.
Terminaram os engarrafamentos no Largo Camões, a actividade comercial do Bairro fluiu mais fácilmente e não se verificaram grandes abusos. Provou-se que, durante o dia, quem vem ao Bairro Alto entra, trata do que tem a tratar e vai-se embora.
Fechar o Bairro à sua dinâmica natural é condená-lo à desertificação diurna. É atraiçoar uma longa História. É fazer mal a Lisboa.
A Direcção da Associação de Comerciantes do Bairro Alto.
Lisboa, 21 de Janeiro de 2010.
Nos últimos dois dias, todos os fornecedores que se apresentaram para entrar no Bairro, dentro do horário de cargas e descargas, foram barrados à entrada e impedidos de entrar.
De acordo com os funcionários de serviço às entradas do Bairro tornou-se obrigatória a compra de um cartão de acesso, por 25 Euros, para que a viatura de qualquer empresa de distribuição, ou outra, tenha acesso ao Bairro Alto.
Porquê? pergunta-se. E não se compreende.
É mais um contributo oficial para a desertificação comercial diurna do Bairro Alto, mais um ataque à liberdade de comerciar e ao comércio de proximidade.
Na verdade o condicionamento do trânsito foi justificado por razões de segurança. O estacionamento caótico impedia a circulação de bombeiros e ambulâncias. A medida teve efeitos muito positivos no ordenamento do trânsito, no estacionamento e na segurança do Bairro. Por outro lado veio prejudicar a actividade comercial diurna, ajudando a isolar o Bairro Alto. Os mais prejudicados tem sido os comerciantes e as empresas que necessitam de distribuir os produtos que comercializam. O grande prejudicado tem sido o Bairro Alto, cada vez mais dependente das actividades nocturnas, enquanto o comércio de próximidade diurno vê as dificuldades redobradas.
Já tinhamos que passar por situações caricatas quando alguns funcionários da EMEL confundiam assistência técnica e situações de emergência, com cargas e descargas.
Por exemplo, se uma empresa vinha substituir o vidro de uma montra partido ou arranjar um qualquer aparelho avariado (arca frigorífica, ar condicionado, etc), seria natural que permitissem a entrada dos técnicos e equipamentos dentro de qualquer horário, mas não era certo, tudo dependia da discricionariedade ou do bom senso do funcionário que estivesse de serviço.
Agora é que não podem mesmo entrar. Precisam de comprar o cartão e pagar portagem.
Passámos a trabalhar num gueto.
O mais espantoso é que não tem existido motivos que justificam tal medida. Antes pelo contrário. Em Novembro/Dezembro o pilarete de entrada na Rua das Gáveas, ao Camões, esteve em baixo, criando-se assim um canal de entrada livre durante o dia. Resultaram daí problemas? Não.
Terminaram os engarrafamentos no Largo Camões, a actividade comercial do Bairro fluiu mais fácilmente e não se verificaram grandes abusos. Provou-se que, durante o dia, quem vem ao Bairro Alto entra, trata do que tem a tratar e vai-se embora.
Fechar o Bairro à sua dinâmica natural é condená-lo à desertificação diurna. É atraiçoar uma longa História. É fazer mal a Lisboa.
A Direcção da Associação de Comerciantes do Bairro Alto.
Lisboa, 21 de Janeiro de 2010.
19 janeiro 2010
PAVILHÃO CHINÊS

Inaugurado como bar a 18 de Fevereiro de 1986, o Pavilhão Chinês está localizado numa antiga mercearia do princípio do século XX, mantendo o mesmo nome de origem.
É um bar de grande destaque na cidade de Lisboa e, considerado por muitos como património de relevo da Lisboa romântica. A decoração das cinco salas é composta de milhares de objectos do séc. XVIII a XX de várias artes, como: medalhas, capacetes militares, modelos de aviões, quadros, canecas, bandeiras, bustos, peças únicas de Bordalo Pinheiro, etc., e foi da responsabilidade de Luís Pinto Coelho, também proprietário do bar. Este trouxe a tradição dos bares clássicos, quando ampliou o antigo espaço e recuperou todo o imóvel, incluindo a fachada e os estuques artísticos.
O que distingue o Pavilhão Chinês é o seu serviço hoteleiro requintado, os chás puros e os cocktails, todos de confecção artesanal. Desde 1986, ano em que abriu as portas como bar, já foi palco de filmagens, reuniões de congressistas, provas de vinho, entrevistas e inúmeras reportagens sobre Lisboa. Cardoso Pires no seu livro sobre Lisboa escreve “Guardou-lhe o nome de Pavilhão Chinês, respeitou-lhe a fachada, somou-lhe relíquias, sinais das guerras e dos senhores reis, pôs em altar uma colecção de manguitos Zé-povinho (Bordalo, outra vez) e fez-se bar.”
Pavilhão Chinês
Pavilhão Chinês
Rua D. Pedro V nº89
TELF: 21 3424729
http://barpavilhaochines.blogspot.com/
17 janeiro 2010
PASSMÚSICA DESCE TARIFÁRIOS

Os valores da licença da Passmúsica para o ano de 2010 são inferiores aos de 2009, tendo sofrido uma descida de 1,5%.
Os novos tarifários poderão ser consultados aqui.
Os novos tarifários poderão ser consultados aqui.
10 janeiro 2010
CRAVO E CANELA REST

Para entrada, queijinhos de cabra panados e bolinhas de morcela com doce de framboesa, seguindo-se risotto de farinheira com couve portuguesa e polvo no forno com chutney de manga. Estes são alguns dos pratos servidos no restaurante Cravo e Canela no Bairro Alto, em Lisboa.
Lasanha de maçã, mousse de requeijão com doce de framboesa e gelado de limão com champanhe e vodka, são algumas das sobremesas. Estas não as provei todas, mas certamente serão de babar.
Candelabros, espelhos, esculturas orientais e poltronas, fazem parte da decoração deste restaurante extremamente acolhedor. O Cravo e Canela passa um pouco despercebido no bairro, até à primeira vez em que lá se entra.
Cravo e Canela
R. da Barroca, 70
Bairro Alto - Lisboa
21 343 18 58
Bairro Alto - Lisboa
21 343 18 58
Fonte: http://poraipontocom.blogspot.com/2009/12/cravo-canela.html
06 janeiro 2010
CAFÉ LUSO: SEM ENFADO

SEM ENFADO!!
Postado Por: Praia do Encanto
Postado Por: Praia do Encanto
Lisboa. Dia 2. O show de fado na Casa Luso, no Bairro Alto, foi uma agradável surpresa. Mas há um pulo do gato que pode fazer a diferença dependendo do público. As apresentações são divididas em duas partes. A primeira começa às 20h30 e segue até as 22h. Trata-se de um show misto, com seis cantores de fado (três homens e três mulheres – cada um com dois números), que se alternam com apresentações folclóricas, que lembram nossa quadrilha, com adereços e passos portugueses. Para assistir a essa parte o espectador tem de consumir um mínimo de 25 euros no restaurante, o que não é difícil, pois os preços são mais elevados que os de restaurantes comuns. Uma entrada pode custar 20 euros e um prato principal cerca de 40. Aí está embutido o merecido couvert artístico dos fadistas, músicos e bailarinos. É um show turístico de muito boa qualidade, acompanhado de comida igualmente boa e com a presença de grupos de turistas às vezes barulhentos. Fui com a imagem de Amália Rodrigues ou do Madredeus na cabeça e fui surpreendido por dois homens: Marco Rodrigues, com uma belíssima voz (e jeito de galã) e o gerente do restaurante, Felipe Acácio, que no final sobe ao palco e dá um show ao lado de Marco.
Os músicos também são excelentes. E o grupo de folclore distrai – e dá um toque kitsch à aventura, que se revelou uma descoberta da boa música que é o fado.
O pulo do gato é que depois das 22h30 começa um show mais intimista, fora do palco, no meio das mesas do restaurante.
A essa altura os grupos já se foram – tanto os gregos barulhentos, quanto os japoneses ávidos por cumprimentar os cantores. Nessa parte a consumação mínima cai para 16 euros. A dica é comer pela redondeza (o Bairro Alto é o boêmio da cidade e as ruas ficam lotadas, com muitas mesas nas calçadas) e depois ir beber no Luso, ouvindo a um ótimo fado. Felipe e Marco também cantam nessa segunda parte e autografam CDs das fãs. Há um garçom brasileiro, Cláudio, que também dá boas dicas.
Na saída é gostoso explorar as ruelas do Bairro Alto, com sua agitação – da Travessa da Queimada, onde fica o Luso, até a Praça Luís de Camões há muito o que ver. Os mais jovens e sozinhos vão ser abordados por traficantes bem diretos: quer experimentar cocaína?, perguntam. É só dizer não e seguir em frente. A noite do Bairro Alto, do fado à gastronomia, é bem diversa e descontraída.
Sobrevivi sim e Lisboa tem muito mais a ser explorado.
Ah sim: em meio às festividades juninas (todos os santos do mês ganham festas enormes em Portugal), Lisboa também se abre para a diversidade sexual: amanhã ocorre aqui a Parada Gay de Lisboa… Terá até um arraial GLS programado na Praça do Comércio, com DJs e barraquinhas.
Os músicos também são excelentes. E o grupo de folclore distrai – e dá um toque kitsch à aventura, que se revelou uma descoberta da boa música que é o fado.
O pulo do gato é que depois das 22h30 começa um show mais intimista, fora do palco, no meio das mesas do restaurante.
A essa altura os grupos já se foram – tanto os gregos barulhentos, quanto os japoneses ávidos por cumprimentar os cantores. Nessa parte a consumação mínima cai para 16 euros. A dica é comer pela redondeza (o Bairro Alto é o boêmio da cidade e as ruas ficam lotadas, com muitas mesas nas calçadas) e depois ir beber no Luso, ouvindo a um ótimo fado. Felipe e Marco também cantam nessa segunda parte e autografam CDs das fãs. Há um garçom brasileiro, Cláudio, que também dá boas dicas.
Na saída é gostoso explorar as ruelas do Bairro Alto, com sua agitação – da Travessa da Queimada, onde fica o Luso, até a Praça Luís de Camões há muito o que ver. Os mais jovens e sozinhos vão ser abordados por traficantes bem diretos: quer experimentar cocaína?, perguntam. É só dizer não e seguir em frente. A noite do Bairro Alto, do fado à gastronomia, é bem diversa e descontraída.
Sobrevivi sim e Lisboa tem muito mais a ser explorado.
Ah sim: em meio às festividades juninas (todos os santos do mês ganham festas enormes em Portugal), Lisboa também se abre para a diversidade sexual: amanhã ocorre aqui a Parada Gay de Lisboa… Terá até um arraial GLS programado na Praça do Comércio, com DJs e barraquinhas.
Artur Luiz Andrade
23 dezembro 2009
DESPACHO AUTORIZA VIDEOVIGILÂNCIA
Ministério da Administração Interna - Gabinete da Secretária de Estado da Administração Interna
Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
247 SÉRIE II ( páginas 51759 a 51759 )
TEXTO :
Despacho n.º 27484/2009
Autoriza a instalação e a utilização de um sistema de videovigilância no Bairro Alto, Lisboa
Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
247 SÉRIE II ( páginas 51759 a 51759 )
TEXTO :
Despacho n.º 27484/2009
Autoriza a instalação e a utilização de um sistema de videovigilância no Bairro Alto, Lisboa
1 - Nos termos e para os efeitos do n.º 1 do artigo 3.º da Lei n.º 1/2005, de 10 de Janeiro, aprovo o Plano de Videovigilância do Bairro Alto, Lisboa, que foi proposto pelo director nacional da Polícia de Segurança Pública, o qual poderá ser de imediato executado e deve, no mais curto prazo, ser activado em todas as componentes autorizadas, nos termos seguidamente delimitados.
2 - Tendo o Plano sido submetido, nos termos da lei, à Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), foi por esta emitido parecer parcialmente positivo, no qual a CNPD considerou que os meios a utilizar são adequados e necessários para a prossecução de relevantes finalidades de prevenção criminal e reforço da segurança, não se mostrando excessivos (parecer n.º 68/2009, de 26 de Outubro).
3 - Tendo a CNPD precisado os termos e condições em que a actividade de videovigilância pode ser desenvolvida, que pelo presente despacho acolho na íntegra, o sistema deve observar as seguintes condições:
a) Apenas poderá estar em funcionamento entre as 22 e as 7 horas;
b) Não é admitida nem a recolha, nem a gravação de som;
c) Garanta dos direitos de acesso e eliminação, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 10.º da Lei n.º 1/2005, de 10 de Janeiro;
d) Apenas se permite a utilização de câmaras fixas;
e) Deverá prever o barramento dos locais privados, de molde a não focar locais privados (portas, janelas, varandas, etc.);
f) Não se permite a utilização de câmaras ocultas;
g) Não se admite a utilização de capacidade técnica de busca inteligente para identificação de pessoas;
h) Os procedimentos de segurança a adoptar pela entidade responsável devem incluir seguranças lógicas de acesso ao sistema;
i) Apenas poderá ser utilizado pelo período de seis meses, findo o qual deverá ser feita uma nova reavaliação dos pressupostos que determinaram a concessão do parecer pela CNPD;
j) A CNPD deverá ser notificada da data do início do funcionamento do sistema.
4 - Dê-se conhecimento do presente despacho ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, ao director nacional da PSP e aos presidentes das juntas de freguesia da Encarnação, Mártires, Mercês, Sacramento, Santa Catarina, São José e São Paulo.
4 de Dezembro de 2009. - A Secretária de Estado da Administração Interna, Maria Dalila Correia Araújo Teixeira.
2 - Tendo o Plano sido submetido, nos termos da lei, à Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), foi por esta emitido parecer parcialmente positivo, no qual a CNPD considerou que os meios a utilizar são adequados e necessários para a prossecução de relevantes finalidades de prevenção criminal e reforço da segurança, não se mostrando excessivos (parecer n.º 68/2009, de 26 de Outubro).
3 - Tendo a CNPD precisado os termos e condições em que a actividade de videovigilância pode ser desenvolvida, que pelo presente despacho acolho na íntegra, o sistema deve observar as seguintes condições:
a) Apenas poderá estar em funcionamento entre as 22 e as 7 horas;
b) Não é admitida nem a recolha, nem a gravação de som;
c) Garanta dos direitos de acesso e eliminação, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 10.º da Lei n.º 1/2005, de 10 de Janeiro;
d) Apenas se permite a utilização de câmaras fixas;
e) Deverá prever o barramento dos locais privados, de molde a não focar locais privados (portas, janelas, varandas, etc.);
f) Não se permite a utilização de câmaras ocultas;
g) Não se admite a utilização de capacidade técnica de busca inteligente para identificação de pessoas;
h) Os procedimentos de segurança a adoptar pela entidade responsável devem incluir seguranças lógicas de acesso ao sistema;
i) Apenas poderá ser utilizado pelo período de seis meses, findo o qual deverá ser feita uma nova reavaliação dos pressupostos que determinaram a concessão do parecer pela CNPD;
j) A CNPD deverá ser notificada da data do início do funcionamento do sistema.
4 - Dê-se conhecimento do presente despacho ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, ao director nacional da PSP e aos presidentes das juntas de freguesia da Encarnação, Mártires, Mercês, Sacramento, Santa Catarina, São José e São Paulo.
4 de Dezembro de 2009. - A Secretária de Estado da Administração Interna, Maria Dalila Correia Araújo Teixeira.
ANTES E DEPOIS: BRINQUEDOS

Brinquedos do passado alargam oferta natalícia em lojas de Lisboa
Por Sara Picareta
«As prendas de Natal para as crianças podem não ser os objectos feitos em série dos shoppings. No Bairro Alto ainda há brinquedos feitos à mão
Bonecos que começaram por ser desenhos de um blogue
Quem entrar no Antes e Depois, no Bairro Alto, vai sentir-se numa viagem ao passado dos brinquedos. Móveis e candeeiros antigos, recolhidos na rua, e uma carpete vermelha, que remete para os anos 70, contribuem para essa percepção. É um dos sítios de Lisboa em que se encontram prendas que não são obrigatoriamente fabricadas em série para as crianças.
Paulo Rebelo, um dos responsáveis da loja, revela que a ideia surgiu por acaso. "Começámos quase por brincadeira", afirma. "Eu e o meu sócio, Carlos Ferreira, gostamos muito das coisas antigas. Às vezes íamos às feiras e começámos a falar dos brinquedos que já não existem."
A partir daí tudo foi mais fácil. Pegando numa onda de revivalismo dos anos 80, os dois criaram uma loja de brinquedos antigos [Travessa da Espera 47]. Mas não só. A Antes e Depois vende também brinquedos novos. "Podem ser brinquedos novos, desde que tenham o espírito dos antigos. Não são certamente os brinquedos que se encontram nos hipermercados", explica. No fundo, a ideia foi a de "abrir uma loja com alguma quantidade de brinquedos e preços acessíveis, desde um euro até cerca de vinte euros".
Os brinquedos ali vendidos são como que transportados no tempo, pois estão como novos. Alguns não foram usados, vêm de armazéns, de stocks antigos das fábricas. "Vendemos com as embalagens originais."
Mas os brinquedos não vêm só de armazéns. Visitas a papelarias e o método porta a porta também funcionam. Às vezes "é uma questão de sorte", pois esta tarefa de recolha não é fácil e junta-se à pouca disponibilidade dos dois sócios, que têm outros empregos. Paulo salienta: "Já não há muita coisa e não há muita informação sobre o brinquedo português."
Manter uma grande diversidade não é fácil. Por isso, só agora, um ano depois, é que vão começar a ser vendidos brinquedos de corda, como robots ou esquilos. "Tínhamos esta ideia desde o início, mas só agora começou a ser concretizada", confessa. Para além disso, a Antes e Depois está a começar a adquirir mais trabalhos de artesãos, feitos à mão.
"Cada vez temos mais brinquedos diferentes. Há já um problema em expor tudo", explica. Isso acontece também pelo facto de a loja não vender só brinquedos portugueses. Carros e motos em chapa, de origem africana, também estão disponíveis.
"Há brinquedos que são um sucesso e isso é uma surpresa. É o caso das gaiolas de plástico para grilos ,que têm esgotado constantemente." Mas a lista continua: os tambores pequeninos e os trapezistas em madeira, as pandeiretas, os peões e as ardósias também ocupam um lugar cimeiro. Aliás, a loja conta com brinquedos em chapa tradicionais, como o fogão, que são feitos da mesma forma desde os anos 20. A fábrica já fechou há anos, mas ainda há algum stock.
"Já tive raparigas histéricas a gritar porque descobriram um telefone. E uma pessoa a chorar na loja, porque viu um brinquedo que já não se lembrava", revela Paulo. Este profissional de cinema considera que estas situações ocorrem porque "os brinquedos têm uma ligação muito forte à infância e mexem muito com os sentimentos mais profundos".
Não é só no produto em si que a Antes e Depois inova. O horário da loja, das 14h às 20h, pode causar estranheza. "O Bairro Alto funciona muito bem à tarde e à noite", explica.»
Fonte: Público (23/12/2009)
Por Sara Picareta
«As prendas de Natal para as crianças podem não ser os objectos feitos em série dos shoppings. No Bairro Alto ainda há brinquedos feitos à mão
Bonecos que começaram por ser desenhos de um blogue
Quem entrar no Antes e Depois, no Bairro Alto, vai sentir-se numa viagem ao passado dos brinquedos. Móveis e candeeiros antigos, recolhidos na rua, e uma carpete vermelha, que remete para os anos 70, contribuem para essa percepção. É um dos sítios de Lisboa em que se encontram prendas que não são obrigatoriamente fabricadas em série para as crianças.
Paulo Rebelo, um dos responsáveis da loja, revela que a ideia surgiu por acaso. "Começámos quase por brincadeira", afirma. "Eu e o meu sócio, Carlos Ferreira, gostamos muito das coisas antigas. Às vezes íamos às feiras e começámos a falar dos brinquedos que já não existem."
A partir daí tudo foi mais fácil. Pegando numa onda de revivalismo dos anos 80, os dois criaram uma loja de brinquedos antigos [Travessa da Espera 47]. Mas não só. A Antes e Depois vende também brinquedos novos. "Podem ser brinquedos novos, desde que tenham o espírito dos antigos. Não são certamente os brinquedos que se encontram nos hipermercados", explica. No fundo, a ideia foi a de "abrir uma loja com alguma quantidade de brinquedos e preços acessíveis, desde um euro até cerca de vinte euros".
Os brinquedos ali vendidos são como que transportados no tempo, pois estão como novos. Alguns não foram usados, vêm de armazéns, de stocks antigos das fábricas. "Vendemos com as embalagens originais."
Mas os brinquedos não vêm só de armazéns. Visitas a papelarias e o método porta a porta também funcionam. Às vezes "é uma questão de sorte", pois esta tarefa de recolha não é fácil e junta-se à pouca disponibilidade dos dois sócios, que têm outros empregos. Paulo salienta: "Já não há muita coisa e não há muita informação sobre o brinquedo português."
Manter uma grande diversidade não é fácil. Por isso, só agora, um ano depois, é que vão começar a ser vendidos brinquedos de corda, como robots ou esquilos. "Tínhamos esta ideia desde o início, mas só agora começou a ser concretizada", confessa. Para além disso, a Antes e Depois está a começar a adquirir mais trabalhos de artesãos, feitos à mão.
"Cada vez temos mais brinquedos diferentes. Há já um problema em expor tudo", explica. Isso acontece também pelo facto de a loja não vender só brinquedos portugueses. Carros e motos em chapa, de origem africana, também estão disponíveis.
"Há brinquedos que são um sucesso e isso é uma surpresa. É o caso das gaiolas de plástico para grilos ,que têm esgotado constantemente." Mas a lista continua: os tambores pequeninos e os trapezistas em madeira, as pandeiretas, os peões e as ardósias também ocupam um lugar cimeiro. Aliás, a loja conta com brinquedos em chapa tradicionais, como o fogão, que são feitos da mesma forma desde os anos 20. A fábrica já fechou há anos, mas ainda há algum stock.
"Já tive raparigas histéricas a gritar porque descobriram um telefone. E uma pessoa a chorar na loja, porque viu um brinquedo que já não se lembrava", revela Paulo. Este profissional de cinema considera que estas situações ocorrem porque "os brinquedos têm uma ligação muito forte à infância e mexem muito com os sentimentos mais profundos".
Não é só no produto em si que a Antes e Depois inova. O horário da loja, das 14h às 20h, pode causar estranheza. "O Bairro Alto funciona muito bem à tarde e à noite", explica.»
Fonte: Público (23/12/2009)
16 dezembro 2009
GALERIA: SER PORTUGUÊS
Na Travessa da Queimada nº 28, no mesmo local onde José Maria da Costa e Silva (Almarjão) fundou, em 1956, a Livraria Histórica e Ultramarina, abriu no passado dia 14 uma galeria que se expande por vários pisos e inclui um jardim interior. “Ser Português” é o nome do novo espaço que se oferece, exclusivamente,a artistas e produtos portugueses.
Quatro artistas, ALS, Francisco Ramos, Laranjeira Santos e Paulo Braga, partilham uma única designação, “Intimidades”. As propostas são diversas, ainda que a escultura tenha papel primordial nesta mostra inaugural.
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